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Em videoconferência com 40 empresários, presidente falou sobre o plano nacional de imunização e sobre a agenda de reformas. Reunião do presidente Jair Bolsonaro com empresários Everton Amaro/Fiesp Em uma nova tentativa para se aproximar do setor empresarial, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (20) com empresários no primeiro encontro "Diálogos pelo Brasil" do ano, grupo criado por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na reunião, por videoconferência, Bolsonaro falou sobre o plano nacional de imunização e sobre a agenda de reformas. Estiveram presentes 10 ministros, entre eles Paulo Guedes, da Economia, e 40 empresários, como Abílio Diniz (Península), André Bier Gerdau Johannpeter (Gerdau), André Esteves (BTG Pactual), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco) e Wesley Batista Filho (JBS). Com vacinação lenta, restrições para conter pandemia podem tirar 1 ponto percentual por mês do PIB de 2021 FMI melhora projeções para a economia global, mas condiciona otimismo ao ritmo de vacinação Brasil deve cair para 13ª posição entre maiores economias do mundo este ano, aponta FMI Economistas e empresários pedem em carta vacinação e distanciamento contra pandemia Os empresários ressaltaram a importância da vacinação, da estabilidade econômica, de novos investimentos e das reformas estruturais — com destaque para a administrativa. “O que precisamos é de um ambiente seguro para isso [para a economia girar], razão pela qual apoiamos as reformas estruturais. A reforma Administrativa é a que está mais adiantada e merece o esforço de todos para a sua aprovação”, disse Skaf. Com mais de 3 mil mortes registradas por dia no país, Bolsonaro afirmou aos empresários que a vacinação é "fundamental" para que o país volte a crescer com mais velocidade. “O Brasil não parou. Fizemos muita coisa no ano passado, desde a gestão Pazuello, e as vacinas são uma realidade hoje. Não temos medo de CPI, mas espero que essa ação não prejudique o nosso trabalho”, afirmou. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por sua vez, disse aos empresários que prevê "um horizonte melhor" de vacinação entre maio e junho e defendeu que é preciso encontrar uma solução para evitar aglomerações no transporte público. Até esta quarta-feira (20), 27.173.331 pessoas receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até às 20h. O número representa 12,83% da população brasileira. A segunda dose foi aplicada em 10.718.372 pessoas (5,06% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

Em comunicado, varejista afirmou que a aquisição poderá ampliar seu sortimento nos segmentos de moda, acessórios, presentes e design. Lojas Americanas Divulgação/Shopping Jardim Norte A Lojas Americanas anunciou nesta terça-feira (20) que acertou a compra de 70% do Grupo Uni.co, dono das marcas de varejo Puket e Imaginarium. O acordo prevê a aquisição dos 30% restantes em 3 anos. Controlado desde 2012 pela gestora Squadra Investimentos, o Grupo Uni.co tem uma rede de mais de 440 franquias, além de canais digitais. Em outubro passado, a empresa pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), em busca de recursos para comprar novos negócios, investir em tecnologia e reforçar o capital de giro. No entanto, o plano não se confirmou, uma vez que a volatilidade do mercado acionário doméstico nos últimos meses atropelou a meta dela e de ao menos duas dezenas de outras empresas brasileiras que pretendiam fazer o mesmo. A Puket é uma marca de moda infantil e adulto e acessórios, enquanto a Imaginarium tem uma rede de lojas de presentes e design criativo. Em comunicado, a Lojas Americanas afirmou que a aquisição poderá ampliar seu sortimento nos segmentos de moda, acessórios, presentes e design. O valor da transação não foi revelado.

Nova fase do plano ABC+ é lançada às vésperas da Cúpula do Clima, quando país deve ser pressionado para tomar medidas contra o desmatamento. Ela terá metas a serem cumpridas até 2030, mas que ainda não foram anunciadas por completo. Área de integração agricultura, pecuária e floresta da Embrapa de São Carlos Alexandre Rossetto Garcia/Embrapa O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta terça-feira (20), a primeira etapa do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) + 2020-2030, que apresenta bases conceituais e os objetivos estratégicos para a promoção da agropecuária de baixa emissão de carbono no Brasil nos próximos anos. O anúncio acontece dias antes da Cúpula do Clima, que começa na quinta-feira (22) e irá reunir 40 chefes de Estados para discutir o que pode ser feito sobre o aquecimento global. Na ocasião, espera-se que o presidente norte-americano, Joe Biden, pressione o Brasil em relação, principalmente, ao desmatamento na Amazônia. Artistas pedem a Biden que recuse acordo ambiental com Brasil Amazônia tem maior taxa de desmatamento em dez anos para março, diz Imazon No início do mês, em uma reunião on-line com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que preocupações com o meio ambiente não devem ser barreiras ao comércio. O plano ABC+ 2020-2030 é uma continuidade do que esteve em vigor entre 2010-2020 e que, segundo o ministério, colocou em prática 6 técnicas de produção voltadas para a sustentabilidade, como o sistema de plantio direto, reflorestamento e tratamento de dejetos animais. Com as medidas, a pasta afirma ter alcançado 115% da meta, com uma mitigação equivalente a 170 milhões de toneladas de gás carbônico. Nova década O maior desafio do plano até 2030 é disseminar as práticas aos pequenos produtores e à agricultura familiar, disse a ministra Tereza Cristina. Segundo o governo, a nova política tem o objetivo de ampliar a adoção de práticas e tecnologias sustentáveis para melhoria da renda do produtor e o enfrentamento das mudanças climáticas. Nesta terça, no entanto, não houve anúncio de quais serão as metas. De onde vem o que você come? Veja na série do G1 Mais detalhes do Plano ABC+ devem ser lançados até julho, quando ele chegará à sua segunda etapa e haverá uma consulta pública sobre o projeto, afirmou a coordenadora geral de mudanças do clima do Ministério da Agricultura, Fabiana Villa Alves. Na próxima década, a intenção é promover a "adaptação da agropecuária brasileira às mudanças do clima, mitigação das emissões dos gases do efeito estufa, com aumento de resiliência e eficiência dos sistemas produtivos por meio da gestão integrada da paisagem", explicou a coordenadora geral de mudanças do clima do Ministério da Agricultura, Fabiana Villa Alves. "Uma das ações do plano diretor da Embrapa é ampliar, até 2025, em 10 milhões de hectares as áreas com Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no país", afirmou o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti. O que é o ILPF Outras estratégias delimitadas pela pasta foram: incentivo da regularização ambiental das propriedades rurais; transferência de tecnologia, capacitação e assistência técnica; estimulo à pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico; fomento a instrumentos econômicos, financeiros e fiscais; sistema de gestão integrada de dados e informação. O plano também pretende apoiar a criação de grupos gestores estaduais para que formulem planos de ação condizentes com as características técnicas, ambientais e operacionais de cada região. Emissões de CO2 na agropecuária A agropecuária é considerada uma das grandes fontes de emissões de gases do efeito estufa no Brasil. Os bois são um dos principais emissores do gás carbônico, pois, após comerem o capim, degradam a matéria orgânica dentro do estômago e acabam gerando o metano, que será liberado na atmosfera pelo seu arroto. Um exemplo destas emissões, na prática, é o município de São Félix do Xingu (PA), que tem o maior rebanho bovino do país e é uma das cidades com a maior taxa de emissão de CO2, o principal gás do efeito estufa, segundo dados do Observatório do Clima lançado no mês passado. Não apenas os animais contribuem para a agropecuária ter o sinal vermelho para o aquecimento global. Há outros motivos, como as plantações alagadas, que liberam óxido nitroso dos fertilizantes nitrogenados. VÍDEO: Globo Rural mostra fazenda que aposta na Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta De mel a porcos e madeira: conheça fazenda que aposta na diversidade

Fabricantes de smartphones venderam cerca de 340 milhões de unidades nos primeiros três meses do ano, um aumento de 24%. iPhone 12 Pro e 12 Pro Max Reprodução/Apple As vendas globais de smartphones apresentaram recuperação no primeiro trimestre do ano e mostraram um crescimento mais forte desde 2015, informou uma empresa de mercado especializada nesta terça-feira (20). A Strategy Analytics observou que os fabricantes de smartphones venderam cerca de 340 milhões de unidades nos primeiros três meses do ano, um aumento de 24% em relação ao mesmo período em 2020. A alta seguiu-se a uma queda de mercado por causa da pandemia do novo coronavírus durante grande parte do ano passado, quando muitos consumidores adiaram compras ou atualizações. A empresa de pesquisa informou que os ganhos do primeiro trimestre foram impulsionados pela forte demanda de consumidores que possuem dispositivos desatualizados e pelo forte impulso da rede 5G dos provedores chineses. "O mercado de smartphones chinês teve um trimestre sensacional impulsionado pelo sucesso do produto 5G em vários níveis de preços", afirmou a diretora sênior da Strategy Analytics, Linda Sui, observando o aumento de 35% no mercado chinês. "A escassez de chips e as limitações de fornecimento não tiveram um impacto significativo no primeiro trimestre entre as cinco principais marcas, mas em nossa opinião foi e será uma preocupação para os fornecedores menores nos próximos trimestres", acrescentou. A Samsung liderou o mercado com 23% dos aparelhos vendidos, seguida pela Apple com 17%. Eles foram seguidos por três fabricantes chineses: Xiaomi (15%), Oppo e Vivo (11% cada). Neil Mawston, CEO da consultoria Strategy Analytics, ressaltou que o crescimento de 32% da Samsung levou ao lançamento dos "telefones 4G e 5G mais acessíveis da série A", assim como às fortes vendas de sua série da Galaxy S21. Conheça detalhes do Iphone 12: Apple anuncia a nova geração do iPhone

