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Fila da negociação presencial será fechada por volta de 13h e o atendimento termina às 20h, mas os interessados ainda conseguem aderir ao Feirão na internet. Ivanete Barros e a filha estão no Feirão, dispostas a saírem com dívidas de cartão e empréstimo quitadas Halisson Ferreira/TV Verdes Mares O último dia de atendimento presencial do Feirão Limpa Nome tem movimentação intensa de pessoas em busca de renegociação de dívidas na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, neste sábado (27). A ação oferece descontos que podem chegar a 99%. O atendimento no local ocorre até as 20h, mas devido à alta procura as filas estão sendo encerradas por volta das 13h, para garantir o atendimento a todos. No entanto, o Feirão continua na internet. (veja abaixo como aderir à negociação pela internet). Aposentado que devia R$ 104 mil a banco paga dívida com apenas R$ 104 após negociação em Fortaleza Uma das pessoas que estão na fila em busca de atendimento é a aposentada Ivanete Barros. Ela e a filha saíram de casa 5h da manhã, em Pacatuba, na Grande Fortaleza para ir ao Feirão. Ivanete está negociando dívidas em cartões e de um empréstimo que somam em torno R$ 15 mil. "Eu estava preocupada. Nome sujo na praça não é legal não", disse a aposentada. LEIA TAMBÉM: Educação Financeira: os primeiros passos para planejar uma aposentadoria Auxílio Brasil: quantos benefícios minha família pode receber? Quais os valores? Procurando emprego? Veja lista de concursos e vagas em aberto Pessoas de outras cidades também podem renegociar divididas com as mesmas condições nas agências dos correios ou pelos canais digitais: site e aplicativo do Serasa. A operadora de caixa Rita Félix foi à Praça do Ferreira neste sábado para quitar uma dívida alta, de empréstimo com uma financeira. Ela conseguiu um bom desconto e pretende "se livrar" dessa dívida. "Hoje concretizei 99% de desconto. Já estou com o dinheiro guardado para pagar. Estou livre. Vou dormir sossegada", disse. 🎧 Ouça: 5 dicas para planejar os objetivos financeiros em tempos de crise Mutirão ajuda a regularizar situação de devedores em cinco capitais brasileiras Endividamento e falta de acesso a crédito Feirão do Serasa oferece descontos de até 90% na Praça do Ferreira, em Fortaleza O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior nível em 11 anos. Foi a consequência do uso de crédito para compensar a queda de renda, conforme pesquisa divulgada nesta semana. Com o aumento do endividamento, o Feirão Limpa Nome tem alta demanda. "O feirão físico começou em cinco capitais, capitais em que a gente tem um alto número de pessoas endividadas, inadimplentes, com contas atrasadas e que a gente quer atender um alto volume de pessoas nessas regiões, ajudar o maior número possível", explicou a gerente Serasa, Nathalia Girani. As famílias brasileiras também empobreceram. Em 16 das 27 capitais do país, a renda ainda não voltou ao que era antes da pandemia. Na média, o recuo foi 0,7%. Mas em algumas cidades, como em Vitória, Boa Vista e Fortaleza, o orçamento das famílias encolheu muito mais. Newsletter g1: receba as principais notícias do dia no seu e-mail Saiba como participar do Feirão On-line: Aplicativo Serasa, disponível no Google Play e na App Store No site www.feiraolimpanome.com.br Pelo WhatsApp (11) 99575-2096 Pelo número de telefone 0800 591 1222 Nas mais de 7 mil agências dos Correios (necessário levar documento original com foto) Assista às notícias do Ceará no g1 em 1 Minuto:

Após a saída do Capítulo 11, a companhia deverá ter uma dívida total de aproximadamente US$ 7,26 bilhões e liquidez de aproximadamente US$ 2,67 bilhões. Aeronave da Latam em decolagem Latam/Divulgação O Latam Airlines Group anunciou, no início deste sábado (27), um Plano de Reorganização para que saia do Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. Segundo comunicado da empresa, o plano é acompanhado por um Acordo de Apoio à Reestruturação (RSA, na sigla em inglês) com o Grupo Ad Hoc de Credores da Matriz, que é o maior grupo de credores sem garantia nestes casos do Capítulo 11, e certos acionistas da Latam. O plano propõe a injeção de US$ 8,19 bilhões ao grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida, que permitirá ao grupo sair do Capítulo 11 com a capitalização adequada para executar seu plano de negócios, diz o comunicado. Após a saída, prossegue o documento, a Latam deverá ter uma dívida total de aproximadamente US$ 7,26 bilhões e liquidez de aproximadamente US$ 2,67 bilhões. "O grupo determinou que esse é um nível de endividamento conservador e uma liquidez adequada em um período de incerteza contínua para a aviação mundial, que permitirá um melhor posicionamento do grupo para futuras operações", menciona o comunicado. Após a confirmação do plano, o grupo pretende lançar uma oferta de direitos de capital por meio da emissão de ações ordinárias no valor de US$ 800 milhões, que será aberta a todos os acionistas da Latam, respeitando os seus direitos de preferência conforme a legislação chilena vigente, e que estará totalmente respaldada pelos participantes do RSA. Informa ainda o documento que três classes distintas de títulos conversíveis serão emitidas pela Latam, e serão oferecidos preferencialmente aos acionistas da companhia. Os títulos conversíveis de Classe A que não forem subscritos serão fornecidos a certos credores gerais sem garantia da matriz da Latam como liquidação por suas reclamações permitidas no plano; títulos conversíveis Classe B serão inscritos e adquiridos pelos acionistas e títulos conversíveis Classe C serão oferecidos a certos credores sem garantia em troca de novas contribuições de capital para a Latam e da liquidação de suas reclamações de crédito, sujeitas a certas limitações e impedimentos por parte dos participantes. Diz ainda o documento que os títulos conversíveis pertencentes às classes conversíveis B e C serão fornecidos, total ou parcialmente, em consideração de uma nova contribuição de capital no valor total de aproximadamente US$ 4,64 bilhões, totalmente respaldado pelas partes envolvidas no RSA, sujeito ao recebimento de aprovações corporativas pelos acionistas apoiadores. A Latam também vai levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, seja por meio de um novo empréstimo a prazo ou com novos títulos; e o grupo também fez uso, e pretende fazer uso, do Capítulo 11 para refinanciar e alterar os contratos de leasing anteriores ao processo, a linha de crédito rotativo e a linha referente a motores de reposição. A audiência para aprovar a adequação da Declaração de Divulgação do Capítulo 11 e dos procedimentos de votação está prevista para ser realizada em janeiro de 2022, com um calendário específico que dependerá do Tribunal. "Se aprovada a Declaração de Divulgação (Disclosure Statement), o grupo iniciará o processo de solicitação para buscar a aprovação do plano por parte dos credores. A Latam solicita que a audiência para confirmar o plano seja realizada em março de 2022", prossegue o comunicado. A Latam criou um site específico (www.latamreorganizacion.com/pt-br/), onde as partes interessadas podem encontrar informações adicionais.

Incertezas com a descoberta de nova variante impactaram bolsas, dólar e petróleo; como a OMS anunciou que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da cepa, a tendência é que a volatividade nos mercados predomine nos próximos dias. Sequência de três pregões de ganhos na bolsa brasileira é interrompida com temor do avanço da ômicron Os mercados financeiros reagiram com nervosismo na sexta-feira (26) ao anúncio de uma nova cepa do coronavírus, detectada na África do Sul, chamada de ômicron, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma "variante de preocupação", o que lança incertezas sobre a trajetória da economia mundial. Apesar de ainda não se saber se ela é mais transmissível ou mais letal, os impactos nos mercados foram imediatos. Bolsas caíram ao redor do mundo, fazendo empresas perderem valor de mercado. Já os preços do petróleo tiveram a maior queda diária desde abril de 2020. O dólar também reagiu e teve forte alta, chegando perto de R$ 5,60 no Brasil. Como a OMS já anunciou que precisará de semanas para compreender melhor o comportamento da variante, a tendência é que a volatividade nos mercados predomine nos próximos dias. LEIA TAMBÉM: Gráfico da ômicron mostra forte alta: especialistas veem risco, mas citam baixa vacinação na África do Sul O que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul OMS diz que precisa de várias semanas para compreender melhor nova variante do coronavírus OMS declara a B.1.1.529 como 'variante de preocupação' e dá o nome de 'ômicron' Veja abaixo como o anúncio da ômicron impactou os mercados ao redor do mundo. Bovespa O Ibovespa recuou 3,39%, a 102.224 pontos. Foi a maior queda diária desde 8 de setembro. Na mínima da sessão, chegou a 101.495 pontos. As ações das companhias aéreas Gol e Azul despencaram mais de 10%, junto com os papéis da operadora de turismo CVC. Com o resultado de sexta, o Ibovespa recuou 0,79% na semana e acumula queda de 1,23% em novembro. Em 2021, o tombo ainda é de 14,10%. Dólar O dólar fechou em alta de 0,54%, cotado a R$ 5,5948. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula recuo de 0,93% no mês, mas avanço de 7,86% no ano. Empresas perdem valor de mercado As empresas brasileiras perderam R$ 140 bilhões em valor de mercado na sexta-feira (26), segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. A maior perda de valor de mercado foi registrada pela Petrobras (R$ 16,340 bilhões), seguida pela Vale (R$ 9,099 bilhões) e Ambev (R$ 8,498 bilhões). Em seguida as maiores perdas foram no Bradesco (R$ 7,216 bilhões), Weg (R$ 4,657 bilhões), Itaú (R$ 4,451 bilhões), Magazine Luiza (R$ 4,225 bilhões) e Santander (R$ 3,989 bilhões). Empresas que tiveram maiores quedas em valor de mercado Divulgação Entre as ações que mais caíram na sexta-feira, a Azul, que despencou 14,18%, perdeu R$ 1,315 bilhão em valor de mercado. Já a Gol perdeu R$ 718,1 milhões com a queda de 11,81% nas ações, e a CVC Brasil, R$ 418,3 milhões, com o recuo de 11,06%. Petróleo O petróleo Brent caiu 11,6%, para US$ 72,72 o barril, enquanto o petróleo nos EUA fechou em queda de 13,1%, a US$ 68,15 o barril. Foi a maior queda diária desde abril de 2020. "Mesmo sem restrições drásticas que limitem a propagação do vírus, as pessoas serão mais cautelosas e isso pesará sobre a demanda pelo petróleo bruto, disse à AFP Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research (SEER). Vários países europeus e os Estados Unidos suspenderam os voos de nações africanas para tentar conter o avanço da ômicron. "Estou surpreso com a magnitude dessa queda, porque ainda é muito cedo para saber qual será o impacto e se as vacinas serão eficazes ou não", disse o analista. De acordo com as agências Reuters e Bloomberg, a Opep e seus aliados dentro da Opep+ planejam modificar sua programação de aumento de produção em reação ao surgimento desta nova variante. "O mercado está considerando o pior cenário possível, em que essa variante causa grande destruição da demanda", disse à Reuters Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho. Bolsas internacionais As bolsa de valores de todo o mundo registraram fortes perdas diante do temor pela nova variante do coronavírus No exterior, as ações das companhias aéreas lideraram a queda generalizada nos mercados depois da suspensão pela União Europeia e pelos EUA de voos oriundos da África do Sul e mais sete nações africanas por causa de receios com a nova variante do coronavírus. As ações despencaram em Wall Street, nos EUA, na sexta-feira, enquanto as ações europeias sofreram o maior movimento de venda em 17 meses. O índice Dow Jones caiu 2,53%, a 34.899 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 2,27%, a 4.595 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 2,23%, a 15.492 pontos. As vendas de ações foram amplas, com grandes quedas em todos os 11 principais setores do S&P, exceto saúde, que caiu apenas ligeiramente graças aos fortes ganhos da Pfizer e Moderna, fabricantes de vacinas contra a Covid-19. O índice de volatilidade CBOE, popularmente conhecido como o medidor do medo de Wall Street, atingiu seu nível mais alto desde 20 de setembro. Já na Europa, o índice FTSEurofirst 300 caiu 3,71%, a 1.796 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, a 464 pontos - em sua pior sessão desde junho de 2020 -, recuando 4,5% na semana. A medida de volatilidade para o principal mercado acionário chegou a uma máxima de 10 meses. "As ações estão reagindo negativamente porque não se sabe nesse momento quanto as vacinas serão efetivas contra a nova cepa, e, portanto, isso aumenta o risco de novos lockdowns", disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo Bank. Entre os setores, o de viagem e lazer despencou 8,8%, em seu pior dia desde o começo do choque da Covid-19 em março de 2020. Na Ásia, os mercados refletiram a tendência e Tóquio fechou em baixa queda de 2,53%. Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 0,74%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,56%. Brasil vai barrar entrada de viajantes de seis países da África por causa da ômicron, diz Casa Civil Impactos no Brasil Um dos maiores temores é que a disseminação da variante leve a novas medidas de isolamento e prejudique a recomposição das cadeias globais de suprimentos, dominadas pela Ásia, aponta Fábio Pereira Andrade, professor de economia do curso de Relações Internacionais da ESPM São Paulo. Para ele, a somatória do aparecimento da nova variante com a quarta onda da Covid-19 na Europa, um mercado comprador dos produtos brasileiros, pode ter impacto sobre a economia do país. “Se os países europeus que compram do Brasil reduzirem a demanda e a nova variante chegar ao leste asiático, interrompendo a cadeia produtiva, teremos ainda mais pressão inflacionária e problemas com a balança comercial”, diz. Mercados emergentes As ações e moedas latino-americanas se juntaram a uma liquidação nos mercados emergentes, levando a uma fuga de ativos arriscados diante de receios com novas restrições econômicas globais. O índice da MSCI para moedas latino-americanas perdeu 0,8%, atingindo uma mínima em sete meses, enquanto as ações despencavam 3,5%, afundando ao menor patamar em um ano. As moedas mexicana e chilena lideraram as perdas na América Latina, caindo mais de 1% cada, enquanto as ações argentinas despencavam mais de 5%. Os ativos de mercados emergentes mais amplos afundaram após a descoberta da variante. O rand da África do Sul caiu 2% e atingiu mínimas em um ano. A moeda encerrou sua terceira semana consecutiva no vermelho. A lira da Turquia chegou a perder quase 4% durante a sessão, antes de devolver algumas perdas, e terminou a semana com queda de cerca de 9%.
Especialista em finanças sustentáveis ouvida pelo podcast Educação Financeira dá dicas de como usar esse dinheiro de forma saudável e responsável. Os trabalhadores com carteira assinada devem receber a primeira parcela do 13º salário até 30 de novembro. Depois, até o dia 20 de dezembro chega a segunda parcela. Tire dúvidas e saiba quando deve receber o benefício Em um momento tão difícil da economia, com inflação em alta e com 74,6% das famílias brasileiras endividadas, usar esse benefício com sabedoria nunca foi tão importante. O podcast Educação Financeira, do g1, ouviu a especialista em finanças sustentáveis, Dani Carvalho, para dar dicas de como usar usar esse dinheiro de forma saudável e responsável. OUÇA AQUI: Para Dani, é preciso pensar, organizar e projetar o que fazer com esse dinheiro. "A partir do olhar para o que aconteceu na sua vida nesses últimos anos, para como estão as suas finanças nesse momento e o que você vislumbra para o próximo ano é que a gente pode tomar as decisões. Temos algumas diretrizes de melhores decisões possíveis para esse dinheiro, mas não é uma fórmula mágica, a gente precisa respirar fundo e refletir", orienta. Confira as dicas da Dani: 1- Pague as dívidas O ideal para quem tem dívidas é usar, pelo menos, uma parte do 13º para quitá-las. Com o dinheiro em mãos, dá pra negociar os valores. "Não pague o valor imediato que estão te cobrando. Liga, negocia e renegocia. As instituições estão preparadas e cada vez mais interessadas nesse momento em que já sabem que todo mundo está recebendo o 13º. As instituições também têm todo o interesse em fazer acontecer e o endividado tem todo o direito de renegociar essa dívida", explica a especialista. 2- Faça uma reserva de emergência A reserva financeira é o dinheiro guardado para momentos de necessidades e imprevistos. Para quem não tem dívidas, essa seria a primeira dica. O 13º é uma excelente alternativa para completar ou começar a formar essa reserva. Dani explica que não é preciso guardar todo o dinheiro: "Eu sugiro um meio termo. Define um percentual daquele dinheiro que vai para reserva de emergência e o outro percentual que vai para o seu consumo". 3- Poupe e invista Todo dinheiro extra que entra no orçamento é uma ótima oportunidade para começar a poupar e investir. Lembrando sempre que não existe um investimento perfeito, existe o que funciona para cada pessoa. "É legal começar uma previdência ou, pra quem já tem uma, fazer um aporte maior agora. Outra dica é comprar títulos públicos indexados ao IPCA. Esses títulos estão com uma remuneração bem interessante no momento. E claro, a depender do seu sonho, outros investimentos possíveis", afirma a especialista. 4- Gaste com responsabilidade Depois de tempos tão difíceis, de viver uma pandemia, é normal querer usar esse dinheiro como uma forma de recompensa. E mais do que isso: para proporcionar momentos felizes, seja com viagens, festas ou presentes. Não precisa abrir mão da possível recompensa que esse dinheiro significa nesse momento, mas precisa consumir com conscicência. "Qual é a experiência recompensadora que você quer sentir no fim do ano? Porque quando a gente entende como quer se sentir, a gente encontra inclusive soluções criativas que não necessariamente passem pelo dinheiro ou não passam por todo o dinheiro que a gente acha que precisa gastar para alcançar", afirma Dani. 5- Faça uma doação Que tal ressignificar o dinheiro e fazer uma doação? Essa é a última dica da Dani. "Dividir, doar, escolher uma iniciativa em que você confie ou se engajar com pessoas que você conheça, se conectar com a sua comunidade, olhar ao redor e perceber que, às vezes a gente acha que tem tão pouco, mas uma fração do seu pouco pode mover muito para muita gente que tem menos do que você", afirma. Brasileiros planejam como gastar 13º salário - que vai injetar na economia maior valor em 9 anos