'Projeto Zero' investiga a segurança de vários produtos e pode divulgar falhas que não foram corrigidas pelos fabricantes. Google tem equipe que encontra e revela vulnerabilidades em softwares populares do mercado. Arnd Wiegmann/Reuterus O Google anunciou uma mudança nos prazos praticados pelo "Projeto Zero", sua equipe de "hackers do bem". Pela primeira vez, o Google dará um prazo de 30 dias para que usuários instalem as atualizações fornecidas pelos desenvolvedores após uma vulnerabilidade ser corrigida. O "Projeto Zero" foi formado pelo Google para patrocinar a caça de brechas em softwares relevantes de qualquer empresa, inclusive de concorrentes como Apple e Microsoft. O objetivo é antecipar a descoberta de falhas para que elas sejam corrigidas antes que criminosos as explorem. Desde a sua criação, em 2014, o Projeto Zero tem eventuais atrito com desenvolvedores. Pelas regras da iniciativa, as falhas não corrigidas dentro de 90 dias são divulgadas publicamente para pressionar os desenvolvedores a lançar correções. Essa pressão sobre os desenvolvedores também coloca os usuários em risco. Especialistas debatem há anos os méritos de cada escolha – se é melhor manter falhas em sigilo ou divulgá-las para informar usuários e constranger os fornecedores de software. No caso das falhas que foram corrigidas pelos fabricantes, o Google divulgava os detalhes técnicos do problema e quase que imediatamente após a solução ser disponibilizada para os usuários – mesmo antes do prazo de 90 dias ter decorrido. Ou seja, os detalhes eram publicados em 90 dias ou após a correção da falha, o que viesse primeiro. É nessa situação que entra o novo prazo estipulado pelo Google. Agora, as informações sobre as vulnerabilidades serão retidas por 30 dias após a atualização ou solução ser disponibilizada, dando mais tempo para que usuários e empresas apliquem as correções em seus sistemas. A divulgação imediata de dados de vulnerabilidades não afeta empresas que atuam principalmente com soluções on-line – como é o caso do próprio Google. Nessas soluções "em nuvem", qualquer atualização tende a ser aplicada de imediato para todos os usuários. Mas este não é o caso para sistemas e aplicativos instalados em aparelhos, como o Android, Windows ou Chrome. A disponibilidade de dados técnicos de uma falha pode permitir que criminosos explorem a brecha para atacar usuários que ainda não atualizaram seus softwares. A partir de agora, no caso do Projeto Zero, eles terão um período de 30 dias para baixar e instalar essas atualizações. Desenvolvedores podem solicitar extensões Desde a sua criação, o Google vem estendendo os prazos praticados pelo Projeto Zero. Hoje, desenvolvedores podem solicitar até 14 dias de extensão para o prazo de 90 dias concedido para falhas normais. A nova política do Projeto Zero prevê a possibilidade de extensão para as falhas chamadas "dia zero" – aquelas que são encontradas em ataques reais, não em ambientes de testes. O Google possui outra equipe de especialistas, chamada de Grupo de Análise de Ameaças (Threat Analysis Group, ou "TAG", na sigla em inglês), responsável por investigar ataques em curso na internet. Essas investigações muitas vezes encontram códigos de ataque inéditos, que podem explorar falhas desconhecidas. Nesse caso, como a vulnerabilidade já é de conhecimento dos criminosos, o Google dá um prazo de apenas sete dias para que o desenvolvedor se manifeste e publique uma solução. Os detalhes do problema são divulgados após o fim desse prazo, havendo ou não alguma forma de contornar o problema. Porém, a nova regra do Google que dá tempo para os usuários instalarem atualizações também vale para esses casos. Sendo assim, problemas corrigidos dentro do prazo de sete dias ganharão uma extensão de 30 dias para a divulgação. Os desenvolvedores também podem solicitar uma extensão de três dias para estes casos, dando um total de dez dias para a criação de um "patch". Dessa forma, o prazo máximo de divulgação para falhas já exploradas salta de 7 para até 40 dias: os sete dias iniciais, mais três solicitados pelo desenvolvedor, mais 30 caso uma solução seja publicada. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para [email protected] Veja dicas para manter seguro on-line:
Aprovação permite que deputados acelerem tramitação do projeto. Em fevereiro, Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso entregar o texto de desestatização da estatal. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) a urgência de um projeto de lei, de autoria do Executivo, que abre caminho para a privatização dos Correios. Foram 280 votos a favor e 165 contrários. A aprovação adianta a tramitação da proposta, fazendo com que ela possa ser votada diretamente no plenário, sem a necessidade de passar por comissões. O conteúdo do projeto, porém, não será votado nesta terça. Após aprovação pela Câmara, o texto ainda precisa passar pelos senadores. No fim de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente ao Congresso entregar o texto para desestatização da estatal – em uma tentativa de sinalizar que o governo segue comprometido com a agenda de privatizações. Relembre no vídeo abaixo: Bolsonaro entrega proposta que abre caminho para a privatização dos Correios O texto enviado pelo governo autoriza o Executivo a transformar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), hoje 100% estatal, em uma sociedade de economia mista, vinculada ao Ministério das Comunicações e chamada “Correios do Brasil S.A - Correios”, com sede no Distrito Federal. Ainda segundo a proposta, a Anatel passará a ser chamada de Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais e se tornará responsável por regulamentar os dois setores. "Esse projeto foi mandado para cá, ele tem prazo e hoje nós estamos só a debater a urgência da votação para que a gente possa designar o relator, que deve ser o deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), e que ele possa debater com todas as lideranças da casa qual é o melhor texto, qual é a melhor solução, o que vai ser aprovado”, disse o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O vice-líder do governo na Câmara, deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), disse que os Correios voltaram a dar lucro apenas em 2017 (veja mais abaixo). "O governo tem que cuidar da saúde, da segurança, da educação, os outros setores tem que ser privatizados e tem que ser regulado pelo governo", disse. "Com certeza a privatização será benéfica para o nosso povo, vão vir novas empresas, geração de emprego, vai ser a modernização do nosso país." Defensor da proposta, o deputado Paulo Ganime (NOVO-RJ) disse que a privatização dos Correios pode servir para o equilíbrio fiscal do país. "Precisamos discutir esse tema não só para melhorar o serviço como também para enfrentar o problema fiscal, que deve ser endereçado quando debatemos todas as empresas públicas do Brasil", disse. Apesar da aprovação, alguns parlamentares criticaram o requerimento de urgência e pediram um debate mais amplo sobre o tema. "Não há o entendimento fechado de que há necessidade de tratar esse tema com urgência, principalmente sem um calendário definido", disse líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL). Segundo a líder do PSOL, deputada Talíria Petrone (RJ), a proposta não deveria ser prioridade da Câmara neste momento. "Desde quando se discute a fundo uma matéria aprovando urgência? O debate de mérito se discute nas comissões. No meio de uma pandemia, na maior crise sanitária experimentada pelas gerações vivas, essa Casa vem aqui aprovar urgência para abrir os Correios para o capital privado?", questionou. Prioridade para o governo O governo afirma que, enquanto o texto tramita no Congresso, fará estudos para encontrar a melhor forma de privatizar a empresa: venda direta, venda do controle majoritário ou abertura no mercado de ações, por exemplo. Segundo a área econômica, o processo de modelagem da venda da empresa estatal está previsto para ser concluído em agosto de 2021, mas depende da aprovação do projeto no Congresso. A proposta escolhida ainda precisará do aval do Tribunal de Contas da União (TCU). A privatização dos Correios é uma das prioridades do Ministério da Economia. A estatal acumulou prejuízo de R$ 3,943 bilhões entre 2013 e 2016, mas desde 2017 vem registrando resultados positivos nos balanços anuais. Resultados financeiros dos Correios: 2010: R$ 826,947 milhões 2011: R$ 882,747 milhões 2012: R$ 1,044 bilhão 2013: - R$ 312,511 milhões 2014: - R$ 20,309 milhões 2015: - R$ 2,121 bilhões 2016: - R$ 1,489 bilhão 2017: R$ 667,308 milhões 2018: R$ 161,049 milhões 2019: R$ 102,121 milhões Na última quarta-feira (14), o governo publicou no Diário Oficial da União um decreto presidencial que inclui a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no Programa Nacional de Desestatização (PND).
Aprovado pelo Congresso, orçamento de 2021 ainda não foi sancionado por Bolsonaro. Impasse é motivado pela redução de gastos obrigatórios e aumento das emendas parlamentares. Paulo Guedes: apenas gastos com saúde estarão fora do teto O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou nesta terça-feira (20) que "alguns desacertos" dificultaram o "encaixe" do orçamento deste ano, o primeiro que ele considera ter sido elaborado em conjunto com o Congresso Nacional. Mas, afirmou que, mesmo assim, foi preservada a responsabilidade fiscal e o compromisso com a área de saúde. O orçamento de 2021, aprovado pelo Congresso, ainda não foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro. O prazo para isso termina na próxima quinta-feira (22). O impasse foi motivado pelo fato de o Congresso ter reduzido a previsão de gastos com despesas obrigatórias e aumentado o valor das emendas parlamentares — aquelas que deputados e senadores podem direcionar para os próprios redutos eleitorais. A equipe econômica defendia o veto integral ao Orçamento. Técnicos da área econômica manifestaram preocupação com o aumento das emendas, já que terão de ser bloqueados gastos dos ministérios e investimentos, comprometendo a capacidade do governo de ofertar serviços públicos. Mas o Congresso cobrava o compromisso político de preservação das emendas. Em busca de um acordo para a sanção do Orçamento da União de 2021, o Congresso aprovou, com o aval do Palácio do Planalto, mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias para liberar despesas fora do teto de gastos que podem superar, ao final, mais de R$ 100 bilhões. Pelas alterações, vão ser bancados com crédito extraordinário (extra-teto) cerca de R$ 20 bilhões para enfrentamento da Covid; R$ 10 bilhões para renovação do Benefício Emergencial e mais R$ 5 bilhões para o Pronampe, linha de crédito para socorrer pequenas e médias empresas. Somando com os R$ 44 bilhões do auxílio emergencial e outras despesas já definidas na área da saúde fora do teto de gastos no ano passado — e que serão efetivadas em 2021 —, o total de despesas fora do mecanismo de limitação de gastos do governo deve superar os R$ 100 bilhões. Com a retirada desses gastos do teto, o governo terá, segundo a análise de técnicos, a fórmula legal para sancionar o Orçamento de 2021 sem que o presidente Jair Bolsonaro corra riscos de cometer um crime de responsabilidade fiscal. Excluídas essas despesas, a equipe econômica terá condições, na interpretação do governo, de abrir espaço no Orçamento para bancar o pagamento das emendas parlamentares e evitar cortes elevados que paralisem alguns setores da máquina pública. Questionado pelo G1, o Ministério da Economia informou apenas que o acordo envolve diferentes áreas do governo e o Congresso. E acrescentou que aguarda para "breve" a conclusão dos entendimentos. Para o ministro Paulo Guedes, é importante que as emendas parlamentares "republicanas", infladas em cerca de R$ 16 bilhões pelo Congresso Nacional, representem os acordos políticos e se encaixem no orçamento deste ano. Guedes disse que o orçamento de 2021 manterá o compromisso com a responsabilidade fiscal e com a saúde da população, pois somente os gastos extraordinários, relacionados com a pandemia, foram excluídos da meta de resultado primário das contas públicas. A meta prevê um rombo de até R$ 247,1 bilhões neste ano. "Os gastos recorrentes continuam sob o teto, exatamente porque exprimem esse compromisso com a responsabilidade fiscal. Já o compromisso com a saúde do povo brasileiro — os gastos de natureza não recorrente — exprimem por outro lado o compromisso com a saúde e com o emprego", declarou o ministro. O acordo A partir do acordo, o presidente Jair Bolsonaro fará um veto parcial no chamado RP9, as emendas parlamentares elaboradas pelo relator do Orçamento. Ao ser aprovada a proposta orçamentária, o valor dessas emendas foi inflado em R$ 31,1 bilhões. Ao todo, as emendas parlamentares no Orçamento saltaram de R$ 16,3 bilhões para R$ 47,4 bilhões. Com o veto, o governo vai preservar os R$ 16,5 bilhões de emendas extras de parlamentares apresentadas pelo relator. E vai cortar mais de R$ 10 bilhões. Os aliados do presidente no Congresso, porém, querem que, ao longo do ano, o Palácio do Planalto busque encontrar espaço para recompor pelo menos parte do que será cortado das emendas. O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, Felipe Salto, diz que, mesmo com os cortes de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões em emendas e mais R$ 9 bilhões em despesas discricionárias do governo, a equipe econômica será obrigada a fazer um bloqueio de verbas que pode colocar em risco o funcionamento da máquina pública. A IFI calculou inicialmente que o corte no Orçamento seria na casa de R$ 31,9 bilhões. Com o acordo, a tesourada deve ser menor, mas, mesmo assim, pode comprometer alguns serviços da União. A equipe econômica defende os gastos fora do teto como medidas essenciais para combater o coronavírus, como a volta do auxílio emergencial, a renovação do Pronampe e do Programa de Preservação de Empregos, além de compra de vacinas e medicamentos.
Segundo a Receita, resultado foi influenciado por alta na arrecadação de imposto de importação e de tributos sobre empresas. No primeiro trimestre, governo arrecadou R$ 445,9 bi. A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais acelerou em março e atingiu R$ 137,932 bilhões, valor recorde para o mês, informou a Secretaria Receita Federal nesta terça-feira (20). Na comparação com março do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 116,410 bilhões, houve aumento real (descontada a inflação) de 18,49%. Os valores foram corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A arrecadação federal ainda não sentiu os efeitos da segunda onda da Covid-19 no Brasil, pois ela é resultado de fatos geradores em fevereiro. A pandemia começou a ser sentida novamente, com mais intensidade, em março deste ano, com possíveis reflexos na arrecadação de abril. Além disso, de acordo com a Receita Federal, a arrecadação do mês passado foi influenciada por "recolhimentos atípicos" de, aproximadamente, R$ 4 bilhões, por algumas empresas de diversos setores econômicos no Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e na Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL). As compras do exterior, de acordo com o órgão, também ajudaram na arrecadação. Em março, informou a Receita Federal, houve um aumento real de 50,92% no recolhimento do Imposto de Importação, para R$ 9,099 bilhões. Primeiro trimestre Nos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 445,900 bilhões. O valor representa uma alta real (descontada a inflação) de 5,64% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 426,287 bilhões) e novo recorde para o período. De acordo com a Receita Federal, houve recolhimentos atípicos de R$ 10,5 bilhões em IRPJ e CSLL nos três primeiros meses deste ano, contra R$ 2,8 bilhões no mesmo período do ano passado, por empresas de diversos setores econômicos, o que ajudou o resultado de 2021. Guedes comemora resultado O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou o resultado da arrecadação em março e no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, os bons números mostram que a atividade econômica estava se recuperando novamente, mas acrescentou que a segunda onda da Covid-19 pode ter impacto no nível de atividade. "Estamos observando que os índices de atividades econômica do BC vieram bem acima do esperado, mostrando recuperação em todos setores, até mesmo o comércio superando a fase pré-pandemia. E índices de emprego formal mostram que o Brasil se levantou. Foi derrubado pela pandemia, mas se recuperou", disse Guedes. Segundo ele, é preciso acelerar o ritmo de vacinação para permitir um retorno seguro ao trabalho. "A melhor política fiscal [para as contas públicas] é vacina, vacina e vacina. Porque temos de garantir o retorno seguro ao trabalho da população brasileira. É possível que haja um impacto da segunda onda", declarou. Ele disse que "novas camadas de proteção" à população, com o auxílio emergencial, programa de manutenção do emprego e crédito para microempresas, estão sendo adotados. VÍDEOS: assista a mais notícias sobre economia

Companhia também lançou nova Apple TV 4K e acessório para encontrar objetos. Novos iPads Pro, anunciados em evento em 20 de abril de 2021. Reprodução/Apple A Apple anunciou em um evento on-line nesta terça-feira (20) uma nova geração do iPad Pro e novos computadores iMac com processadores desenvolvidos pela própria empresa. No Brasil, o tablet vai custar a partir de R$ 10.799, enquanto o computador parte de R$ 17.599 (veja os detalhes abaixo). O iPhone 12 e o iPhone 12 mini também marcaram presença, com a chegada de uma nova cor: roxa. O celular, à venda no Brasil desde novembro, custa a partir de R$ 6.999 – a empresa não confirmou quando a opção de visual chegará no país. Nos EUA, a novidade pode ser comprada a partir de sexta-feira (23). iPhone 12 e iPhone 12 mini na cor roxa. Divulgação/Apple Novo iPad Pro A versão mais potente do tablet da Apple agora vem com o mesmo processador presente nos computadores da marca, o chip M1, que estreou nos laptops no final do ano passado. Segundo a companhia, essa mudança traz 50% mais velocidade de processamento e 40% mais desempenho gráfico em relação ao modelo anterior. SAIBA MAIS: veja os detalhes sobre o processador M1 da Apple O iPad Pro agora tem suporte à tecnologia 5G, câmera melhorada e entrada Thunderbolt para se conectar a acessórios. Novos iPad Pro são compatíveis com acessórios como teclados. Divulgação/Apple São duas opções de tela: 11 polegadas ou 12,9 polegadas – este com tecnologia miniLED, que promete mais brilho e contraste. A versão menor será vendida por a partir de R$ 10.799, enquanto a maior parte de R$ 14.799 – os valores dependem do armazenamento escolhido. A opção com tela de 12,9 polegadas, 5G e 2 TB de espaço, por exemplo, sai por R$ 29.999. A companhia não divulgou quando as vendas começam no Brasil. Novo iMac Novas cores do iMac. Divulgação/Apple O computador "tudo em um" da Apple não recebia atualizações no visual há anos. Agora, estará disponível em 7 cores (verde, amarelo, laranja, rosa, roxo, azul e prata), com um design de linhas retas "50% menos volumoso", segundo a companhia. O modelo também conta com o processador fabricado pela própria empresa, o M1. Os preços variam entre R$ 17.599 e R$ 22.599, dependendo do processador, acessórios e armazenamento escolhidos. Junto com o computador, a Apple lançou uma nova versão de seu mouse e de seu teclado, agora com um leitor de impressão digital para desbloquear o computador. Teclado da Apple agora vem com TouchID, leitor de impressão digital. Modelo vem com iMac que custa a partir de R$ 20.099. Divulgação/Apple A empresa ainda não divulgou quando as vendas começam no país. AirTags A Apple também mostrou as AirTags, um pingente que pode ser colocado em objetos para encontrá-los com mais facilidade por meio do aplicativo "Buscar" no iPhone. AirTag, acessório da Apple para encontrar objetos. Divulgação/Apple Conectadas por Bluetooth, as tags se comunicam entre si e com os celulares para mostrar a localização de objetos em um mapa ou emitir alertas sonoros. A unidade será vendida por R$ 369, com um pacote com 4 tags por R$ 1.249. A data do início das vendas não foi revelada. Em fevereiro, a Samsung lançou um produto similar no Brasil por a partir de R$ 199. Nova Apple TV 4K Nova Apple TV 4K, anunciada em 20 de abril de 2021. Divulgação/Apple A companhia também anunciou uma nova geração da Apple TV, aparelho que adiciona funcionalidades de smart TV a televisores convencionais e promete mais integração com iPhones e iPads no televisor. O produto possui compatibilidade com a resolução 4K e um novo controle remoto que pode receber comandos de voz por meio da Siri, assistente virtual da Apple. A Apple TV 4K irá custar a partir de 2.399 – ainda sem data para a chegada no país.

Variação percentual do país foi a maior entre os países associados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) no ano passado; em outubro, G1 mostrou como o mercado havia se aquecido com o isolamento social. Consumo per capita de vinho no Brasil ainda é baixo: enquanto um português bebe 69 garrafas de vinho, um brasileiro consome apenas três. porto Confirmando as expectativas de quem tornou mais frequente aquela taça de vinho no dia a dia, o consumo da bebida no Brasil cresceu 18,4% em 2020, segundo a maior autoridade no setor, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O país passou de aproximadamente 360 milhões de litros para 430 milhões de litros entre o ano de 2019 e de 2020. O aumento foi o maior entre os países associados da entidade, mesmo que o brasileiro ainda não seja destaque no mercado mundial: nossa fatia é de apenas 2% do total. "Claro que partindo de uma base baixa, o aumento percentual é maior. Mas o Brasil teve um aumento excepcional do consumo de vinhos pelo e-commerce em 2020", diz Pau Roca, presidente da OIV. A consequência foi também uma alta expressiva no índice de consumo por pessoa. Em 2020, o brasileiro bebeu, em média, 2,6 litros de vinho no ano. Em 2019, esse número era de 2 litros ao ano por pessoa. A métrica da OIV considera como adultos os maiores de 15 anos. O número ainda é bastante baixo comparado a países tradicionais no mercado de vinhos. Os líderes no consumo per capita continuam sendo Portugal (51,9 litros per capita ao ano), Itália (46,6 litros) e França (46 litros). Isso significa que um português bebe 69 garrafas de vinho enquanto um brasileiro consome apenas três. Venda de vinhos tem alta de 31% em 2020, impulsionada pela quarentena A OIV também divulgou o consumo global de vinho, de 23,4 bilhões de litros. Em relação a 2019, houve queda de 3% no ano passado, puxado pela redução do consumo na China. Por lá, a diminuição chegou a 17%. Os chineses são o sexto maior mercado de vinhos do mundo, com 1,2 bilhão de litros/ano. A liderança é dos Estados Unidos, com 3,3 bilhões de litros. Como a população também é grande, o consumo per capita anual americano é de 12,2 litros. Pandemia fez consumo de vinhos aumentar Isolamento social A tendência de alta está em linha com os resultados medidos pelo mercado interno de vinho. Em outubro, o G1 fez um Raio X do setor e mostrou como o isolamento social havia favorecido as vendas de vinho em detrimento de outras bebidas alcoólicas, geralmente associadas a festas e eventos. E o e-commerce era justamente um dos destaques, pela praticidade na hora da compra, pela segurança ao dispensar a saída de casa e pela disponibilidade de conteúdo para que o consumidor se informe sobre a melhor garrafa. Venda de vinhos dispara no Brasil durante a pandemia e produtores tentam segurar o novo consumidor A Evino, por exemplo, cresceu 62% no ano passado em faturamento – o valor total não foi divulgado, mas até setembro acumulava R$ 300 milhões, quase que 100% digital. A Grand Cru, que também falou à reportagem, fechou o ano com crescimento de 105% na operação digital, aumentando a fatia vendida pela internet de 9% para 17% do faturamento da empresa – a meta é chegar a 23% em 2021. Segundo a Ideal Consulting, que mede a formação de estoque dos revendedores, o aumento das vendas para os pontos de comércio foi de 31% em 2020. As métricas têm diferença para as da OIV, mas as tendências estão em linha. A organização global tem outro recorte de idade, dá ênfase ao consumo direto em vez de vendas e à produção com uvas vitiviníferas, que são a base dos vinhos finos. São os finos que tentam bater de frente com produtores vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai, e que têm ampla procura de quem aprecia a bebida. Os tradicionais europeus – da França, Portugal e Itália, em especial – também costumam ter preços competitivos. Casal pede o vinho mais barato de restaurante em NY e recebe uma garrafa de US$ 2 mil por engano Em 2021, a tendência é que os números sejam menos expressivos por conta do agravamento da crise econômica causada pelo coronavírus. O clima quente, os altos preços, a dificuldade de importação e uma produção incipiente são fatores que sempre afastaram o Brasil de se tornar uma grande referência no mercado mundial até aqui. O dólar alto, que impacta os preços de importados e dos insumos para produção nacional, e o dinheiro mais curto no bolso do brasileiro trazem de volta os antigos desafios. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x