Beneficiários que tiverem aumento da renda familiar mensal per capita que ultrapasse o valor da linha de pobreza permanecerão no programa durante o período de 2 anos, mas há regras a serem seguidas. O Auxílio Brasil começou a ser pago neste mês para quem já era beneficiário do Bolsa Família. As famílias que tiverem aumento de renda que ultrapasse as regras do programa não perderão o benefício de imediato. Haverá um prazo de dois anos para isso acontecer. Mas, para que o beneficiário permaneça recebendo o auxílio, é preciso atender alguns requisitos. O programa institui a chamada regra de emancipação, que prevê o seguinte: As famílias que tiverem aumento da renda familiar mensal per capita que ultrapasse o valor da linha de pobreza (renda familiar mensal per capita até R$ 200) permanecerão no programa durante o período de 2 anos Mas, para isso acontecer, a renda familiar mensal per capita não pode superar em duas vezes e meia o valor da linha de pobreza, ou seja, R$ 500. Caso a renda da família seja, exclusivamente, de pensão, aposentadoria e benefícios previdenciários permanentes pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o tempo máximo de permanência na regra será de 1 ano. Em caso de óbito, os rendimentos desse beneficiário não serão computados para a redução do tempo de permanência no programa, relacionado à regra acima. Se a renda do beneficiário voltar a diminuir após o fim do prazo da regra de emancipação, ele pode voltar a receber o Auxílio Brasil. Se a família for cancelada do programa após o encerramento do prazo da regra de emancipação, poderá retornar com prioridade, desde que atenda aos requisitos estabelecidos para recebimento dos benefícios do Auxílio Brasil. Nesse caso, ocorre o chamado retorno por reversão de cancelamento, que pode ser realizado pelo período de até 36 meses após a data do cancelamento. Mas não haverá o pagamento de qualquer parcela retroativa de benefícios do programa. Os pagamentos do Auxílio Brasil começaram no dia 17 de novembro. Segundo o Ministério da Cidadania, neste primeiro mês serão contempladas mais de 14,5 milhões de famílias, que receberão um total de mais de R$ 3,25 bilhões. O valor médio neste mês será de R$ 224,41 por família. LEIA TAMBÉM: SAQUES: como será pago? QUEM RECEBE: preciso me inscrever? BENEFICIÁRIOS DO AUXÍLIO EMERGENCIAL: como ficam? CALENDÁRIO: veja datas dos pagamentos CONCESSÃO E VALORES: como consultar seu benefício SAQUE: como será pago o Auxílio Brasil TIRA DÚVIDAS: perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL Calendário de pagamentos O pagamento do Auxílio Brasil, assim como era com o Bolsa Família, será feito pelo dígito final do NIS dos beneficiários. Calendário do Auxílio Brasil Economia g1
Reportagem especial vai mostrar as lavouras urbanas de São Paulo que levam alimento e trabalho para moradores da periferia. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (28/11/2021) O Globo Rural deste domingo (28) mostra as lavouras urbanas de São Paulo que estão levando alimento e trabalho para moradores da periferia. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda as vendas da flor do Natal, a alta da produção de tomate em Goiás, o plantio da soja no Paraná e mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h20. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural

Com bandeira verde, famílias de baixa renda não precisarão mais pagar cobrança adicional. Valor extra em novembro foi de R$ 1,87 para cada 100 kWh consumidos no mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que em dezembro a conta de luz das famílias de baixa renda incluídas na Tarifa Social de Energia Elétrica terá bandeira tarifária verde. Com isso, a conta de luz da tarifa social não terá mais nenhuma cobrança adicional. De acordo com o comunicado divulgado pela agência, a bandeira verde "indica condições favoráveis de geração de energia". G1 Em novembro, a Aneel havia acionado a bandeira amarela para a tarifa social, com adicional na conta de luz de R$ 1,87 para cada 100 kWh consumidos no mês. Até outubro, estava acionada a bandeira vermelha e as famílias de baixa renda tinham que pagar um extra de R$ 9,49 para cada 100 kWh. Diante das chuvas verificadas em outubro e esperadas para novembro, o que eleva o nível dos reservatórios das hidrelétricas, a Aneel decidiu reduzir a bandeira para amarela a partir de novembro. Início da época de chuvas melhora nível de água dos reservatórios A bandeira vermelha é a mais cara que pode ser aplicada aos consumidores da tarifa social porque as famílias de baixa renda são isentas de pagar a bandeira escassez hídrica. Em vigor para os demais consumidores, a bandeira escassez hídrica é a mais cara do sistema, com adicional de R$ 14,20 por 100 kWh consumidos ao mês. O sistema de bandeiras tarifárias é uma cobrança aplicada às contas de luz quando o custo de produção de energia aumenta. É o que aconteceu neste ano, devido à crise energética. O país tem acionado as usinas termelétricas (mais caras e poluentes) e importado energia da Argentina e do Uruguai para garantir o fornecimento de eletricidade aos consumidores. Desconto A Aneel informou, ainda, que as famílias de baixa renda continuam tendo direito ao desconto nas tarifas, que varia de 10% a 65% de acordo com a faixa de consumo. O desconto é concedido nos primeiros 220 kWh consumidos mensalmente por clientes residenciais. A exceção são as famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único, que têm desconto de 100% até o limite de consumo de 50 kWh/mês. Inclusão automática O presidente Jair Bolsonaro sancionou, no início de setembro, uma lei que determina a inscrição automática de famílias de baixa renda como beneficiárias da tarifa social. A intenção é facilitar as inscrições no programa a partir do compartilhamento das informações do Cadastro Único pelo Executivo. Antes da lei, interessados precisavam solicitar a inscrição por telefone ou dirigir-se à distribuidora para pedir o benefício. Segundo a Aneel, o número de beneficiários da tarifa social pode dobrar em 2022 e chegar a quase 24 milhões. Atualmente, 12,3 milhões de famílias são beneficiárias da tarifa social, programa que custa cerca de R$ 3,6 bilhões por ano. Esse valor é pago por todos os consumidores de energia elétrica por meio de cobrança de encargo nas contas de luz. Há outras 11,5 milhões de famílias que se enquadram nos critérios para participar do tarifa social e que podem ser incluídas no programa a partir do ano que vem, quando as distribuidoras de energia terão que implantar o cadastrado automático de beneficiários. O cadastro automático entra em vigor em 11 de janeiro de 2022 e será feito pelas próprias distribuidoras de energia, com base nos dados do CadÚnico e do BPC. Quem tem direito Têm direito à tarifa social: famílias inscritas no Cadastro Único do governo federal, com renda per capita menor ou igual a meio salário mínimo; idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC); famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até três salários mínimos com um integrante que, devido a uma doença ou a uma deficiência, faça uso contínuo de aparelhos médicos que consomem energia elétrica.

Até as 17h desta sexta, número de vendas pela internet atingiu 5,6 milhões, praticamente a mesma quantidade registrada em 2020. Black Friday nos EUA marca a volta dos consumidores às lojas físicas. A poucas horas do fim, a Black Friday 2021 no Brasil teve lojas com pouca movimentação e descontos mornos no e-commerce. Entre as justificativas, estão o alto índice de inflação do país e a desvalorização do real frente ao dólar. Levantamento realizado pela Neotrust aponta que o número total de compras realizadas pela internet desde o primeiro minuto de quinta-feira (25) até às 17h desta sexta (26) chegou a 5,6 milhões — praticamente a mesma quantidade registrada em 2020. 2019 x 2021: Compare movimento da Black Friday; FOTOS Black Friday 2021: veja imagens pelo Brasil Tudo sobre a Black Friday 2021 Ao todo, o valor faturado até às 17h foi de R$ 4 bilhões – um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pela primeira vez, a categoria de alimentos apareceu na lista dos 10 itens mais procurados pelos brasileiros na data, segundo pesquisa da Ebit/Nielsen. O número de pedidos de alimentos e bebidas no comércio online cresceu 10%, e o volume de vendas, 17%. O g1 acompanhou a movimentação das vendas pelas principais cidades do país. Confira abaixo: Recife Grávida de 8 meses, Laisa Santana esperava encontrar promoções maiores nesta sexta (26) no Recife Suzana Souza/g1 Em Recife, Pernambuco, as primeiras horas do dia começaram com pouco movimento, mesmo com o comércio abrindo mais cedo. Ainda assim, algumas pessoas chegaram nas primeiras horas da manhã em busca de promoções de televisões, fraldas e outros itens. Grávida de oito meses, a dona de casa Laisa Santana, de 21 anos, contou que reservou a data para procurar os últimos itens do enxoval da filha em shoppings da capital. “Viemos atrás de fralda, mas estou vendo que não está valendo a pena. Ano passado, eu vi a mesma marca por R$ 4 a menos. Tudo está mais caro. Só vou levar porque já estou aqui”, relatou. A dona de casa costuma frequentar as promoções da Black Friday e percebeu uma diminuição na quantidade de pessoas nas lojas. “Está tudo calmo demais. Acho que o pessoal está sem dinheiro e as coisas estão caras demais. Não tem para que acordar cedo e vir atrás", disse. Campina Grande Mulher madruga em fila de loja na PB para comprar doces para os netos na Black Friday TV Paraíba/Reprodução Em Campina Grande, Paraíba, um grupo de pessoas resolveu chegar cedo em uma loja de departamento para aproveitar as promoções. Uma delas é uma trabalhadora que madrugou e, por volta das 5h50, já estava na frente do estabelecimento. “Acordei cedo pra ver se tinha alguma promoção. Só [vou comprar] coisa doce para os netos”, revelou. A cliente explicou que a preferência pelos doces nas compras tem a finalidade de garantir um “Natal adocicado” na hora de presentear as crianças da família. Alagoas Consumidoras pesquisam preços de geladeiras na Black Friday, no centro de Maceió Ana Clara Pontes/g1 A Black Friday no centro de Maceió, em Alagoas, não foi como os consumidores esperavam. Os clientes ouvidos pela reportagem do g1 nesta sexta-feira (26) relataram que os descontos nos preços dos produtos não estavam tão expressivos, o que os deixou decepcionados. Já os lojistas relataram que o movimento estava abaixo do registrado no período em anos anteriores. As lojas abriram em horário antecipado, por volta das 6h. O horário de fechamento também deve ser estendido em até duas horas, ficando abertas para os clientes até por volta de 19h. Ana Paula, grávida de oito meses, disse que esperou a Black Friday para comprar itens do enxoval porque achou que encontraria preços melhores. "Eu comprei fraldas, ainda vou comprar lençol, coisas para o bebê, mas os preços estão mais ou menos". Santos A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som em São Vicente Matheus Croce/g1 Dezenas de clientes foram logo cedo para as lojas do Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, com a intenção de aproveitar os descontos da 'Black Friday'. A tradicional data de descontos do varejo deve movimentar as lojas e sites nesta sexta-feira (26). Em uma das lojas, os itens mais procurados eram fritadeiras e liquidificadores. Os descontos chegam até 80% nos estabelecimentos comerciais da cidade. Para atender os clientes, alguns estabelecimentos decidiram abrir as portas mais cedo, às 8h. A auxiliar de limpeza Graça Lima estava na fila para entrar na loja logo cedo. "Eu não tinha o objetivo de comprar nada, mas estava saindo do médico e vi os preços. Na verdade, mesmo, eu fiquei namorando uma televisão. Pelo que eu vi, os preços estão razoáveis. Dá pra comprar, pelo menos, em várias vezes", disse ela. A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som. "Meu marido que gosta e eu vim ver o preço. Para mim, os preços são todos iguais. Poucas coisas estão em conta. Mas, mesmo assim eu vou comprar o som", falou. Belo Horizonte Loja cheia em um shopping no Centro de Belo Horizonte Flávia Ayer/TV Globo Na capital mineira, consumidores foram às compras em busca de descontos. Foi o caso da coordenadora administrativa Poliane Dias. "Saí de casa cedo hoje. Comprei roupas. Usei o dinheiro das férias". Já a assistente administrativa Rafaela Lanzetta pesquisou por meses o preço do aspirador de pó e vai aposentar a vassoura. "Estou pesquisando há dois meses. A gente esperou a Black Friday e conseguiu o desconto que a gente estava esperando". Para os lojistas, a Black Friday é sinônimo de alívio e movimento nas vendas. "Pra gente principalmente porque vem Natal. A expectativa é muita alta, representa uns 20% da nossa meta mensal. Já é Natal", fala a gerente de loja de calçados Cristina Moreira. No momento em que o dinheiro está curto, a sorte é um desconto a mais, mesmo quando ainda se tem um pouco de dúvida, como o corretor de imóveis Leonardo Evangelista. "O ano não está muito propício para as compras, mas acaba que a gente compra alguma coisa". Teresina Teresinenses buscam preços baixos neta sexta-feira (26) Ilanna Serena/g1 Vendedores, gerentes e lojistas da capital não registraram o movimento esperado para a Black Friday, em Teresina. Uma das consumidoras no Centro da cidade foi Beatriz Pimentel, que trabalha com confecções e destacou a necessidade de planejamento e atenção na hora das compras. Ela comprou cerca de 500 unidades de cabide, nesta sexta (26). "Estou comprando esses cabides porque estou precisando, mas não encontrei tantos preços baixos como imaginava. O segredo é pesquisar, muitas pessoas não pesquisam por falta de tempo, mas é a minha dica. Muitos lugares aumentam os preços pra depois diminuir e acaba sendo uma fraude com quem não tem atenção", disse. Esta também é a dica do Procon do estado do Piauí. O assessor técnico do órgão, Ricardo Alves, explicou que o ideal era fazer uma pesquisa de preços dias antes do Black Friday para não cair na maquiagem de preços. No início deste mês de novembro, uma equipe do Procon foi em vários lojas da cidade de Teresina, onde colheu os preços de vários produtos e criou uma tabela que pode ser acessada pela população, no site da instituição. Macapá A aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, comprou uma televisão e vários itens que estavam em promoção, em Macapá Laura Machado/g1 Em Macapá, no Amapá, as lojas e centros comerciais tiveram grande movimentação nesta Black Friday. A aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, entrou nas lojas sem pretensão e acabou abastecendo o carrinho. Ela conta que passou alguns meses guardando dinheiro, mas não tinha um objetivo específico. "Comprei uma televisão por um bom preço, fiz pesquisa e onde está mais em conta e eu estou comprando. É o primeiro ano que participo das promoções, guardei um dinheiro para isso. Enchi o carrinho com tudo que estava barato", contou a aposentada. A economia também fez parte da rotina de Cleia Souza no último ano. A dona de casa de 47 anos conta que o filho guardou dinheiro para comprar o próprio videogame, mas os pais também deram uma ajuda para realizar esse sonho. “Estou achando ótimo, tudo muito barato. Viemos comprar o videogame do meu filho, guardamos dinheiro o ano todo e agora 'estouramos o cofrinho'”, contou, com felicidade.

Luigi Gubitosi entregou o cargo após uma batalha com o principal investidor no grupo, a Vivendi, afirmou a companhia, em comunicado. Pietro Labriola, presidente-executivo da TIM no Brasil Reprodução A Telecom Italia perdeu seu quarto presidente-executivo em seis anos nesta sexta-feira (26), depois que Luigi Gubitosi entregou o cargo após uma batalha com o principal investidor no grupo, a Vivendi, afirmou a companhia, em comunicado ao mercado. A empresa nomeou para o posto de diretor-geral Pietro Labriola, atual presidente-executivo da TIM no Brasil e que acumulará a função. Ele vai substituir Gubitosi na função. Gubitosi, porém, não renunciou como membro do conselho de administração da Telecom Italia, impedindo que Labriola se juntasse ao colegiado e fosse indicado para o posto de presidente-executivo. Gubitosi abdicou de suas responsabilidades como presidente-executivo na quinta-feira (25), afirmando em uma carta que não queria ficar no caminho para que o conselho de administração aprove a oferta de aquisição feita pela empresa de private equity norte-americana KKR, de US$ 12 bilhões. No comunicado desta sexta-feira (26), a Telecom Italia afirmou que o conselho de administração iniciou a análise da oferta da KKR. As ações da TIM fecharam em baixa de 2,4%, em meio a uma queda generalizada do Ibovespa causada por temores de investidores sobre a nova variante, "ômicron", do Covid-19.