Plataforma divulgou na última sexta (16) que derrubaria conteúdos que recomendassem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da doença. Bolsonaro recomenda uso de cloroquina contra Covid-19 em vídeo de 9 de julho de 2020 Reprodução/YouTube Mesmo com a nova política do YouTube de proibir vídeos que recomendem o uso de hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento ou prevenção da Covid-19, publicações do presidente Jair Bolsonaro que indicam esses medicamentos continuam no ar. Esses remédios não têm eficácia comprovada contra a doença. Na última sexta-feira (16), a plataforma divulgou que "canais que publicarem conteúdos que desrespeitem a regra terão o material removido". E que faria isso também de forma retroativa. No mesmo dia, o G1 enviou ao YouTube trechos de uma das lives de Bolsonaro, de 14 de janeiro, em que ele cita esses medicamentos, questionando se ela contrariava as regras. Na noite de segunda (19), a empresa confirmou à reportagem que removeu o conteúdo por violação da sua política. No entanto, ao menos outros três vídeos publicados no perfil do presidente em que ele fala sobre tratamentos sem eficácia para a Covid ainda estavam disponíveis na plataforma nesta terça (20). São lives de 9 de julho de 2020, 10 de dezembro de 2020 e 15 de abril de 2021 - o presidente costuma fazer transmissões ao vivo às quintas-feiras. Após a publicação da reportagem, o YouTube disse ao G1 que "diversos vídeos estão sendo revisados e podem ainda ser removidos". Em uma das lives, Bolsonaro fala que tomou cloroquina e "se safou", apesar de o remédio não ter a eficácia comprovada contra a Covid. O presidente também afirma, em outro vídeo, que os medicamentos "são eficazes no tratamento do coronavírus". As alegações são similares às do vídeo que foi removido, onde Bolsonaro diz que "mais de 200 pessoas contraíram Covid, e foram tratadas precocemente, nenhuma foi para o hospital" (veja em detalhes abaixo). Remoção não depende de denúncia O YouTube, que pertence ao Google, não depende apenas de denúncias para remover os conteúdos que estão em desacordo com a política de uso. Ele diz contar "com uma combinação de pessoas e tecnologia para sinalizar conteúdo impróprio e aplicar essas diretrizes". E que as sinalizações podem vir de sistemas automatizados, de membros do Programa de Revisor Confiável (ONGs, agências governamentais e indivíduos) ou de usuários da comunidade mais ampla do YouTube. Segundo a empresa, a máquina ajuda a detectar conteúdo potencialmente violador e a enviá-lo para "análise humana". A tecnologia ajuda a encontrar conteúdo semelhante a outro que já tenha sido removido, mesmo antes de ser visualizado. E esses sistemas são particularmente eficazes na sinalização de conteúdo com a mesma aparência - como spam ou conteúdo adulto. Mas em fevereiro passado, quando o vídeo em que o deputado Daniel Silveira fazia apologia ao AI-5 foi derrubado do canal dele na plataforma, por violação da política, o mesmo conteúdo foi replicado diversas vezes e seguiu no ar em outros canais do YouTube, conforme o G1 apontou. No levantamento mais recente sobre vídeos removidos, que se refere ao último trimestre de 2020, a empresa diz ter derrubado 9,3 milhões de postagens que violavam alguma de suas regras, sendo que 94% delas foram "deduradas" por máquinas. Já o total de vídeos tirados do ar por desinformação sobre o coronavírus desde o início da pandemia não chega a 1 milhão, também segundo a companhia. O que diz a política do YouTube A plataforma informou na sexta que serão retirados vídeos que tenham: conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19; conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para prevenção da Covid-19; afirmações de que ivermectina ou hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a Covid-19; alegações de que há um método de prevenção garantido contra a Covid-19; afirmações de que determinados remédio ou vacinas são uma cura garantida para a Covid-19. Além disso, em suas diretrizes, o YouTube diz que "também não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)". De acordo com a empresa, a conduta mencionada vale para: tratamento; prevenção; diagnóstico; transmissão; diretrizes sobre distanciamento social e autoisolamento; e a existência da Covid-19. O que Bolsonaro fala nas lives? Vídeo de 9 de julho de 2020 No vídeo feito a partir de transmissão ao vivo, o presidente recomenda por mais de uma vez o uso de hidroxicloroquina e da ivermectina contra a Covid-19. Ele chega a mostrar uma caixa com hidroxicloroquina. O vídeo conta com mais de 360 mil visualizações. Veja os trechos: “... declarou que tomou por ocasião de seu tratamento, a hidroxicloroquina, e eu tomei, e deu certo. Eu tô muito bem, graças a Deus. E aqueles que criticam, pelo menos apresentem uma alternativa. Ora, não dá certo a hidroxicloroquina, você tem que tomar a ivermectina ou então a anitta, que é outra também que está muito comentada por aí, e que são eficazes no tratamento do coronavírus.” “Nós temos relatos de centenas de médicos no Brasil e de centenas e centenas de pessoas, que foram infectados, e foram tratados com isso [hidroxicloroquina e ivermectina] e deu certo”. Vídeo de 10 de dezembro de 2020 Em vídeo do final do ano passado, Bolsonaro garante a eficácia de hidroxicloroquina e ivermectina contra a Covid. A publicação tem mais de 168 mil visualizações. Veja o trecho: “O que que tem no hospital? O respirador. Salva gente? Salva gente, sim, salva gente, mas tem que se evitar aí o intubamento da pessoa. Evita-se como? Numa primeira fase, o tratamento, que é a tal da hidroxicloroquina, ivermectina e anitta, entre outras coisas, vitamina D, azitromicina. Hoje os médicos sabem disso, se o teu médico fala que não, você tem o direito de procurar outro médico.” Vídeo de 15 de abril de 2021 Em live de 15 de abril de 2021, o presidente Jair Bolsonaro afirma que tomou cloroquina e "se safou" da Covid Reprodução/Youtube Na live da última quinta (15), um dia antes de o YouTube anunciar as novas regras, Bolsonaro relacionou a cloroquina como um tratamento eficaz contra a Covid-19. O vídeo tem mais 486 mil visualizações. Veja os trechos: “Eu não quero discutir a cloroquina aqui. Eu tomei e me safei, muita gente tomou e se safou. E isso se chama tratamento precoce ou tratamento imediato, ou tratamento 'off-label', os médicos têm o direito de bem receitar o que ele achar que é o melhor para o paciente.” “É exemplo de Chapecó, o prefeito lá, o João Rodrigues, lá os médicos têm liberdade para receitar o que ele achar melhor. Se ele acha que vai ser a cloroquina, vai ser, a ivermectina, vai ser, seja lá o que for.” Vídeo de 14 de janeiro de 2021 O vídeo que foi retirado do ar após questionamento do G1 continha afirmações similares às da live de 9 de julho de 2020. Na publicação, que tinha mais de 270 mil visualizações, o presidente recomendava o uso de hidroxicloroquina e ivermectina contra a Covid-19 ao lado do então Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Veja o trecho: “Se fosse esperar uma comprovação científica, teriam morrido quantas pessoas naquela Guerra do Pacífico, que não morreram. É a mesma coisa o tratamento precoce da Covid com hidroxicloroquina, com ivermectina, uma tal da anitta, mais azitromicina, mais vitamina D. E não faz mal isso aí. Se, lá na frente, for comprovado que não surtia efeito, que não vai acontecer porque, repito, nesse prédio que eu tô aqui, mais de 200 pessoas contraíram Covid, e foram tratadas precocemente, nenhuma foi para o hospital." O G1 procurou o Palácio do Planalto, que disse que não vai comentar a derrubada do vídeo. Ele continua no ar no Facebook, onde as transmissões ao vivo também são realizadas. Vídeo da live de Bolsonaro de 14 de janeiro de 2021 foi removido pelo YouTube na última segunda (19) Reprodução Além das lives de quinta, Bolsonaro conversa frequentemente com apoiadores no Palácio do Alvorada, na saída ou na chegada do trabalho. Esses encontros costumam ser compartilhados pelos apoiadores e trechos são editados e publicados pelo canal Foco do Brasil. Neles, o presidente também já defendeu o tratamento precoce e outras medidas que vão contra as recomendações da OMS, como a vacinação e o distanciamento social. Em janeiro passado, o Twitter afirmou que um post de Bolsonaro sobre "tratamento precoce" da Covid violava regras da plataforma, mas manteve a mensagem no ar. Ela foi acrescida de um alerta sobre "publicação de informações enganosas". Este tipo de medida restringe a circulação do tuíte, mas ele continua disponível na rede social. Posição da OMS No início de março, a OMS publicou uma diretriz na qual pede fortemente que a hidroxicloroquina não seja usada como tratamento preventivo da Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o fabricante da ivermectina já alertaram que o medicamento não é eficaz contra o coronavírus. Recentemente, entidades médicas disseram que o uso de medicamentos sem comprovação científica deve ser banido. SAIBA MAIS: Após descobrir problema no fígado por causa do uso excessivo da ivermectina, baiana lamenta: 'Bobagens que a gente faz' Recentemente, o Facebook e o Instagram anunciaram que iriam exibir um selo em conteúdos que abordassem tratamentos sem comprovação científica. VÍDEO: Primeiro-ministro francês cita uso de cloroquina no Brasil para rebater deputado e provoca risos 'Kit Covid' no Brasil No Brasil, os medicamentos chegaram a ser recomendado como um dos integrantes do "Kit Covid", voltado ao suposto "tratamento precoce" da doença. ENTENDA: Por que a Associação Médica Brasileira mudou de opinião e agora diz que o ‘kit Covid’ deve ser banido O presidente Jair Bolsonaro costuma defender o uso da hidroxicloroquina, mesmo sem comprovação científica contra a Covid-19. O governo federal também adquiriu e distribuiu a medicação a estados e municípios. Em janeiro, o Ministério da Saúde lançou um aplicativo que recomendava o uso do medicamento. Ele saiu do ar dias depois.

Os candidatos às vagas na Seara precisam ter o ensino médio completo, mas não é obrigatória experiência prévia. JBS: vagas de emprego são na Seara Divulgação A JBS anunciou a abertura de 3.500 vagas de emprego para atuação nas unidades da Seara como operador de produção e em outras funções da operação, em momento em que é crescente a demanda exportadora por carnes brasileiras, de acordo com comunicado. Veja mais vagas de emprego pelo país Os candidatos às vagas na Seara precisam ter o ensino médio completo, mas não é obrigatória experiência prévia na função. As vagas são para os estados de Santa Catarina (884), São Paulo (791), Rio Grande do Sul (690), Paraná (441), Mato Grosso do Sul (333), Minas Gerais (131), Rio de Janeiro (89), Bahia (78), Pernambuco (62), Distrito Federal (54), Mato Grosso (30), Ceará (9), Rio Grande do Norte (3) e Amazonas (1). As inscrições podem ser feitas pelo site https://jbs.com.br/carreiras/. "As oportunidades de crescimento na JBS são imensas, com o aumento da demanda, estamos em busca de colaboradores que queiram crescer conosco", disse em nota o diretor de Gente & Gestão da Seara, Fernando Meller. A Seara é a segunda maior produtora e exportadora de carne de frango e suína do país, atrás da BRF, e também fabrica produtos processados de maior valor agregado. Com uma força de trabalho de cerca de 75 mil pessoas, a produção da Seara abastece tanto o mercado brasileiro quanto o externo, com destaque para Europa, Oriente Médio e Ásia, segundo informação do site da JBS. A nota disse ainda que o grupo JBS já gerou 1.500 empregos em 2021. Em 2020, a JBS foi uma das empresas que mais geraram postos de trabalho, somando 12 mil novas vagas, o que tornou a empresa a "maior empregadora" do país com mais de 145 mil colaboradores, segundo o comunicado.

Embarques de soja para a China caíram 85% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. China reduz compras de soja do Brasil e eleva importação dos EUA. Divulgação As importações de soja pela China junto ao Brasil recuaram em março com a chuva atrasando alguns embarques do principal exportador global da oleaginosa, mas as compras do país nos EUA dispararam e aumentaram mais de quatro vezes com a chegada de carregamentos atrasados, atingindo o maior total mensal desde dezembro de 2016. A China, maior importadora global de soja, importou 315.334 toneladas do Brasil em março, queda de 85% frente as 2,1 milhões de toneladas no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas nesta terça-feira (20). As importações do Brasil foram as menores desde janeiro de 2017, segundo registros da Reuters com os dados da alfândega. Mais do que compensando esse recuo, a China importou 7,18 milhões de toneladas de soja dos EUA em março, alta de 320% frente à 1,7 milhão de toneladas no mesmo mês do ano anterior. Os dados desta terça-feira foram os primeiros com separação por origem da soja desde que a China publicou números mostrando que as importações de soja em março cresceram 82%, para 7,7 milhões de toneladas. "Boa parte disso parece que se deve a atrasos que afetaram o momento de chegada dos embarques dos EUA", disse Darin Friedrichs, analista da StoneX. "Alguns dos carregamentos poderiam ter chegado antes, mas não foram realmente descarregados até março." A China tem aumentado compras de produtos agrícolas e outros dos EUA após os dois lados terem assinado um acordo comercial inicial em janeiro passado. Mas os compradores de soja se voltaram mais para os EUA do que o usual em 2021, uma vez que chuvas no Brasil atrasaram a colheita por lá e as exportações. Processadores chineses importam a oleaginosa para esmagamento e produção de farelo de soja para ração e fabricação de cozinha. Eles haviam aumentado compras de soja por expectativa de forte demanda em meio à recuperação do rebanho suíno chinês. Mas uma severa onda de casos de peste suína africana nos últimos meses dizimou ao menos 20% do rebanho de fêmeas no norte da China, segundo algumas estimativas, reduzindo a demanda por farelo de soja. O aumento no uso de trigo para ração também segurou a demanda por farelo de soja, segundo analistas e operadores de mercado. Vídeos: tudo sobre agronegócios

Loja experimental da empresa conta com realidade aumentada para clientes visualizarem pintura no cabelo. Tablet em salão de cabeleireiro da Amazon mostra prévia de coloração no cabelo utilizando realidade aumentada. Divulgação/Amazon A Amazon anunciou nesta terça-feira (20) a abertura de um salão de cabeleireiro em Londres, no Reino Unido, que utiliza a tecnologia de realidade aumentada (AR, na sigla em inglês) para mostrar uma prévia de coloração no cabelo. Um tablet montado em uma parede utiliza câmera frontal para mostrar aos clientes os resultados em diferentes cores. A loja também irá testar uma tecnologia de "apontar e aprender", na qual as pessoas poderão indicar um produto em que estão interessados para "saber mais informações e opções de compra". Loja testa recurso para 'apontar e saber mais' sobre produtos expostos. Divulgação/Amazon O acesso ao salão inicialmente ficará restrito para funcionários da empresa, mas outros clientes terão a entrada liberada "nas próximas semanas", segundo um comunicado. A Amazon, gigante do varejo on-line, tem nos Estados Unidos e no Reino Unido lojas físicas que permitem aos clientes fazer compras sem passar pelo caixa. Saiba mais: Amazon testa pagamentos com a palma da mão nos EUA A companhia afirmou, no entanto, que a essa é uma "loja experimental" onde exibirá novos produtos e tecnologias e não há planos para abrir novos salões.
Dado aponta continuidade na recuperação econômica, mas taxa expressiva 'não é motivo de euforia', diz pesquisador. A economia brasileira cresceu 1,4% em fevereiro deste ano na comparação com o mês anterior, na análise da série dessazonalizada, segundo o Monitor do PIB-FGV divulgado nesta quarta-feira (20). 'Prévia' do PIB do BC indica alta de 1,7% no nível de atividade em fevereiro O dado ficou abaixo da estimativa divulgada na véspera pelo Banco Central: o IBC-Br apontou uma expansão de 1,7% no nível de atividade em fevereiro, com o indicador retornando ao patamar anterior à pandemia. Segundo o coordenador do estudo, Claudio Considera, a alta em fevereiro mostra continuidade na recuperação da economia. Ele ressalta, no entanto, que, embora a taxa seja "expressiva", ela "não é motivo de euforia, já que são taxas comparadas a meses sob forte impacto da recessão da pandemia". Na comparação dos três meses encerrados em fevereiro com os três meses anteriores, a FGV apontou que houve alta de 2,9%. Já ante fevereiro de 2020, houve alta de 1,6%. Segmentos econômicos Dentre as três grandes atividades econômicas, apenas a indústria teve leve retração em fevereiro, de 0,4%. Os serviços, por sua vez, tiveram alta de 1,4%, influenciados por serviços de informação (5,3%) e intermediação financeira (7%). Os dados da FGV não desagregam o desempenho da agropecuária no período.