Pela primeira vez, segundo pesquisa da Ebit/Nielsen, a categoria apareceu na lista dos 10 itens mais procurados pelos brasileiros na data. Consumidor analisa presos em gôndola de supermercado Reprodução/EPTV Uma pesquisa da Ebit/Nielsen mostra que 14% dos entrevistados estão procurando promoções de alimentos na Black Friday deste ano; o índice é dois pontos percentuais maior do que o de 2020. Pela primeira vez, a categoria de alimentos apareceu na lista dos 10 itens mais procurados pelos brasileiros na data. O número de pedidos de alimentos e bebidas no comércio online cresceu 10%, e o volume de vendas, 17%. Em tempos de inflação alta e orçamento curto, promoção serve para garantir o básico: abastecer a geladeira com o que anda em falta no prato. Loreta Andrade Silva, dona de casa, saiu do Campo Limpo, na Zona Sul, e veio até um mercado da Zona Oeste para comprar carne. “Frango está 12 reais o quilo, aqui está 6,99, e a coxa e sobrecoxa, R$ 7,79. Então o preço está maravilhoso, vale a pena.” Durante o ano todo, o preço dos alimentos não deu trégua. Pressionou mês a mês o bolso das famílias, principalmente das mais pobres, que têm o orçamento quase todo comprometido com os gastos mais básicos. É por isso que, neste ano, produtos do dia a dia entraram na Black Friday dos supermercados. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe, os preços dos alimentos subiram, na média, 8,81% na capital de janeiro a outubro. Segundo Marcelo Osanai, líder de e-commerce da Ebit/Nielsen, “a inflação é um dos motivadores dessa nova tendência que a gente observa”, mas não o único. “O crescimento de alimentos e bebidas, ou seja, esses produtos mais comuns dos supermercados, ele é uma tendência que veio com o crescimento do e-commerce durante a pandemia. O consumidor foi obrigado a buscar o comércio eletrônico para se abastecer e agora essa tendência continua e principalmente concentrada na Black Friday, com as promoções.” Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) disse que a Black Friday já é a segunda data em que os supermercados mais vendem no ano, perdendo apenas para o Natal. Informou também que, no terceiro e no quarto trimestres, as redes costumam elevar os estoques de 30% a 40% para atender o crescimento na data. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
Nesta sexta-feira, o principal índice de ações da B3 recuou 3,39%, a 102.224 pontos. Petrobras teve a maior perda e encolheu R$ 16,3 bilhões em valor de mercado. As empresas brasileiras perderam R$ 140 bilhões em valor de mercado nesta sexta-feira (26), segundo um levantamento realizado pela provedora de informações financeiras Economatica. Nesta sexta, o principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, recuou 3,39%, a 102.224 pontos, acompanhando o nervosismo no mercado internacional com a descoberta de uma nova variante do coronavírus. As bolsas da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia também registram perdas elevadas. Ao fim do pregão de quinta-feira (25), as ações das empresas listadas na B3 somavam R$ 4,531 trilhões. Nesta sexta, passaram a valer R$ 4,391 trilhões. A maior perda de valor de mercado foi registrada pela Petrobras (R$ 16,340 bilhões), seguida pela Vale (R$ 9,099 bilhões) e Ambev (R$ 8,498 bilhões). A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta a B.1.1.529 como uma "variante de preocupação" e escolheu como nome "ômicron". Mundo em alerta com a ômicron: OMS classifica nova cepa como ‘variante de preocupação’ A ômicron foi originalmente descoberta na África do Sul. Ela é considerada de preocupação pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína "spike" (a "chave" que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

Valor máximo, de R$ 7,909, foi encontrado em Valença, no Rio de Janeiro. Posto de combustível Reprodução/RPC O preço médio da gasolina registrou a segunda semana consecutiva de estabilidade, a R$ 6,748 o litro em média, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (26) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Como é a vida na cidade onde gasolina já custa R$ 8 RJ tem o maior preço médio da gasolina no país na última semana, diz ANP; motoristas reclamam que aumento pesa no bolso No ano, a alta do preço médio é de 20,1%. O valor máximo, de R$ 7,909, foi encontrado em Valença, no Rio de Janeiro. LEIA TAMBÉM Gasolina nas alturas: até quando o preço do combustível vai subir? Postos da Argentina limitam quantidade de combustível para brasileiros que cruzam a fronteira Gasolina mais cara: 4 motivos para disparada de preço dos combustíveis Combustível em alta: 'inflação do motorista' dispara e é a maior em 21 anos Ao contrário da gasolina, o preço médio do litro do diesel teve uma leve alta de 0,18% nos postos brasileiros, custando em média R$ 5,366. No ano, a alta acumulada é de 48%. O preço máximo foi de R$ 6,700 o litro novamente em Cruzeiro do Sul, no Acre. Já o valor médio do litro do etanol caiu 0,35% na semana, para R$ 5,395 – acumulando alta de 69,5% no ano. O preço máximo foi de R$ 7,899 o litro também em Bagé, no Rio Grande do Sul. O preço do botijão de gás (GLP) de 13kg, por sua vez, se manteve novamente dentro da estabilidade e fechou a semana em R$ 102,60 – chegando a R$ 140 em Sorriso (MT).
Mais de 90% dos lojistas entrevistados em levantamento do CDLRio e SindilojasRio acreditam que a promoção possa incrementar as vendas em até 6%. Lojs físicas de rua e de shopping do Rio esperam crescimento nas vendas com a Black Friday. Pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio mostra que mais de 90% dos lojistas entrevistados acreditam que a promoção possa incrementar as vendas em até 6%, com oferecimento de descontos não apenas no dia, mas ao longo da semana. Black Friday 2021: veja imagens pelo Brasil Black Friday é hoje; veja dicas para aproveitar a data sem cair em furadas Segundo Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio e do SindilojasRio, o resultado das vendas de alguns produtos da promoção no ano passado igualou-se em alguns casos às vendas natalinas e a antecipação da data também é uma forma de atrair clientes em tempos de crise. "Numa época de grande dificuldade econômica como a que estamos vivenciando atualmente no país, principalmente por conta da pandemia, a Black Friday representa uma boa ferramenta de marketing e uma excelente oportunidade para oferecer promoções. Mas, devido à proximidade com o Natal, há sempre o risco de afetar as vendas de fim de ano, de tal modo que os descontos estimulem os consumidores a anteciparem suas compras das festas natalinas. Caberá a cada lojista, dependendo do seu segmento e do seu público alvo, avaliar e dosar os preços promocionais, de forma a obter bons resultados sem prejudicar o movimento nas lojas no período natalino", explica Aldo. Ainda de acordo com o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, no ano passado, mais de 30% preferiram comprar nas lojas físicas durante a Black Friday. “A principal justificativa é levar a mercadoria na hora, além da possibilidade de negociar mais desconto, ” concluí Aldo.

Oportunidades estão distribuídas em vários cargos para atuar nas unidades da metrópole. Unidade da rede de supermercados Carrefour; vagas de emprego estão abertas em Campinas André Feites Uma rede de hipermercados está com 30 vagas de emprego abertas para as unidades de Campinas (SP). A inscrição para o processo seletivo pode ser feita no site da empresa. Segundo o Carrefour, os recrutadores vão avaliar as aptidões individuais que atendem às exigências das vagas e a meta de diversificação do time. Pessoas com deficiência (PCD) também podem se candidatar às oportunidades. "Todas as etapas do processo seletivo acontecem de forma online, com exceção da entrevista com o gestor que é realizada presencialmente para que o candidato possa visitar a unidade e visualizar a função que será desempenhada", informou a instituição. Os selecionados devem ser contratados até dezembro deste ano. As vagas não foram detalhadas, mas possuem cargas horárias distintas de acordo com o cargo. Além de todos os benefícios legais, a rede oferece convênios médico, odontológico e de farmácia, bem como 5% de descontos nas compras realizadas com o Cartão Carrefour nas unidades da rede. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
Nesta sexta-feira (26), o Dow Jones e o S&P 500 sofreram as suas maiores quedas percentuais diárias em meses. As ações dos Estados Unidos caíram nesta sexta-feira (26), com o Dow Jones e o S&P 500 sofrendo suas maiores quedas percentuais diárias em meses. Setores afetados pela pandemia que se beneficiaram de uma reabertura recuaram drasticamente após uma nova mutação do coronavírus potencialmente resistente a vacinas ter sido encontrada. O Dow Jones caiu 2,53%, para 34.899,34 pontos, o S&P 500 perdeu 2,27%, para 4.594,72 pontos e o Nasdaq Composite caiu 2,23%, para 15.491,66 pontos. Autoridades ao redor do mundo reagiram com alarme à variante do coronavírus encontrada na África do Sul, com a União Europeia e o Reino Unido entre os que aumentaram o controle das fronteiras, enquanto pesquisadores buscam estabelecer se a mutação é resistente a vacinas. OMS convoca reunião de emergência após nova variante detectada na África do Sul O que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que trata-se de uma variante de "preocupação" e escolheu como nome "omicron". Com essa classificação, a nova variante foi colocada no mesmo grupo de versões do coronavírus que já causaram impacto na progressão da pandemia: alfa, beta, gama e delta As vendas de ações foram amplas, com grandes quedas em todos os 11 principais setores do S&P, exceto saúde, que caiu apenas ligeiramente graças aos fortes ganhos da Pfizer e Moderna, fabricantes de vacinas contra a Covid-19. "O que entendemos sobre essa variante pode acelerar no fim de semana, e, se houver notícias mais preocupantes do que boas, muitas pessoas não querem ter ativos de risco na manhã de segunda-feira, ou têm medo de como a situação pode estar na segunda-feira", disse Keith Buchanan, gerente sênior de portfólio da Global Investments em Atlanta. O índice de volatilidade CBOE, popularmente conhecido como o medidor do medo de Wall Street, atingiu seu nível mais alto desde 20 de setembro.
Limite máximo das transações será de R$ 500 durante o dia e R$ 100 no período noturno. Clientes terão direito a oito operações mensais gratuitas. Começam a funcionar na próxima segunda-feira (29) duas novas modalidades do PIX: o PIX Saque – que permitirá o saque em dinheiro em estabelecimentos comerciais – e o PIX Troco – que também permitirá o saque, mas associado a uma compra ou à prestação de um serviço. Questionado pelo g1, no entanto, o Banco Central informou que ainda não há estabelecimentos registrados para ofertar os serviços. "Eles poderão iniciar a oferta a partir de 29/11, sendo um processo gradual de adoção", esclarece o BC. Todas as pessoas que tiverem conta em uma das instituições participantes do PIX poderão utilizar os novos serviços, informou o Banco Central. Serão oito operações gratuitas por mês para as pessoas físicas, incluindo os saques tradicionais. Atualmente, o PIX permite apenas pagamentos e transferências instantâneas em todo o país entre pessoas, empresas e governo 24 horas por dia, sete dias da semana. O limite máximo das transações do PIX Saque e do PIX Troco será de R$ 500,00 durante o dia, e de R$ 100,00 no período noturno (das 20 horas às 6 horas), segundo o Banco Central. Haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do PIX trabalhem com limites inferiores a esses valores caso considerem mais adequado aos seus fins. Pix já é a segunda forma de pagamento mais utilizada no Brasil Como vai funcionar O PIX Saque funcionará assim: O cliente vai ao estabelecimento comercial e demais agentes de saques que ofertam o PIX Saque. O cliente faz um PIX a partir da leitura de um QR Code mostrado ao cliente, ou a partir do aplicativo do prestador do serviço. Após a autenticação do pagamento, cliente recebe o valor da transferência em dinheiro. O PIX troco funcionará de forma semelhante. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser realizado durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o PIX é feito pelo valor total (compra + saque). No extrato do cliente, aparecerá o valor correspondente ao saque e ao valor da compra. Por exemplo, o cliente compra um produto de R$ 100, faz um PIX de R$ 150 e recebe R$ 50 em dinheiro. Poderão ofertar as novas modalidades: estabelecimentos comerciais instituições financeiras com rede própria de ATM terminais de auto atendimento, como caixas 24 horas entidades que ofertam rede independente (compartilhada) de ATM Os estabelecimentos comerciais e demais agentes de saque terão liberdade de definir se querem ofertar apenas o PIX Saque, apenas o PIX Troco ou ambos; os dias e períodos que pretendem disponibilizar o serviço; e informações sobre os valores (exemplo, apenas múltiplos de R$ 10). Se o comércio não tiver o dinheiro em caixa, basta que ele informe ao cliente a indisponibilidade do serviço. "Não estamos impondo nenhum tipo de obrigatoriedade ao comércio, o comércio oferece esse serviço se ele achar que faz sentido", explicou ainda em setembro o Chefe da Gerência de Gestão e Operação do PIX do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt. Banco Central anuncia novas regras para aumentar segurança do PIX Vantagens O BC afirma que, com os novos serviços, o cidadão terá mais opções de acesso ao dinheiro físico desejar, pois os saques poderão ser feitos em diversos locais (padarias, lojas de departamento, supermercados etc.), e não apenas em caixas eletrônicos. Questionado se o PIX Saque vai incentivar o uso do papel moeda, ao contrário do que prega o Banco Central, Bandt afirmou que não. "A conveniência, facilidade de fazer saque a qualquer momento de forma gratuita em vários locais passa a ser grande incentivo para pessoa manter recursos na forma eletrônica, se precisar de dinheiro em espécie, de forma muito fácil ela vai conseguir", disse. "Sem essa facilidade, a tendência é que as pessoas façam saque de valores maiores, guardem de forma desnecessária pra quando aparecer situação que precise realizar pagamento em dinheiro", completou. Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do PIX Saque e do PIX Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento. A instituição de relacionamento do usuário sacador é quem fará o pagamento dessa tarifa. O cliente não pagará essa tarifa. Para o comércio que já aceita o PIX atualmente, basta um ajuste contratual para poder oferecer o PIX Saque, explicou Brandt. "A oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços (“efeito vitrine”)", diz o Banco Central.

Índice FTSEurofirst 300 caiu 3,71%, a 1.796 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, a 464 pontos. De acordo com a OMS, a Europa voltou a se tornar o epicentro da pandemia de covid-19 Getty Images O mercado acionário europeu caiu com força em meio a vendas generalizadas nesta sexta-feira (26), depois que notícias de uma nova variante do coronavírus recém-identificada e possivelmente resistente a vacinas provocou temores de novo impacto à economia global e levou investidores a evitarem ativos arriscados. O índice FTSEurofirst 300 caiu 3,71%, a 1.796 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,67%, a 464 pontos, em sua pior sessão desde junho de 2020. OMS declara a B.1.1.529 como 'variante de preocupação' e dá o nome de 'omicron' Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul União Europeia propõe suspender voos do sul da África devido a nova variante do coronavírus A medida de volatilidade para o principal mercado acionário chegou a uma máxima de 10 meses. As perdas do dia levaram o STOXX 600 a registrar queda de 4,5% nesta semana. Pouco se sabe sobre a variante detectada na África do Sul, Botswana e Hong Kong, mas cientistas disseram que ela tem uma combinação atípica de mutações e pode ser capaz de evitar respostas imunológicas e ser mais transmissível. "Com a Europa e algumas partes do norte dos EUA em uma situação problemática devido a um número já alto de novos casos e hospitalizações, essa nova cepa do vírus surge no pior momento possível", disse Peter Garnry, chefe de estratégia de ações do Saxo Bank. "As ações estão reagindo negativamente porque não se sabe nesse momento quanto as vacinas serão efetivas contra a nova cepa, e portanto isso aumenta o risco de novos lockdowns." Entre os setores, o de viagem e lazer despencou 8,8%, em seu pior dia desde o começo do choque da Covid-19 em março de 2020. O Reino Unido anunciou uma proibição temporária a voos da África do Sul e vários países vizinhos. A União Europeia também planeja movimento similar. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 3,64%, a 7.044 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 4,15%, a 15.257 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 4,75%, a 6.739 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 4,60%, a 25.852 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 4,96%, a 8.402 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 2,44%, a 5.425 pontos.

Pagamento das emendas não exige identificação de quais parlamentares solicitaram verbas nem distribuição igualitária do dinheiro. Pagamentos estão suspensos por ordem do STF. VÍDEO: como funciona o 'orçamento secreto' Um ato conjunto do Congresso Nacional publicado na noite desta quinta-feira (25) tenta pôr fim ao impasse sobre a transparência das emendas do relator-geral do Orçamento, conhecidas como "orçamento secreto". A transparência desses recursos é questionada em ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Contas da União (TCU). O pagamento das emendas está suspenso desde 9 de novembro, quando o plenário do STF referendou a decisão da ministra Rosa Weber que suspendeu os pagamentos. O pagamento das emendas não exige identificação de quais parlamentares que solicitaram a verba nem a distribuição igualitária entre deputados e senadores. Diante disso, as emendas de relator passaram a ser conhecidas como "orçamento secreto" (o texto continua após a arte abaixo). Como é negociado o 'orçamento secreto' Arte/g1 Emendas parlamentares Emendas parlamentares são recursos do Orçamento direcionados por deputados a suas bases políticas ou estados de origem. Uma portaria interministerial do Ministério da Economia e da Secretaria de Governo, de maio de 2021, regulamenta procedimentos e a operacionalização das emendas. Segundo a norma, a execução das emendas respeita o seguinte caminho: emenda individual Os autores das emendas individuais devem indicar ou atualizar os beneficiários e a ordem de prioridade no módulo Emendas Individuais do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP). Pelo menos 50% dos valores devem ser destinados para ações e serviços públicos de saúde. Os órgãos ou entidades da administração pública de estados, municípios e Distrito Federal beneficiários das emendas executam os recursos por meio de convênios e contratos de repasse e registra os dados no SIOP e na Plataforma +Brasil. O nome do autor da emenda fica registrado. O dinheiro é distribuído igualmente entre todos os parlamentares. Este ano o montante total reservado foi de R$ 9,7 bilhões. emenda de bancada As emendas de bancada são elaboradas por deputados do mesmo estado ou região e são identificadas somente com o nome do estado. Não é possível saber, individualmente, quem fez a solicitação. No entanto, é possível saber que o dinheiro tem origem em emendas da bancada de uma unidade da federação. Além disso, os montantes destinados às bancadas são divididos igualmente entre os grupos de parlamentares. O total reservado no Orçamento para este ano é de R$ 7,3 bilhões. A norma diz que as indicações de remanejamento encaminhadas pelas bancadas autoras das emendas aos órgãos setoriais deverão informar as programações de origem e de destino para fins de análise e inclusão de proposta de alteração orçamentária no SIOP. emendas de relator Não é possível saber quem solicitou a verba ao relator. As indicações feitas são registradas como "relator geral". Além disso, esse dinheiro não é distribuído igualmente entre todos os parlamentares. Os repasses acabam ficando, na prática, a critério de conversas informais e acertos com o relator. Neste ano, foram R$ 16,9 bilhões reservados para esse tipo de emenda. No caso de emendas de relator, a portaria interministerial diz que, caso seja necessário obter informações adicionais, o ministro pode solicitar ao autor da emenda, isto é, o relator. No entanto, o texto diz que essas informações não são consideradas vinculantes à execução das programações, ou seja, não são obrigatórias. Emenda de comissão Essas emendas não têm regulamentação. Neste ano, não houve execução deste tipo de emenda porque todas foram vetadas. Congresso não revelará beneficiados no ‘orçamento secreto’ Articulação política Técnicos do Congresso dizem que a falta de transparência não é o único problema das emendas de relator. Como as emendas não seguem critérios claros para a divisão entre os parlamentares, esses recursos, para os técnicos, podem beneficiar senadores e deputados aliados do governo, além de servir como instrumento de barganha na hora das votações. Na avaliação desses técnicos, a forma como ocorre a distribuição desses valores permite o uso do orçamento público para formar maioria no Legislativo e, com isso, usá-lo como "moeda de troca" em votações. As emendas individuais, cuja execução é obrigatória, por exemplo, são limitadas a R$ 16 milhões por parlamentar. Até agora, porém, não há limite para as emendas de relator. Regras para as emendas de relator Relator do projeto de resolução que cria regras para as emendas de relator, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) disse que irá propor em seu parecer: transparência sobre o nome dos parlamentares que fizerem as indicações; limite para o valor total do orçamento que será destinado às emendas de relator. As medidas só devem valer, porém, após a eventual aprovação do projeto, sem abranger as emendas anteriores. Marcelo Castro diz acreditar, porém, que o parecer não irá incluir limite das emendas por parlamentar, como acontece com as emendas individuais. Podcast Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre o "Curto-circuito no orçamento secreto":