Nesta terça-feira, principal índice da bolsa caiu 0,72%, a 120.062 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em queda nesta terça-feira (20), após o Congresso aprovar projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito extraordinário para custear medidas de enfrentamento à pandemia e acompanhando pessimismo no exterior. O Ibovespa recuou 0,72%, a 120.062 pontos. Veja mais cotações. Na segunda-feira, a bolsa fechou em queda de 0,15%, a 120.934 pontos, encerrando uma sequência de altas desde o dia 12. Com o resultado de hoje, o índice acumula alta de 2,94% no mês. No ano, subiu 0,88%. Entenda o que é o Day Trade – e saiba se é possível enriquecer com essa modalidade Cenário O Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (19) um projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito para custear medidas de enfrentamento à pandemia sem indicar de onde virá o dinheiro para cobrir esses gastos. Além de dispensar o governo de indicar uma compensação a esses gastos adicionais, o projeto de lei exclui os programas emergenciais de auxílio a empresários da meta fiscal estabelecida para 2021 – um rombo de R$ 247,1 bilhões nas contas públicas. O texto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para liberar a abertura dos créditos extraordinários. A mudança é vista pela equipe econômica como necessária para a retomada dos programas de crédito a micro e pequenas empresas (Pronampe) e de redução de salário e jornada (BEm), adotados em 2020. O Ministério da Economia informou que, com a aprovação do projeto de lei, destinará "nos próximos dias" até R$ 10 bilhões para o BEm e até R$ 5 bilhões para o Pronampe. Investidores globais seguem repercutindo a percepção de que o banco central dos Estados Unidos manterá estímulos por tempo indeterminado, enquanto a retomada econômica no mundo amplia a demanda por ativos mais arriscados, caso das moedas emergentes - grupo do qual o real faz parte. Variação do Ibovespa em 2021 G1 Economia
Pagamentos serão feitos dessa forma apenas para os trabalhadores que não indicarem outra conta no requerimento do benefício e que não tenham outro tipo de poupança na Caixa. A partir desta terça-feira (20), a Caixa Econômica Federal (CEF) começa a pagar o seguro-desemprego por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa TEM. Os pagamentos serão feitos desta forma apenas para os trabalhadores que não indicarem outra conta no requerimento do benefício e que não tenham outro tipo de poupança na Caixa. Veja o passo a passo para abrir a poupança social digital Segundo a Caixa, para quem já tem outro tipo de conta no banco, os créditos serão realizados nas contas existentes e os valores poderão ser movimentados da forma habitual dos demais recursos. O banco afirma ainda que, nos casos em que o valor do seguro-desemprego não possa ser creditado em conta existente ou em conta poupança social digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, nas agências, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Quem tem direito Tem direito ao seguro-desemprego o trabalhador que atuou em regime CLT e foi dispensado sem justa causa, inclusive em dispensa indireta - quando há falta grave do empregador sobre o empregado, configurando motivo para o rompimento do vínculo por parte do trabalhador. Também pode requerer o benefício quem teve o contrato suspenso em virtude de participação em programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, o pescador profissional durante o período defeso e o trabalhador resgatado da condição semelhante à de escravo. Não é permitido receber qualquer outro benefício trabalhista em paralelo ao seguro nem possuir participação societária em empresas. Como funciona O trabalhador recebe entre 3 a 5 parcelas, dependendo do tempo trabalhado. O trabalhador recebe 3 parcelas do seguro-desemprego se comprovar no mínimo 6 meses trabalhado; 4 parcelas se comprovar no mínimo 12 meses; e 5 parcelas a partir de 24 meses trabalhado. Para solicitar o seguro-desemprego pela 1ª vez, o profissional precisa ter atuado por pelo menos 12 meses com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela 2ª vez, precisa ter trabalhado por 9 meses. Já na 3ª e demais, no mínimo 6 meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 16 meses. Ampliação do uso do Caixa TEM Criadas para o pagamento do Auxílio Emergencial, as contas poupanças sociais digitais, movimentadas pelo Caixa TEM, têm tido seu uso expandido pela Caixa. Quem quis fazer no ano passado o saque emergencial de até R$ 1.045 nas contas do FGTS no ano passado, por exemplo, precisou fazê-lo usando o aplicativo. Em dezembro, os pagamentos do Bolsa Família também começaram a ser feitos da mesma forma. Quem não tem conta em banco também teve o abono salarial do PIS pago via Caixa TEM.

Nesta terça-feira, a moeda norte-americana subiu 0,15%, vendida a R$ 5,5563. Notas de dólar Reuters/Dado Ruvic O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira (20), após o Congresso aprovar projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito extraordinário para custear medidas de enfrentamento à pandemia. A moeda norte-americana subiu 0,15%, vendida a R$ 5,5563. Veja mais cotações. Na segunda-feira, a moeda norte-americana recuou 0,65%, vendida a R$ 5,5480. No mês, a queda acumulada é de 1,27%. No ano, o avanço é de 7,12%. O Banco Central anunciou para este pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em novembro de 2021 e abril de 2022. Real é a moeda mais barata do mundo emergente e a que mais depreciou por Covid-19, calcula BofA Cenário Governo anuncia R$ 10 bi para nova rodada do Programa de Manutenção no Emprego O Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (19) um projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito para custear medidas de enfrentamento à pandemia sem indicar de onde virá o dinheiro para cobrir esses gastos. Além de dispensar o governo de indicar uma compensação a esses gastos adicionais, o projeto de lei exclui os programas emergenciais de auxílio a empresários da meta fiscal estabelecida para 2021 – um rombo de R$ 247,1 bilhões nas contas públicas. O texto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para liberar a abertura dos créditos extraordinários. A mudança é vista pela equipe econômica como necessária para a retomada dos programas de crédito a micro e pequenas empresas (Pronampe) e de redução de salário e jornada (BEm), adotados em 2020. O Ministério da Economia informou que, com a aprovação do projeto de lei, destinará "nos próximos dias" até R$ 10 bilhões para o BEm e até R$ 5 bilhões para o Pronampe. Investidores globais seguem repercutindo a percepção de que o banco central dos Estados Unidos manterá estímulos por tempo indeterminado, enquanto a retomada econômica no mundo amplia a demanda por ativos mais arriscados, caso das moedas emergentes - grupo do qual o real faz parte. Variação do dólar em 2021 Economia G1

Relatório da entidade apontou aumento de 1,5 bilhão de toneladas nas emissões para este ano, motivadas por uma recuperação na demanda de carvão no setor de energia. Crescimento do carvão neste ano deve ser 60% maior do que o de todas as energias renováveis juntas. Ondas de fumaça e vapor da Central Elétrica de Belchatow, a maior usina termoelétrica a carvão da Europa, perto de Belchatow, na Polônia, em 8 de novembro de 2018. Kacper Pempel/Reuters As emissões globais de gás carbônico (CO2) terão o segundo maior aumento da história em 2021, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório anual sobre energia global, divulgado nesta nesta terça-feira (20). O aumento nas emissões será de 1,5 bilhão de toneladas. Segundo o relatório, o crescimento das emissões será motivado pela recuperação na demanda de carvão, principalmente no setor de energia. O crescimento do carvão neste ano deve ser 60% maior do que o de todas as energias renováveis juntas. "Esta recuperação econômica é tudo menos sustentável para o nosso clima", afirmou, em uma publicação na rede social Twitter, o diretor da AIE, Fatih Birol. 00:00 / 26:23 Veja outros pontos do relatório: A demanda global de energia deve aumentar 4,6% em 2021. O aumento é maior do que a redução de 4% vista em 2020 e está 0,5% acima dos níveis de 2019. Quase 70% do aumento projetado na demanda global de energia ocorre em mercados emergentes e economias em desenvolvimento – onde a demanda deverá aumentar para 3,4% acima dos níveis de 2019. O uso de energia em economias avançadas deve ficar 3% abaixo dos níveis anteriores à pandemia. A demanda global de carvão deve crescer 4,5% neste ano – ficando mais alta do que em 2019 e perto de seu pico, em 2014. A demanda de petróleo também está se recuperando rapidamente, mas, com o setor de aviação ainda lento, deve ficar abaixo do pico de 2019. O crescimento das energias renováveis está acelerando, com a energia solar e eólica registrando aumentos recordes. A eletricidade renovável deve crescer mais de 8% em 2021, sendo responsável pela maior parte do aumento no fornecimento de energia global. Quase metade do crescimento vem da China, seguida pelos Estados Unidos e União Europeia. Por outro lado, com o aumento na demanda por carvão, 80% da queda de emissões em 2020 seria revertida, com as emissões terminando apenas 1,2% abaixo dos níveis de 2019. "São necessárias grandes mudanças de política para alterar essas tendências", disse Birol. "Nosso novo relatório mostra que as tendências globais de emissões de CO2 relacionadas com a energia são terríveis. Se os governos não agirem agora para acelerar a mudança dos combustíveis fósseis para a energia limpa, as coisas vão piorar em 2022", afirmou. Bolsonaro falha em preservar condições de vida, diz a ativista Greta Thunberg O diretor lembrou que, nesta semana, ocorrerá a "Cúpula dos Líderes sobre o Clima". A reunião, para a qual o presidente Jair Bolsonaro foi convidado, deverá ter 40 líderes mundiais, marcando a preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP26 – prevista para acontecer de 1º a 12 de novembro em Glasgow, na Escócia. Entenda o que é a Cúpula de Líderes No encontro, os Estados Unidos vão anunciar a meta americana de redução de emissões de gases estufa até 2030. Os americanos são o segundo maior emissor desses gases do mundo, perdendo apenas para a China. O intuito das metas é que cada país determine o seu objetivo nacional de modo a evitar que a temperatura do planeta aumente mais que 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. Veja VÍDEOS sobre meio ambiente:
Especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. O prazo para fazer a declaração do Imposto de Renda 2021 já começou – e com ele as dúvidas dos contribuintes. Para ajudar nessa tarefa, a pedido do G1, o especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. Serão 3 perguntas por dia, de segunda a sexta. Tem alguma dúvida? Mande sua pergunta e veja as já respondidas SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2021 1) Realizei alguns testes rápidos para Covid-19 em farmácias. Posso lançar como despesas médicas? (Luiz Oliveira da Costa) Resposta: Não, somente exames realizados em laboratórios poderiam ser incluídos, no código 21 do Campo de Pagamentos. 2) Meu pai entrou com pedido de isenção por doença grave, que foi deferido em novembro de 2020 retroativo a fevereiro de 2020. No informe de rendimentos, apenas os proventos de novembro e dezembro estão identificados no campo Rendimentos Isentos e Não Tributáveis – os demais estão no campo Rendimentos Tributáveis. Devo verificar os proventos mês a mês e lançar como não tributáveis os valores de fevereiro a dezembro? Mesmo que fique diferente do informe de rendimentos? (Andressa Lemes) Resposta: Você deverá lançar como isentos os rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma referentes ao período abrangido pela isenção, nesse caso desde fevereiro de 2020. É possível que seja questionado pela Receita Federal, momento em que deverá apresentar os documentos comprobatórios-suporte que justificam tal isenção, ainda que diferentes do informe de rendimentos. 3) Meu pai era dependente da minha mãe no plano de saúde, porém ele faleceu em 2019. Minha mãe vai continuar tendo desconto de participação nas despesas referentes à internação dele por um longo período, talvez anos, pelo fato de haver um limite máximo de desconto na aposentadoria por mês. Existe a possibilidade de ela deduzir essa despesa agora em 2021 e nos anos seguintes, já que meu pai, que era dependente, faleceu? (Lorene Braga) Resposta: Em havendo bens a partilhar, e, portanto, entrega de declaração de espólio, os gastos com plano de saúde referente ao de cujus (seu pai), podem ser incluídos na declaração de espólio. Contudo, gastos com o plano de saúde do seu pai não podem ser incluídos na declaração de sua mãe, em se tratando de declarações separadas, por exemplo.
Lei sancionada em fevereiro estabelece mandato de quatro anos para presidente do BC para evitar interferência política no órgão. Campos Neto já ocupava o cargo de presidente. O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta terça-feira (20) o presidente, Roberto Campos Neto, e sete diretores que terão mandatos fixos no Banco Central. A legislação que estabelece a autonomia do Banco Central foi sancionada em fevereiro e estabelece uma série de regras, entre elas, o mandato de quatro anos para o presidente do BC, não coincidente com o do presidente da República. Diretores também terão mandatos. Todos podem ser reconduzidos ao cargo, uma única vez, por igual período. O governo federal tinha 90 dias após a sanção da lei para nomear os diretores do BC. Campos Neto já ocupava o cargo de presidente antes da oficialização do mandato. Um dos objetivos da nova legislação é blindar o órgão de pressões político-partidárias. Autonomia do BC alivia peso da desconfiança de interferência política Os diretores nomeados foram: Roberto Campos Neto (presidente) - mandato até 31/12/2024; Fábio Kanczuk - mandato até 31/12/2021; João Manoel Pinho de Mello - mandato até 31/12/2021; Bruno Serra Fernandes - mandato até 28/02/2023; Paulo Sérgio Neves de Souza - mandato até 28/02/2023; Carolina de Assis Barros - mandato até 31/12/2024; Otávio Ribeiro Damaso - mandato até 31/12/2024; Maurício Costa de Moura - mandato até 31/12/2023; Entre outras funções, cabe ao Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), definir a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. O que é a autonomia do Banco Central sancionada por Bolsonaro Ponto a ponto O Banco Central tem nove diretores, e um deles é o presidente da instituição. Após indicação do presidente da República, os aspirantes aos cargos precisam passar por sabatina e votação no Senado, exceto aqueles que já ocupavam os cargos. O texto aprovado pelo Congresso não altera a composição da diretoria colegiada do Banco Central, mas estabelece mandato de quatro anos para o presidente do BC e os demais diretores. O mandato da presidência do BC não coincidirá com o da presidência da República. De acordo com o texto, o presidente do Banco Central assume o cargo no primeiro dia do terceiro ano do mandato do chefe do Poder Executivo. O texto também estabelece a substituição de forma escalonada dos demais membros da diretoria, de acordo com a seguinte escala: dois diretores iniciam os mandatos no dia 1º de março do primeiro ano de mandato do presidente da República; dois diretores iniciam os mandatos no dia 1º de janeiro do segundo ano do mandato do presidente da República; dois diretores iniciam os mandatos no dia 1º de janeiro do terceiro ano do mandato do presidente da República; dois diretores iniciam os mandatos no dia 1º de janeiro do quarto ano do mandato do Presidente da República. Além disso, o presidente do Banco Central deverá apresentar no Senado, no primeiro e no segundo semestre de cada ano, relatório de inflação e de estabilidade financeira, explicando as decisões tomadas no semestre anterior. A proposta também define como objetivo fundamental do Banco Central assegurar a estabilidade de preços, além de determinar objetivos secundários: zelar pela estabilidade e eficiência do sistema financeiro; suavizar as flutuações do nível de atividade econômica; fomentar o pleno emprego. Perda de mandato As situações que levam à perda de mandato presidente e diretores do Banco Central, são: a pedido do presidente ou do diretor; em caso de doença que o incapacite para o cargo; quando sofrer condenação, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, por improbidade administrativa ou em crime cuja pena leve à proibição de acesso a cargos públicos; em caso de “comprovado e recorrente desempenho insuficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil”. Nesta hipótese, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve submeter ao presidente da República a proposta de exoneração, que estará condicionada à prévia aprovação por maioria absoluta do Senado. Vedações A legislação também estabelece proibições ao presidente e aos diretores do Banco Central, são elas: Os dirigentes ficam vetados de exercer qualquer outro cargo simultâneo, público ou privado, exceto o de professor; O presidente e os diretores do BC, além de seus cônjuges ou parentes de até segundo grau, não podem ter participação acionária em instituições supervisionadas pelo BC; Por seis meses após o exercício do mandato, o presidente e os diretores estão proibidos de participar do controle societário ou atuar, com ou sem vínculo empregatício, em instituições do Sistema Financeiro Nacional. No período, a ex-autoridade receberá remuneração compensatória. VÍDEOS: notícias sobre economia

Em 2021, o benefício será destinado a 28 milhões de pessoas a menos em relação ao ano passado; só terá direito ao auxílio quem também recebeu em 2020. Edson Pereira da Silva ficou desempregado na pandemia e, mesmo sem renda, não terá direito ao auxílio emergencial Arquivo pessoal Todos os dias, o técnico em informática Edson Pereira da Silva, de 35 anos, visitava gráficas e universidades para alugar e fazer a manutenção de impressoras em São Paulo. Mas a pandemia fechou as universidades e reduziu drasticamente o trabalho nas gráficas. Em outubro de 2020, ele foi demitido. Edson, que mora com a esposa e o filho de 3 anos no Itaim Paulista, no extremo leste de São Paulo, agora está desempregado e a família sem sua principal fonte de renda. Mesmo assim, eles não terão o direito de receber o auxílio emergencial. "Estou tentando entrar no aplicativo (para solicitar o auxílio) e não tenho chance. Se o governo liberasse esse valor, eu conseguiria ir ao mercado comprar pelo menos alguma coisa. A gente necessita muito de arroz e feijão. Só o pacote de arroz está R$ 22 reais", afirmou. O Brasil encerrou o primeiro trimestre com 14,2% de desempregados, a maior taxa já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE na série histórica, iniciada em 2002. São 14,3 milhões de pessoas sem trabalho. Moradores da favela de Paraisópolis recebem cestas básicas doadas durante a pandemia Reuters Com a nova regra do Auxílio Emergencial deste ano, o governo diminuiu o número de pessoas que terão direito ao benefício. Em 2020, 68 milhões de pessoas receberam o socorro financeiro para amenizar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. Já neste ano, a ajuda federal será destinada a cerca de 40 milhões de famílias, 28 milhões a menos. E, ao contrário de 2020, quando o auxílio era de R$ 600 e depois de R$300, agora ele será limitado a um pagamento por núcleo familiar e terá valores entre R$ 150 e R$ 375. De acordo com o economista e diretor da FGV Social, Marcelo Neri, não é possível dizer quantas pessoas tinham renda em 2020, perderam o emprego e não terão direito ao benefício neste ano. Porém, ele afirma que a ausência do auxílio pode causar um "efeito devastador" nessas famílias. "São pessoas que estão numa situação crítica por muito tempo, então ela acaba ficando crônica. O seguro desemprego é pago no máximo durante seis meses. Então, quem deu azar de ficar desempregado durante a pandemia ou ter o contrato suspenso, agora ficará sem o auxílio", afirmou. Esse é o caso do técnico Edson Silva, que recebeu cinco parcelas do benefício. A última foi em março deste ano. "Eu estou trabalhando como motorista de aplicativo para pagar a prestação do carro. Está bem apertado e eu estou bem preocupado. Não sei o que vai ser daqui para frente. Já enviei muitos currículos pela internet porque a gente não pode abaixar a cabeça. A empresa onde eu trabalhava disse que só deve contratar novamente depois de dois um três anos, quando se recuperar da crise", afirmou. Efeito menor do auxílio na redução da pobreza Um estudo feito pela FGV Social, a partir de microdados extraídos da PNADC e da PNADCovid, apontou que o impacto do Auxílio Emergencial na redução da pobreza este ano será menor que em 2020. De acordo com o estudo, em abril de 2021, com a volta do auxílio, o número de pobres caiu de 12,83% para 10,34%. Isso representa 5,3 milhões de pessoas que saíram da pobreza (R$ 246 por pessoa ao mês). Ainda assim, 22 milhões de brasileiros devem continuar sobrevivendo com menos de R$ 8,20 por dia em abril. De acordo com o economista Marcelo Neri, em agosto de 2020, a população pobre no Brasil chegou ao seu menor número desde o início da série histórica, iniciada em 1976, graças ao auxílio emergencial. Na época, 9,5 milhões de pessoas estavam vivendo com menos de R$ 246 por dia- 4,52% da população. Com a nova regra deste ano, as pessoas que vivem sozinhas receberão quatro parcelas do auxílio no valor de R$ 150 cada. As famílias com duas ou mais pessoas terão direito a R$ 250 durante o mesmo período. No último ano, eram permitidas até duas cotas por núcleo familiar. Na avaliação do economista Marcelo Neri, o governo poderia ter estendido o benefício a mais pessoas. "É melhor dar para quem não precisa do que faltar para quem precisa. Não estamos falando apenas de pobreza, mas também de risco de vida. O governo talvez tenha sido muito generoso no começo e pouco no meio e essa instabilidade é ruim, principalmente para os pobres", afirmou. Levantamento aponta que doações despencaram ao longo da pandemia Reuters Doações à população pobre também diminuíram A situação fica ainda pior com a falta de doações. Segundo o monitor das doações de covid-19, balanço feito pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos, nos meses de abril, maio e junho de 2020, as empresas chegaram a doar em média R$ 58 milhões por dia. Esse valor caiu para R$ 6 milhões de julho a setembro e para R$ 2 milhões de outubro a dezembro. A média de janeiro a março de 2021 é de cerca de R$ 800 mil. Segundo o economista Marcelo Neri, isso ocorre porque estamos passando por um momento onde a maioria está numa situação crítica, então poucos podem ajudar. "Todo mundo está na parte baixa da montanha-russa. E quando está todo mundo numa situação ruim, as pessoas não conseguem se ajudar. Nossa percepção é a de que a própria sociedade civil está ajudando as comunidades mais carentes", afirmou.

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Beatriz Braga/G1 Petrolina Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta terça-feira (20) em Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Há oportunidades para operador de empilhadeira, auxiliar operacional de logística, vendedor, entre outras. Interessados devem procurar a Agência do Trabalho. Homem segura carteira de trabalho enquanto procura emprego Amanda Perobelli/Reuters O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq-PE) tem 173 vagas de emprego ofertadas em 17 municípios do estado, nesta terça-feira (20). Os interessados podem se candidatar às oportunidades através das Agências do Trabalho. As vagas são nas seguintes cidades: Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Garanhuns, Goiana, Igarassu, Ipojuca, Nazaré da Mata, Palmares, Petrolina, Recife, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Há oportunidades para quem busca trabalhar como operador de telemarketing, servente de obras, auxiliar de limpeza, entre outras profissões (veja lista abaixo). Os interessados podem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da secretaria ou do Portal Cidadão. Após realizar o cadastro, é preciso escolher a opção "intermediação de mão-de-obra". Vagas de emprego Vagas de emprego temporário Vagas exclusivas para pessoas com deficiência Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho. Saiba mais sobre no vídeo abaixo: Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias
Crescimento no número de vagas está relacionado a áreas que foram na contramão da crise e aumentaram exponencialmente a busca por candidatos, como saúde, TI, logística e construção civil. O primeiro trimestre registrou aumento de 65% nos cadastros de currículos realizados pelos candidatos comparado com o mesmo período do ano passado, segundo o levantamento do Banco Nacional de Empregos (BNE). Entre janeiro e março, foram 704.720 cadastros realizados, contra 424.821 em 2020. Na busca de vagas realizadas pelos candidatos, o site teve aumento de 25%. Em 2020, no primeiro trimestre, foram 389.690 buscas contra 484.599 no mesmo período deste ano. O levantamento aponta ainda que o número de vagas anunciadas pelas empresas cresceu cerca de 60%. Foram 105.749 anúncios de oportunidades relatados entre janeiro e março deste ano, em comparação a 66.359 no mesmo período de 2020. "O crescimento no número de vagas está relacionado às profissões que foram na contramão da crise e aumentaram exponencialmente a busca por candidatos, como é o caso das áreas de saúde, TI, logística e construção civil", explica o CEO do BNE, Marcelo de Abreu. Muitas empresas também ficaram otimistas com o início da vacinação e se programaram para voltar as atividades, na avaliação de Abreu. "O início da vacinação foi muito positivo para todos. Deu esperança para a população e para as empresas, que sentiram mais confiança no mercado de trabalho", opina.

Tira-dúvidas explica situações em que as mensagens do WhatsApp são mantidas e quando elas ficam inacessíveis para o app. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para [email protected] A coluna responde perguntas deixadas por leitores às terças e quintas-feiras. Conversas do WhatsApp, áudios e imagens permanecem no telefone mesmo após a desativação da conta e devem ser removidas com uma redefinição do aparelho para garantir a privacidade Altieres Rohr/G1 Gostaria de saber se a portabilidade ou/e troca de celular pode causar a perda de conversas, áudios e vídeos do WhatsApp no celular antigo, ou se as conversas, áudios e vídeos continuam intactas no celular antigo. Os dados da conta relacionados a esse número de telefone serão apagados se meu número ativar o WhatsApp em um novo aparelho? E se alguém roubar esse celular novo, posso perder as conversas do mesmo número de celular que estão no celular antigo? – Gabriela Barbosa Gabriela, vamos tentar esclarecer essa questão com algumas premissas. O WhatsApp é diferente de outros serviços de comunicação como Skype, Telegram, Instagram e Discord. Nesses serviços, as conversas ficam armazenadas na "nuvem" e associadas à sua conta. No WhatsApp, somente os grupos pertencem à conta. As conversas dependem do backup, que é separado da conta. Enquanto a proteção da conta é importante para garantir o seu acesso ao serviço, limitar o acesso ao aparelho e o backup, no caso do WhatsApp, é essencial para resguardar as suas conversas. É importante entender que o "número do WhatsApp" e o número do seu telefone são coisas separadas. Pode parecer confuso, já que você usa o mesmo número de telefone no WhatsApp e para chamadas, mas, infelizmente, é algo que precisa ser compreendido. Quer fazer um teste? Retire o chip do seu celular e coloque em outro aparelho. Ligue o seu telefone. Você vai continuar usando o WhatsApp no aparelho antigo pelo Wi-Fi, ou até com um chip novo e outro número, mas seu WhatsApp continuará "atendendo" no número antigo. O WhatsApp não vai "reclamar" se o aparelho estiver com um número diferente do ativado. As mensagens que você vai receber no WhatsApp serão as enviadas para o número antigo. Entenda por que mensagens do WhatsApp ficam no celular após cancelamento da linha e da conta Você só vai perder o acesso se o WhatsApp for registrado com aquele número em outro aparelho, porque o WhatsApp não aceita estar instalado em dois celulares com o mesmo número. A nova ativação fará com que o antigo seja desconectado. Também é preciso entender que o WhatsApp armazena as conversas no aparelho. Não tem a ver com o número, porque as conversas estão todas no próprio smartphone. Você tem a opção de salvar um backup na nuvem, mas isso é só uma cópia das informações locais. Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp Então, fazer portabilidade ou qualquer mudança no chip não vai apagar ou retirar o acesso pleno às suas conversas. Se as mensagens estão sempre armazenadas localmente no celular e há um backup opcional em nuvem, temos as seguintes conclusões: Instalar outro chip (trocar de número) não remove suas conversas do WhatsApp. As mensagens ficam armazenadas no aparelho. Ativar o seu número no WhatsApp em outro aparelho não remove as mensagens do aparelho antigo, porque elas estão armazenadas localmente naquele aparelho. Trocar de celular (seja com o mesmo chip ou outro chip com o mesmo número) não vai recuperar as mensagens do telefone antigo. É obrigatório realizar o backup (para Google Drive, no Android, ou iCloud, no iPhone) e restaurar esse backup. Trocar de chip (mas não de celular) não vai apagar suas mensagens, porque elas continuam armazenadas no seu aparelho. Você pode utilizar a opção "Trocar de número" do WhatsApp para migrar sua conta e reativar o WhatsApp em um novo número Migrar de celular de um aparelho Android para iPhone ou vice-versa e manter suas conversas no WhatsApp pode ser um desafio, porque o backup não estará disponível em nuvem (o backup do Android fica no Google Drive, mas o WhatsApp do iOS vai procurá-lo no iCloud). Caso o acesso a mensagens em vários sistemas seja desejável, o blog recomenda usar um app de conversas com armazenamento em nuvem dedicada, como Messenger, Telegram, Discord, Skype ou Instagram. Lembre-se, porém, de proteger a sua conta (usuário e senha) para evitar qualquer acesso indevido. Não é possível 'apagar mensagens' em um celular antigo a partir do WhatsApp ativado em um celular novo porque o WhatsApp salva as conversas apenas no próprio aparelho e não é possível que o WhatsApp esteja ativado com o mesmo número em dois aparelhos ao mesmo tempo. Se você não deseja perder suas mensagens do WhatsApp, é obrigatório usar o backup das conversas e a opção "Trocar de número" sempre que você comprar um chip com um número diferente. Sem isso, o backup pode ficar inacessível e as mensagens antigas serão perdidas. Por outro lado, celulares antigos devem ser redefinidos para os para os padrões de fábrica (também chamado de limpeza de dados ou restauração de sistema) para apagar todos os apps e dados. Apenas isso vai ajudar a manter suas conversas antigas sob sigilo. Se você não usar a opção 'Mudar número' do WhatsApp após trocar de chip, aplicativo continuará ativado com o número antigo. Reprodução Dar, vender ou ceder um aparelho usado sem realizar uma limpeza de dados com a redefinição de sistema pode permitir que o novo dono do aparelho recupere dados antigos, sejam eles fotos, mensagens ou até áudios do WhatsApp. Lembre-se também do seguinte: mesmo que alguma informação não esteja disponível (porque o WhatsApp foi desinstalado, por exemplo), isso não significa que os dados desapareceram do smartphone. Muitos arquivos podem ser recuperados ou lidos com ferramentas específicas. A redefinição de sistema é sua única ferramenta confiável para tentar evitar que dados sejam recuperados do smartphone. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para [email protected] Veja dicas para manter seguro on-line:

Pagamentos da primeira parcela do benefício, para todos os públicos, vão até o final do mês de abril. A Caixa Econômica Federal paga, nesta terça-feira (20), a primeira parcela do Auxílio Emergencial 2021 para mais dois grupos de trabalhadores. Quem recebe desta vez são os beneficiários que fazem parte do Bolsa Família cujo número do NIS se encerra em 3. Também recebem nesta terça os trabalhadores que não fazem parte do Bolsa e com aniversário em julho. Segundo o Ministério da Cidadania, 10 milhões de beneficiários do Bolsa Família receberão o Auxílio Emergencial em abril – num total de R$ 2,98 bilhões. Mais de 50% desse público (5,098 milhões de pessoas) são mulheres chefes de família, que receberão R$ 375 cada uma. Outros 3,34 milhões receberão parcelas de R$ 250, enquanto 1,56 milhão terão pagamentos de R$ 150. Os pagamentos da primeira parcela do benefício, para todos os públicos, vão até o final do mês de abril (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; veja como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Como serão os pagamentos Para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, a ajuda creditada nesta terça será paga da mesma forma que o benefício original. Para os demais, a ajuda paga será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta terça serão liberados no dia 10 de maio (veja nos calendários mais abaixo). Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM RECEBE NESTA TERÇA: trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em julho, que receberam o benefício em dezembro trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número do NIS termina em 3, e que se enquadram nos critérios do programa Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Os integrantes do Bolsa Família que julgarem que se enquadram nos critérios determinados pela legislação do Auxílio Emergencial 2021 e não foram contemplados em abril podem fazer a contestação a partir desta sexta-feira (16), no Portal de Consultas da Dataprev. O período de contestações para esse público segue até 1º de maio. Veja aqui como fazer a contestação Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - Calendário para trabalhadores fora do Bolsa Família Economia G1 Volta do novo auxílio emergencial vai impactar na taxa de pobreza VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial

Aumento na produção teve como principal motivo a retomada gradual das operações nos complexos Timbopeba, Fábrica e Vargem Grande, em Minas Gerais, ao longo de 2020. Prédio da Vale Pilar Olivares/Reuters A Vale produziu 68 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre, alta de 14,2% ante o mesmo período do ano anterior, avançando em seu plano de estabilização e retomada operacional, informou a mineradora, em relatório nesta segunda-feira (19). Já as vendas de minério de ferro da companhia subiram quase 15%, com a empresa se beneficiando de maior demanda da China por minério de qualidade, como o da Vale. A mineradora também registrou um prêmio de mais de US$ 8 por tonelada pelo produto. "A Vale continua progredindo, apesar dos desafios adicionais impostos pela pandemia da Covid-19 no Brasil, em seu plano de estabilização do minério de ferro...", disse a empresa, sem detalhar quais dificuldades estão sendo enfrentadas pela operação em meio à pandemia. Recentemente, a companhia foi pressionada por entidades da sociedade civil a paralisar suas operações de minério de ferro em Parauapebas, município paraense onde está a principal unidade da mineradora, como forma de frear o contágio do coronavírus na região. Mas não há informação de qualquer parada. O aumento na produção no trimestre, segundo a empresa, teve como um dos motivos a retomada gradual das operações nos complexos Timbopeba, Fábrica e Vargem Grande, em Minas Gerais, ao longo de 2020. Tais atividades haviam sido impactadas em meio a uma ampla revisão da segurança, após rompimento de barragem em Brumadinho (MG). Também contribuíram para o aumento anual na produção o desempenho em Serra Norte e menor volume de chuvas em janeiro, além do crescimento das compras de terceiros e o reinício das operações em Serra Leste. Em contrapartida, os volumes de produção sofreram impacto de manutenções na importante mina S11D, além de um menor desempenho no complexo de Itabira devido à restrição de disposição de rejeitos no complexo. Na comparação com o quarto trimestre, no entanto, houve retração de 19,5% na comparação com a produção do quarto trimestre, atribuída principalmente à sazonalidade habitual. Plano de retomada A Vale informou que atingiu capacidade de produção de 327 milhões de toneladas no período, diante de seu plano de estabilização e retomada, a partir do comissionamento das linhas de beneficiamento de Timbopeba (+7 milhões de toneladas), que foi parcialmente compensado por restrições de desempenho em diferentes sites. O plano de retomada também avançou com o início da planta de filtragem de rejeitos de Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem em Minas Gerais. A segunda planta, em Itabira, deverá entrar em operação até o fim de 2021. A empresa manteve sua previsão de produzir de 315 milhões a 335 milhões de toneladas de minério de ferro em 2021. A produção de pelotas da Vale totalizou 6,3 milhões de toneladas entre janeiro e março, queda de 9,2% ante o mesmo trimestre de 2020, como resultado da menor disponibilidade de "pellet feed" das unidades de Itabira e Brucutu. "Apesar de um trimestre mais fraco, a Vale espera aumentar gradualmente a produção durante 2021 com a maior disponibilidade de pellet feed de Timbopeba e Vargem Grande", afirmou. Vendas As vendas do minério de ferro, por sua vez, somaram 59,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre, alta de 14,8% ante os três primeiros meses de 2020. Os volumes de vendas de finos de minério de ferro e pelotas totalizaram 65,6 milhões de toneladas no primeiro trimestre, alta de 11% contra o mesmo período do ano passado, devido à forte produção de minério de ferro, sendo parcialmente compensado pela menor disponibilidade de "pellet feed". A empresa informou que o prêmio de minério de ferro foi de US$ 8,3 por tonelada, na medida em que a forte recuperação da demanda dos mercados, preços mais altos do carvão metalúrgico na China e a necessidade de uma produtividade elevada nos altos-fornos deram suporte a "spreads" maiores entre os índices de referência 65% de Fe e 62% Fe e aos prêmios de pelotas. Metais básicos Do lado do cobre, a empresa atingiu produção de 76,5 mil toneladas no primeiro trimestre, queda de 19% ante um ano antes e recuo de 18,2% em relação ao quarto trimestre, diante de impactos relacionados a manutenção e à Covid-19. Segundo a Vale, em Salobo, houve mudanças nas rotinas de manutenção para aumentar a segurança e melhorar as condições operacionais, o que restringiu a movimentação da mina e impactou o teor de alimentação. A empresa também realizou manutenção programada e não programada nas operações do Sossego, que levou mais tempo do que o esperado, já que a Covid-19 limitou a capacidade de mobilização de terceiros. "Conforme as atividades de manutenção continuam em ambos os sites e uma grande manutenção planejada do moinho SAG em Sossego precisou ser adiada em função da Covid-19, outros impactos na produção são esperados, com as operações de cobre retornando a níveis normais no segundo semestre", disse a empresa. Diante dos desafios, a Vale prevê que produção de cobre se situe próxima ao nível inferior do guidance para este ano, de 360 mil a 380 mil toneladas. A empresa reconhece, no entanto, que poderá haver mais atrasos na manutenção programada da planta, devido à pandemia. A produção de níquel acabado da Vale (ex-VNC) foi de 48,4 mil toneladas no trimestre, alta de 6,8% ante um ano antes e 4,7% abaixo do quarto trimestre. O avanço anual foi resultado de uma operação estável em Onça Puma e do forte desempenho nas refinarias do Atlântico Norte, com Long Harbour atingindo níveis recordes de produção no primeiro trimestre, disse a Vale.
Caiu veto ao aumento da pena para crimes de honra na internet. Também foi derrubado veto a trecho que valida o uso pela defesa de gravação ambiental feita por um dos interlocutores. Congresso derrubou vetos do presidente Bolsonaro à lei anticrime O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (19) vetos do presidente Jair Bolsonaro a trechos do chamado pacote anticrime aprovado pelo Congresso em 2019. Entre os senadores, o placar para a derrubada foi de 50 votos a 6. Os vetos já haviam sido rejeitados pela Câmara no mês passado. Entre os vetos derrubados está o do dispositivo que triplica as penas de crimes contra a honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais. Também caiu o veto a trecho que valida o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público. Para isso, os advogados terão que comprovar a integridade do material. O chamado pacote anticrime é um conjunto de mudanças na legislação elaborado após sugestões do ex-ministro Sergio Moro e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e que entrou em vigor no início de 2020. Faltava ainda a análise do Congresso sobre os trechos vetados por Bolsonaro. Por causa da pandemia, as sessões do Congresso estão sendo divididas em duas partes: uma para deputados e outra para senadores. Com a decisão dos senadores nesta segunda, os trechos antes barrados por Bolsonaro vão à promulgação e entram em vigor. Veja no vídeo abaixo reportagem de março sobre a votação desses vetos pelos deputados: Deputados derrubaram vetos de Bolsonaro ao pacote anticrime Gravações ambientais O governo havia vetado trecho que valida o uso, pela defesa, de gravação ambiental feita por um dos interlocutores sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público - para isso, os advogados terão que comprovar a integridade do material. O argumento do governo para vetar é que liberar o uso da gravação apenas pela defesa contraria o interesse público, “uma vez que uma prova não deve ser considerada lícita ou ilícita unicamente em razão da parte que beneficiará, sob pena de ofensa ao princípio da lealdade, da boa-fé objetiva e da cooperação entre os sujeitos processuais, além de se representar um retrocesso legislativo no combate ao crime”. O governo também disse que a medida contraria jurisprudência do STF, “que admite utilização como prova da infração criminal a captação ambiental feita por um dos interlocutores, sem o prévio conhecimento da autoridade policial ou do Ministério Público, quando demonstrada a integridade da gravação”. Crimes contra a honra Os crimes contra a honra incluem: calúnia (pena de detenção de seis meses a dois anos e multa) difamação (pena de detenção de três meses a um ano e multa) injúria (pena de detenção de um a seis meses ou multa) Com a derrubada do veto presidencial, essas penas serão triplicadas quando os crimes forem cometidos pela internet, nas redes sociais. O governo vetou o aumento da punição alegando que triplicar a pena seria algo desproporcional. O Executivo também disse que a medida pode gerar superlotação de delegacias e consequente “redução do tempo e da força de trabalho para se dedicar ao combate de crimes graves, tais como homicídio e latrocínio”. O tema é caro ao governo, acusado de manter uma rede de assessores para promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários políticos. Arma de fogo de uso restrito Ainda em relação ao pacote anticrime, os senadores derrubaram veto de Bolsonaro a um trecho que aumenta a punição do crime de homicídio qualificado quando este for cometido com o uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido. A Câmara já havia votado pela derrubada e, com a votação no Senado, a pena para esse crime será de 12 a 30 anos de prisão. Atualmente, a punição varia de 6 a 20 anos de reclusão. Ao vetar o trecho, o governo disse que a redação do dispositivo gera “insegurança jurídica”, principalmente, para agentes de segurança pública. “Tendo em vista que esses servidores poderão ser severamente processados ou condenados criminalmente por utilizarem suas armas, que são de uso restrito, no exercício de suas funções para defesa pessoal ou de terceiros ou, ainda, em situações extremas para a garantia da ordem pública, a exemplo de conflito armado contra facções criminosas”, disse o Executivo. Audiências de custódia Foi rejeitado ainda o veto do presidente Jair Bolsonaro a dispositivo que prevê que o preso em flagrante será encaminhado à presença de um juiz de garantias no prazo de 24 horas após a prisão, para audiência de custódia. O texto também proíbe a realização da audiência por videoconferência. O governo vetou esse artigo da proposta alegando que a proibição de audiência por videoconferência pode atrasar o processo e aumentar custos. “O dispositivo pode acarretar em aumento de despesa, notadamente nos casos de juiz em vara única, com apenas um magistrado, seja pela necessidade de pagamento de diárias e passagens a outros magistrados para a realização de uma única audiência, seja pela necessidade premente de realização de concurso para a contratação de novos magistrados”, disse o Executivo ao vetar o item. Senadores criticaram a proibição de videoconferência, especialmente em um momento de pandemia. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) defendeu a votação de um novo projeto para permitir as audiências virtuais. Banco Central Em outra votação nesta segunda-feira, os senadores mantiveram vetos do presidente Jair Bolsonaro a trechos da lei que estabeleceu a autonomia do Banco Central. Foram mantidos vetos que, na prática, liberam os diretores do BC a exercer qualquer outro cargo, emprego ou função públicos ou privados. A manutenção dos vetos também permite aos diretores do BC manter participação acionária em instituição do sistema financeiro que esteja sob supervisão ou fiscalização do Banco Central. Pontos retomados do pacote anticrime Veja todos os pontos do pacote anticrime que foram retomados pelos parlamentares. A derrubada dos vetos, para valer, ainda precisa ser promulgada. enquadramento como homicídio qualificado dos assassinatos cometidos "com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido"; dispositivo que triplica as penas de crimes contra honra quando estes forem cometidos ou divulgados nas redes sociais; audiência de custódia 24 horas após a prisão em flagrante, que só poderá ser presencial, com a participação do juiz; obrigação ao Estado de disponibilizar defensor público aos policiais, inclusive os militares, investigados por fatos relacionados à atuação em serviço. Na ausência deste, um profissional precisa ser contratado e pago pela instituição à qual o agente está vinculado; retirada da citação a "crime hediondo" da legislação diz que prevê realização de teste genético (DNA) de condenados por crime doloso praticado com violência grave e por esses crimes; em contrapartida, inclusão de crimes contra a vida e contra a liberdade sexual na legilação acima. O artigo, portanto, fica assim: "O condenado por crime doloso praticado com violência grave contra a pessoa, bem como por crime contra a vida, contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável, será submetido, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético, mediante extração de DNA (ácido desoxirribonucleico), por técnica adequada e indolor, por ocasião do ingresso no estabelecimento prisional"; ainda sobre teste de DNA, o texto estabelece limitação de que a amostra coletada só possa ser usada para identificação do criminoso. O texto proíbe "fenotipagem genética e busca familiar", o que poderia ser feito, por exemplo, na tentativa de identificar o estuprador caso o crime resulte na gravidez da vítima. Congressistas determinaram ainda que, após identificação do perfil genético, o material deverá ser descartado; em relação à progressão de pena, possibilidade para que o condenado que cometer falta grave na prisão readquira a condição de “bom comportamento” após um ano da falta “ou antes, após o cumprimento do requisito temporal exigível para a obtenção do direito”; autorização para a instalação de gravador para "captação ambiental" de conversas "quando necessária por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, exceto na casa" do suspeito. O juiz precisa autorizar a captação ambiental; liberação de uso, pela defesa, de material captado sem autorização policial ou do Ministério Público. Esta permissão valerá somente para defesa e não para a acusação. Uso de escuta pela acusação será possível desde que com autorização judicial.
Proposta também autoriza bloqueio de R$ 9 bilhões em gastos não obrigatórios para compensar despesas obrigatórias que tinham sido subestimadas no orçamento deste ano. O Congresso Nacional aprovou nesta segunda-feira (19) um projeto de lei que autoriza o governo a abrir crédito para custear medidas de enfrentamento à pandemia sem indicar de onde virá o dinheiro para cobrir esses gastos. Além de dispensar o governo de indicar uma compensação a esses gastos adicionais, o projeto de lei exclui os programas emergenciais de auxílio a empresários da meta fiscal estabelecida para 2021 – um rombo de R$ 247,1 bilhões nas contas públicas. Além disso, o projeto autoriza o governo a bloquear gastos discricionários (facultativos) para recompor despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários, já previstas no texto da Lei Orçamentária de 2021. O texto altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para liberar a abertura dos créditos extraordinários. A mudança é vista pela equipe econômica como necessária para a retomada dos programas de crédito a micro e pequenas empresas (Pronampe) e de redução de salário e jornada (BEm), adotados em 2020. Em nota à imprensa publicada nesta segunda, o Ministério da Economia informa que, com a aprovação do projeto de lei, destinará "nos próximos dias" até R$ 10 bilhões para o BEm e até R$ 5 bilhões para o Pronampe. As sessões do Congresso costumam ser feitas de modo conjunto, com a presença de deputados e senadores em plenário. No entanto, em razão da pandemia do coronavírus, as sessões têm sido realizadas separadamente. Tanto deputados quanto senadores aprovaram a medida nesta segunda. Impasse no Orçamento 2021 Na aprovação do Orçamento de 2021, o relator, senador Márcio Bittar (MDB-AC), cortou cerca de R$ 26 bilhões em despesas obrigatórias – como as destinadas ao pagamento de aposentadorias, por exemplo – e irrigou as chamadas emendas parlamentares, instrumento por meio do qual deputados e senadores destinam verbas às bases eleitorais. O texto aprovado foi considerado “fictício”, já que exigia adequações orçamentárias para fazer cumprir despesas obrigatórias, que não podem ser contingenciadas. Entenda a polêmica em torno do Orçamento 2021 VÍDEO: 4 pontos para entender o impasse no Orçamento 2021 O relator desse novo projeto de lei no Congresso, deputado Efraim Filho (DEM-PB), estima que a aprovação pode autorizar o bloqueio de até R$ 9 bilhões em despesas não obrigatórias para recompor os gastos obrigatórios do governo. “No PLN, nós vamos conseguir fazer o bloqueio dessas despesas discricionárias para conseguir compor essas despesas obrigatórias e assim dar como resultado, também, o espaço na meta fiscal para a reedição das medidas protetivas ao empreendedor e ao emprego”, disse. Sanção do Orçamento Na avaliação de técnicos do Congresso, a aprovação deste projeto de lei é um "preparativo" para a sanção do Orçamento, que precisa acontecer até a próxima quinta-feira (22). Além disso, é uma forma de o governo se precaver em relação a questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto às estimativas de despesas. Se o Orçamento for sancionado como está, sem previsão para todas despesas obrigatórias, o presidente da República teme ser enquadrado por crime de responsabilidade fiscal. O veto às emendas parlamentares, por outro lado, desgastaria Bolsonaro com o Congresso. O Executivo não precisa de autorização legislativa para contingenciar despesas não obrigatórias – chamadas de "discricionárias", que incluem parte das emendas parlamentares e os investimentos federais. O projeto de lei seria, portanto, uma sinalização aos órgãos de fiscalização de que parte dos cortes feitos irregularmente por Bittar serão reacomodados no Orçamento 2021. Governo e Congresso fecham acordo para pôr fim ao impasse do orçamento Nesse sentido, mais cedo nesta segunda, a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, afirmou que devem ser cortados cerca de R$ 10,5 bilhões nas emendas de relator. Segundo ela, o governo "caminha" para um veto parcial na proposta do Orçamento 2021 aprovada pelo Congresso. De acordo com a ministra, o governo também tenta fazer cortes em despesas obrigatórias (como salários e transferências) e outros gastos discricionários, para além das emendas (como despesas de custeio e investimentos). Como o projeto aprovado pela Câmara também autoriza que o governo federal direcione recursos para a saúde fora da meta fiscal, uma opção de acordo em estudo é cortar emendas parlamentares ligadas à saúde e convertê-las em ações federais fora da meta fiscal. Por isso, nos bastidores, deputados dizem que o projeto aprovado nesta segunda é uma forma de “dar conforto” a Bolsonaro para sancionar o Orçamento. Risco de 'shutdown' da máquina pública Outra mudança no projeto retira a exigência de atender as despesas de funcionamento dos órgãos (exceto pelas estatais) antes das prioridades e metas da administração pública federal para 2021. Técnicos avaliam que a mudança dá mais segurança ao governo para bloquear um nível maior de despesas discricionárias a fim de preservar emendas parlamentares e evitar conflitos com o Congresso. Porém, a medida eleva o risco de "shutdown" da máquina pública se o governo decidir cortar um volume muito grande de despesas discricionárias de funcionamento, que já estão em nível historicamente baixo. Neste caso, por exemplo, pode haver impactos nos serviços públicos – como na emissão de passaportes por parte da Polícia Federal ou no processamento de benefícios pelo INSS. Fora da meta fiscal O projeto também prevê que, em 2021, algumas medidas de combate à pandemia não sejam contabilizadas na meta fiscal do ano, estabelecida em déficit de R$ 247,1 bilhões. São elas: ações e serviços públicos de saúde identificados como programação de enfrentamento à pandemia; Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). Segundo técnicos do Congresso, a mudança permite que o governo federal crie gastos relacionados à pandemia sem que os valores precisem entrar no cálculo da meta fiscal. Como se trata de despesas que não estavam previstas na elaboração do Orçamento de 2021, os técnicos avaliam que a medida atende os requisitos para a abertura de créditos extraordinários – isto é, que sejam relevantes, urgentes e imprevisíveis. Esse flexibilidade, porém, seria uma forma de garantir que não haverá questionamento futuro sobre a previsibilidade ou não dessas despesas, ponderam. O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a medida e questionou se não seria uma espécie de "orçamento criativo". "Essa emenda coloca fora do teto o Programa do Bem e o Pronampe, de aproximadamente 16 bilhões, para poder sancionar a emenda de relator de 16 bilhões. É ou não é um orçamento criativo?", escreveu em uma rede social.