Shoppings, lojas de rua e até postos de gasolina se prepararam para dia de descontos, nesta sexta-feira (26). Posto de combustível da Asa Sul, no DF, faz preço promocional no litro de gasolina na Black Friday TV Globo/Repdução A Black Friday começou, nesta sexta-feira (26), com lojas abrindo antes do horário habitual, no Distrito Federal. Uma novidade deste ano, foram promoções em produtos como gasolina e carne. Além dos descontos no comércio de rua e nos shoppings, um posto de combustíveis na Asa Sul reduziu o preço e anunciou uma promoção do litro da gasolina, vendida a R$ 6,92. LEIA TAMBÉM: BLACK FRIDAY 2021: veja imagens pelo Brasil e o mundo VENDAS: comércio prevê crescimento de até 15% nas vendas durante na Black Friday no DF GUIA DE COMPRAS: dicas de produtos para esta Black Friday No último mês, o Distrito Federal registrou 1,25% de inflação – o mais alto para o mês desde 2002, quando o índice chegou a 1,82%. Nesse período, o preço da gasolina no DF foi considerado o segundo maior do país, chegando a média de R$ 7,21, atrás apenas do Rio de Janeiro, onde o litro saia por R$ 7,237, em média. No segmento de alimentos, um açougue, na quadra 403 da Asa Sul, está oferecendo desconto de 10% no preço dos cortes de carne bovina. Comércio abre mais cedo sem grande movimentação de clientes em Black Friday, no DF Artur Bernardi/TV Globo Os shoppings e lojas de rua também se prepararam para a data, e abriram mais cedo. Um estabelecimento comercial, no centro do Plano Piloto, abriu as portas às 7h, mas até o final da manhã, não havia registro de grande movimento. De acordo com o superintendente do shopping Conjunto Nacional, Giuliano Bragaglia, o fluxo de pessoas deve aumentar durante a tarde. "Mas nós estamos com uma expectativa de crescimento de vendas, em relação ao último Black Friday, na ordem de 10%", afirmou. No centro de Taguatinga, as lojas abriram uma hora mais cedo e tiveram reforço na equipe de vendedores. Mas durante a manhã, a maioria ainda estava esperando os clientes. Vendas e golpes online Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio, Fábio Bentes, no Brasil, a Black Friday é um evento predominantemente online. "Mais de 70% das vendas, no varejo, ocorrem no e-commerce. E a internet é muito eficiente em termos de comparação de preços", explicou Bentes. Consumidores se movimentam em busca de descontos na Black Friday Para não perder as ofertas, a advogada Ana Luiza Jacobsen começou as compras de forma online, logo quando o relógio bateu meia-noite. "Muitas vezes acaba o estoque, acaba o produto. Ano passado eu já tinha escolhido um produto e quando eu fui lá no final do dia, já tinha acabado", conta. "A gente não corre mais para as lojas, a gente corre para o computador. Abre um monte de aba, compara todas as lojas. Compara as avaliações e escolhe, para evitar que tenha que trocar o produto", explica Ana Luiza. Por isso, especialistas alertam para os golpes virtuais. Segundo o jornalista de tecnologia, Thássius Veloso, uma dica importante é jamais clicar em links que chegam por mensagem no celular. "Por que alguém que você nunca viu na vida iria querer te mandar uma oferta assim, do nada. Os criminosos utilizam dessa mecânica para publicar páginas falsas, que acabam capturando as informações do consumidor", explica Thássius. "Economizar é bom, mas dá trabalho. É por isso que na Black Friday, o 'desconfiômetro' tem que estar lá em cima. Vale aquelas boas práticas de manter instalado no celular os aplicativos oficiais das principais lojas, daquelas empresas nas quais você mantém relacionamento. Porque, assim, você fica sabendo das ofertas em primeira mão", sugere o especialista. É importante pesquisar Para não cair nesse tipo de cilada, a gerente de projetos Bárbara Worisch começa a pesquisar com antecedência os preços que quer comprar . "Eu já passo a olhar os sites, a criar essas bases comparativa dos valores. Eu anoto tudo direitinho e no dia da Black Friday eu tenho muito mais segurança e tranquilidade de que foi algo que realmente estava valendo a pena", diz. Apesar de a data ser uma oportunidade de fazer boas compras que já estavam planejadas, alguns consumidores perdem a linha e acabam exagerando nos gastos. De acordo com o psiquiatra Alisson Marques, é importante saber que o ato de comprar está ligado as emoções. "Muitas vezes eu posso estar triste e querer comprar para satisfazer minha tristeza. Ou posso estar ansioso e querer comprar para diminuir minha ansiedade. Então, é bastante importante saber qual é a emoção que esta ligada a este ato de comprar. Porque muitas vezes, no momento da compra, eu posso acabar adquirindo objetos que não eram necessários", alerta. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Sindicato estima que lojas físicas devem registrar aumento de 17% nas vendas, em comparação com a mesma data no ano passado. Veja horários de funcionamento do comércio. Presidente do Sincovarp fala sobre expectativa dos comerciantes na Black Friday O comércio de Ribeirão Preto (SP) recebeu um grande número de pessoas durante as primeiras horas de Black Friday nesta sexta-feira (26), de acordo com a avaliação do Sindicato do Comércio Varejista (Sincovarp). LEIA TAMBÉM: Como relatar problemas nas compras ao Procon em Ribeirão e Franca Lojas de material de construção, farmácias e supermercados têm ofertas Horários de funcionamento do comércio e dos shoppings em Ribeirão e Franca Segundo o presidente do Sincovarp, Paulo César Garcia Lopes, as lojas físicas da cidade devem ver nesta data as vendas aumentarem em até 17%, em comparação com o mesmo período no ano passado. "Hoje nós temos um movimento muito intenso, ao longo de todo dia, tivemos durante a semana, o que se transformou em uma Week Friday, teremos amanhã, no sábado algumas lojas irão estender algumas promoções. Desde manhã, as lojas estão abarrotadas de pessoas", disse. Apesar da avaliação do sindicato, a EPTV, afiliada da TV Globo, percorreu ruas do Centro de Ribeirão Preto pela manhã e encontrou movimentação tímida em alguns pontos. Para Lopes, a explicação não se dá por uma possível queda nas vendas, mas sim pelo fato de que algumas pessoas passaram a realizar compras pela internet durante a pandemia da Covid-19. "As pessoas começaram a usar os canais virtuais, se acostumaram. Então o público se dividiu um pouco entre o comércio físico e o comércio virtual. Mas, de qualquer forma, muitas grandes lojas, mesmo as pequenas lojas, estão com promoções nesse dia importante da Black Friday." Horários de funcionamento Para atrair mais clientes e aumentar as vendas nesta sexta-feira, lojistas de Ribeirão Preto e Franca ampliaram os horários de atendimento. No Franca Shopping, as promoções acontecem não só na sexta, mas também no sábado. Nos dois dias, os lojistas e os restaurantes abrem das 10h às 23h. Veja os horários de funcionamento nas duas cidades: Ribeirão Preto Comércio de rua: horário normal, das 9h às 18h Ribeirão Shopping: das 9h às 23h Iguatemi Shopping: das 10h às 23h Novo Shopping: da 0h às 23h59 -- é necessário consultar a loja de preferência para saber o horário do atendimento Shopping Santa Úrsula: das 9h às 23h Franca Comércio de rua: das 9h às 20h Franca Shopping: das 10h às 23h (sexta e sábado) Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Lojas em shoppings e no Centro Comercial de Macapá tiveram grande movimento, mas sem grandes aglomerações. Expectativa de empresários é alta. Aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, comprou uma televisão e vários itens em promoção Laura Machado/g1 O ponto alto da Black Friday em Macapá, nesta sexta-feira (25), foi de lojas movimentadas nos shoppings e no Centro Comercial. As promoções movimentam um grande público em busca de produtos com preços mais acessíveis. Televisão, equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos são os campeões de procura dos consumidores nesse período. Mas também teve quem entrou nas lojas sem pretensão e acabou abastecendo o carrinho. A aposentada Gilda Ribeiro, 64 anos, foi uma dessas pessoas. Ela conta que passou alguns meses guardando dinheiro, mas não tinha um objetivo específico. "Comprei uma televisão por um bom preço, fiz pesquisa e onde está mais em conta e eu estou comprando. É o primeiro ano que participo das promoções, guardei um dinheiro para isso. Enchi o carrinho com tudo que estava barato", contou a aposentada. FOTOS: veja imagens do dia de promoções em Macapá Veja dicas para aproveitar a data sem cair em furadas Tudo sobre a Black Friday 2021 Black Friday movimenta compras de final de ano Laura Machado/g1 A economia também fez parte da rotina de Cleia Souza no último ano. A dona de casa de 47 anos conta que o filho guardou dinheiro para comprar o próprio videogame, mas os pais também deram uma ajuda para realizar esse sonho. “Estou achando ótimo, tudo muito barato. Viemos comprar o videogame do meu filho, guardamos dinheiro o ano todo e agora 'estouramos o cofrinho'”, contou, com felicidade. Cleia Sousa, 47 anos, foi às compras na Black Friday para realizar o sonho do filho de ter um videogame Laura Machado/g1 Fiscalização de preços O Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon-AP), realiza uma fiscalização em 3 municípios do Amapá para garantir os direitos do consumidor e evitar fraudes e preços abusivos nas promoções. Ao longo da semana as equipes do órgão percorrem o comércio e estabelecimentos de serviços de Macapá, Santana e Mazagão. “As equipes estão fiscalizando comércios, shoppings e prestadoras de serviço, para verificar produtos que já estão expostos, o histórico e as notas fiscais, para identificar se as promoções são de fato verdadeiras”, detalhou o Presidente do Procon, Luiz Pingarilho. Consumidores aproveitam para buscar produtos com descontos na Black Friday em Macapá Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

Vendedores e gerentes de lojas informaram que movimento estava cerca de 20% abaixo do esperado. Black Friday: lojas registram movimento abaixo do esperado no Centro de Teresina Ilanna Serena/g1 Vendedores, gerentes e lojistas da capital não registraram o movimento esperado nessa manhã de Black Friday em Teresina. Nesta sexta-feira (26), o g1 foi às ruas da Zona Leste e do Centro da capital e o movimento foi pelo menos 20% inferior ao esperado. Para as pessoas, poucos produtos estavam com preços realmente atrativos. Uma das consumidoras no Centro da cidade foi Beatriz Pimentel, que trabalha com confecções e destacou a necessidade de planejamento e atenção na hora das compras. Ela comprou cerca de 500 unidades de cabide, nesta sexta (26). "Estou comprando esses cabides porque estou precisando, mas não encontrei tantos preços baixos como imaginava. O segredo é pesquisar, muitas pessoas não pesquisam por falta de tempo, mas é a minha dica. Muitos lugares aumentam os preços pra depois diminuir e acaba sendo uma fraude com quem não tem atenção", disse. Black Friday: lojas registram movimento abaixo do esperado no Centro de Teresina Ilanna Serena/g1 Esta também é a dica do Procon do estado do Piauí. O assessor técnico do órgão, Ricardo Alves, explicou que o ideal era fazer uma pesquisa de preços dias antes do Black Friday para não cair na maquiagem de preços. No início deste mês de novembro, uma equipe do Procon foi em vários lojas da cidade de Teresina, onde colheu os preços de vários produtos e criou uma tabela que pode ser acessada pela população, no site da instituição. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Para Antônio Valderli, gerente de uma loja de eletrodomésticos no centro da capital, o movimento foi menor que no ano de 2020. "Não está como esperávamos, mas ainda está melhor que em dias normais. Adotamos quatro estratégias para atrair os clientes. A primeira foi fechar a loja por algumas horas para organizar os preços, segunda foi reforçar a divulgação na mídia, terceira foi aumentar o estoque de produtos da pronta entrega, então o cliente chega, compra e leva pra casa. E quarto, foi reduzir o prazo de entrega de produtos que não estão na loja", disse. Gerentes de lojas informaram que movimento estava abaixo do esperado no Piauí Ilanna Serena/g1 O vendedor de uma loja de eletrônicos, Felipe Machado, destacou que o movimento ficou, em média, 20% abaixo da expectativa. "Temos decoração na loja, alto falante, descontos muito bons, mas só conseguimos 80%, está fraco", comentou. Para algumas pessoas, os preços até que compensaram. Como de costume, alguns dos produtos mais procurados foram os eletrodomésticos. A operadora de telemarketing Suellen Maria Martins conseguiu renovar parte da cozinha de casa e comprou uma fritadeira, liquidificador, panela de arroz elétrica e batedeira. "Eu aproveitei mais do que o planejado até, gostei muito dos preços, estou sentindo que dei sorte", comemorou. Ruas de Teresina não registram intensa movimentação durante Black Friday Ilanna Serena/g1 Lucas Silva do Nascimento, vendedor de uma loja de roupas do Centro, disse que a movimentação registrada pode estar ligada ao período do fim de ano, quando a procura por produtos aumenta normalmente. "Todo final de ano a expectativa é superada. A gente bate metas e mais metas porque, querendo ou não, faz parte da cultura do povo procurar comprar. O décimo terceiro sai... E mesmo que não, todo mundo quer aquela roupa, aquele acessório pra começar o fim de ano com tudo. No dia de hoje, a gente se prepara pra grande demanda com muita mercadoria em estoque", comentou. Teresinenses buscam preços baixos neta sexta-feira (26) Ilanna Serena/g1 A professora Maria do Socorro Rosa preparou uma lista para organizar as compras e conter o impulso. Entre os utensílios estão televisão, liquidificador e toalhas para a família. "Eu já tinha em mente o que queria, então vim direto nessas coisas, porque a gente também precisa se conter. Sempre me organizo para comprar nessa época do ano e estou surpresa, encontrei bons preços. Muita coisa não entrou na promoção, nunca colocam tudo, mas tá valendo", completou. *Estagiária sob supervisão de Maria Romero Confira as últimas notícias do G1 Piauí VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube

Clientes disseram que pesquisaram preços durante meses e que esperaram a data para comprar. Cuidados simples podem evitar dores de cabeça com compras na Black Friday A Black Friday, realizada nesta sexta-feira (26), é uma oportunidade para muita gente fazer compras com preços mais baixos. Mas é preciso ficar atento a alguns cuidados para que a vontade de economizar não gere uma dor de cabeça. Procons orientam e alertam para que os clientes não caiam em ciladas. Black Friday: veja dicas para aumentar as vendas no comércio Metrô de Belo Horizonte amplia horário de funcionamento durante a Black Friday 2021 Black Friday: por que compramos compulsivamente Black Friday 2021: tênis, perfume, fralda, roupas; veja os produtos mais pesquisados Na capital mineira, consumidores foram às compras em busca de descontos. Foi o caso da coordenadora administrativa Poliane Dias. "Saí de casa cedo hoje. Comprei roupas. Usei o dinheiro das férias". Já a assistente administrativo Rafaela Lanzetta pesquisou por meses o preço do aspirador de pó e vai aposentar a vassoura. "Estou pesquisando há dois meses. A gente esperou a Black Friday e conseguiu o desconto que a gente estava esperando". Para os lojistas, a Black Friday é sinônimo de alívio e movimento nas vendas. "Pra gente principalmente porque vem Natal. A expectativa é muita alta, representa uns 20% da nossa meta mensal. Já é Natal", fala a gerente de loja de calçados Cristina Moreira. Loja cheia em um shopping no Centro de Belo Horizonte Flávia Ayer/TV Globo No momento em que o dinheiro está curto, a sorte é um desconto a mais, mesmo quando ainda se tem um pouco de dúvida, como o corretor de imóveis Leonardo Evangelista. "O ano não está muito propício para as compras, mas acaba que a gente compra alguma coisa". No Centro, as lojas abriram mais cedo para atender os clientes. O advogado especialista em direito do consumidor Lucas Zandona alertou: "Na compra presencial é importante o consumidor certificar se tem alguma restrição porque às vezes pode ter restrição em relação à troca, restrição em relação a tamanho, corpo, textura do produto. Então, às vezes, não vale a pena ele adquirir por impulso. Então é muito importante que ele pondere essas restrições em relação à aquisição que ele está fazendo". Na internet, o cuidado deve ser redobrado. "Tem que certificar a especificação do produto, o tamanho, o prazo de entrega, a cobrança do frete. Isso tudo você tem que verificar e, sobretudo, verificar a forma de pagamento. Desconfie de pagamentos quando são indicados somente boleto ou somente PIX para terceiros e não para aquele do site que está vendendo o produto", completa Zandona. Lojas no Centro de Belo Horizonte participam da Black Friday Flávia Ayer/TV Globo Black Friday: público que pretende fazer alguma compra cai de 61% para 57% Os vídeos mais vistos no g1 Minas: Os vídeos mais vistos no g1 Minas:

Presidente do BC não deu detalhes das mudanças, que segundo ele ainda vão passar por consulta pública, mas avaliou que elas devem ocorrer de forma 'bastante lenta'. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (26) que a instituição tem estudado mudanças na fórmula de correção da caderneta de poupança, mas ponderou que qualquer alteração precisa ser feita de forma "bastante lenta." Campos Neto fez a declaração durante evento virtual promovido pelo Secovi-SP, sindicato de habitação de São Paulo. Ele foi questionado sobre a possibilidade de criação de uma caderneta de poupança indexada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país. "A gente tem estudado muito o tema da poupança, existe obviamente uma vontade de fazer mudanças na poupança", afirmou. "Concordo que em algum momento a gente deveria estar pensando em anunciar uma fórmula de poupança que fosse, primeiro, mais 'hedgeável' e, depois, mais casada com a destinação dos recursos. Isso é uma coisa que a gente tem olhado", resumiu. Exclusivo: estudo Ibre/FGV mostra que pobres usam poupança para pagar contas; ricos, para viajar Como é a correção hoje? A correção dos depósitos em caderneta de poupança está atualmente atrelado à Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira que é definida pelo Banco Central. Pela regra em vigor desde 2012, quando a Selic está em até 8,5% ao ano, a correção da poupança é limitada a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, calculada pelo Banco Central e que está em zero desde 2017). Atualmente, a taxa de juros está em 7,75% ao ano. Com isso, a poupança rende 5,43% ao ano, ou 0,44% ao mês. Selic em alta: qual o impacto da taxa de juros na economia? A caderneta de poupança tem, segundo resolução do Banco Central, a "finalidade promover o financiamento imobiliário em geral, por meio da captação e do direcionamento dos recursos de depósitos de poupança". Ou seja, o setor imobiliário capta recursos através das cadernetas de poupança, entre outros investimentos, para financiar a construção de imóveis, por exemplo. Num cenário de subida de juros, o setor imobiliário demonstra preocupação com o aumento dos saques na poupança. De janeiro a outubro deste ano, foi registrada saída líquida (saques superiores às retiradas) de R$ 30,779 bilhões da poupança, segundo dados do Banco Central. Foi a maior retirada de recursos para o período desde 2016, quando houve a saída de R$ 53,251 bilhões da modalidade. A série histórica do Banco Central começa em 1995. Mudança em fases Campos Neto ponderou, contudo, que qualquer mudança na fórmula de remuneração da poupança precisa ser feita em fases. "A poupança tem várias conexões de direcionamento, o que faz com que a mudança seja bastante traumática. Você tem que fazer faseada, numa forma bastante lenta, porque, senão, você pode criar ruptura em 'funding' [crédito] e algumas coisas", ponderou. Ele afirmou que uma eventual mudança passaria por consulta pública. "Como é mudança bastante profunda, precisa, muito provavelmente, ser feita com consulta pública, escutando a todos, para ter certeza que a gente vai fazer uma coisa que vai beneficiar o setor financeiro", explicou. VÍDEOS: notícias sobre economia

A Bloomberg Intelligence calcula que a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024. Já o Bank of America incluiu o metaverso na sua lista de 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida. Facebook mencionou NFTs em sua visão sobre o metaverso Reprodução O que será necessário para construir o metaverso — o mundo paralelo e totalmente digital que grandes corporações, como o Facebook e a Microsoft, estão tentando desenvolver? Esse universo na nuvem baseado em realidade aumentada precisará de muitos recursos, anos e colaboração de corporações de diferentes setores. Criar um mundo novo é desenvolver a economia por meio de bens e serviços que ainda não existem e, provavelmente, inspirar a criação de novas empresas ao longo do caminho. Os especialistas concordam que é pouco provável que uma única empresa possa construir e manter o cibermundo. VEJA TAMBÉM NFT: terreno em mundo virtual é vendido por recorde de US$ 2,4 milhões Entenda: o que é o metaverso, apontado como o futuro do Facebook A Bloomberg Intelligence calcula que a oportunidade de mercado para o metaverso pode atingir US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024. Já o Bank of America incluiu o metaverso na sua lista de 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida. "O metaverso compreenderá inúmeros mundos virtuais conectados entre si e com o mundo físico", segundo os especialistas no recente "relatório temático do Bank of America: As 14 tecnologias que revolucionarão a nossa vida". "Eles gerarão uma economia forte, englobando o trabalho e a diversão, enquanto transformam indústrias e mercados muito tradicionais, como as finanças, os bancos, o comércio e a educação, saúde e fitness, além do entretenimento para adultos", segundo o relatório. "No final da década — em 2030 —, passaremos mais tempo no metaverso que na 'vida real'", segundo o inventor americano Raymond Kurzweil, pioneiro no desenvolvimento de diversos avanços tecnológicos e diretor de engenharia da Google desde 2012. Mas o conceito, na verdade, não é novo. Diversos videogames online vêm desenvolvendo mundos virtuais há décadas. Não se trata do metaverso, mas há algumas ideias em comum. Facebook demonstra protótipo de luva tátil com foco no metaverso Grandes investimentos "Não se trata de algo novo. A novidade é o volume de investimentos que o metaverso vem recebendo, além da crescente aceitação dos ativos digitais em uma população cada vez mais nativa do mundo digital", segundo Benjamin Dean, diretor de ativos digitais da empresa de análise e investimentos WisdomTree. "O ritmo da transformação continua se acelerando, o que significa que tecnologias [que considerávamos] distantes e de longo prazo estão se aproximando cada vez mais rápido", segundo ele. "Nos últimos anos, nos países industrializados, a maioria das pessoas (mais de 50%) não se lembra de como era a vida antes da internet. Essa mudança demográfica continuará se aprofundando, especialmente nos países onde os smartphones são onipresentes e a população é mais jovem", segundo o especialista da WisdomTree. "Dez anos atrás, chamei esse processo de virtualização do mundo", acrescenta Dean. Segundo o próprio fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, no universo digital que será o metaverso, "você poderá se teletransportar instantaneamente como um holograma para chegar ao escritório sem necessidade de deslocamento, a um concerto com os amigos ou à sala da casa dos seus pais para saber das novidades". Mas, ao contrário da realidade virtual atual, que é principalmente utilizada para videogames, o metaverso poderá englobar o entretenimento, os jogos, shows, cinema, o trabalho, a educação e muito mais. E isso fará com que se desenvolvam novas empresas e tecnologias nesses setores específicos. Shows, conteúdo e entretenimento A cantora Ariana Grande, o DJ Marshmello e o rapper Travis Scott já se apresentaram no famoso videogame Fortnite, da Epic Games, em uma demonstração de como poderia ser o futuro dos shows musicais no metaverso. Até 12,3 milhões de jogadores da plataforma chegaram a se reunir em tempo real em abril do ano passado para presenciar o lançamento da música The Scotts, composta pelo superastro do rap Travis Scott e seu colega Kid Cudi. E até o ratinho Mickey parece estar pronto para interagir no metaverso. O diretor-executivo da Disney Bob Chapek afirmou que o conglomerado está se preparando para dar um salto tecnológico rumo ao mundo da realidade virtual nos seus parques temáticos. Mas a experiência não ficaria limitada aos parques. "Estender a magia dos parques da Disney para os ambientes domésticos é uma possibilidade real", segundo ele. "A geração Z impulsionará a mudança para o metaverso e o uso de hologramas, além de maior criação de conteúdo para os mundos virtuais. Essa ação poderá beneficiar o setor, ainda que em prazo muito longo", segundo o relatório do Bank of America. ENTENDA: o que é NFT Moda em NFT: por que estão pagando por roupas virtuais Os provedores de conteúdo, que incluem filmes (Disney), televisão (Discovery Channel), esportes (Fox Sports), música (Universal Music Group, Live Nation), provedores de plataformas (Netflix) e jornais (The New York Times) começaram a fazer experiências de imersão em 3D. O diretor da saga O Senhor dos Anéis, Peter Jackson, recentemente anunciou a venda do seu estúdio de efeitos especiais, Weta Digital, para uma empresa de software americana (Unity) que quer desenvolver o metaverso — uma operação que demonstra o movimento muito rápido do setor. "Oferecer assentos de imersão na "primeira fila" de um evento esportivo, show musical ou desfile de moda poderia ser lucrativo para as empresas e aumentaria a acessibilidade de eventos ao vivo", segundo o relatório do Bank of America. ‘Metaverso’: entenda como vai ser o futuro da internet Escritório e presença virtual Mas um legado da pandemia de Covid-19 é o trabalho remoto. Infinite Office é o lugar de trabalho idealizado pelo Facebook. Ele tem salas de reuniões virtuais, onde os participantes podem simultaneamente usar seus computadores do mundo real. Mas o Facebook não é a única dentre as grandes empresas de tecnologia que estão desenvolvendo conceitos desse tipo. A Microsoft comentou recentemente sobre a criação de um "metaverso para empresas", com base no Microsoft Teams, a plataforma de reuniões que se popularizou durante a pandemia. Com ele, segundo a empresa, será possível oferecer espaços virtuais para eventos, reuniões e oportunidades de networking. Para a empresa de consultoria PwC, o setor de formação tem muito a ganhar com ambientes de escritórios virtuais. "A realidade virtual já está impulsionando programas de formação de vários setores, criando ambientes que seriam caros, perigosos ou limitados no mundo real", segundo seus especialistas em um relatório de 2020. Eles acreditam que uma experiência de imersão e emoção, que pode ser muito mais emocionante que a formação tradicional no local de trabalho, pode estimular a memória e ser muito mais eficaz no aprendizado de novas habilidades e procedimentos. O que será do metaverso do Facebook? Wagner Magalhaes / g1 Grandes desafios Os especialistas concordam que ainda há um longo caminho a ser percorrido antes de podermos ver o metaverso materializado. O ex-engenheiro da IBM Thomas Frey recorda que a infraestrutura da internet, a possibilidade de ter um grande número de participantes interagindo em tempo real, as barreiras do idioma e os problemas de latência (o tempo decorrido para abrir uma página web ao clicarmos nela) são os principais desafios do metaverso. Serão necessários computadores e chips de processamento de gráficos e vídeo mais potentes e as companhias mais importantes do setor, como NVIDIA, AMD e Intel, já vêm trabalhando neles. O desenvolvimento de toda essa tecnologia oferecerá novas oportunidades de negócios para todos os fabricantes de microchips. Outro setor que promete transformações é o da educação. "A ideia fundamental é baseada na aprendizagem adaptativa, que existiu por muitos anos", segundo Haim Israel, Felix Tran e Martyn Briggs, estrategistas da BoA Merrill Lynch. "As lições mudam de resposta de acordo com as reações dos estudantes sobre a matéria, como inclinar a cabeça ou até pegar no sono. Podem ser criados questionários, vídeos e explicações adicionais para aumentar a compreensão ou animar a aula", acrescentam eles. No campo da educação superior, tudo indica que as universidades criarão seus próprios campi virtuais, o que poderia aumentar o número de estudantes. As possibilidades são quase infinitas. Os estudantes de astronomia poderiam observar a colisão de galáxias e a aula de história da arte poderia ocorrer na Capela Sistina. Microsoft diz que Mesh para Teams é porta de entrada para o metaverso Microsoft Cada vez mais usuários procuram soluções digitais para assistência médica e a pandemia exacerbou essa tendência. A medicina e a telemedicina poderiam ter um campo para crescer e desenvolver novos serviços. O mesmo aconteceu com o comércio eletrônico. Gigantes como a Amazon e o Mercado Livre viram suas vendas multiplicar-se e o Bank of America acredita que o metaverso levará os consumidores a comprar mais nos mundos virtuais. Para Benjamin Dean, todo esse novo comércio precisará de moedas alternativas que convivam com o dinheiro existente: dólares, euros, ienes, reais... "A linha divisória entre a realidade física e a virtual vem se dissipando e isso continuará a acontecer durante a próxima década", afirma ele.

Locais que geralmente registram filas tiveram movimento fraco no começo desta sexta (26). Vendedores a espera de clientes no Shopping Recife, nesta sexta-feira (26), por volta das 9h20 Suzana Souza/g1 Black Friday tem consumidores madrugando no Recife Confira horário de shoppings e mudanças em linhas de ônibus Loja de roupas que costuma registrar movimento tem poucos clientes por volta das 9h15 desta sexta-feira (26), na Zona Sul do Recife Suzana Souza/g1 Shopping no Recife, por volta das 9h20 desta sexta-feira (26), sem movimento de clientes Suzana Souza/g1 Corredores vazios do Shopping Recife, nesta sexta-feira (26), por volta das 9h Suzana Souza/g1 Loja vazia no Centro do Recife, por volta das 8h30 desta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Avenida Conde da Boa Vista, junto a shopping, tem movimento tranquilo por volta das 8h30 desta sexta (26) Suzana Souza/g1 No Shopping Boa Vista, havia fila apenas para atendimento no Expresso Cidadão, por volta das 8h15 desta sexta (26) Suzana Souza/G1 Por volta das 8h, loja na Avenida Conde da Boa Vista praticamente não tinha movimento nesta sexta-feira (26), por volta das 8h40 Suzana Souza/g1 Por volta das 8h, movimento era fraco em loja localizada na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, nesta sexta (26) Suzana Souza/g1 No Centro do Recife, Avenida Conde da Boa Vista tem com pouco movimento nesta sexta-feira (26), por volta das 8h20 Suzana Souza/g1 Lojas na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, têm pouco movimento nesta sexta-feira (26), por volta das 8h20 Suzana Souza/g1 Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (26), por volta das 8h Suzana Souza/g1 Às 7h40, não havia fila para entrar na Americanas da Rua do Hospício, no Centro do Recife, local que geralmente registra aglomeração Suzana Souza/g1 Grávida de 8 meses, Laisa Santana esperava encontrar promoções maiores nesta sexta (26) no Recife Suzana Souza/g1 Loja no Centro do Recife abriu mais cedo, mas estava praticamente vazia por volta das 8h desta sexta (26) Suzana Souza/g1 Zelador Genilson Severino Silva aproveitou para comprar televisão nesta sexta (26), no Recife Giuliano Roque/TV Globo No Centro do Recife, Rua da Palma não teve filas no começo desta sexta-feira (26); imagem feita às 6h44 Giuliano Roque/TV Globo Loja na Rua 7 de Setembro, no Recife, não registra fila por volta das 6h30 desta sexta (26) Suzana Souza/g1 VÍDEOS mais assistidos de Pernambuco

Açúcar, café, carne, combustíveis, energia, transporte por aplicativo e passagens aéreas são alguns dos itens cujos preços aumentaram muito mais do que os salários em 2021. Aumento do preço do petróleo, escassez de matérias-primas, falta de navios e contêineres. A reabertura das economias com os programas de vacinação contra a Covid-19 aqueceu a demanda por bens e serviços e iniciou um ciclo de aumento de preços em dezenas de países. Em outubro, a inflação nos Estados Unidos atingiu o maior valor dos últimos 30 anos, 6,2% no acumulado em 12 meses. Na Europa, o indicador que agrega os países da zona do Euro atingiu 4,1% no mesmo período, maior percentual em 13 anos. IPCA-15: prévia da inflação fica em 1,17% em novembro e atinge 10,73% em 12 meses Preço da gasolina fica estável após 6 semanas seguidas de alta Ainda que o fenômeno seja, em maior ou menor medida, global, no Brasil a inflação tem piorado em ritmo mais acelerado e já passa de dois dígitos. Aqui, os fatores externos se somam a um caldeirão de instabilidade política e institucional doméstica que tem afetado a cotação do dólar, diz o economista André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Apesar do aumento das exportações de commodities, que tradicionalmente na história do Brasil ajudam a fortalecer o real, a moeda americana se mantém em nível persistentemente elevado - o que impacta os preços de dezenas de produtos, de alimentos a combustíveis. "A desvalorização cambial foi o fator que mais pesou para essa diferença entre o nível da inflação aqui e no resto do mundo", destaca Braz. Prévia da inflação acumulada nos últimos 12 meses economia/g1 Nos 12 meses até outubro, o indicador oficial de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu 10,67%. Como o IPCA é composto por 377 subitens, o número fechado esconde aumentos bem maiores. O pimentão, por exemplo, acumula alta de 85,3%, a maior da lista. Inflação alta faz brasileiros procurarem oferta de produtos básicos na Black Friday Pouco mais de 20 produtos estão mais de 30% mais caros do que um ano atrás, muitos daqueles que têm castigado o bolso dos brasileiros nos últimos meses. Detalhamos 10 deles a seguir. Açúcar e café Esta é uma crise amarga. Açúcar refinado, cristal e demerara subiram, respectivamente, 47,8%, 42,4% e 30,38% no último ano. As intempéries climáticas ajudam a explicar parte relevante desse aumento. A combinação de seca e geadas que afetou a região Centro-Sul do país pegou em cheio o Estado que mais produz cana-de-açúcar, São Paulo. Com a quebra de safra, a oferta do produto diminuiu. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é uma colheita 9,5% menor em relação ao período anterior. A disponibilidade de açúcar no mercado interno, contudo, reduziu ainda mais. Com o aumento dos preços internacionais e a valorização do dólar, os produtores têm um grande incentivo para exportar, o que acaba empurrando para cima os preços domésticos. A história do café, que acumula alta de 34% no IPCA, é essencialmente a mesma. A seca afetou os Estados produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, provocando quebra de safra e uma redução de 25,7% na colheita, conforme os dados da Conab. Com a menor oferta, o preço da saca mais que dobrou, de cerca de R$ 500 em 2020 para R$ 1,3 mil, lembra César de Castro Alves, da Consultoria Agro do Itaú BBA. No caso do café, como a colheita se estende entre abril e setembro, as geadas vão afetar principalmente a próxima safra – o que diminui o espaço para uma recuperação mais sustentada da produção. Em paralelo à questão climática, acrescenta o especialista, os gêneros agrícolas estão, de forma geral, tendo de conviver com "custos de produção exorbitantes". Boa parte dos insumos, como adubos, fertilizantes e defensivos, é importada e, portanto, fica mais cara com a alta do dólar. "Mas não é só isso, tem energia e combustível, que também estão mais caros, mão de obra... É um quadro complicado, e que vale para todas as culturas", avalia. Filé mignon O corte mais nobre do boi está ainda mais caro – 38% mais que um ano atrás. Mas ele não é o único: praticamente todos os cortes de bovinos subiram dois dígitos nos últimos 12 meses, o que explica porque, para muitas famílias, a carne é hoje inacessível. O preço do frango, que poderia ser uma alternativa, também não está cabendo no bolso de muitos brasileiros. O frango em pedaços está 33,2% mais caro e o frango inteiro, 29,2%. Neste caso, a questão das commodities também ajuda a explicar, já que soja e milho, duas culturas castigadas pela seca em 2021, são a base das rações de bovinos e aves. A estiagem também afetou importantes regiões produtoras dos Estados Unidos (maior exportador de milho do mundo), contribuindo para empurrar as cotações dessas commodities nos mercados internacionais. Além do aumento de custos para a chamada indústria intensiva em ração – de proteína animal, leite e ovo –, uma menor produção de bois também ajuda a explicar o aumento do preço das proteínas, acrescenta Castro Alves. Nesse caso, a situação é reflexo do próprio ciclo da bovinocultura, diz ele, relacionado aos períodos de reprodução e reposição dos animais – períodos de 5 ou 6 anos, de acordo com a Embrapa, em que a disponibilidade de bezerros, fêmeas e bois aumenta e diminui, afetando os preços. Em setembro, um outro fator entrou na equação de preços: a China decretou embargo à carne brasileira depois que dois casos de vaca louca foram identificados em Minas Gerais e Mato Grosso, onde há frigoríficos certificados para exportar para o país asiático. A situação ainda não foi resolvida: apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal afirmar que os casos eram atípicos e espontâneos e que, portanto, não apresentavam risco para a cadeia produtiva, a China mantém o embargo. Como resultado, as exportações de carne brasileira despencaram e o preço da arroba do boi gordo chegou a recuar R$ 60 entre o início de setembro e o final de outubro, quando valia cerca de R$ 255, conforme o indicador do Cepea. "Mas o consumidor final nem viu a cor dessa redução de preço", pondera o especialista, referindo-se ao fato de que a carne bovina não retraiu na mesma magnitude no IPCA. Parte desses ganhos foi absorvida pelos frigoríficos e outra parte ficou no próprio varejo, que aproveitou para aumentar sua margem de lucro. "O boi caiu mais que no atacado, que, por sua vez, caiu mais do que no varejo." Combustíveis (gasolina, etanol, GLP, óleo diesel) e energia elétrica O aumento expressivo da inflação em 2021 se deve em boa parte ao grupo dos "energéticos", diz André Braz, do Ibre-FGV. "Diesel, gasolina, GLP, etanol, energia elétrica... Tudo isso é cerca de 50% do IPCA acumulado até outubro", destaca o economista. A energia elétrica residencial, diretamente afetada pela crise hídrica, acumula 30,2% de alta em 12 meses. Praticamente todos os combustíveis na cesta do IPCA ficaram mais de 30% mais caros no último ano. Entre os derivados do petróleo, a gasolina subiu 42,7%, o óleo diesel, 41,3%, o gás veicular, 39,5%, e o gás de botijão, 37,8%. Pelo menos quatro fatores têm empurrado os preços para cima. De um lado, a maior demanda por combustíveis de forma geral, fruto da própria reabertura das economias após o início dos programas de vacinação. De outro, uma restrição de oferta, já que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), um cartel que reúne 13 países e concentra cerca de 33% da produção global da commodity, não retomou o ritmo de extração pré-pandemia – apesar dos pedidos da comunidade internacional e de pressões dos EUA. No caso do Brasil, a esses dois fatores se soma a questão do aumento do dólar, pois a política de preços da Petrobras leva em consideração a cotação da moeda americana, além do comportamento dos preços internacionais do barril de petróleo. Por fim, os biocombustíveis que são misturados ao diesel e à gasolina também ficaram muito mais caros em 2021. O etanol, que responde por 27% da composição da gasolina C, vendida nos postos de combustível, está 67,4% mais caro – depois do pimentão, é o segundo item com maior aumento de preço no último ano. E este é um reflexo direto da dinâmica do açúcar. Com aumento do preço internacional, parte relevante da produção a partir da cana-de-açúcar foi direcionada para a commodity e exportada, reduzindo a matéria-prima disponível para o etanol, explica Castro Alves, da Consultoria Agro do Itaú BBA. No caso do diesel, entra o biodiesel, que responde por cerca de 10% da composição e é feito a partir da soja, que também acumula alta expressiva. O aumento generalizado no grupo dos energéticos, por sua vez, contamina uma série de outros preços, ressalta Braz. "Esses aumentos não se esgotam em si. A alta da energia elétrica eleva o custo da indústria, por exemplo, que pode repassar o aumento para seus preços. O diesel mais caro aumenta o preço do frete. Há um espalhamento das pressões." Transporte por aplicativo O transporte por aplicativo ficou 36,7% mais caro nos 12 meses até outubro. Para a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitc), que representa empresas como Uber e 99, a alta é explicada pelo aumento da procura. "É preciso considerar que o setor vem registrando um aumento exponencial na demanda por corridas nos últimos meses, o que têm levado a um desequilíbrio temporário entre a oferta e a demanda no mercado", declarou, em nota. Questionada se houve aumento das tarifas, a Amobitc afirmou que "as empresas têm políticas e estratégias próprias relacionadas a preços, já que se trata de um setor dinâmico e competitivo, porém, em linhas gerais, o preço das corridas é influenciado por fatores como: tempo e distância dos deslocamentos, incluindo as condições de trânsito e congestionamentos; categoria de veículo escolhida; existência de promoções ou descontos para o passageiro; nível de demanda por corridas no horário e local específicos". Em setembro, os aplicativos chegaram a anunciar reajustes dos repasses feitos aos motoristas, diante de reiteradas queixas de aumento de custos por conta da alta expressiva dos preços dos combustíveis. No caso da 99, o aumento variou entre 10% a 25% nas mais de 1,6 mil cidades em que opera. "Grande parte desse reajuste está sendo subsidiado pela plataforma", disse a empresa em nota. O valor da corrida, segundo a companhia, "é definido a partir de uma equação que considera distância percorrida e tempo". "Ainda, em períodos de alta demanda, os valores podem sofrer alterações. Nos últimos meses, tivemos um aumento significativo no volume de corridas, impulsionado principalmente por dois fatores: a retomada das atividades nas cidades devido ao avanço da vacinação e à alta adoção de carros por aplicativo pela população da classe C", acrescentou a associação. A Uber não respondeu aos pedidos da reportagem para esclarecimento da política de reajustes aos motoristas. Passagem aérea Outro item impactado pela retomada das atividades é passagem aérea, que acumula alta de 50,1%. Essa elevação se deve, de um lado, a uma pressão maior de custos das companhias aéreas, com o dólar mais caro e o aumento forte dos combustíveis - nesse caso, do querosene de aviação. De outro lado, há a demanda, bastante aquecida com a reabertura da economia e formada por consumidores com renda disponível para absorver os aumentos de custos das empresas. "O setor aéreo atende a um público de mais alta renda, que foi menos prejudicado pela pandemia. Esse foi o grupo que menos perdeu emprego, que conseguiu migrar para o home office. A tendência é de aumento da demanda", avalia Braz.

Consumidores relatam que esperavam preços menores; lojistas dizem que promoções aconteceram ao longo da semana. Veja a movimentação no comércio de Maceió para aproveitar os descontos da Black Friday A Black Friday no centro de Maceió não foi como os consumidores esperavam. Os clientes ouvidos pela reportagem do g1 nesta sexta-feira (26) relataram que os descontos nos preços dos produtos não estavam tão expressivos, o que os deixou decepcionados. Já os lojistas relataram que o movimento estava abaixo do registrado no período em anos anteriores. As lojas abriram em horário antecipado, por volta das 6h. O horário de fechamento também deve ser estendido em até duas horas, ficando abertas para os clientes até por volta de 19h. Movimento no centro de Maceió nesta Black Friday foi abaixo do esperado pelos lojistas Ana Clara Pontes/g1 Quem já vinha pesquisando preços antes disse que não houve muita diferença no que era cobrado nesta sexta. "Eu vim na segunda, vim ontem e hoje. Quero comprar uma geladeira, eu estava confiante, mas o preço só baixou R$ 200", lamentou Rosana Silva Oliveira. Ana Paula, grávida de oito meses, disse que esperou a Black Friday para comprar itens do enxoval porque achou que encontraria preços melhores. "Eu comprei fraldas, ainda vou comprar lençol, coisas para o bebê, mas os preços estão mais ou menos". Consumidoras pesquisam preços de geladeiras na Black Friday, no centro de Maceió Ana Clara Pontes/g1 O gerente de uma loja de eletrodoméstico justificou que não houve muita diferença de preços nesta semana porque a Black Friday foi antecipada, com promoções que já vinham acontecendo em muitas lojas nos últimos dias. "Isso [promoção antecipada] interferiu nas vendas da sexta-feira, porque os consumidores ficam saturados", disse o lojista, que preferiu não ser identificado na reportagem. Em uma grande rede de supermercados, os clientes esperavam mais descontos no setor de alimentos, mas também não encontraram o que esperavam. Consumidores reclamam que desconto nos preços das lojas do centro de Maceió não estavam tão expressivos nesta Black Friday Ana Clara Pontes/g1 Lojas anunciaram grandes descontos na Black Friday, mas consumidores reclamaram que preços não estavam tão baixos quanto esperavam no centro de Maceió Ana Clara Pontes/g1 VÍDEO: Descontos antecipados da Black Friday atraíram consumidores às lojas durante a semana Black Friday atrai atenção de consumidores Assista aos vídeos mais recentes do g1 AL *Estagiária, sob supervisão de Cau Rodrigues Veja mais notícias da região no g1 AL

Nesta sexta-feira, Ibovespa recuou 3,39%, a 102.224 pontos Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda nesta sexta-feira (26), acompanhando o nervosismo no mercado internacional com a descoberta de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas. O Ibovespa recuou 3,39%, a 102.224 pontos. Veja mais cotações. Foi a maior queda diária desde 8 de setembro, segundo a agência Reuters, Na mínima da sessão, chegou a 101.495 pontos. As ações das companhias aéreas Gol e Azul despencaram mais de 10%, junto com os papéis da operadora de turismo CVC, em meio à multiplicação de casos da nova variante no exterior. Já o dólar fechou em alta de 0,54%, cotado a R$ 5,5948. Com o resultado desta sexta, o Ibovespa recuou 0,79% na semana e acumula queda de 1,23% em novembro. Em 2021, o tombo ainda é de 14,10%. Nova variante derruba bolsas internacionais e petróleo B.1.1.529: veja países onde a nova variante do coronavírus já foi detectada m Nova variante: países europeus e asiáticos restringem entrada de pessoas do sul da África Cenário Na cena externa, o dia foi de estresse nos mercados, com a notícia de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas provocando temores de novo impacto à economia global e provocando fuga de ativos arriscados. As principais bolsas internacionais também registraram forte queda, e os preços do barril de petróleo despencaram mais de 10%. Medo de nova variante do coronavírus derruba índices acionários dos EUA Bolsas internacionais e petróleo têm quedas expressivas após nova variante de Covid-19 Por aqui, a FGV divulgou que o índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou em novembro pelo 4º mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2021. Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e no xadrez político que se desenha conforme o noticiário eleitoral para 2022 esquenta. Enquanto a votação da PEC dos Precatórios é esperada apenas para semana que vem em comissão no Senado, na véspera foi aprovada na Câmara dos Deputados o texto principal da MP que cria o Auxílio Brasil, programa social montado pelo governo em substituição ao Bolsa Família. A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o programa. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação).

Novos indicadores apresentados pelo Instituto de Pesquisas avaliam as condições de vida dos brasileiros em várias dimensões. Em ambos, Maranhão apresenta piores resultados entre as 27 Unidades da Federação. O Maranhão é o estado com maior perda de qualidade de vida e o pior desempenho socioeconômico do país. É o que apontam dois novos indicadores apresentados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) mostra que em área rural há maior perda da qualidade de vida que na urbana. Já o Índice de Desempenho Socioeconômica (IDS) aponta que apenas nove unidades da federação têm situação melhor que a média nacional, estando o DF no topo do ranking e o Maranhão, na lanterna. De acordo com o IBGE, os novos indicadores seguem recomendações das nações unidas e utilizam uma série de variáveis coletadas a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Nesta primeira edição dos dois índices foram usados os dados levantados pela pesquisa realizada entre 2017 e 2018. As medidas do IPQV vão de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto de zero, menor a perda. Ao final de 2018, o IPQV do Brasil era de 0,158. Em área urbana o índice foi melhor que a média nacional, ficando em 0,143. Já na área rural, onde vive cerca de 15% da população, a perda de qualidade de vida era maior, já que o índice ficou em 0,246. Regionalmente, Sul (0,115) e Sudeste (0,127) tiveram IPQV melhor que o nacional, enquanto Norte (0,225) e Nordeste (0,209) mostraram índices piores que a média nacional. Já o Centro-Oeste (0,159) ficou muito próximo do geral do país. IBGE divulga novo indicador que avalia perda de qualidade de vida no país IBGE A faixa com menor perda de qualidade de vida concentrava 13,7% da população brasileira, enquanto a faixa com mais perdas reunia 10,3%. A maior parte dos brasileiros se encontra na zona intermediária de qualidade de vida. O IBGE observou que famílias cuja pessoa de referência era homem apresentaram menor perda de qualidade de vida, com um IPQV de 0,151, contra 0,169 nas famílias lideradas por mulheres. Já nas famílias com a pessoa de referência preta ou parda (0,185), a perda de qualidade de vida era 17% maior que naquelas com a pessoa de referência branca (0,123). Entre as 27 unidades da Federação, o Maranhão (0,260) mostrou as maiores perdas de qualidade de vida e Santa Catarina, as menores (0,100). Desempenho Socioeconômico Segundo o IBGE, o IDS incorpora a renda e as perdas de qualidade de vida em nove dimensões (renda, moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida, alimentação, transporte e lazer e viagens). Ao final de 2018, Índice de Desenvolvimento Social do Brasil era de 6,201. Apenas 9 Unidades da Federação tinham índice melhor que o nacional, sendo que o Distrito Federal apresentava o maior (6,970), enquanto o Maranhão (4,897), o pior. As regiões Sul (0,115) e Sudeste (0,127) tiveram um IPQV melhor que o nacional. Já Norte (0,225) e Nordeste (0,209) mostraram índices piores.

Para atender os clientes, algumas lojas decidiram abrir as portas mais cedo. Clientes amanhecem na fila para aproveitar descontos da 'Black Friday' no litoral de SP Matheus Croce/g1 Dezenas de clientes foram logo cedo para as lojas do Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, com a intenção de aproveitar os descontos da 'Black Friday'. A tradicional data de descontos do varejo deve movimentar as lojas e sites nesta sexta-feira (26). Em uma das lojas, os itens mais procurados eram fritadeiras e liquidificadores. Os descontos chegam até 80% nos estabelecimentos comerciais da cidade. Para atender os clientes, alguns estabelecimentos decidiram abrir as portas mais cedo, às 8h. TUDO SOBRE BLACK FRIDAY: O que está mais caro em 2021 – e o que está mais barato Memes e curiosidades Como fazer uma boa pesquisa de preços Veja as promoções dos fast foods A auxiliar de limpeza Graça Lima estava na fila para entrar na loja logo cedo. "Eu não tinha o objetivo de comprar nada, mas estava saindo do médico e vi os preços. Na verdade, mesmo, eu fiquei namorando uma televisão. Pelo que eu vi, os preços estão razoáveis. Dá pra comprar, pelos menos em várias vezes", disse ela. Clientes amanhecem na fila para aproveitar descontos da 'Black Friday' no litoral de SP Matheus Croce/g1 "Eu vim comprar uma piscina de plástico. Antecipar o verão e ver meus netos brincando. Os preços estão razoáveis. Acho que vou comprar. Minha filha vai tirar para mim", disse a aposentada Maria Aparecida Ferreira. A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som. "Meu marido que gosta e eu vim ver o preço. Para mim, os preços são todos iguais. Poucas coisas estão em conta. Mas, mesmo assim eu vou comprar o som", falou. A dona de casa Elizete Aparecida Santos Vieira foi até a loja com a intenção de comprar uma caixa de som em São Vicente Matheus Croce/g1 Fabiano Mariano, coordenador do Núcleo Regional de Santos do Procon/SP, orienta o consumidor a ficar atento nas lojas. "Fazer uma compra consciente, pesquisar antes no comércio, há variação de preço. E, dentro da loja, verificar se existe o valor anterior do produto, quanto ele era comercializado antes e, agora, no momento", recomendou. Ele também orienta o consumidor a ficar atento às compras na internet. "O consumidor deve entrar no site do Procon e verificar quais os sites não são confiáveis. E, nas compras pela internet, ele tem o direito de arrependimento de até sete dias, se o produto não for conveniente, do seu agrado, para realizar uma troca", disse. Em algumas lojas do Centro de São Vicente, no litoral de São Paulo, os descontos chegam até 80% na Black Friday Matheus Croce/g1 VÍDEOS: Mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias
Juro praticado em setembro estava em 30,6%. Ainda segundo o Banco Central, crédito bancário registrou alta de 1,74% no mês passado. O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (26) que o juro bancário médio com recursos livres de pessoas físicas e empresas chegou a 32,8% ao ano em outubro. O juro bancário médio com recursos livres não conta os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em setembro, o juro bancário médio estava em 30,6% e, conforme o BC, a taxa registrada no mês passado é a maior desde março de 2020, quando estava em 33,3%. >>> Veja os resultados mês a mês no gráfico abaixo: De acordo com os números do BC, a alta dos juros bancários médios é reflexo do aumento da Selic, a taxa básica de juros da economia. A Selic passou de 2% em janeiro para 7,75% ao ano com o objetivo de tentar conter as pressões inflacionárias e também o spread bancário, que inclui a margem de lucro das instituições financeiras. Saiba também: a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 17,1% ao ano para 19,1% ao ano em outubro, a maior desde julho de 2019 (19,2% ao ano); os juros médios nas operações com pessoas físicas subiram de 41,7% ao ano para 43,8% em outubro, maior nível desde abril de 2020 (44,7% ao ano); no cheque especial das pessoas físicas, a taxa caiu de 129,6% ao ano para 128,8% em outubro (o BC adotou um teto para os juros); nas operações com cartão de crédito rotativo, os juros bancários cobrados das pessoas físicas subiram de 339,5% ao ano em setembro para 343,6% ao ano em outubro, maior patamar desde agosto de 2017 (392,3% ao ano). O crédito rotativo do cartão de crédito pode ser acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento, mas não quer ficar inadimplente. Essa é uma das linhas de crédito mais caras do mercado e, segundo analistas, deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Crédito bancário em alta De acordo com dados do BC, as concessões de empréstimos bancários registraram novo aumento em outubro, subindo 1,74%. O cálculo foi feito após ajuste sazonal, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. Ainda de acordo com o BC, as concessões somaram R$ 447 bilhões em outubro deste ano, maior patamar de toda a série histórica, que tem início em março de 2011. Já o volume total do crédito ofertado pelos bancos, segundo a instituição, subiu 1,5% em outubro, para R$ 4,497 trilhões, na comparação com R$ 4,431 trilhões em setembro. Houve expansão de 0,9% na carteira de pessoas jurídicas e aumento de 1,9% na de pessoas físicas. Para todo este ano, o Banco Central estima uma expansão de 12,6% no crédito bancário. Em 2020, impulsionado por linhas emergenciais de crédito para o combate aos efeitos da pandemia, o crédito bancário teve alta de 15,5%. Inadimplência e endividamento A taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em outubro, em 2,3%. Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 3% no mês passado e, no caso das empresas, continuou em 1,4%. O Banco Central também divulgou nesta segunda estatísticas sobre o endividamento das famílias com bancos. Neste caso, os novos números são referentes a agosto. Segundo o BC, o endividamento registrou aumento naquele mês, ao somar 59,9% da renda acumulada nos doze meses anteriores, contra 59,2% em julho. Em janeiro de 2020, antes da pandemia da Covid-19, o endividamento das famílias estava em 48,9%. No mesmo mês deste ano, já havia avançado para 57,1%. Podcast Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre "Inflação: a do Brasil e a do mundo":

Comércio faz promoções nesta última sexta-feira de novembro. A Black Friday acontece nesta sexta-feira (26). A tradicional data de descontos do varejo teve origem nos Estados Unidos e, hoje, é adotada em vários países do mundo, como o Brasil. Os descontos especiais para a data começaram a valer a partir da noite de quinta-feira (25) e muitas lojas têm anunciado ofertas desde o início do mês. Veja dicas para aproveitar a data sem cair em furadas Tudo sobre a Black Friday 2021 Veja imagens da data de desconto: Brasil São Paulo Movimentação durante a Black Friday em megaloja das Casas Bahia, em São Paulo, na noite de quinta-feira (25). Alex Silva/Estadão Conteúdo Consumidores compram TV em loja durante a Black Friday, em loja de São Paulo na quinta-feira (25) Nelson Almeida/AFP Movimentação em megaloja de rede varejista em São Paulo, na noite desta quinta-feira (25). Alex Silva/Estadão Conteúdo Bahia Black Friday em Salvador Itana Alencar Black Friday em Salvador Itana Alencar Alagoas Consumidoras pesquisam preços de geladeiras na Black Friday, no centro de Maceió Ana Clara Pontes/g1 Movimento no centro de Maceió nesta Black Friday foi abaixo do esperado pelos lojistas Ana Clara Pontes/g1 Minas Gerais Vista da região de comércio em Belo Horizonte na manhã desta sexta-feira (26), dia da tradicional Black Friday Maurício Vieira/Hoje em Dia via Estadão Conteúdo Pernambuco Morador de Paulista chegou ainda de madrugada ao Recife para fazer compras na Black Friday Suzana Souza/g1 No Centro do Recife, Rua da Palma não teve filas no começo desta sexta-feira (26) Giuliano Roque/TV Globo Loja vazia no Centro do Recife, por volta das 8h30 desta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Espírito Santo População faz fila para aproveitar ofertas da Black Friday no Centro de Vitória Reprodução/TV Gazeta Ceará Descontos chegam a 80% em algumas lojas do Centro de Fortaleza. Os lojistas estão otimistas. Almir Gadelha/Sistema Verdes Mares Mundo Estados Unidos Pessoas esperam na fila de uma loja de departamento antes das vendas da Black Friday no bairro de Manhattan, em Nova York, EUA, nesta sexta (26) Jeenah Moon/Reuters Um cliente sai de uma loja Best Buy com uma televisão comprada durante as vendas da Black Friday em Westbury, Nova York, nesta sexta (26) Shannon Stapleton/Reuters Pessoas fazem fila em uma loja de eletrônicos antes do início das vendas da Black Friday em Nova York, nos EUA, na quinta (25) Jeenah Moon/Reuters Pessoas fazem compras em uma loja de eletrônicos no bairro de Manhattan, em Nova York, nos EUA, nesta sexta (26) Jeenah Moon/Reuters Consumidores fazem compras de Black Friday no shopping 'King of Prussia' na Pensilvânia, EUA, nesta sexta (26) Rachel Wisniewski/Reuters Inglaterra Uma cliente caminha com sacolas de compras do lado de fora de uma loja durante a Black Friday no bairro comercial de West End, em Londres, nesta sexta (26) May James/Reuters Na Inglaterra, ativistas fazem protesto em frente à centro de abastecimento da Amazon em Tilbury, na Inglaterra, nesta sexta-feira (26) Ian West/PA via AP Holanda Ativistas climáticos da Extinction Rebellion bloqueiam o acesso ao centro de distribuição da Amazon em Rozenburg, na Holanda, nesta sexta (26), durante uma ação de protesto no início das vendas da Black Friday Evert Elzinga/ANP/AFP Ativistas climáticos da Extinction Rebellion bloqueiam o acesso ao centro de distribuição da Amazon em Rozenburg, na Holanda, nesta sexta (26), durante uma ação de protesto no início das vendas da Black Friday Evert Elzinga/ANP/AFP

Nesta sexta-feira (26), a moeda norte-americana avançou 0,54%, a R$ 5,5948. No acumulado da semana, no entanto, queda foi de 0,26%. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro REUTERS/Bruno Domingos O dólar fechou em alta de 0,54%, cotado a R$ 5,5948, nesta sexta-feira (26), com o temor do mercado internacional após o anúncio de uma nova variante do coronavírus, descoberta na África do Sul. No acumulado da semana, contudo, houve recuo de 0,24%. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula recuo de 0,93% no mês, mas avanço de 7,86% no ano. Veja mais cotações. Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul Nova variante derruba bolsas internacionais e petróleo Já a Bovespa fechou em queda de 3,39%. OMS se reúne para avaliar nova variante do coronavírus na Europa Cenário Na cena externa, o dia era de estresse os mercados, com a notícia de uma nova variante do coronavírus possivelmente resistente a vacinas provocando temores de novo impacto à economia global e provocando fuga de ativos arriscados. Por aqui, a FGV divulgou que o índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou em novembro pelo 4º mês seguido, atingindo o menor nível desde agosto de 2021. Na cena política, as atenções seguiram voltadas para a tramitação da PEC dos Precatórios no Senado e no xadrez político que se desenha conforme o noticiário eleitoral esquenta, com mais informações sobre pré-candidatos para a Presidência da República em 2022. Enquanto a votação da PEC dos Precatórios é esperada apenas para semana que vem em comissão no Senado, na véspera foi aprovada na Câmara dos Deputados o texto principal da MP que cria o Auxílio Brasil, programa social montado pelo governo em substituição ao Bolsa Família. A PEC é a principal aposta do governo para viabilizar o programa. A proposta adia o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e altera o cálculo do teto de gastos (regra pela qual, de um ano para outro, as despesas do governo não podem crescer mais que a variação da inflação). O governo afirma que, se aprovada, a PEC abrirá espaço de R$ 91,6 bilhões no orçamento de 2022. Câmara aprova MP que cria o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar

Especialistas alertam que pessoas estão mais ansiosas por preços abaixo do normal e tendem a ter pouco cuidado com links e sites suspeitos; conheça alguns dos principais golpes. Especialistas em segurança cibernética dizem que impulso e prazo curto para compras fazem da Black Friday o dia com mais golpes do ano Getty Images via BBC Durante meses, algumas das maiores lojas de departamentos do Brasil anunciam a chegada da data mais aguardada por quem espera fazer compras com grandes descontos: a Black Friday (nesta sexta-feira, 26/11). Mas a data tão atrativa também se tornou a preferida dos golpistas digitais. Dados de empresas brasileiras de segurança cibernética apontam que a data é a campeã em fraudes. Nenhum outro dia do ano tem tantas ocorrências de consumidores enganados. GUIA DE COMPRAS: Qual comprar? Veja dicas na hora de escolher airfryer, televisão, fone de ouvido e outros DRINKS: como combinar gim, vodca e cachaça SMARTPHONES: g1 testa modelos de R$ 2 mil TODOS OS GUIAS DE COMPRA "A Black Friday é o 'Natal' dos golpistas. É quando eles ganham mais dinheiro", diz Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, organização sem fins lucrativos voltada para garantir segurança em questões de privacidade e crimes na internet. Ele explica que a data é campeã de golpes porque une dois ingredientes "explosivos": "O desejo do consumidor de comprar algo com um preço muito abaixo do mercado e, do outro lado, a vontade do golpista de ganhar dinheiro". "Tudo isso numa data em que o consumidor está mais vulnerável para assumir riscos em troca de um desconto maior." Tavares afirma que esse impulso leva pessoas, atraídas por um preço mais baixo, a comprar coisas em sites em que nunca compraram antes, que não conhecem e não pesquisaram previamente. 'A Black Friday é o Natal dos golpistas. É quando eles ganham mais dinheiro', diz o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares Getty Images via BBC "As pessoas ficam ainda mais suscetíveis a assumir riscos e tomar decisões imediatas porque elas têm um dia só para aproveitar. Muitas vezes, no intervalo do almoço, do café, para não perder a promoção. Como ela vai pesquisar algo em tão pouco tempo?", diz. Para Bruno Almeida, especialista em segurança de dados e diretor de inovação da Mandic Cloud, empresa de tecnologia especializada em computação em nuvem, "essas são datas em que as pessoas ficam angustiadas porque elas esperam esse momento o ano inteiro para comprar. Se não prestarmos atenção aos detalhes, acabamos comprando por impulso por conta das mensagens de emergência." VEJA TAMBÉM: Vai usar o PIX na Black Friday? Veja como evitar furadas Saiba como fazer uma boa pesquisa de preços É possível conseguir descontos com a inflação em alta? Veja dicas Tudo sobre a Black Friday 2021 O coordenador do MBA de marketing digital na FGV, Andre Miceli, disse que as pessoas caem mais em golpes na Black Friday porque têm a expectativa de encontrar preços abaixo do normal — e não desconfiam deles. "Em outras datas, como o Dia dos Namorados, Dia das Mães e Natal, também há campanhas que se estendem por semanas e as compras ocorrem de maneira mais espaçada. A Black Friday é uma data prevista para negócios atípicos. É quando uma anomalia de preço não chama atenção porque as pessoas estão habituadas a fazer compras com preços anormais", afirmou. Miceli afirmou que o Brasil está entre os cinco países com os maiores números de ataques em ambiente digitais. São 60 milhões de invasões de hackers ou transações comerciais fraudadas por ano. Site clonado e corrente de WhatsApp Um dos golpes mais comuns na Black Friday é um dos mais antigos da internet. O phishing é uma técnica usada pelos ladrões de dados para enganar os clientes e roubar suas informações sem que percebam. Para isso, eles criam sites falsos — muitas vezes clones de grandes lojas — e espalham esses endereços eletrônicos por email ou correntes de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram. Esse e-mail é confiável? Veja dicas para não cair em golpes As mensagens costumam ter textos alarmistas, de promoções que se esgotam em poucos minutos ou das poucas unidades que ainda restam. Tudo isso para forçar a vítima a fazer a compra imediatamente. No impulso de se dar bem e aproveitar um grande desconto, o consumidor coloca seus dados pessoais e de cartão de crédito no site espião. Do outro lado, os golpistas colhem todas essas informações e as usam para fazer compras. Black Friday: público que pretende fazer alguma compra cai de 61% para 57% O mesmo pode ocorrer com aplicativos, quando a vítima acredita que um app dará descontos extras durante a Black Friday. Mas, após fazer o download e autorizar que o programa tenha acesso a algumas informações do smartphone ou tablet, o criminoso passa a receber informações sigilosas e usá-las para fazer compras. Também há quadrilhas especializadas em criar lojas digitais ou contas de lojas falsas em market places (sites de vendas criados em redes sociais). Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, os bandidos oferecem, neles, produtos que não têm. O cliente compra um produto que não receberá. Como evitar golpes na Black Friday? Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, diz que a pessoa que recebe ofertas tentadoras pela internet deve ter calma e paciência para confirmar se a oferta é verdadeira e se a empresa tem uma boa reputação. "A primeira coisa é digitar o site manualmente diretamente no browser para evitar sites clonados. O acesso por links pode levar a páginas falsas e enganar o comprador. Se a loja realmente estiver fazendo a promoção, o cliente deve entrar em sites que comprovem a reputação da empresa, como a plataforma www.consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça, e o Reclame Aqui". Ele diz ainda que é possível confirmar pelo Google Street View se o endereço registrado pela empresa realmente existe e se ela está no local informado. Pesquisar sobre a reputação da empresa é uma das dicas para evitar sofrer golpes na Black Friday Getty Images via BBC O especialista em segurança cibernética da Mandic Cloud Bruno Almeida alerta que uma das principais dicas é desconfiar de qualquer link encaminhado em grupos e até mesmo de maneira privada em redes sociais — inclusive de pessoas de confiança. "Participamos hoje de grupos de WhatsApp com muitas pessoas que a gente talvez nem conheça. Até mesmo conhecidos nossos podem compartilhar sites maliciosos, que roubam seus dados, sem saber do que se trata. Não compre nada nesses sites sem conhecer nem instale programas ou aplicativos em seu celular de empresas desconhecidas. Especialistas ainda indicam que o ideal é usar conexões confiáveis ao fazer compras, como o plano de dados do celular ou a rede de Wi-Fi da sua casa. Também só é recomendado fazer compras em aparelhos com antivírus atualizados. Também é recomendado que o comprador visite as páginas das redes sociais das lojas em que planeja fazer compras para saber qual a avaliação que ela teve de seus clientes anteriores: se cumpriu o prazo de entrega, se o produto chegou corretamente e se fez as trocas de maneira adequada quando necessário. Confira se a página tem certificados de segurança digital, se aparece um cadeado ou a inscrição "https" na barra de endereço. 'Na dúvida, não compre' Para quem está há meses à espera de uma data especial para compras, um dia pode parecer pouco para aproveitar as promoções. O coordenador do MBA de marketing digital na FGV, Andre Miceli, disse que o mais importante neste momento é controlar as emoções e, por mais difícil que seja, agir com calma. "Desconfiar de tudo é o primeiro passo. Quando a esmola é demais, todo santo desconfia. Isso vale não só para compras, mas também para evitar cair em fake news. É importante procurar uma validação para a informação por outras fontes daquilo que você recebe", afirmou. Segundo ele, o primeiro passo para evitar esse tipo de situação é analisar o site em que o cliente pretende fazer a compra. E se recebeu link em alguma mensagem, antes de clicá-lo, verificar o site e confirmar se lá também existe a informação exibida no link. Miceli explica que é muito comum os sites clonados usarem endereços muito parecidos com os clonados, que enganam facilmente quem passa o olho rapidamente. Muitas vezes são sites brasileiros que terminam com ".ru" ao invés de ".com.br" ou ".com". Esses são grandes indícios de que o cliente deve evitar a compra. Ele explica que todos os anos surgem novos golpes diferentes e que as empresas de segurança avançam na tentativa de barrá-los. Nos últimos anos, conta ele, o sistema antispam do Gmail, por exemplo, evoluiu a ponto de barrar boa parte das mensagens maliciosas e indesejadas. É um jogo de gato e rato. "É normal que o crime ande na frente, a ação é do criminoso, há sempre pessoas criando novas formas de subversão. E por mais que os mecanismos estejam ficando mais eficientes, é difícil barrar algumas coisas", afirmou. O que fazer se você cair num golpe desses? Por mais que existam formas de se proteger de fraudes, a Black Friday sempre registra ocorrências desse tipo. Mas o que fazer se você for uma dessas vítimas? A advogada especializada em crimes cibernéticos Flora Sartorelli, do escritório Duarte Garcia, afirma que a primeira coisa a se fazer é entrar em contato com o banco ou a operadora de cartão de crédito por onde foi feita a transação. "Isso funciona para tentar bloquear a conta do fraudador e conseguir restituir o dinheiro. Ou até mesmo bloquear o cartão para evitar que a operação seja concluída e até evitar novas fraudes", afirmou. Ela explica que os bancos possuem um sistema de inteligência capaz de detectar a maior parte das vezes em que um cartão foi fraudado e bloquear a transferência de valores. Uma delas é quando ocorrem várias compras seguidas com valores repetidos. O próximo passo, conta Sartorelli, é registrar um boletim de ocorrência. Ela afirma que a vítima deve reunir o máximo de informações possíveis para fornecer à polícia, como uma captura de tela do site onde a compra foi feita, o CNPJ da empresa e o endereço físico dela. No Estado de São Paulo, caso haja indícios de que a fraude ocorreu graças à ação de uma organização criminosa, a investigação é encaminhada para uma delegacia especializada em crimes cibernéticos. Prisão Apesar de os especialistas dizerem que é pouco comum alguém ser identificado e preso por cometer fraudes cibernéticas, os criminosos podem responder por diferentes crimes. Criar um site clonado ou falso se enquadra nos crimes contra a economia popular, de 1951. A pena é de seis meses a dois anos de prisão. Mas quando o golpista induz ou mantém alguém em um erro, como fazer uma compra em um site falso ou transferir dinheiro em troca de algum produto que não receberá, ele pode responder por estelionato. Esse crime prevê uma pena de 1 a 5 anos de prisão. Também há o crime de furto bancário. Segundo Sartorelli, o crime é cometido a partir do momento em que o criminoso insere informações pessoais obtidas de terceiros em um phishing para fazer transferências e pagamentos. O criminoso pode responder por furto simples, com pena de 1 a 4 anos de prisão ou até furto qualificado — de 2 a 8 anos. Especialistas relatam que muitos consumidores que caem em golpes de páginas clonadas costumam culpar as páginas verdadeiras pela fraude. A advogada especialista em crimes cibernéticos afirma que as empresas que tiveram seus sites falsificados também são vítimas. "Como é muito difícil rastrear as pessoas que cometeram o crime, o ser humano quer achar um culpado. Como não consegue, vai no que está mais perto porque sente que a empresa verídica deveria ter um controle de clonagem de seu próprio site, mas isso é muito difícil de ser feito e esse dever não está no rol de atividades dela", afirmou a advogada Flora Sartorelli. Ela explica que só é possível acusar alguém de fraude se for possível provar que essa pessoa contribuiu para que o golpe ocorresse ou por ter se omitido de um dever para evitá-lo. Há ainda os casos em que empresas anunciam um preço na loja e quando o item é colocado no carrinho aparece um valor maior. Ou então a loja anuncia um desconto de 50% de um produto que teve seu valor dobrado recentemente, recurso conhecido como "metade do dobro". Nesses casos, a advogada indica que a vítima entre em contato com a própria empresa, pois pode ter ocorrido um erro e o problema pode ser solucionado rapidamente. Caso a empresa se negue a fazer um acordo ou devolver o dinheiro, o cliente pode fazer uma reclamação no Procon do seu Estado. Ela lembra que fazer propaganda enganosa é um crime com pena prevista entre 3 meses e 1 ano de prisão. Reportagem produzida pela BBC originalmente em 25/11/2019 e atualizada em 25/11/2021

Uma fila se formou na frente de uma loja, no Centro de Vitória, nas primeiras horas desta sexta-feira (26) População faz fila para aproveitar ofertas da Black Friday no Centro de Vitória A Black Friday, tradicional data de descontos do comércio, deve movimentar as lojas e também os sites de compras nesta sexta-feira (26). De acordo com a Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), a Black Friday 2021, deve movimentar cerca de R$ 90 milhões no comércio capixaba. Isso pode representar uma alta entre 3% e 4% no faturamento em relação ao ano passado. Entretanto, se descontada a inflação, esse volume representará um recuo de 6% a 7%. População faz fila para aproveitar ofertas da Black Friday no Centro de Vitória Reprodução/TV Gazeta Para o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, neste ano os consumidores estão num momento mais regrado e aguardando as promoções como forma de garantir as compras de final de ano. Isso porque, de acordo com ele, o ritmo atual da inflação e o consequente aumento dos juros, são obstáculos para a expansão das vendas. Mesmo com esse cenário, ele diz que os empresários estão mais otimistas que no ano passado, quando as incertezas em relação ao funcionamento normal do comércio eram maiores. No Centro de Vitória, uma fila se formou já nas primeiras horas desta manhã em frente a uma loja. As portas foram abertas antes do horário normal. Comércio de Campo Grande em Cariacica, ES, oferece promoções na Black Friday Gabriela Martins/TV Gazeta Em outros pontos da Grande Vitória os clientes também saíram em busca de promoções. Na avenida Expedito Garcia, principal ponto do comércio em Campo Grande, Cariacica, algumas lojas ficaram lotadas. A doméstica Jaqueline Soares resolveu aproveitar o dia de promoções e renovar a casa toda. "Vou levar fogão, mesa, roupeiro, tanquinho e TV. A casa toda Graças a Deus", disse. Jaqueline Soares resolveu aproveitar as promoções da Black Friday em Cariacica, ES Reprodução/TV Gazeta Já a auxiliar de produção Sônia de Freitas ainda quer pesquisar os preços em algumas lojas em busca do melhor produto. "Vou avaliar algumas loja para ver um preço mais em conta. Ainda vou gastar muita sola de sapato", contou. Sônia de Freitas, auxiliar de produção, diz que vai pesquisar preços na Black Friday em Cariacica, ES Reprodução/TV Gazeta A pensionista Neuza Maria Sales, porém, disse que não viu muita promoção. "Nenhuma. Tá o mesmo valor. Estou pensando ainda", disse. Neuza Maria Sales disse que não viu muitas promoções na Black Friday em Campo Grande, Cariacica, ES Reprodução/TV Gazeta O gerente de loja, Alessandro Fardim está na expectativa para aumentar as vendas. "Hoje no ano é o melhor dia. Às vezes até supera a venda do natal. É um dia que a venda é bem espetacular", disse. Gerente de loja, Alessandro Fardim, espera aumento nas vendas nesta Black Friday Reprodução/TV Gazeta LEIA TAMBÉM Black Friday: de onde vem esse nome e outras 9 curiosidades sobre a data Vai usar o PIX na Black Friday? Veja como evitar furadas Tudo sobre a Black Friday 2021 O Procon estadual (Procon - ES) deu algumas orientações de como evitar cair em fraudes e garantir a realização de compras seguras durante o período de descontos. Confira: Pesquise se existem muitas reclamações sobre a empresa nos órgãos de defesa do consumidor e/ou em sites de reclamações na internet; Busque referências sobre os sites de venda e desconfie de preços muito abaixo do mercado; Desconfie dos sites que oferecem como única forma de pagamento o depósito em conta corrente, transferência ou boleto bancário; Atenção com a segurança! Uma fraude muito comum no universo de quem é adepto das compras virtuais está relacionada à clonagem de sites, que ficam idênticos aos das lojas oficiais. Os fraudadores capturam os dados do cartão de crédito, números dos documentos e senhas do consumidor no momento em que ele pensa estar realizando a sua compra. Pesquise as lojas credenciadas no site Blackfriday e observe o nome e o endereço do site no link que aparece na barra do navegador, que pode ser parecido, mas não é igual ao da loja oficial; O consumidor também deve ter muita atenção nas compras realizadas pelo Instagram. Existem perfis falsos na rede social; Cuidado com o golpe do boleto falso. Para fugir de fraudes com boletos falsos, verifique sempre os dados do beneficiário e do pagador, pois eles precisam estar corretos para assegurar que o boleto é verdadeiro. Na dúvida, entre em contato com a empresa para maiores informações; Outro golpe comum está relacionado ao contato de golpistas por meio do envio de mensagens falsas ou contatos telefônicos em nome de bancos ou sistemas de pagamento, visando a confirmar os dados pessoais do consumidor com o discurso de estabelecer acesso ou confirmar dados de pagamento. Atenção! Números de documentos, cartão de crédito, senha e código de segurança não são solicitados por empresas idôneas. Ao receber uma notificação de empresa verifique se foi enviado de um endereço legítimo. Instale no seu computador pessoal programas de antivírus e o firewall (sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e os mantenha atualizados; Não faça as transações em computadores de uso público, garantindo a segurança dos seus dados pessoais e do cartão de crédito; Antes da compra, observe os procedimentos e recursos adotados para garantir a segurança da transação. A política de privacidade adotada pelo fornecedor deve ser clara e explícita, assegurando que os dados pessoais e de consumo não sejam divulgados sem o consentimento expresso do consumidor; Procure no site a identificação da loja (razão social, CNPJ, endereço, e-mail e telefone fixo). Caso ocorra algum problema, localizar a empresa será fundamental para a solução. Se o fornecedor não possuir essas informações, escolha outro e denuncie, pois a disponibilização dessas informações é obrigatória; Procure informações sobre características, preços, valores de fretes, despesas adicionais, prazo de entrega ou execução, condições e formas de pagamento, antes de se decidir pela compra. Essas informações devem constar obrigatoriamente na página; Ao confirmar a contratação, imprima ou guarde sob a forma digital todos os documentos que atestem a relação comercial, como número da compra, confirmação do pedido, comprovante de pagamento, contrato ou anúncios; Exija a nota fiscal da mercadoria e guarde; A qualquer sinal de irregularidade, entre em contato com o fornecedor para registrar a ocorrência e tente resolver o problema. Guarde os números de protocolo e os e-mails trocados com o fornecedor como garantia. Reclamações Reclamações podem ser registradas pelo App Procon-ES ou pelo Fale Conosco, disponível no site do Procon. Os atendimentos presenciais são agendados pelo site. As dúvidas são esclarecidas pelos mesmos canais de atendimento ou pelo telefone 151, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. É importante guardar a oferta anunciada, bem como a tentativa de compra, por meio das cópias das telas do anúncio e da transação. VÍDEOS: Tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo

Cliente chegou na loja por volta das 5h50. Filas não foram registradas em outros estabelecimentos. Mulher madruga em fila de loja na PB para comprar doces para os netos na Black Friday TV Paraíba/Reprodução Na madrugada desta sexta-feira (26), dia da Black Friday em 2021, um grupo de pessoas resolveu chegar cedo em uma loja de departamento, localizada em Campina Grande, para aproveitar as promoções da data. Uma delas é uma trabalhadora que madrugou, e por volta das 5h50, já estava na frente do estabelecimento. LEIA TAMBÉM: Veja dicas para aproveitar a Black Friday sem cair em furadas Veja 9 curiosidades sobre a Black Friday “Acordei cedo pra ver se tinha alguma promoção. Só [vou comprar] coisa doce para os netos”, revelou. A cliente explicou que a preferência pelos doces nas compras tem a finalidade de garantir um “Natal adocicado” na hora de presentear as crianças da família. A loja em que a mulher esperava para entrar abriu às 6h, mais cedo do que o horário convencional, que é de 8h. A antecipação na abertura das portas foi adotada para evitar aglomerações e oferecer mais tempo de atendimento para os consumidores. Logo no portão de entrada, o estabelecimento sinaliza a capacidade máxima de pessoas permitida dentro do local, que só atende clientes com máscaras de proteção contra a Covid-19. Na mesma rua em que a loja de departamento está situada, poucos estabelecimentos abriram mais cedo. Nesses outros locais não houve registro de filas, que eram comuns em anos anteriores à pandemia. Na capital paraibana, João Pessoa, também não haviam filas no começo da manhã. Em toda a Paraíba, a Polícia Militar faz uma operação para evitar crimes durante o dia de promoções. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Locais em que geralmente são registradas filas estavam com poucos clientes nesta sexta-feira (26). 'Tudo está mais caro. Só vou levar porque já estou aqui', diz mulher grávida. Grávida de 8 meses, Laisa Santana esperava encontrar promoções maiores nesta sexta (26) no Recife Suzana Souza/g1 As primeiras horas da Black Friday começaram com pouco movimento, mesmo com o comércio abrindo mais cedo no Recife. Ainda assim, algumas pessoas chegaram nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (26) em busca de promoções de televisões, fraldas e outros itens. Veja horários dos shoppings e comércio nesta sexta Grávida de oito meses, a dona de casa Laisa Santana, de 21 anos, contou que por reservou a data para procurar os últimos itens do enxoval da filha em shoppings da capital. “Viemos atrás de fralda, mas estou vendo que não está valendo a pena. Ano passado, eu vi a mesma marca por R$ 4 a menos. Tudo está mais caro. Só vou levar porque já estou aqui”, relatou. A dona de casa costuma frequentar as promoções da Black Friday e percebeu uma diminuição na quantidade de pessoas nas lojas. “Está tudo calmo demais. Acho que o pessoal está sem dinheiro e as coisas estão caras demais. Não tem para que acordar cedo e vir atrás", disse. Morador de Paulista chegou ainda de madrugada ao Recife para fazer compras na Black Friday Suzana Souza/g1 Anderson José de Santana, de 26 anos, e a esposa também foram em busca de promoção de fraldas e outros itens do enxoval do filho que vai nascer. Morando em Paulista, no Grande Recife, ele saiu de casa ainda de madrugada para fazer compras na capital. Eles chegaram a uma loja do Centro por volta das 5h10. “Tem muita coisa barata e a gente se prepara sempre para essa época do ano. Então, dá para economizar um pouco nos meses anteriores para gastar agora”, declarou o morador de Paulista. Nos dois carrinhos que ele e a esposa montaram, havia itens de vestuário, fraldas para o filho do casal que ainda vai nascer. “Minha esposa está grávida de três meses e aproveitamos agora para comprar coisas para o nosso filho também”, disse Anderson José. Zelador Genilson Severino Silva aproveitou para comprar televisão nesta sexta (26), no Recife Giuliano Roque/TV Globo Em lojas em que foram registradas filas em anos anteriores no Centro da capital, havia poucos clientes fazendo compras nesta sexta-feira (26), o que foi uma vantagem para o zelador Genilson Severino da Silva, que chegou por volta das 6h à Rua da Palma. Em busca de uma televisão nova, Silva pesquisou por meses os preços para realizar o sonho de comprar uma televisão de 75 polegadas. "Estava R$ 4,5 mil e comprei por R$ 3,9 mil. Esse ano, está bom de mais", disse. Em 2020, loja na Rua do Hospício registrou longa fila e, em 2021, estava vazia na Black Friday Reprodução/TV Globo e Suzana Souza/g1 A empregada doméstica Catarina Souza, de 30 anos, contou que todo ano frequenta as promoções da época e chegou também nas primeiras horas da manhã, preocupada de encontrar muita gente como em anos anteriores, mas ficou surpresa com a tranquilidade. A empregada doméstica contou que também conferiu os preços em dias anteriores. "Eu fiz compras na quarta (24), na quinta (25) e hoje [sexta, 26]. São coisas pequenas de casa tipo absorvente, amaciante, detergente, tudo de valor baixo e com pouco desconto. Não vi vantagem em eletrodoméstico, por exemplo”, disse. No Centro do Recife, Rua da Palma não teve filas no começo desta sexta-feira (26) Giuliano Roque/TV Globo A autônoma Cleia César, de 43 anos, disse que itens de alimentação como chocolates, salgadinhos, bebidas doces e biscoitos estão com preços baixos, mas relatou que já havia visto promoções parecidas em compras pela internet em outras épocas do ano. “Eu monto cestas de café da manhã, sempre acompanho o preço desses itens. Eu vi alguns descontos, mas nada que seja absurdo de barato”, disse a autônoma. Cleia César costuma acompanhar, pelo noticiário, como as lojas ficam lotadas. “Eu prefiro comprar pela internet mesmo. Esse ano eu vim e não vi nada daquilo que aparece na televisão. Pessoal sem dinheiro, né? Ninguém vem comprar besteira numa época dessas”, afirmou. Vendedor ambulante Everaldo de Santana, de 62 anos, comprou um estoque maior de água pensando no movimento das lojas no Recife nesta sexta (26) Suzana Souza/g1 O vendedor ambulante Everaldo de Santana, de 62 anos, comprou um estoque maior de água pensando no movimento das lojas da Rua do Hospício, mas entrou um cenário diferente. “Eu achei que ia ser como nos anos anteriores, mas nem fila para entrar eu vi. Estou arriscando de ficar para ver se melhora, mas, até então, está fraco”, contou. Santana disse que trabalha há duas décadas com a venda de água mineral e de coco e que costuma procurar pontos de grande movimentação na Black Friday. "Já teve ano muito bom, 2017, 2018. A gente via aquele monte de gente”, disse. Rua da Palma começa dia de promoções com pouco movimento Nas ruas da Palma e na da Concórdia, onde também foram registradas filas em anos anteriores de pessoas em busca de eletrodomésticos e televisões, lojas estavam praticamente vazias (veja vídeo acima). O vendedor Henrique Silva, de 34 anos, relatou que percebeu uma queda na quantidade de clientes neste ano. “Não teve confusão, o que é bom, mas também tem bem menos gente por aqui. Eu tenho para mim que as vendas vão sim ser menores”, disse. O g1 passou por dois shoppings da capital pernambucana nesta sexta-feira (26). No Boa Vista, na região central da cidade, havia fila apenas para atendimento no Expresso Cidadão. Lojas estavam praticamente vazias. Cenário parecido foi registrado no Shopping Recife, na Zona Sul. Por volta das 9h30, os corredores estavam vazios. A vendedora Ingrid Thaianne, de 19 anos, relatou que as vendas estão menores, mas afirmou que as clientes da loja na qual trabalha são fiéis. “Não teve fila no início, pouca gente, mas já falaram pelo WhatsApp perguntando o que tem na loja e acho que, com o passar do dia, o movimento vai esquentar”, disse. Vendedores a espera de clientes no Shopping Recife, nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 A promotora de vendas Miriam Amorim, de 24 anos, relatou que na quinta-feira (25), as vendas da loja de eletroeletrônicos na qual trabalha foram boas. A expectativa era que o cenário desta sexta fosse parecido. “Ontem [quinta], na abertura das promoções, vendemos bastante, principalmente celulares e planos, mas hoje ainda não vendi um se quer. E isso porque a loja abriu mais cedo”, contou. Segundo Miriam, mesmo com bons descontos, os clientes não parecem animados. “Tem vários preços que estão bons, mas a gente percebe como as pessoas estão mais desanimadas em relação a anos anteriores”, contou. Shopping no Recife, por volta das 9h20 desta sexta-feira (26), sem movimento de clientes Suzana Souza/g1 Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Lojas na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, têm pouco movimento nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Loja vazia no Centro do Recife, por volta das 8h30 desta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 No Centro do Recife, Avenida Conde da Boa Vista tem com pouco movimento nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 Loja no Centro do Recife abriu mais cedo, mas estava praticamente vazia por volta das 8h desta sexta (26) Suzana Souza/g1 Por volta das 8h, loja na Avenida Conde da Boa Vista praticamente não tinha movimento nesta sexta-feira (26) Suzana Souza/g1 VÍDEOS mais assistidos de Pernambuco

Segundo FGV, redução do otimismo ocorre em um momento em que a inflação avança, reduzindo a capacidade de compra dos consumidores, ao mesmo tempo em que o desemprego continua elevado. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 3,1 pontos em novembro, para 102,1 pontos, e atingiu o menor nível desde agosto de 2021 (98,7 pontos), informou nesta sexta-feira (26) a Fundação Getulio Vargas. Essa é a quarta queda consecutiva do índice. Em médias móveis trimestrais, manteve a tendência negativa ao cair 1,6 ponto. Confiança do consumidor cai em novembro e atinge menor nível desde abril Índice de confiança da indústria Economia g1 Segundo a FGV, a piora decorre de uma deterioração do cenário corrente e de piora das perspectivas futuras. “A confiança de novembro sinaliza uma mudança na trajetória de recuperação da indústria de forma disseminada, com 15 dos 19 segmentos apresentando queda da confiança", destacou Claudia Perdigão, economista do FGV IBRE. "A retração da confiança ocorre em um momento em que a inflação avança, reduzindo a capacidade de compra dos consumidores, ao mesmo tempo em que o desemprego continua elevado. Soma-se a esses pontos choques de custos e gargalos de logística. Como resultado, o setor pode terminar 2021 com o otimismo em queda”. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) cedeu 0,6 ponto percentual, para 80,7%, mas ainda se mantém como o segundo maior valor desde novembro de 2014. Produção industrial cai pelo 4º mês seguido O resultado do mês foi influenciado por uma piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das perspectivas para os próximos meses. O Índice Situação Atual (ISA) caiu 4,6 pontos, para 103,7 pontos, menor valor desde agosto de 2020 (97,8 pontos). O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,6 ponto para 100,3 pontos, menor patamar desde maio desse ano (99 pontos). Entre os quesitos que compõem o ISA, o pior desempenho se deu no indicador que mede o nível dos estoques, o qual caiu 7,9 pontos para 103,3 pontos, menor valor desde agosto de 2020. A piora dos estoques parece influenciada pela redução da demanda nos últimos 5 meses, o indicador que mede a demanda total diminuir 1,2 ponto para 105,4 pontos e o indicador que mede a situação atual dos negócios caiu 4,0 pontos, para 102,2 pontos, menor patamar desde agosto de 2020. Dos indicadores que integram o IE, o emprego previsto para os próximos meses foi o que mais influenciou na queda do ICI no mês de novembro, ao cair 4,3 pontos para 103,8 pontos, menor nível desde maio (101,5 pontos). Embora as perspectivas sobre a produção para os próximos três meses tenham subido 1,5 ponto para 99,9 pontos, após dois meses de quedas, a tendência dos negócios para os próximos seis meses continua em tendência negativa pelo quarto mês consecutivo, caindo 2,1 pontos em novembro, para 97,2 pontos, menor valor desde setembro de 2020 (96,5). A pesquisa coletou informações de 1.059 empresas entre os dias 3 e 24 deste mês. A próxima Sondagem da Indústria ocorrerá em 27 de dezembro.
Ações das companhias aéreas estão entre as principais perdas. As principais bolsas internacionais fecharam com quedas expressivas nesta sexta-feira (26) após o anúncio de uma nova variante do coronavírus, detectada na África do Sul. A Bolsa de Paris encerrou em queda de 4,68%, a de Londres 3,51% e Frankfurt de 3,80%. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários também tiveram forte recuo. Já o petróleo Brent caiu 11,6%, para US$ 72,72 o barril, enquanto o petróleo nos EUA fechou em queda de 13,1%, a US$ 68,15 dólares o barril. Foi a maior queda diária desde abril de 2020. Covid: o que se sabe sobre nova variante detectada na África do Sul OMS declara a B.1.1.529 como 'variante de preocupação' e dá o nome de 'ômicron' Na Ásia, os mercados refletiram a tendência e Tóquio fechou em baixa queda de 2,53%. Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 0,74%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,56%. As ações das companhias aéreas lideraram a queda generalizada nos mercados depois da suspensão pela União Europeia de voos da África do Sul por causa de receios com a nova variante do coronavírus. Uma nova variante da covid-19, identificada como B.1.1.529, foi detectada na África do Sul e parece ser muito contagiosa, segundo os cientistas, que ainda não sabem se as vacinas que são aplicadas são eficazes contra esta mutação do vírus. O Reino Unido, os EUA e a União Europeia estão entre aqueles que impuseram restrições de viagens a países do sul da África. Descoberta de nova variante faz Reino Unido restringir viagens à África