Motivo é o aumento dos preços dos produtos. Óleo de soja registra alta nos supermercados Chico Escolano/EPTV O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) suspendeu novamente a alíquota do imposto de importação aplicado a milho, soja, óleo de soja e farelo de soja, devido ao aumento dos preços dos produtos, disse nesta segunda-feira (19) o Ministério da Agricultura. Preço do óleo de soja dobrou e deve continuar alto em 2021; entenda Segundo o comunicado, a medida entra em vigor sete dias após a publicação de resolução do Gecex, sendo válida até 31 de dezembro de 2021. Em outubro do ano passado, a Camex já tinha autorizado a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março de 2021 e da soja até 15 de janeiro de 2021. Consumidor está pagando o dobro pelo óleo de soja Daniel Ivanaskas/Arte G1
Impasse no orçamento 'caminha' para solução com veto parcial, informou ministra da Secretaria de Governo. Congresso subestimou gastos obrigatórios deste ano para inflar emendas. A ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, afirmou nesta segunda-feira (19) que o governo "caminha" para um veto parcial na proposta do Orçamento 2021 aprovada pelo Congresso. O corte deve atingir R$ 10,5 bilhões nas emendas de relator. A estratégia informada pela ministra segue o que havia sugerido, em março, o próprio relator do Orçamento, senador Márcio Bittar (MDB-AC). O G1 mostrou naquele momento que, segundo a equipe econômica do governo, R$ 10 bilhões não são suficientes para resolver o nó orçamentário (veja detalhes abaixo). Entenda a polêmica em torno do Orçamento 2021 Flávia Arruda comentou o plano do governo durante conferência promovida por uma consultoria de investimentos. Segundo a ministra, o governo também tenta fazer cortes em despesas obrigatórias (como salários e transferências) e discricionárias (como despesas de custeio e investimentos). "A gente está caminhando para um veto parcial, mantendo algumas emendas de relator, mas também fazendo um corte nas despesas obrigatórias, discricionárias [não obrigatórias]. E ajeitando tudo isso para fazer o melhor orçamento, o mais responsável, o que é importante para o país neste momento, sem deixar de lado o enfrentamento à Covid", disse a ministra. "Caminhando para um veto parcial, um veto de R$ 10,5 bilhões de emendas de relator", completou. O presidente Jair Bolsonaro tem até a próxima quinta-feira (22) para sancionar o Orçamento 2021. O texto vem sofrendo críticas de especialistas e até da equipe econômica do governo por destinar menos verbas que o necessário para custear as despesas obrigatórias, como salários e benefícios da previdência. VÍDEO: 4 pontos para entender o impasse no Orçamento 2021 Conflito por emendas Ao aprovar o Orçamento 2021 em março, o Congresso transferiu R$ 26,45 bilhões previstos para despesas obrigatórias para reforçar as emendas parlamentares, gastos indicados por deputados e senadores a serem utilizados em programas e obras nas suas bases eleitorais. Segundo o Tesouro, isso foi feito "sem justificativa técnica robusta". Com o corte na casa dos R$ 10 bilhões, sugerido por Bittar e citado por Flávia Arruda, seriam mantidos cerca de R$ 16 bilhões em emendas de relator adicionais. A cifra já tinha sido adiantada pelo blog da jornalista do G1 e da GloboNews Ana Flor, nesta segunda. Segundo o post, a saída encontrada pelo Executivo poderá afetar o funcionamento da máquina pública e serviços prestados pelo governo. A equipe econômica terá a necessidade de bloquear e reduzir gastos não obrigatórios para lidar com o que estará previsto na Lei Orçamentária Anual. Gastos fora da meta fiscal Flávia Arruda também comentou o projeto em análise pelo Congresso que exclui, da meta fiscal deste ano, gastos extraordinários para combate à Covid-19. Atualmente, a previsão de déficit – sem a contabilização desses gastos extraordinários – está em R$ 247,1 bilhões. A proposta discutida por deputados e senadores abriria caminho para a volta de programas de acesso a crédito e de redução de jornadas e salários ou suspensão de contrato de trabalhadores, o chamado BEm. No debate transmitido pela internet, Flávia Arruda chegou a dizer que o texto poderia liberar gastos na ordem de R$ 100 bilhões – mas, depois, voltou atrás e disse que não tinha informações sobre valores. A equipe econômica projeta despesas com esses programas em um patamar menor, algo entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. Embora não sejam contabilizadas na meta fiscal, essas despesas aumentam o endividamento do governo. CPI da Covid A ministra também foi questionada sobre a CPI da Covid, criada pelo Senado para apurar ações e omissões do governo federal na pandemia, bem como para fiscalizar a utilização de recursos federais por estados e municípios. Flávia Arruda disse que a criação de uma CPI é um direito do parlamento, mas questionou o momento do início dos trabalhos, em meio ao auge da pandemia da Covid no Brasil. “Absolutamente legítimo, mas eu só pessoalmente me pergunto se o momento seria exatamente esse? Pelo momento do pico da pandemia que a gente está vivendo. Colocar os nossos esforços em pareceres, em documentos de ministros, de secretários... Mas estamos nos preparando e absolutamente à disposição da comissão parlamentar para todas as informações necessárias”, afirmou. Ela acrescentou que é necessário união entre o governo e o Congresso e que o país precisa criar “protocolos nacionais de abordagem, de atendimento, para que a gente consiga minimizar os danos sanitários e a quantidade de vidas [perdidas]".

Live Audio Rooms permitirá discussões em salas de modo similar ao visto no Clubhouse. Novos serviços terão também edição de áudio e podcasts. Facebook Live Audio Rooms Divulgação O Facebook anunciou nesta segunda-feira (19) novas ferramentas de áudio na plataforma. Ainda não há uma data exata para o lançamento, mas as novidades devem chegar no final de junho. Entre os novos serviços estão o Soundbite, com pequenas postagens em áudio, podcasts e o Live Audio Rooms, que aparece como um possível rival do Clubhouse. Veja as principais novidades de áudio no Facebook: Live Audio Rooms (Salas de áudio ao vivo, português): similar ao Clubhouse, permitirá discussões em áudio nos grupos e também salas para figuras públicas se apresentarem. Podcasts: os programas tocarão diretamente na plataforma. Soundbite: áudios curtos e “clipes de áudio” para “pequenas histórias". Como será o 'Clubhouse do Facebook'? A rede social disse que a nova ferramenta começará a ser testada no Facebook e também no Messenger. Com salas de áudio ao vivo, a funcionalidade deve estar disponível a todos usuários da plataforma até o verão nos Estados Unidos, que inicia no final de junho. "Acreditamos que o áudio é uma maneira perfeita para as comunidades se envolverem em torno de tópicos de seu interesse", disse a rede social. O serviço poderá ser utilizado dentro de grupos, mas a empresa disse que as salas de áudio poderão ser utilizadas também por figuras públicas, para que "possam conversar entre elas, com especialistas e os fãs". O que é Clubhouse? Saiba mais sobre a rede social de conversas por áudio Podcasts no Facebook Os podcasts poderão ser escutados diretamente no Facebook. Além do tocador disponível na rede social, a empresa diz que ajudará aos usuários a encontrarem publicações. "Nós iremos ajudar a encontrá-los com base nos seus interesses, a comentar sobre eles e recomendá-los a seus amigos", afirmou. Serviço de podcast no Facebook Divulgação O que é o Soundbite? O Facebook vai disponibilizar a criação de áudios curtos, “clipes de áudio” para “pequenas histórias, piadas, momentos de inspiração, poemas e muitas outras coisas que ainda não imaginamos”, diz a empresa. Primeiro a ferramenta será oferecido para um “pequeno número de criadores”. Só depois de refinado ele poderá ser acessado por todos os usuários. Entre os primeiros a criar para Soundbites estão o comediante Drew Lynch, compartilhando seus comentários e críticas gastronômicas no ASMR; Lolo Spencer, uma defensora da acessibilidade, recitando afirmações diárias e suas citações aspiracionais favoritas; Tobe Nwigwe, um visionário e empresário que poderia compartilhar suas “conversas com Tobe” sobre paternidade e ser da primeira geração de nigerianos americanos; Molly Burke, uma palestrante motivacional cega, gravando histórias empoderadoras sobre superação de adversidades; e Josh Sundquist, um autor e comediante, usando efeitos de voz para ampliar suas personificações e contar histórias. Entenda como serão as novas regras de uso do WhatsApp Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp

Iniciativa vem após governo de Portugal permitir a volta dos voos entre os países, mas apenas para viagens essenciais. A companhia aérea Latam anunciou nesta segunda-feira (19) que voltará a operar voos entre São Paulo (Guarulhos) e Lisboa a partir desta quinta-feira (22). A retomada veio após o governo de Portugal permitir, na última sexta-feira, a volta dos voos entre os países. Aviões da Latam parados no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em foto do dia 7 de agosto de 2020. Antonio Molina/Estadão Conteúdo O início da liberação é um passo importante para a volta do setor aéreo internacional, ainda fragilizado pela pandemia e com recuperação muito aquém dos níveis vistos no mercado doméstico. A liberação do governo português, entretanto, engloba apenas viagens essenciais neste momento, incluindo a necessidade de isolamento de 14 dias quando o viajante chegar ao país. “A companhia reitera a importância de que os passageiros sempre consultem antes de seu voo as constantes atualizações das exigências do país de destino da sua viagem, observando as regras e restrições para o seu embarque”, disse, em nota, a Latam. Na sexta-feira, a Azul também anunciou a retomada dos voos para Portugal, que se iniciaram no domingo (18). Neste caso, a ligação será feita entre Campinas e Lisboa com o Airbus A330-900neo, que pode transportar até 298 passageiros. Apesar da liberação, as restrições de acesso de não europeus ou não residentes continuam ativas. Apenas cidadãos portugueses, da União Europeia ou que tenham residência fixa no país estão aptos a viajar neste momento.
A solução encontrada para o impasse criado na aprovação do Orçamento 2021 deixa desafios para o governo rodar a máquina pública e para a prestação de serviços à população. Fontes do governo e do Congresso relataram ao blog que o presidente Jair Bolsonaro irá optar pelo veto parcial da peça orçamentária aprovada no início de março pelo Congresso, preservando mais de R$ 16 bilhões em emendas aos parlamentares. Nesta semana, em sessão do Congresso Nacional, deputados e senadores devem aprovar um projeto de lei que, em suas emendas, permitirá ao governo bloquear gastos não-obrigatórios previamente autorizados – como investimentos na área de Defesa, por exemplo. Bolsonaro tem até quinta-feira (22) para sancionar o Orçamento. De um lado, a equipe econômica pede o veto total, por considerar o texto inexequível dentro da atual regra do teto de gastos – que determina que o os gastos do governo só podem crescer, de um ano para o outro, o equivalente à inflação. Já o Congresso pede a manutenção de emendas parlamentares acima de R$ 20 bilhões. VÍDEO: 4 pontos para entender o impasse no Orçamento 2021 O veto parcial, a escolha do presidente Bolsonaro, deixará problemas a serem enfrentados a cada mês pelo governo: a necessidade de bloquear e reduzir gastos não obrigatórios, o que deve afetar o funcionamento da máquina pública e serviços prestados pelo governo. A estimativa é que sobrem pouco mais de R$ 60 bilhões para gastos não obrigatórios – estimativa dentro da própria equipe econômica é de que o custo mínimo para o funcionamento da máquina é de R$ 70 bilhões. O aperto não terá alívio mesmo com os gastos já aprovados por fora do teto de gastos, como o auxílio emergencial, programas de ajuda a empresas e preservação de empregos e outros gastos com a pandemia. Este tipo de gasto extraordinário, por conta da emergência sanitária da Covid-19, é autorizado fora da regra fiscal. Para 2022, a situação é bem mais confortável porque a inflação do segundo semestre do ano passado fará com que a folga no teto de gastos fique acima de R$ 30 bilhões.
Segundo a IFI, PLDO 2022, enviado pelo governo ao Congresso na semana passada, traz dispositivo para evitar revisão de gasto obrigatório, motivo de tensão no Orçamento deste ano. A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, estimou nesta segunda-feira (19) que haverá um espaço de R$ 38,9 bilhões em 2022 para novos gastos, que poderiam ser direcionados para despesas não obrigatórias (investimentos ou emendas parlamentares). O cálculo está no Relatório de Acompanhamento Fiscal do órgão relativo ao mês de abril. No documento, a IFI explica que o governo estimou, no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do próximo ano, que as despesas estarão no limite do teto de gastos — mecanismo que limita o crescimento dos gastos à variação da inflação do ano anterior. Por conta disso, o Ministério da Economia está prevendo, no relatório, gastos ainda restritos em 2022 e cortes em emendas parlamentares. De acordo com os cálculos da IFI, entretanto, as despesas previdenciárias estariam superestimadas pela equipe econômica em R$ 21,1 bilhões em 2022. Além disso, o órgão também viu discrepâncias em estimativas do governo para gastos com pessoal, BPC, abono salarial e seguro desemprego, entre outras. A lógica é que, se as estimativas do governo fossem refeitas para baixo, seria aberto um espaço de R$ 38,9 bilhões para novas despesas, que poderiam ser usados pelo governo ou pelos parlamentares (por meio da indicação de emendas em um ano eleitoral). Polêmica sobre orçamento 2021 Neste ano, os parlamentares revisaram para baixo gastos obrigatórios e inflaram suas emendas, gerando insegurança jurídica para a sanção do Orçamento de 2021. Se o orçamento for sancionado da forma como está, analistas avaliam que haveria um forte bloqueio de gastos livres, inviabilizando serviços para a população e o funcionamento da máquina pública. Nas últimas semanas, governo e Congresso vêm tentando chegar a um acordo. Orçamento 2021: entenda a queda de braço entre Guedes e Congresso A IFI relembra as dificuldades em torno da peça orçamentária deste ano, e avalia que "explicitar folga no teto no PLDO 2022 poderia ensejar pressão por gastos" no ano que vem. Segundo o órgão, a disputa por recursos em 2021, no processo orçamentário, se deu em cima de um espaço fiscal inexistente (pois foram revisados para baixo gastos obrigatórios, que não podem ser cancelados). No próximo ano, entretanto, há esse espaço disponível para novas despesas. Austeridade Apesar de identificar essa folga para novas despesas no próximo ano, a IFI prega austeridade, ou seja, defende que os recursos não devem ser gastos. Essa estratégia contribuiria para evitar um aumento maior da dívida pública, que bateu recorde ao somar 90% do PIB em fevereiro deste ano, patamar elevado para nações emergentes como o Brasil. "A folga fiscal no teto de gastos não avaliza aumento de despesas, dado contexto fiscal desafiador. Ocorre que o déficit público ainda será elevado, no ano que vem, e a dívida continuará em trajetória de alta. Pelas nossas contas, a dívida bruta do governo geral deverá atingir 92,7% do PIB, em 2021, e 93,5% em 2022", informou. No cenário atual, diz o órgão, o superávit primário (receitas maiores do que despesas, sem contar os juros da dívida) do governo só retornaria após 2030 e a dívida deverá atingir 100% do PIB entre 2027 e 2028. Para o próximo ano, o governo estimou um rombo fiscal de R$ 170 bilhões. Será o nono ano seguido de déficit fiscal. "É um quadro que não avalizaria aumentos de gastos que não fossem estritamente necessários, como os relacionados ao combate à Covid-19, uma vez que o déficit e a dívida estarão altos", acrescentou. Dispositivo para gastos obrigatórios No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, a IFI observou que o governo também incluiu um dispositivo para tentar travar a revisão de gastos obrigatórios pelos parlamentares, que está no cerne de tensões sobre o orçamento de 2021, ainda não sancionado. Essa inovação, avalia o órgão, provavelmente tenta "blindar" o orçamento do próximo ano da repetição do ocorrido em 2021, isto é, a revisão de estimativas de gastos obrigatórios ao longo da tramitação da peça orçamentaria no legislativo para aumentar as emendas parlamentares. O texto do PLDO 2022, enviado pelo Ministério da Economia, diz que os gastos obrigatórios somente poderão ter a sua projeção alterada pelo Congresso Nacional "se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal, cuja justificativa para alteração contenha manifestação da área técnica responsável pela projeção, que poderá ser ratificada pelo Ministro da Economia por meio de parecer de órgão ou entidade de competência técnica responsável pela projeção no âmbito do Poder Executivo federal". A IFI avalia que a inovação, porém, não resolverá o problema das revisões nas estimativas do Orçamento. "O dispositivo, de maneira isolada, não impedirá a realização de mudanças nessas previsões. Será preciso restabelecer o sistema de freios e contrapesos entre as áreas técnicas e políticas do Legislativo e do Executivo, como sempre aconteceu, ao menos desde 1989. Ainda, o PLDO será apreciado pelo Congresso Nacional e poderá sofrer modificações", concluiu.

Google Docs, Blogger e WordPress poderão receber conteúdos da rede social com recurso de migração de dados. Imagem de celular com o logo do Facebook. AP Photo/Jenny Kane, File O Facebook anunciou nesta segunda-feira (19) uma ferramenta que permite transferir publicações e notas para o Google Docs, Blogger e WordPress.com. A novidade é uma expansão de um recurso que a rede social inaugurou em 2019, quando passou a permitir a transferência de fotos para serviços como Google Fotos, Dropbox, Backblaze e Koofr. Em ambos os casos, as pessoas podem manter cópias tanto no Facebook quanto na outra plataforma. Como usar? A ferramenta está nas configurações do Facebook: Acesse o seu perfil; Clique no ícone de seta no canto superior direito; Vá em "Configurações" Na barra da esquerda, clique em "Suas informações no Facebook"; Escolha "Transfira uma cópia das suas informações"; Confirme sua senha; Escolha o tipo de conteúdo que quer transferir e o destino. A nova ferramenta de exportação de dados vai ao encontro de legislações de proteção de dados como a GDPR, na Europa, e a Lei de Privacidade do Consumidor, na Califórnia, nos EUA. Ambas exigem que empresas ofereçam opções para que os usuários tenham controle sobre seus dados e possam baixá-los ou transferi-los. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também trata sobre a transferência de dados – mas o tema ainda precisa ser regulamentado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Primeira fase da imunização é voltada para bovinos e búfalos de todas as idades. Campanha de vacinação contra febre aftosa começa em 1° de maio Fernando Augusto/ASN/Divulgação A campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 vai começar no dia 1° de maio, divulgou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. São prioridades na primeira etapa os bovinos e búfalos de todas as idades. Confira o calendário com o início da vacinação por estado, disponível aqui. Com a expectativa de imunizar 170 milhões de animais, 21 estados vão participar da campanha. No Amazonas e em Mato Grosso, farão parte apenas os municípios que não suspenderam a vacinação. No Espírito Santo, a imunização será voltada somente a bovinos e búfalos com até 24 meses de idade. Para realizar a vacinação, o produtor deve adquirir as doses de 2 ml em revendas autorizadas e mantê-las entre 2°C e 8°C até o momento da utilização. Em relação às agulhas, é importante que sejam novas. A aplicação deve ser na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada. Após a vacinação, o produtor deve informar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. Isso pode ser feito de forma online ou presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual. VÍDEOS: tudo sobre agronegócios

De acordo com um estudo realizado pelo Bank of America, o valor justo para o real estaria em 4,26 por dólar. Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro Reuters O real é a moeda mais barata do mundo emergente, de acordo com novo modelo de taxa justa de câmbio divulgado pelo Bank of America, mesmo depois de o valor justo para a moeda ter sofrido a maior depreciação numa lista de pares. O novo modelo de cálculo do BofA, chamado de Compass BEER, cobre um período entre dois e quatro anos e inclui elementos que não constam na literatura sobre o modelo BEER de taxa justa de câmbio --spread de CDS, diferencial de crescimento entre países emergentes e desenvolvidos e fração de emergentes no portfólio global--, além dos clássicos produtividade relativa, termos de troca, ativos externos líquidos e diferenças de taxas de juros. Dólar volta a operar em queda nesta segunda-feira Por esse novo cálculo, o real está 24% mais barato do que o sugerido pelos fundamentos, maior desvio negativo numa lista de 20 moedas emergentes. Dólar de Cingapura (-18%) e iuan (-15%) vêm na sequência. Na outra ponta estão rand sul-africano (+5%) e peso argentino e rupia indiana --ambos com 4%. "As grandes subvalorizações que encontramos são um pouco intrigantes, considerando que os períodos de alta das commodities tendem a vir com o dólar fraco e fortalecimento das moedas emergentes", disseram estrategistas do BofA em nota. O valor justo para o real estaria em 4,26 por dólar. O real também ocupa a pior posição num cálculo que considera valuations multilaterais --contra outras moedas além do dólar. Por essa conta, a divisa brasileira está 20,3% abaixo do sinalizado pelos fundamentos. O BofA mediu a magnitude de depreciação das taxas justas de câmbio no segundo trimestre de 2020 decorrente da crise da Covid-19, já que esse evento desvalorizou não apenas moedas em termos nominais ou reais, mas também mexeu com as métricas de fundamento, com consequente impacto nos valores justos de taxas de câmbio. Mais uma vez, o real liderou a queda, com baixa de 18%, seguido pelo rand sul-africano, que viu declínio de 15%. O banco norte-americano calculou ainda a recuperação dos valuations das moedas entre o segundo trimestre de 2020 e os primeiros três meses de 2021. A taxa justa do real valorizou-se 1%, enquanto pares como iuan, peso colombiano, sol peruano e peso chileno ganharam entre 5% e 12%. Alta do dólar americano interfere no preço de produtos essenciais O BofA explicou que em alguns casos a relação entre fundamentos econômicos e preços dos ativos pode ser bastante não linear - ou seja, mudanças relativamente pequenas nos fundamentos levam a correções agudas nos preços dos ativos. "Nessas situações, o prêmio de risco idiossincrático pode explicar amplamente desvios do modelo em relação às taxas de câmbio observadas. Achamos que este é atualmente o caso do valuation do real", disseram. O real cai 6,3% ante o dólar, em termos nominais, terceiro pior desempenho no ano. Apenas peso argentino (-10,1%) e lira turca (-8,2%) caem mais. Analistas de mercado têm repetido que a fraqueza do real decorre sobretudo do elevado risco fiscal no Brasil, com incertezas sobre a sustentabilidade da dívida e seus potenciais impactos sobre tendências de crescimento econômico. Vídeos: Últimas notícias de economia

Depois do entusiasmo com o trabalho de casa, algumas empresas do Vale do Silício estão apresentando seus planos de voltar ao escritório. A partir de 1º de setembro, os funcionários do Google que desejam trabalhar em casa por mais de 14 dias terão que enviar um pedido formal Getty Images via BBC A chefe de recursos humanos do Google, Fiona Cicconi, escreveu aos funcionários da empresa há alguns dias anunciando que o calendário de retorno ao escritório estava sendo adiantado. A partir de 1º de setembro, disse ela, aqueles que quiserem trabalhar de outro país por mais de 14 dias terão que enviar um pedido formal à empresa. Também se espera que os funcionários "vivam a uma distância que os permita se deslocar" até aos escritórios, acrescentou. Portanto, nada de coquetéis na praia com um laptop. A mensagem era clara: pode haver mais flexibilidade do que antes, mas a maioria dos funcionários terá que ir para o escritório. SAIBA MAIS: Dor no corpo no home office? Cadeira pode ser o problema; saiba como escolher a sua Dor no pescoço? Altura do monitor ou laptop pode estar errada; saiba como ajustar Essa ideia parece contrariar muito do que ouvimos dos executivos do Vale do Silício no ano passado, quando eles defenderam as virtudes do trabalho remoto. Por exemplo, Jack Dorsey, cofundador do Twitter, ganhou as manchetes em todo o mundo em maio passado, quando disse que os funcionários da rede social poderiam a partir de então "trabalhar de casa para sempre". Especulou-se que, após a pandemia da Covid-19, o "novo normal" para as empresas do Vale do Silício seria uma força de trabalho altamente orientada para o remoto, com apenas uma equipe mínima no escritório. Parece cada vez mais claro que isso não vai acontecer. Se olharmos atentamente às declarações dos chefes das empresas de tecnologia, há nuances que a imprensa deixou passar. Por exemplo, quando Dorsey disse que os funcionários do Twitter poderiam trabalhar de casa "para sempre", ele acrescentou: "Se nossos funcionários desempenharem um papel que possam desempenhar em casa e estiverem em uma situação que os permita fazê-lo." É um condicionador muito importante. A rotina nos escritórios depois da pandemia: mais espaço, ventilação e uso da tecnologia E, de fato, o Twitter esclareceu que espera que a maioria de seus funcionários passe algum tempo trabalhando em casa e algum tempo no escritório. Quase todas as empresas de tecnologia do Vale do Silício disseram que agora estão comprometidas com o trabalho "flexível" ou "híbrido". O problema é que esses termos podem significar quase tudo. NO BRASIL: Home office foi adotado por metade das classes A e B Tábua de passar vira escrivaninha no home office Sexta-feira de folga? Ou uma relação de trabalho completamente diferente com um escritório físico? A Microsoft prevê que "trabalhar em casa parte do tempo (menos de 50%) será o padrão para a maioria dos empregos" no futuro. Existe muita margem de manobra nas palavras "menos de 50%". Presença no escritório permite 'colaboração' A Amazon também comunicou a seus funcionários: "Nosso plano é retornar a uma cultura centrada no escritório como padrão. Acreditamos que isso nos permite inventar, colaborar e aprender juntos de forma mais eficaz." Não é exatamente um endosso retumbante à nova era do trabalho em casa. Parte da questão é que, embora muitos funcionários desejem mais flexibilidade, ainda não está totalmente claro que tipo de modelo funciona para as empresas. "Nenhum de nós foi capaz de descobrir", disse Carolyn Everson, vice-presidente global de vendas do Facebook, discutindo os acordos atuais de trabalho em casa. "Estamos inventando à medida que avançamos." O apelo do trabalho remoto Prithwiraj Choudhury, professor da Harvard Business School e defensor do trabalho remoto, diz que as empresas de tecnologia estão há muito tempo na vanguarda desse modelo. "Os pioneiros e as empresas que estão seguindo esse modelo de trabalho remoto e construindo a organização em torno dele terão uma grande vantagem na atração de talentos", diz ele. Essa é certamente a esperança. Nenhuma empresa de tecnologia deseja perder funcionários capazes para rivais que lhes permitem trabalhar com mais flexibilidade. Empresas como o Spotify agora estão oferecendo práticas de trabalho mais "flexíveis" para seus funcionários. "Nossos funcionários poderão trabalhar em tempo integral em casa, no escritório ou combinar os dois", disse a empresa em um comunicado recente. "A combinação exata dos modos de trabalho em casa e no escritório. É uma decisão que cada funcionário e seu gerente tomam juntos." Mas ele também acrescentou: "Provavelmente haverá alguns ajustes a serem feitos ao longo do caminho." Portanto, a definição de trabalho flexível do Spotify é muito diferente da do Google, que por sua vez é muito diferente da Amazon. Trabalhar em casa quando não há escritório aberto é uma coisa. Mas o trabalho remoto será realmente posto à prova quando os escritórios começarem a abrir com, digamos, 50% da capacidade. Quando as reuniões forem realizadas parcialmente pessoalmente e parcialmente pelo Zoom, a dinâmica funcionará também? E quando alguns membros da equipe lidarem com os gerentes cara a cara, os trabalhadores remotos se sentirão em desvantagem? 'Construir cultura' Há algumas semanas, a IBM anunciou sua proposta de sistema de trabalho remoto, com 80% da força de trabalho trabalhando pelo menos três dias por semana no escritório. "Quando as pessoas trabalham remotamente, fico preocupado com a trajetória de suas carreiras", disse o CEO da IBM, Arvind Krishna. "Se eles querem se tornar gerentes, se eles querem ter mais e mais responsabilidades ou se eles querem construir uma cultura dentro de suas equipes, como faremos isso remotamente?" Curiosamente, estamos prestes a descobrir o que funciona e o que não funciona, porque as empresas de tecnologia estão adotando muitas abordagens diferentes. E como em grande parte da vida moderna, outras empresas estão olhando para a costa oeste dos Estados Unidos para ver esses resultados e, eventualmente, reproduzir. Veja dicas para se manter seguro on-line: