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O CadÚnico é o principal instrumento para a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Cadastro Único (CadÚnico) é o principal instrumento do governo para a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de dar direito ao Auxílio Emergencial e, futuramente, ao Auxílio Brasil (que substituirá o Bolsa Família). Auxílio Brasil: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Estar no Cadastro Único, porém, não significa a entrada automática nesses programas, pois cada um deles tem suas regras específicas. Mas é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. Podem se inscrever no Cadastro Único: Famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 550); Famílias com renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.300); Famílias com renda maior que três salários mínimos, desde que o cadastramento esteja vinculado à inclusão em programas sociais nas três esferas do governo; Pessoas que moram sozinhas - constituem as chamadas famílias unipessoais; Pessoas que vivem em situação de rua — sozinhas ou com a família. Como se inscrever no Cadastro Único A inscrição no Cadastro Único é realizada somente de forma presencial. O cidadão deve verificar onde é feito o procedimento na cidade onde mora. Normalmente, esse atendimento é feito nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em postos de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família das prefeituras. Veja o passo a passo: 1. Procure um CRAS ou posto do Cadastro Único Se a família não está registrada no Cadastro Único, ela deve verificar onde é feito o Cadastro Único na cidade onde ela mora. As prefeituras normalmente fazem cadastramento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em um posto de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família. No CRAS, é possível se informar sobre onde cadastramento é feito, caso o próprio CRAS não faça a entrevista. Existem casos em que é necessário agendar o atendimento por meio de uma central de atendimento. De toda forma, por meio do CRAS, o cidadão saberá quais os passos ele deverá realizar para fazer a sua entrevista. 2. Documentação necessária A pessoa que fará o cadastramento da família deve ter pelo menos 16 anos, ter CPF ou título de eleitor e ser, preferencialmente, mulher. Essa pessoa, para o Cadastro Único, é chamada de responsável familiar. É necessário que ela leve seu CPF ou título de eleitor e também apresente pelo menos um documento dos seguintes documentos para cada pessoa da família: Certidão de Nascimento; Certidão de Casamento; CPF; Carteira de Identidade – RG; Carteira de Trabalho; Título de Eleitor; Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) – somente se a pessoa for indígena. Os responsáveis por famílias indígenas ou quilombolas não precisam apresentar o CPF ou título de eleitor caso não tenham, mas devem levar outro documento de identificação entre os listados acima. Pessoas sem documentação ou sem registro civil podem se inscrever no Cadastro Único, mas não poderão ter acesso a programas sociais até que possuam a documentação necessária. 3. Entrevista de cadastramento Ao procurar o atendimento do Cadastro Único, seja no CRAS ou em um posto do Cadastro Único, a etapa mais importante que o responsável familiar deve realizar é a entrevista do Cadastro Único. Um entrevistador social, que é um funcionário da prefeitura, fará perguntas sobre vários aspectos da realidade da família: quem faz parte da família, características do domicílio, despesas, se há pessoas com deficiência na família, grau de escolaridade dos integrantes, características de trabalho e remuneração dos integrantes da família e se a família é indígena ou quilombola. Essa entrevista pode ser registrada em um formulário específico em papel ou no Sistema de Cadastro Único, diretamente no computador. Em qualquer uma dessas situações, o entrevistador deve solicitar a assinatura do Responsável Familiar no formulário preenchido ou impresso e entregar um comprovante de cadastramento. 4. Confirmação do cadastramento: atribuição do NIS Ao inserir os dados da família no Sistema de Cadastro Único pela primeira vez, o sistema fará checagens para verificar se as pessoas da família já possuem um NIS, e se não tiverem, será atribuído um NIS a elas. O NIS é o Número de Identificação Social. Esse processo pode demorar até 48 horas e tem como objetivo garantir que cada pessoa cadastrada é única. Apenas pessoas que têm o NIS atribuído podem participar de programas sociais. 5. Atualização dos dados Quando a família se inscreve no Cadastro Único, ela se compromete a atualizar os dados sempre que há uma mudança nas características da família ou mudança de domicílio ou, no máximo, a cada dois anos. Nesse caso, o próprio cidadão busca espontaneamente um CRAS ou posto do Cadastro Único para atualizar seus dados. Mas o poder público, por meio do governo federal ou municipal também pode convocar as famílias, por meio de cartas, extratos ou telefonemas, a fazer a atualização. Anualmente, o governo federal realiza a ação de revisão cadastral, no qual as famílias com dados desatualizados são chamadas para atualizar seus cadastros. Caso as famílias fiquem mais de 4 anos sem atualizar os dados, seus registros podem ser excluídos do Cadastro Único. A família pode ainda ser convocada a fazer a averiguação cadastral. Nesse processo, os dados dos integrantes da família passam por processos de verificação, em que são comparados com informações de outras bases de dados, como registros de trabalho formal ou de benefícios da previdência social. Caso seja identificada uma inconsistência, as famílias são chamadas para atualizar seus cadastros. Caso não atualizem, pode ter seus dados excluídos do Cadastro Único ao final do processo e perder benefícios sociais. 6. Consulta aos dados do Cadastro Único Para saber se a família está cadastrada ou não e se precisa atualizar o cadastro, uma pessoa da família pode checar a situação do seu registro por meio do aplicativo Meu CadÚnico, que permite que o cidadão cadastrado no Cadastro Único acesse os próprios dados e de sua família e possibilita a impressão de comprovante de cadastramento. Também permite saber se o cadastro da família está desatualizado ou se está incluído em algum processo de averiguação cadastral, o que exige nova atualização. As pessoas podem denunciar casos em que o setor do Cadastro Único não queira fazer o cadastramento, entrando em contato com a Ouvidoria do Ministério da Cidadania, pelo telefone 121. Importância de manter os cadastros atualizados Saiba a importância do Cadastro Único e como mantê-lo atualizado Os beneficiários devem fazer a atualização cadastral do CadÚnico a cada 2 anos no máximo, mesmo que não haja alterações de dados. O governo recomenda ainda que a atualização cadastral seja contínua, sempre que houver alteração nas informações específicas da família, como composição familiar (nascimento, morte ou saída de alguém da casa), endereço, renda, documentação do responsável familiar ou mudança de escola das crianças e adolescentes. De acordo com o Ministério da Cidadania, devido à pandemia, a coleta de dados para inclusão e atualização das informações no Cadastro Único pode ser feita por telefone, meio eletrônico ou de forma presencial. A organização desse procedimento é de responsabilidade dos municípios. Normalmente, o atendimento é realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou em postos de atendimento do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família nos municípios. É possível verificar os endereços do CRAS de cada município no link https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mops/. O Ministério da Cidadania informa que há a orientação para os municípios desenvolverem estratégias de busca ativa para o cadastramento e a atualização cadastral da população mais vulnerável. O governo faz anualmente a averiguação cadastral para verificar possíveis inconsistências de informações identificadas a partir do cruzamento do Cadastro Único com outras bases de dados do governo.

Recebem os nascidos em fevereiro fora do Bolsa, e os beneficiários do programa com NIS encerrado em 4. A Caixa Econômica Federal (Caixa) paga nesta quinta-feira (21) a sétima e última parcela do Auxílio Emergencial para mais um grupo de beneficiários. Desta vez, recebem os trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em fevereiro. Também recebem os beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 4. Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 7ª parcela nesta quinta serão liberados em 3º de novembro. Já quem é do Bolsa recebe os recursos da mesma forma que o benefício original. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ RECEBEM A SÉTIMA PARCELA NESTA QUINTA-FEIRA: beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 4 trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em fevereiro Calendários de pagamento BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1

Bolsa Família, que completaria 18 anos, foi revogado por Medida Provisória e muitas dúvidas ainda pairam sobre o novo Auxílio Brasil. Beneficiários criticam falta de clareza na comunicação do governo. Ariana, Arlete e Sabrina, mães e beneficiárias do Bolsa Família, se dizem inseguras com mudança do programa e criticam a falta de clareza do governo na comunicação do novo Auxílio Brasil Arquivo Pessoal Ariana Flores Martins tem 35 anos e cria sozinha quatro filhos, com idades entre 12 e 18 anos, na Fazenda da Juta, favela localizada na região de Sapopemba, no Sudeste da capital paulista. Beneficiária do Bolsa Família há 12 anos, ela conta atualmente com uma renda de pouco mais de R$ 600 por mês para sustentar sua família de cinco pessoas. Desse valor, R$ 375 vêm do Auxílio Emergencial, pouco superior aos R$ 325 a que ela tinha direito pelo Bolsa Família, antes da pandemia — pelas regras do auxílio, os benefícios não podem ser acumulados e fica em vigor apenas o mais alto deles. Auxílio Brasil 'permanente' terá reajuste de 20% e chegará a R$ 400 com 'benefício transitório' até 2022, diz ministro Guedes confirma auxílio de R$ 400 até 2022 e diz que estuda forma de alterar teto de gastos Outros cerca de R$ 250 ela consegue vendendo balas nas ruas com a ajuda de um dos filhos. "Com o dinheiro do Bolsa Família, eu pago aluguel, e com o dinheiro das balas, compro as coisas dentro de casa", conta Ariana, que já trabalhou como auxiliar de limpeza, mas tem dificuldade para encontrar emprego por não saber ler, nem escrever. Durante a pandemia, ela contou com a doação de cestas básicas, mas nos últimos meses essa ajuda não tem mais vindo. Sem gás em casa, está cozinhando na casa da vizinha. "Ainda bem que Deus colocou uma vizinha boa aqui para me ajudar", diz a mãe de família. Ariana não sabe ao certo, porém, se continuará contando com a ajuda dos programas de transferência de renda do governo federal, já que o Auxílio Emergencial se encerra ao fim de outubro e ainda não há clareza sobre como se dará a implementação do Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família a partir de novembro. "Tenho muitas dúvidas. Não sei qual vai ser a quantia, se vão tirar ou por a mais, se vai ser para mais ou menos gente", afirma. "Se você tem um emprego fixo, que dá para você manter sua casa, o aluguel, a alimentação, dá para segurar. Mas se você trabalha sozinha na rua, às vezes tem renda, às vezes não. Esse mês, por exemplo, eu não tenho conseguido trabalhar, porque tem sido só chuva. Eles não falam direito como vai ser e deixam as famílias inseguras, porque às vezes é a única renda que temos." O Bolsa Família completaria 18 anos nesta quarta-feira (20/10), mas foi revogado pela Medida Provisória que criou o Auxílio Brasil (MP 1.061/2021), publicada no Diário Oficial da União em 10 de agosto. A MP passa a valer imediatamente, mas ainda terá que ser votada pelo Congresso em até 120 dias para que o novo programa se torne definitivo. O Auxílio Brasil é a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de imprimir uma marca própria na assistência social, apagando — às vésperas das eleições de 2022 — o nome fortemente associado às gestões petistas. Novo programa, muitas dúvidas Nesta quarta-feira, o ministro da Cidadania, João Roma, fez uma declaração à imprensa sobre o novo Auxílio Brasil, um dia após Bolsonaro cancelar de última hora um evento sobre o mesmo tema. A declaração do ministro, no entanto, deixou no ar muitas dúvidas sobre o futuro do novo programa de renda voltado aos brasileiros mais vulneráveis. Segundo Roma, haverá um reajuste linear de 20% em todos os benefícios do antigo Bolsa Família. Esses benefícios, segundo ele, têm valores que variam de menos de R$ 100 até mais de R$ 500, dependendo da composição de cada família. O reajuste será aplicado a partir de novembro, com caráter permanente, e o governo espera zerar a fila do Bolsa Família até dezembro deste ano, levando o Auxílio Brasil para 17 milhões de famílias. O número é maior do que as 14,6 milhões de famílias contempladas pelo Bolsa Família atualmente, segundo Roma. Mas é menor que as 39,3 milhões de famílias que receberam o Auxílio Emergencial em 2021 até o mês de julho, segundo dados do próprio governo federal. Bolsa Família, que completaria 18 anos nesta quarta-feira (20/10), foi revogado por Medida Provisória RAFAEL LAMPERT ZART/AGÊNCIA BRASIL Ainda conforme o ministro, em caráter transitório, até dezembro de 2022 — ano de eleições presidenciais —, Bolsonaro determinou que nenhuma família deve receber menos de R$ 400. A forma de financiar esse valor durante os próximos 14 meses, no entanto, não está clara. Roma disse que o governo trabalha para que isso seja feito "dentro das regras fiscais", sem a necessidade de utilização de créditos extraordinários. A declaração foi dada após uma forte reação negativa dos mercados à perspectiva de que parte do auxílio seja financiada com recursos fora do teto de gastos, regra que limita o crescimento da despesa do governo à inflação. No fim da tarde, no entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar na possibilidade de furar o teto de gastos em R$ 30 bilhões para bancar o novo Auxílio Brasil. Ou seja, a dúvida sobre como o novo programa será financiado permanece. E também o futuro da assistência social no Brasil depois de 2023, quando as eleições tiverem passado. 'Estabilidade é fundamental' Leandro Ferreira, especialista em gestão de políticas públicas e presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, considera a indefinição do governo quanto ao futuro da principal política social do país um desrespeito com a parcela mais vulnerável da população. "Da mesma forma como os mercados financeiros gostam de previsibilidade, os mais vulneráveis também gostam. Eles querem saber se vão ter os recursos necessários para atender suas necessidades", diz Ferreira. "Estabilidade é fundamental, quando se trata de economia, seja a economia dos mais ricos ou a dos mais pobres." Segundo o especialista em políticas públicas, desde quando o Auxílio Emergencial começou a ser discutido, no início da pandemia, já se sabia que seria necessário repensar o futuro do Bolsa Família. "Deixar para a última hora, com duas semanas para terminar o Auxílio Emergencial, e não fazer essa discussão publicamente, impossibilitando o debate técnico, é muito ruim para o conjunto das políticas públicas do país", lamenta. Complicando o que era simples Para Naercio Menezes Filho, coordenador da Cátedra Ruth Cardoso e pesquisador do Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper, se por um lado é positivo que o governo tenha a intenção de dar continuidade à política de transferência de renda, com foco nas crianças e aumentando o valor do benefício, por outro lado, o Auxílio Brasil tem problemas de desenho. O ministro da Cidadania, João Roma, durante declaração à imprensa sobre o novo Auxílio Brasil REPRODUÇÃO/YOUTUBE O principal deles é sua complexidade. O programa traz dentro dele nove benefícios diferentes: Benefício Primeira Infância; Benefício de Composição Familiar; Benefício de Superação da Extrema Pobreza; Auxílio Esporte Escolar; Bolsa de Iniciação Científica Junior; Auxílio Criança Cidadã; Auxílio Inclusão Produtiva Rural; Auxílio Inclusão Produtiva Urbana e Benefício Compensatório de Transição. "São vários penduricalhos, que acabam desvirtuando a essência do programa e usando recursos que poderiam ser destinados diretamente ao pagamento da transferência", considera Menezes Filho. O presidente da Rede Brasileira de Renda Básica tem a mesma avaliação. "O principal problema do novo programa é tornar a assistência muito mais complexa do que era o Bolsa Família, com diversas categorias de benefícios que ninguém sabe se vai ser capaz de atender para se tornar elegível", diz Ferreira. "Não é que não seja importante criar incentivos ao esporte ou à iniciação científica, mas vincular isso à proteção social gera um excesso de instrumentos que pode complicar algo que era simples e já bem conhecido da população e da comunidade técnica." Para Ferreira, outro problema do novo programa é que ele desmonta a estrutura de monitoramento social vinculada ao Cadastro Único, instrumento que hoje permite o acesso do beneficiário a diferentes programas sociais. Já Menezes Filho avalia que a opção do governo de centrar o acesso dos usuários ao novo programa no aplicativo, a exemplo do que foi feito no auxílio emergencial, pode dar maior agilidade à política de transferência de renda. Ambos concordam, porém, que teria sido muito mais fácil melhorar o Bolsa Família, em vez de criar todo um novo programa do zero. "O que precisaria fazer era acabar com a fila, aumentar o valor e usar o aplicativo. Não precisava de novo projeto de lei, mudar o nome, nada disso, eram só ajustes operacionais", defende o professor do Insper. 'Sei lá se vai dar certo' Enquanto o governo busca uma solução para financiar o novo programa, as incertezas dos beneficiários permanecem. "A gente tem muitas dúvidas. Sei lá se esse novo programa vai dar certo ou não, se muita gente pode ficar de fora depois que mudar. Tenho muita dúvida mesmo", diz Arlete Vitório, de 56 anos e também moradora da Fazenda da Juta, na região Sudeste de São Paulo. Mãe de um menino com problemas de saúde, cujos cuidados dificultam a ela voltar ao mercado de trabalho, Arlete vive atualmente apenas com a renda de R$ 375 do Auxílio Emergencial e alguma ajuda de seus irmãos. Antes do auxílio, recebia R$ 164 do Bolsa Família. Segundo ela, não saber o futuro do Bolsa Família gera muita insegurança. "Pouco ou muito, você sabe que vai receber, depois que começar a mudar, eu não sei mais de nada", afirma. "Cada hora eles falam uma coisa. Deveria ter uma explicação bem melhor e certa, que eles falem e seja aquilo, porque cada hora eles mudam de plano, mudam de opinião. Tinha que ser uma coisa mais sensata, porque as pessoas estão precisando muito", opina a dona de casa. Sabrina Viana de Souza, de 22 anos e moradora do município de Caucaia, no Ceará, compartilha da mesma opinião. Ela é mãe de um menino de 1 ano e 7 meses e vive com cerca de R$ 400, sendo R$ 250 do Auxílio Emergencial e o resto da venda de trufas. Antes do auxílio, com o Bolsa Família, recebia do programa R$ 130. "Eu ainda não sei como vai funcionar essa mudança. A gente fica pensando: se diminuir, se aumentar, se acabar, pode prejudicar a gente de alguma forma", afirma. "O dinheiro [do auxílio] vai todo para as coisas do bebê, com as trufas compramos os alimentos, só com elas seria muito pouco." "Eles tinham que explicar melhor, detalhadamente, porque mesmo eles falando, a gente não consegue entender como vai ser realmente. Deixa muito a desejar o jeito que eles falam."

Em relação ao trimestre anterior, houve avanço de 1,9%. Refinaria de petróleo da Petrobras é vista na cidade de Paulínia, em São Paulo Denny Cesare/Código19/Estadão Conteúdo A produção de petróleo e LGN da Petrobras somou 2,269 milhões de barris por dia (bpd) entre julho e setembro — queda de 4% na comparação com o mesmo período de 2020 e avanço de 1,9% ante o trimestre anterior, informou a companhia nesta quarta-feira (20), em seu relatório de produção. Ao mesmo tempo que realiza um amplo processo de desinvestimento de campos de menor produção e enfrenta declínio natural em ativos maduros em terra e no pós-sal, a petroleira também tem avançando na produção nas suas áreas mais prolíficas, com o pré-sal puxando o volume para cima. Gasolina sobe 3,3% em uma semana e chega a custar R$ 7,49 o litro, segundo a ANP Por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso Por que o preço do petróleo está disparando no mundo todo? O aumento da produção na comparação mensal, segundo a Petrobras, foi devido principalmente à entrada em operação em agosto do FPSO Carioca, no campo de Sépia, e à maior média de produção no trimestre do FPSO P-70, no campo de Atapu, que atingiu a capacidade máxima no início de julho. "Tanto Sépia como Atapu estão localizados no pré-sal da Bacia de Santos, que vem se consolidando como uma área excepcional com grandes reservas, baixo risco e custos competitivos", disse a petroleira, em nota à imprensa. No pré-sal, a produção de petróleo da companhia somou 1,673 milhão de bpd, alta de 1,3% versus o mesmo período do ano passado e avanço de 3,3% ante o segundo trimestre. A produção total de petróleo e gás natural, por sua vez, somou 2,83 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (boe/d) entre julho e setembro, queda de 4,1% ante um ano antes. Do total, a produção da Petrobras no pré-sal totalizou 2,01 milhões de boe/d no terceiro trimestre, representando 71% da produção total da companhia. Preço do petróleo no mercado internacional atinge maior patamar dos últimos três anos Comercialização de derivados As vendas de derivados neste trimestre alcançaram volumes de 1,9 milhão de bpd, alta 10,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2020 e avanço de 10,6 na comparação com o trimestre anterior, com aumento na comercialização de todos os produtos, destacando-se o crescimento da gasolina, do diesel e do QAV. "A produção de derivados nas refinarias também subiu 11% no mesmo período devido à maior demanda do mercado interno e maior disponibilidade das unidades de refino com a conclusão de paradas programadas de manutenção concentradas no trimestre anterior", disse a Petrobras. "Na comparação do segundo e do terceiro trimestre, o fator de utilização das refinarias aumentou de 75% para 85%." As vendas de diesel - combustível mais comercializado do país - entre julho e setembro somaram 867 mil bpd, alta de 15,8% na comparação com o mesmo período do ano passado e avanço de 6,4% ante o segundo trimestre. Exportações de petróleo Já as exportações de petróleo somaram 604 mil bpd no terceiro trimestre, queda de mais de 18% tanto na comparação anual quanto na mensal, diante de uma maior carga nas refinarias, à retomada da capacidade de refino após as paradas programadas e ao crescimento do mercado no trimestre.

Novo valor do Auxílio Brasil foi anunciado nesta quarta, mas fuga ao teto causou divergências no governo. Guedes diz que opções são rever regra ou criar 'licença para gastar' com programa. Ministro Paulo Guedes participa de evento por videoconferência Murilo Moser/Divulgação O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quarta-feira (20) que o governo pagará R$ 400 de Auxílio Brasil até dezembro de 2022 – mas disse que ainda estuda a forma de alterar o teto de gastos para pagar o benefício. "Estamos passando de 14 milhões para 17 milhões de famílias e ao mesmo tempo indo para R$ 400. Nenhuma família vai receber menos que os R$ 400", afirmou Guedes durante evento promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). "É um enorme esforço fiscal, e o que nós temos discutido aqui é como é que nós podemos fazer isso dentro de toda a estrutura fiscal que nós temos hoje", ponderou. O programa, que vai substituir o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, começa a ser pago em novembro, conforme já tinha anunciado mais cedo o ministro da Cidadania, João Roma. Ministro da Cidadania diz que auxílio emergencial acaba em outubro Teto de gastos Segundo Guedes, há duas alternativas em estudo para viabilizar o pagamento do benefício: rever o teto de gastos, acabando com o descasamento existente entre as correções do teto e das despesas obrigatórias. Com isso, o governo poderia abrir espaço fiscal no Orçamento de 2022. excepcionalizar a parcela do auxílio que não cabe no teto, ou seja, deixar esse montante fora da regra fiscal. Essa licença para "furar" o teto seria limitada a pouco mais de R$ 30 bilhões em 2022, segundo o ministro. "Os salários seguem um índice, e o teto de gastos segue outro índice. Estávamos estudando se faríamos uma sincronização dessas despesas – isso seria uma antecipação da revisão do teto de gastos, que está para 2026. Ou se, ao contrário, mantém [o teto], mas por outro lado pede um 'waiver', uma licença para gastar com essa camada temporária de proteção", disse Guedes. "Como queremos aumentar essa camada de proteção, pediríamos que isso viesse um pouco como 'waiver' para atenuar impacto socioeconômico da pandemia. Estamos ainda finalizando, vendo se conseguimos compatibilizar isso, mas o importante é que o déficit continua caindo", completou. Valdo: Auxílio-Brasil é uma ‘pegadinha’ e governo irá furar teto de gastos O ministro ressaltou, ainda, que a decisão sobre como alterar o teto será política. "Qualquer que seja a solução, é uma solução política. Do ponto de vista técnico, nós oferecemos a nossa contribuição que é Precatórios mais IR, que é o bolsa de R$ 300, dentro do teto, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa é a resposta técnica ao desafio, mas quem tem voto é a política. E não vai ser nem a primeira nem a última vez que a Economia é só um olhar técnico dentro de um cenário um pouco mais amplo", disse Paulo Guedes. Governo 'popular' Durante a explicação, Guedes afirmou que o governo Jair Bolsonaro quer ser "reformista e popular", mas rejeitou a ideia de que ampliar benefícios sociais à custa do teto de gastos seja uma ação populista. "É natural também que tenha a turma com olhar econômico, mais rígido, mais duro, de responsabilidade fiscal, de proteção da gerações futuras. Nós precisamos desse olhar e desse equilíbrio", disse. "Nós somos um governo reformista, queremos fazer as reformas, reforma do Imposto de Renda, a reforma tributária mais ampla, a reforma administrativa, as reformas de privatizações como Correios e Eletrobrás. Nós queremos ser um governo reformista e popular, e não um governo populista. Os governos populistas estão desgraçando seus povos na América Latina. Nós somos um governo que tem o objetivo de ser reformista e popular, e não um governo populista" Em outra transmissão ao vivo na noite desta quarta-feira (20), Guedes descreveu como “natural” a motivação do presidente Jair Bolsonaro e da ala política do governo em pressionar a Economia pelo aumento do valor do benefício nas semanas anteriores ao último pagamento do Auxílio Emergencial. “Como não foi aprovada no Senado [a reforma do IR], é natural que o governo fique impaciente”, afirmou. “Agora, a forma de fazer isso é a política que decide. A economia já deu a sua sugestão. O presidente pediu um pouco mais, nós temos que ajudar a viabilizar isso dentro do arcabouço fiscal. Ah... [suspira], a forma de viabilizar é com auxílio temporário”, concluiu. Reforma do IR Ainda no evento, Guedes lamentou o fato de o Senado ainda não ter votado a reforma do Imposto de Renda. O texto cria uma tributação sobre dividendos, e o governo pretendia usar essa arrecadação para financiar o novo programa social. "Não tem fonte para que seja permanente [os R$ 400], então uma parte é permanente [reajuste de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família], outra parte é transitória [o que restar para chegar nos R$ 400]. Estávamos contando com o Imposto de Renda, não progrediu no Senado, ficamos sem fonte", afirmou o ministro. Na transmissão ao vivo realizada na noite desta quarta (20), o ministro defendeu que o caráter transitório do aumento permitiu que o governo elevasse o valor do benefício. Isto é, sem a reforma do IR, e considerando que a arrecadação com tributos federais ficou acima do previsto, Guedes avaliou que faz sentido para o governo promover uma elevação temporária. “Sendo transitória, ou seja, dispensando essa fonte [a reforma do IR], podemos contar com o próprio aumento de arrecadação, porque não é um programa permanente. Então é natural que, em vez de R$ 300, o governo fale: ‘bom, então vou gastar R$ 400, vou gastar mais um pouco, já que a arrecadação subiu”, defendeu. O ministro afirmou também que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), prometeu ao governo que a PEC dos Precatórios será prioridade na Casa após o encerramento da CPI da pandemia. “Temos já o compromisso do presidente do Senado de que ele vai mergulhar nisso e que em 10 dias ele deve... Estão agora finalizando a CPI do Covid, e dispara imediatamente como prioridade a PEC dos Precatórios. E aí, pronto, tiramos isso da frente”, disse. Inflação O ministro disse que a alta da inflação justifica um auxílio de R$ 400, ao invés dos R$ 300 pensados anteriormente. "Agora, percebendo esse impacto que está acontecendo no mundo inteiro [inflação], comida e energia subindo no mundo inteiro, estamos lançando então essa fonte transitória até o final do ano que vem para que nos ajude então para que todas as famílias tenham a proteção dos 400 reais", relatou Guedes. O ministro negou que a medida seja populista. "Somos um governo reformista e popular, e não um governo populista." Por fim, ressaltou que o importante é que o mais frágeis estarão protegidos e que a trajetória de consolidação fiscal continua, com o governo seguindo lutando pelas reformas estruturantes. O ministro disse ainda que a alta da inflação, por ser transitória, justifica um auxílio de R$ 400, ao invés dos R$ 300 pensados anteriormente. “Já que ele [o aumento] é transitório, ele tem que abordar esse problema transitório também. Temporariamente o preço de comida e energia subiram muito como efeito colateral dessa crise pandêmica. Então botamos R$ 400”, afirmou Guedes.
Em vídeo, g1 explica como funciona o sistema financeiro aberto, em que bancos podem acessar informações dos clientes de outras instituições. Open Banking (ou Sistema Financeiro Aberto) é um sistema de compartilhamento de dados financeiros de forma padronizada. SAIBA TUDO SOBRE O OPEN BANKING Para quem é bom pagador, o novo sistema pode trazer vantagens, ajudando a reduzir taxas de juros e o consumidor a conseguir melhores ofertas de crédito, entre outros. Assista ao vídeo abaixo para entender o sistema, riscos e o que você pode ganhar com isso. Open Banking: veja quais dados podem ser compartilhados e quem pode ver

A partir de novembro, governo pretende colocar em funcionamento o Auxílio Brasil, que vai substituir o Bolsa Família. Ministro da Cidadania diz que auxílio emergencial acaba em outubro Criado em 2020 para ajudar os trabalhadores prejudicados pela pandemia, o Auxílio Emergencial encerra em outubro e não será prorrogado, confirmou nesta quarta-feira (20) o ministro da Cidadania, João Roma. "O auxílio emergencial será finalizado em outubro, este mês será o pagamento da última parcela do auxílio", afirmou. Roma lembrou que o programa, lançado em abril de 2020 distribuiu cerca de R$ 359 bilhões entre 2020 e 2021 nas duas etapas do auxílio: nove parcelas no ano passado, e sete este ano, de abril a outubro. "Desta maneira, estamos chegando agora no mês de outubro ao final do auxílio emergencial", disse o ministro. SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Segundo Roma, a partir de novembro terá início o Auxílio Brasil – que vai substituir o Bolsa Família e elevar o valor pago aos beneficiários. De acordo com as explicações do ministro, o reajuste de 20% será aplicado em relação aos valores que as famílias já recebem no Bolsa Família. Já as famílias do Cadastro Único que estão nas faixas de pobreza e pobreza extrema terão garantidos um benefício mínimo de R$ 400, afirmou. Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1 Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1
João Roma confirmou que novo Bolsa Família entra em vigor em novembro com R$ 400 mensais, mas não explicou de onde virá recurso. Área econômica tenta frear rombo no teto de gastos. Auxílio Brasil 'permanente' terá reajuste de 20% e chegará a R$ 400 com 'benefício transitório' até 2022 O ministro da Cidadania, João Roma, anunciou nesta quarta-feira (20) que o Auxílio Brasil terá um reajuste permanente de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família. O programa, que vai substituir o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, começa a ser pago em novembro. Ainda de acordo com o ministro, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, será criado um "benefício transitório" para que as famílias recebam, até o fim de 2022, pelo menos R$ 400 mensais. João Roma não detalhou de onde virá o dinheiro no pronunciamento à imprensa, e não respondeu a perguntas dos jornalistas. De acordo com as explicações do ministro, o reajuste permanente de 20% será aplicado em relação aos valores que as famílias já recebem no Bolsa Família. Governo anuncia Auxílio Brasil de R$ 400 a partir de novembro, mas não revela a fonte do dinheiro "O programa permanente que é o Auxílio Brasil, que sucede o Bolsa Família, ele tem um tíquete médio. O valor do benefício varia de acordo com a composição de cada família. Existem famílias que estão recebendo até menos de R$ 100, e outras que recebem até mais de R$ 500", pontuou Roma. "Esse programa terá um reajuste de 20%. É um programa que é permanente e seguirá 2021, 2022, 2023 e assim sucessivamente. Isso chama-se despesas permanentes do governo, e é um programa que está estruturado para que avance cada vez mais, com políticas integradas, para atender a esses brasileiros mais necessitados", seguiu. Segundo Roma, o Bolsa Família é pago atualmente a cerca de 14,7 milhões de famílias, com previsão de chegar a 17 milhões na transição para o Auxílio Brasil. O ministro disse que a atual fila do Bolsa Família será zerada em dezembro. Em busca dos R$ 400 Além dessa fórmula permanente, João Roma explicou que o governo quer pagar, entre novembro deste ano e dezembro de 2022, um "benefício transitório" para que cada família receba, no mínimo, R$ 400 mensais. "Estamos estruturando um benefício transitório que funcionaria até dezembro do próximo ano e teria por finalidade equalizar o pagamento desses benefícios, para que nenhuma destas famílias beneficiárias recebam menos de R$ 400", explicou. A intenção inicial do governo era anunciar o formato do Auxílio Brasil nesta terça (19), mas o Palácio do Planalto adiou o compromisso em razão das reações negativas do mercado financeiro à proposta. Entenda no vídeo abaixo: Planalto adia anúncio de Auxílio Brasil após reação negativa "Isso que estamos tratando internamente no governo e também junto com o Congresso Nacional para que com a aprovação da PEC que o relator deputado Hugo Motta tudo isso seja viabilizado dentro das regras fiscais", prosseguiu João Roma. O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) é relator da proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que prevê um adiamento de parte das dívidas judiciais do governo federal que têm pagamento previsto para 2022. O governo Jair Bolsonaro pediu autorização do Congresso para postergar essas dívidas e, com isso, abrir espaço no Orçamento de 2022 para pagar os valores adicionais do Auxílio Brasil. A PEC dos Precatórios, no entanto, ainda não foi aprovada. “Não estamos aventando que o pagamento desses benefícios se dê através de créditos extraordinários. Estamos buscando dentro do governo todas as possibilidades para que o atendimento desses brasileiros necessitados siga de mãos dadas com a responsabilidade fiscal. E é sobre isso que nós estamos debruçados, trabalhando, tratando de detalhes para que possamos sim ofertar uma solução para esses brasileiros", afirmou João Roma sobre esse tema. O governo Jair Bolsonaro já enviou ao Congresso, em agosto, a medida provisória que cria o Auxílio Brasil em substituição ao Bolsa Família. O texto, no entanto, não indicava valores, fontes de recursos e nem prazos para o pagamento do novo auxílio. Nesta terça, enquanto a equipe econômica do governo tentava buscar saídas para encaixar os R$ 400 no orçamento de 2022, o relator da MP, deputado Marcelo Aro (PP-MG), anunciou que não aceitaria incluir o "benefício transitório" no texto da medida provisória. Veja abaixo: Relator da MP do Auxílio Brasil quer programa como ‘política de estado e não temporária pensando nas eleições de 2022’ Com esse posicionamento de Marcelo Aro, o governo trabalha agora para tentar incluir o "benefício transitório" de complementação do Auxílio Brasil na própria PEC dos Precatórios – para evitar que o tema precise tramitar em um novo projeto. Essa inclusão, no entanto, ainda não foi anunciada oficialmente. Ao criar um complemento temporário, o governo tenta driblar a necessidade de indicar uma fonte permanente de recursos. Se o formato anunciado por João Roma for concretizado, o governo Bolsonaro só precisará indicar uma fonte permanente para o reajuste de 20%, e não, para a complementação. Entenda mais sobre essa tentativa de driblar o teto de gastos no vídeo abaixo: Auxílio Brasil: Entenda como governo planeja driblar teto de gastos Desgaste na área econômica O blog da jornalista Ana Flor no g1 informou nesta quarta que a engenharia desse novo auxílio foi desenhada dentro do Palácio do Planalto, e não pela área econômica. A avaliação no governo é de que o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores ganham um trunfo eleitoral para a campanha do ano que vem, mas deixam o desgaste para o próximo governo, que terá a responsabilidade de criar recursos ou retornar ao Bolsa Família como é hoje. Assim que chegou de Washington (EUA) no fim de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes foi chamado pelo presidente e auxiliares para apresentar as bases do novo programa, que atende a um desejo antigo de Bolsonaro. Guedes foi avisado de que há muitas resistências ao projeto de reforma do Imposto de Renda, em especial à taxação de dividendos – e que não se podia contar com aqueles recursos para o novo programa social. Sem as mudanças permanentes na arrecadação via taxação de dividendos, Guedes afirmou que não havia como garantir a criação de um novo programa social permanente e com repasses maiores.
Projeto que prorroga a desoneração até 2026 deve ser votado na CCJ da Câmara e pode ir direto para o Senado. Texto contempla os 17 setores da economia que mais empregam no país. O relator do projeto da desoneração da folha de pagamento das empresas, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), disse no plenário da Câmara nesta terça-feira (19) que, se o texto não for aprovado, 3 milhões podem perder o emprego no ano que vem. A desoneração acabaria no fim de 2021. O projeto em tramitação na Câmara estipula a prorrogação até 2026. O texto permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. A desoneração contempla os 17 setores da economia que mais empregam no país, como: as indústrias têxtil, de calçados, máquinas e equipamentos e proteína animal, construção civil, comunicação e transporte rodoviário. Esses setores, atualmente, empregam cerca de 6 milhões de trabalhadores. O texto precisa ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pode ir direto ao Senado se não houver recurso para análise no plenário. "Essa proposta inicialmente contempla 17 setores da economia de nosso país, responsáveis pela geração direta da cerca de 6 milhões de empregos. Se nós não prorrogarmos a desoneração da folha, nós poderemos ter já a partir de 2022 mais de 3 milhões de desempregados", afirmou o relator. VÍDEOS: veja mais notícias de política
Petrobras informou que não conseguirá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro. Distribuidoras afirmam que diferença atual entre os preços internacionais e os praticados pela estatal desestimulam importação e podem deixar gasolina e diesel mais caros. Após a Petrobras ter confirmado que não conseguirá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, distribuidoras e agentes do mercado passaram a alertar para o risco de desabastecimento de gasolina e diesel no país. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíeis (ANP) afirma que não vê indicação de desabastecimento "nesse momento" e que "adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos". Analistas e representantes do setor afirmam que há, sim, um risco potencial desabastecimento e de preços ainda mais caros nas bombas, uma vez que o Brasil não produz o volume de combustíveis necessário para abastecer o país, dependendo de importações, e que a atual política de preços praticada pela Petrobras desestimula a importação de combustíveis por agentes privados, uma vez que os preços no mercado internacional estão mais caros que no mercado doméstico. LEIA TAMBÉM: Gasolina sobe 3,3% em uma semana e chega a custar R$ 7,49 o litro, segundo a ANP Por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso Gasolina nas alturas: até quando o preço do combustível vai subir? Por que o preço do petróleo está disparando no mundo todo? ANP nega desabastecimento de combustíveis após Petrobras avisar que não vai atender demanda em novembro Entenda o que está em jogo e o que pode afetar os preços de combustíveis e o abastecimento: Qual é o risco? O risco é que a demanda por combustíveis nos próximos meses supere em alguma medida a capacidade de produção da Petrobras e da oferta das distribuidoras, provocando um desequilíbrio no mercado. Em comunicado, a Petrobras afirmou que recebeu uma "demanda atípica" de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los. A estatal destacou, no entanto, que está maximizando sua produção e entregas, "operando com elevada utilização de suas refinarias". A Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom – que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis – disse que, em alguns casos, os cortes cortes unilaterais da Petrobras chegaram a mais de 50% do volume solicitado para compra, o que coloca o país em "situação de potencial desabastecimento". A Vibra - antiga BR Distribuidora - informou que o anúncio da Petrobras não vai impactar a entrega de combustíveis para a sua rede de postos e clientes. "A Vibra é hoje o maior importador de combustíveis do país e já tomou as providências para garantir o fornecimento aos seus clientes, não havendo risco de desabastecimento", garantiu a companhia. Já o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) afirmou, em nota, que o alinhamento de preços domésticos ao mercado internacional é o "mecanismo necessário para garantir o abastecimento do mercado brasileiro de combustíveis" e evitar um "um impacto eventual no suprimento de produtos". Petrobras anuncia que em novembro não poderá atender a todas as encomendas de gasolina e diesel Dificuldade de aumentar o volume importado Uma saída seria aumentar as importações. As empresas alegam, porém, que não está sendo viável comprar combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil. Segundo a Brasilcom, os combustíveis no exterior estão em torno de 17% acima dos preços praticados pela Petrobras. Petrobras diz que importação por empresas pode suprir demanda por combustível "Quem vai importar combustível e concorrer com a Petrobras para vender num preço mais baixo [do que valeria a pena]?", questiona o economista da Tendências Consultoria Walter de Vitto. Em nota divulgada na terça-feira, o IBP reiterou sua defesa pelo alinhamento de preços ao mercado internacional e destacou que uma clareza sobre o tema é necessária para que agentes importadores "complementem o déficit interno de derivados, especialmente considerando o atual cenário mundial de defasagem conjuntural entre oferta e demanda de commodities devido à rápida e significativa recuperação pós-pandemia". "O consumo de combustíveis tem crescido ao longo de 2021 e já alcança patamares pré-pandemia. A capacidade de produção interna de derivados é inferior à demanda e o equilíbrio para o atendimento ao crescente mercado se dá via importação", disse o instituto, que tem em seu quadro de associados as maiores distribuidoras do país Vibra Energia (Ex-BR); Ipiranga, do grupo Ultra; e Raízen, joint venture de Shell com Cosan. Política de preços da Petrobras Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do mercado internacional. Nos últimos meses, porém, a Petrobras e o governo federal vêm sofrendo pressões de diversos segmentos da sociedade devido à disparada dos preços dos combustíveis no país, na esteira da alta nas cotações internacionais do preço do petróleo e do dólar. Nesse contexto, a petroleira tem reajustado os preços em intervalos maiores nos últimos meses, evitando repassar integralmente os preços de paridade internacional. "É muito difícil hoje a Petrobras fazer um reajuste que coloque ela na paridade internacional. Não tem ambiente político para isso", afirma o sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. Segundo o especialista, para reduzir o risco de desabastecimento, a Petrobras deveria pelo menos dar maior transparência sobre sua política de importação de combustíveis , uma vez que é a estatal que acaba definindo, na prática, os preços praticados no mercado doméstico. "Para o distribuidor ter segurança de importar, ele tem que realmente acreditar que a Petrobras não vai importar também. O problema todo é a incerteza. E se a Petrobras resolver de uma hora para outra voltar a importar mais?", diz Pires. Menor utilização do parque de refino A Petrobras afirma que está operando seu parque de refino com fator de utilização de 90% no acumulado de outubro, contra 79% no primeiro semestre do ano, superior ao registrado em 2019 (77%) e 2018 (76%). O volume de produção de derivados segue abaixo do observado em governos anteriores. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Fator de Utilização (FUT) das refinarias no Brasil caiu de 94% para 70%, aumentando a dependência de importação de combustíveis. “A Petrobras poderia estar utilizando a capacidade máxima de refino das suas refinarias, aumentando dessa forma a produtividade e, consequentemente, reduzindo os custos unitários de produção desses derivados de petróleo para vender no mercado nacional a um preço mais justo", afirmou, em nota, o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar. De acordo com o IBP, de janeiro a agosto de 2021, 26% do volume de diesel e 8% da gasolina foram adquiridos no mercado externo. "O padrão de refino de petróleo mudou no país, estamos no nível de 2010. A dúvida é se haveria tempo hábil para aumentar isso ou o volume de importação no curto prazo", afirma Vitto, da Tendências. Risco de mais altas nos preços para o consumidor Procurada pelo g1, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), disse que "por ora, não há falta de combustíveis nos postos". A Brasilcom disse, em nota, que a decisão de importação "é uma decisão de negócio" de cada empresa, não cabendo à associação se manifestar. Já o IBP destacou que "mesmo com o 9º parque de refino do mundo", o Brasil é um importador líquido de derivados, "quadro que não deve se alterar na próxima década". É praticamente consenso, porém, que um aumento do volume de importação terá efeitos direitos nos preços cobrados nas bombas ao consumidor, mesmo se não forem feitos reajustes nos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias. O diretor do CBIE lembra que o produto mais caro "é sempre aquele que está em falta". "É óbvio que o preço vai subir. Se não, vai ter desabastecimento, o que é pior ainda", afirma Pires. "Uma distribuidora que comprar um percentual na Petrobras mais barato e comprar um percentual mais caro numa importadora vai acabar fazendo um preço médio. Ou seja, o preço na bomba vai subir".
Pagamento seria retroativo à data do óbito e perduraria até os 21 anos de filhos das vítimas; projeto de lei precisa ser aprovado pelo Congresso antes de entrar em vigor. Otto Alencar: Relatório propõe indenização para familiares de vítimas da Covid O relatório final da CPI da Covid, entregue pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), traz um projeto de lei que cria uma pensão especial para crianças e adolescentes órfãos de vítimas da pandemia do coronavírus. Segundo o texto, a indenização no valor de um salário mínimo seria concedida a quem perdeu pai, mãe ou responsável legal em decorrência da Covid-19. Por se tratar de um projeto de lei, o normativo precisaria passar pelo Congresso Nacional para que passasse a valer. A aprovação é por maioria simples, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal. LEIA MAIS Leia a íntegra do relatório final Renan pede o indiciamento de Bolsonaro e mais 65 pessoas e 2 empresas Veja a lista de indiciamentos pedidos pela CPI da Covid Assista aos momentos mais polêmicos e marcantes em quase seis meses de CPI “Há uma urgente necessidade de garantir que familiares e dependentes de vítimas do novo coronavírus não fiquem desamparados pela perda dos provedores dos lares. Infelizmente, é crescente o número de órfãos em razão da pandemia que não merecem o desamparo”, diz o relatório final. Se aprovado, o benefício será retroativo à data do óbito e será pago de acordo com o número de órfãos deixados, com limite de três salários mínimos. O dinheiro será gerenciado pelo responsável legal remanescente “exclusivamente para atender às necessidades do órfão”. Se for mantido o texto atual, o benefício seria pago até que o órfão complete 21 anos. Caso esteja cursando o ensino superior, a pensão se estenderia até os 24 anos. O valor seguiria reajustes monetários nos mesmos índices da Previdência Social e a operação de pagamento ficaria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O texto estabelece que a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e o INSS operacionalizem os pagamentos em até 30 dias depois da aprovação do projeto no Congresso. Por fim, o projeto estabelece que a pensão por morte concedida a dependente de segurado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou de servidor público federal será de 100% do valor da aposentadoria se a causa da morte for a Covid-19. Ficariam exlcuídos do benefício aqueles que já recebem pensão por morte — da Previdência Social ou militar — ou quando o órfão tiver renda familiar superior a três salários mínimos. No critério de renda, será possível pleitear a pensão caso a renda familiar venha a cair. “Trata-se de situação de vulnerabilidade social comparável apenas a pandemias do passado, bem como, em certo grau, a situações de conflito, como guerras e atentados terroristas, merecendo ação célere do Poder Público”, prossegue o texto. CPI da Covid apresenta relatório final nesta quarta-feira (20) Covid como doença grave Junto com a pensão para órfãos, a CPI lembra que são “milhares os brasileiros que sobreviveram à doença, mas continuam a carregar sequelas que lhes incapacitam ao trabalho”. Foi proposto também um projeto de lei que inclui a Covid-19 como doença grave que isenta os segurados do Regime Geral de Previdência Social do cumprimento da carência para concessão dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. O relatório de Calheiros lista uma série de outros projetos de seguridade social que já foram propostos e tramitam no Congresso e propõe que os projetos de lei criados pela CPI tramitem em conjunto com os demais, com urgência. Outras propostas da CPI Além da pensão para as vítimas, há outros projetos que os senadores entendem ser necessários para mitigar o “número de crises futuras, seja sanitária, seja político-institucional”, como tipificação de fake news e agravante para crimes cometidos durante calamidade pública.

Valor da criptomoeda passou de US$ 66 mil nesta quarta-feira. bitcoin - webstories Chillfolio/ Giphy O bitcoin bateu novo recorde nesta quarta-feira (20): por volta das 11h horas (horário de Brasília), a criptomoeda atingiu US$ 66.283,96 – o recorde anterior havia sido de US$ 64.888,99, atingido em abril deste ano, segundo a Coindesk. Em um ano, a valorização da moeda chegou a 122%. Desde terça-feira, os investidores têm a opção de aplicar em bitcoins na bolsa de Nova York, através de um fundo ETF que será indexado à evolução da popular criptomoeda pela primeira vez no mercado nova-iorquino. LEIA MAIS SOBRE CRIPTOMOEDAS Entenda o que é e os riscos de investir Por que decisão da China fez cair preço da criptomoeda Dogecoin, a 'moeda-meme': saiba o que é e os riscos de investir Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas Os compradores esperam que este novo produto financeiro permita que atores financeiros mais tradicionais participem do mercado. Desde 2013, a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA tem rejeitado consistentemente vários pedidos para criar esses fundos negociados na bolsa e que replicam o preço do bitcoin. "Este é um momento-chave para as criptomoedas", disse Walid Koudmani, analista da XTB. "No longo prazo, esta é uma notícia importante, pois indica que as autoridades estão aceitando a ideia de pessoas possuindo criptoativos", comentou Charlie Erith, chefe da gestora de criptomoedas ByteTree Asset Management, em conversa com a AFP. Os órgãos reguladores permanecem ambivalentes sobre um setor descentralizado e desmaterializado, criado do zero por pessoas anônimas há 13 anos.

Há oportunidades em diversas cidades do Oeste Paulista. Inscrições devem ser feitas pela internet. Concursos públicos e processos seletivos estão com vagas abertas no Oeste Paulista Arquivo/Secom Municípios da região de Presidente Prudente (SP) estão com vagas abertas para concursos públicos e processos seletivos nesta quarta-feira (20). Adamantina A Prefeitura de Adamantina (SP) tornou pública a realização de novo processo seletivo para a contratação temporária de profissionais de ensino médio e de nível superior. De acordo com o edital, os cargos disponíveis são para: auxiliar de laboratório; educador de Emei - ciclo I; farmacêutico; procurador municipal; professor de educação do ensino fundamental - PEB I; professor de educação infantil Emei - ciclo II; professor PEB II - educação artística; professor PEB II - educação especial (DM e DA); professor PEB II - educação física; professor de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e professor PEB II - inglês. A remuneração prevista varia de R$ 1.208,55 a R$ 2.982,48. Os interessados devem se inscrever a partir do dia 21 de outubro até o dia 2 de novembro, pela internet. Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista O Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop), abriu vagas para processo seletivo simplificado a fim de preencher sete vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. O processo seletivo disponibiliza vagas em Presidente Prudente (SP) nos cargos de assistente social - UPA (1), assistente social - Ciop (1), tratador (1), cuidador em saúde (1) e copeira (1), com jornadas de trabalho de 12x36 até 44 horas por semana e remuneração variável de R$ 1.060,74 a R$ 2.401,67. Já em Regente Feijó (SP) há vagas para auxiliar de enfermagem (1) e regulador de transportes sanitário (1). Neste caso, os servidores devem atuar em regime de 12x36 horas e em 40 horas semanais, com vencimento de R$ 1.060,74 a R$ 1.278,93. Os interessados devem se inscrever pela internet até o dia 24 de outubro. Escola Técnica Estadual Teodoro Sampaio A Etec Professora Nair Luccas Ribeiro, em Teodoro Sampaio (SP), abriu processo seletivo para a contratação de professores. Para professor de ensino médio e técnico, há oportunidades para formação de cadastro reserva com contratação temporária. A chance é para a disciplina de agricultura orgânica, incorporada ao curso de agropecuária. A remuneração oferecida é de R$ 18,35 por hora-aula ministrada. As inscrições vão até o dia 20 de outubro, no site. Unesp Presidente Prudente A Unesp de Presidente Prudente abriu vagas para a realização de novo concurso público para a contratação de profissionais com ensino fundamental. Conforme o edital oficial, há uma vaga para assistente operacional II - área de atuação: elétrica e refrigeração/climatização, em jornada de 40 horas por semana, podendo ser diurno e/ou noturno, em dias de semana, sábados, domingos e/ou feriados. O salário previsto é de R$ 2.302,18. As inscrições devem ser feitas pelo site a partir do dia 20 de outubro até o dia 24 de novembro. Dracena A Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) tornou pública a realização de concurso público que tem como objetivo à contratação de técnico agropecuário para o preenchimento de uma vaga no campus de Dracena (SP). Segundo o edital, o profissional, ao ser admitido, deverá desempenhar atividades na Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (Fcat), em jornada de trabalho semanal de 40 horas, com vencimento mensal no valor de R$ 3.401,37. Os interessados devem se inscrever até o dia 24 de novembro pelo site. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.

Medida vale por 60 dias. Vendas estão paralisadas para o país asiático desde o dia 4 de setembro, quando casos suspeitos de vaca louca foram notificados. Cabe à China liberar a importação. Governo pede que frigoríficos habilitados para exportar para a China suspendam a produção para o país asiático por 60 dias. Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação O Ministério da Agricultura determinou na terça-feira (20), por meio de um ofício circular, que os frigoríficos habilitados para exportar para a China suspendam a produção para o país asiático por 60 dias. A decisão ocorreu no mesmo dia em que a paralisação das vendas para a China completou 45 dias, depois de casos suspeitos de vaca louca terem sido notificados em Minas Gerais e Mato Grosso. O comércio está paralisado desde o dia 4 de setembro, por decisão do próprio governo brasileiro, que atendeu a um protocolo sanitário firmado com a China. O acordo prevê interrupção do comércio em caso de identificação da doença, ainda que os casos identificados no Brasil não apresentem risco de contaminação. Por outro lado, a decisão de retomada depende da China, que ainda mantém o veto. A medida já afeta os mercados, com reflexos em quedas na exportação da proteína e no preço do boi gordo. Casos da vaca louca Os dois casos do mal da vaca louca identificados pelo Ministério da Agricultura ocorreram no início do mês em Belo Horizonte (MG) e Nova Canaã do Norte (MT). Ambos se tratam da contaminação atípica, que ocorre por uma mutação genética e, portanto, não indica infecção de todo o rebanho. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que foi notificada pelo Ministério da Agricultura, concluiu que eles não representam risco para a cadeia de produção bovina do país. Os casos não fizeram com que o Brasil perdesse a classificação como país de risco insignificante para a doença. A doença A enfermidade é fatal e acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva, daí o apelido do distúrbio. Existem dois tipos do animal desenvolver a doença, por uma mutação da proteína príon, no cérebro, no caso atípico, ou por contaminação, ao consumir ração de origem animal. Humanos também podem ser infectados quando consomem carnes de animais enfermos ou também por meio da mutação. Em 20 anos de monitoramento da doença, o Brasil nunca identificou a forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação, diz Vanessa Felipe de Souza Médica-Veterinária, Virologista, Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte.
Fábio Faria (Comunicações) deu declaração em audiência no Senado. Congresso analisa privatização, e estimativa do governo é que processo aconteça até julho de 2022. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta quarta-feira (20) que os Correios têm perdido participação no mercado de encomendas e que a tendência é o governo ter cada vez mais dificuldades de investir e manter a empresa competitiva, isso porque não terá como bancar eventuais prejuízos. Diante disso, defendeu a privatização da estatal. Fábio Faria deu as declarações ao participar de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que analisa o projeto de privatização. O processo de privatização já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora depende do aval do Senado. A estimativa do governo é que o processo aconteça até julho de 2022. "Diferentemente dos Estados Unidos, o governo brasileiro não tem condições de bancar R$ 20 bilhões por ano para manter a entrega de serviços postais. Isso não cabe nas contas da União, seria desastroso para todos funcionários", declarou. Correios: entenda como fica a privatização Câmara aprova projeto que abre caminho para a privatização dos Correios Aos senadores, o ministro das Comunicações citou empresas privadas que investiram no setor nos últimos anos e que, com isso, estão ganhando espaço no mercado de encomendas. De acordo com o Ministério da Economia, os Correios eram responsáveis em 2019 por 43,6% dos serviços postais no Brasil. A participação, porém, caiu para 32% em 2020. Segundo estudo encomendado pelo ministro das Comunicações, a empresa terá de investir R$ 2,5 bilhões ao ano para não perder mais participação no mercado. Fabio Faria citou o caso da USPS norte-americana, empresa estatal que perdeu participação nas encomendas nos últimos ano, gerando necessidade de aportes por parte do governo. Fábio Faria acrescentou ainda que o governo não tem como sustentar eventuais prejuízos dos Correios e que a privatização pode acontecer até julho do próximo ano. Se aprovado pelo Senado, afirmou o ministro, o processo ainda tem de passar por consulta pública e pela aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). Lucro em 2020 Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, lembrou o lucro registrado pelos Correios no ano passado, de R$ 1,53 bilhão, mas acrescentou que não foi suficiente para reverter prejuízos de anos anteriores. Ele lembrou que o lucro da empresa nunca ultrapassou a "imunidade tributária" dos Correios (impostos que deveriam ser pagos se não fosse a isenção) de R$ 2 bilhões por ano.
País diz querer 'abrir plenamente as possibilidades oferecidas pelo imenso mercado e demanda interna da China, que tem 1,4 bilhão de habitantes'. A China prometeu nesta quarta-feira (20) à OMC acelerar seu "novo modelo de desenvolvimento", baseado na demanda doméstica, enquanto abre ainda mais seu vasto mercado internacionalmente. Pequim fez as promessas por ocasião da revisão das práticas comerciais da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), um exercício ao qual todos os membros da organização são submetidos em intervalos regulares, mas que é realizado a portas fechadas. Em relatório publicado para esta ocasião, transmitido pela OMC, a China indica que pretende "acelerar os esforços feitos para incentivar um novo modelo de desenvolvimento, cujo principal elemento é a circulação interna". "O novo modelo de desenvolvimento não é um ciclo de desenvolvimento a portas fechadas. Ao explorar plenamente o potencial da demanda interna, servirá para melhorar a ligação dos mercados doméstico e internacional, permitindo uma melhor exploração dos mercados e recursos em nível nacional e internacional, e garantindo um desenvolvimento mais sustentado e mais durável", explica o documento. PIb da China sobe "apenas" 4,9% no terceiro trimestre do ano Pequim diz que quer "abrir plenamente as possibilidades oferecidas pelo imenso mercado e demanda interna da China, que tem 1,4 bilhão de habitantes", com o objetivo de "fazer do mercado chinês um mercado para o mundo, compartilhado por todos e acessível para todos". A China afirma que deseja, em particular, "implementar uma política de importação mais dinâmica" e estabelecer "um novo ambiente propício à abertura, implantando (...) zonas francas experimentais e portos francos". No relatório, a China também defende vigorosamente o multilateralismo e garante que "unirá forças com as de outros membros para enfrentar os desafios globais". Diante do aquecimento global, o documento reafirma os compromissos chineses: neutralidade de carbono "até 2060" e pico de emissões "até 2030". "Como um país em desenvolvimento, a China continuará a aprofundar a cooperação Sul-Sul e a contribuir para a erradicação da pobreza, alívio da dívida e crescimento econômico nos países em desenvolvimento", ressalta ainda o relatório. E concluiu: "Há apenas uma Terra e um futuro comum para a Humanidade. A China está pronta para se unir a outros membros e avançar com eles, fazendo a chama do multilateralismo iluminar o caminho em direção a uma comunidade que compartilha a mesma visão para o futuro da Humanidade". A revisão anterior das políticas comerciais chinesas remonta a 2018. Os Estados Unidos de Donald Trump questionaram então a legitimidade da China em fazer parte da OMC, acusando-a, em particular, de não abrir suficientemente o seu mercado.

Nesta quarta-feira (20), bolsa de valores avançou 0,10%, a 110.786 pontos. Bovespa fecha em forte queda nesta terã-feira Cris Faga/Estadão Conteúdo O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta de 0,10%, aos 110.786 pontos, nesta quarta-feira (20), após o governo federal anunciar que seu programa de renda mínima vai respeitar o teto de gastos sem informar de que forma isso será feito. Com o resultado desta quarta, a Bolsa acumula avanço de 0,17% no mês e de 6,92% no ano. Veja mais cotações. Entenda por que mercados reagem mal ao plano do governo para o Auxílio Brasil Auxílio Brasil: Quem vai receber? Qual o valor? Veja perguntas e respostas Já o dólar fechou em queda de 0,65%, vendido a R$ 5,5583. A alta foi garantida por ações de bancos e de empresas que fizeram anúncios nesta semana que geraram repercussão positiva, mas travaram com a piora generalizada do mercado, incluindo B3, Locaweb e IRB. Para profissionais do mercado, o vai e vem sobre o tema — o anúncio do plano foi adiado na véspera após a repercussão negativa do mercado — transpareceu o improviso e a falta de unidade no governo, e a tendência é o mercado de ações seguir pressionado, enquanto isso não for explicado. Assista no vídeo abaixo: ex-ministro Bresser-Pereira fala sobre os riscos da desorganização das contas públicas Bresser-Pereira fala sobre a desorganização das contas públicas o Auxílio Brasil: Entenda como governo planeja driblar teto de gastos Cenário Na tarde de quarta-feira (20), o ministro da Cidadania, João Roma, anunciou que o Auxílio Brasil terá um reajuste permanente de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família. O programa, que vai substituir o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, começa a ser pago em novembro. Ainda de acordo com o ministro, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, será criado um "benefício transitório" para que as famílias recebam, até o fim de 2022, pelo menos R$ 400 mensais. João Roma não detalhou de onde virá o dinheiro no pronunciamento à imprensa, e não respondeu a perguntas dos jornalistas. De acordo com as explicações do ministro, o reajuste permanente de 20% será aplicado em relação aos valores que as famílias já recebem no Bolsa Família. Desgaste na área econômica O blog da jornalista Ana Flor no g1 informou nesta quarta que a engenharia desse novo auxílio foi desenhada dentro do Palácio do Planalto, e não pela área econômica. A avaliação no governo é de que o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores ganham um trunfo eleitoral para a campanha do ano que vem, mas deixam o desgaste para o próximo governo, que terá a responsabilidade de criar recursos ou retornar ao Bolsa Família como é hoje. Assim que chegou de Washington (EUA) no fim de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes foi chamado pelo presidente e auxiliares para apresentar as bases do novo programa, que atende a um desejo antigo de Bolsonaro. Guedes foi avisado de que há muitas resistências ao projeto de reforma do Imposto de Renda, em especial à taxação de dividendos – e que não se podia contar com aqueles recursos para o novo programa social. Sem as mudanças permanentes na arrecadação via taxação de dividendos, Guedes afirmou que não havia como garantir a criação de um novo programa social permanente e com repasses maiores.

Vice foi questionado sobre reação negativa do mercado à possibilidade de o programa ser custeado com recursos fora do teto de gastos. Bolsa fechou em queda, e dólar, em alta. Vice-presidente Hamilton Mourão em entrevista coletiva nesta quarta-feira (20) Guilherme Mazui/g1 O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta quarta-feira (20) que haja "transparência" nos gastos destinados ao financiamento do Auxílio Brasil, programa a ser lançado, e declarou que a questão social é uma responsabilidade do governo federal, não do mercado financeiro. Mourão deu as declarações ao ser questionado sobre a reação negativa do mercado à possibilidade de o programa ser custeado com recursos fora do teto de gastos, regra que limita as despesas da União à inflação do ano anterior. Nesta terça (19), a Bolsa de Valores São Paulo fechou em queda de 3,28%, e a cotação do dólar comercial subiu para R$ 5,59 (+1,36%). A reação negativa fez o governo adiar o anúncio do programa. "A gente também não pode ser escravo do mercado, né? Não podemos ser escravos do mercado. [...] A questão social é uma responsabilidade do governo, e não do mercado, apesar de algumas doutrinas dizerem que o mercado resolve tudo, mas não é bem assim que ocorre", declarou Mourão nesta quarta. Em seguida, o vice-presidente acrescentou: "Acho que se houver, vamos dizer assim, uma transparência total na forma como o gasto vai ser executado e de onde vai vir o recurso, acho que o mercado não vai ficar agitado por causa disso." Mourão defendeu ainda que deputados e senadores discutam a necessidade de haver uma despesa fora do teto de gastos para custear programa de transferência de renda diante dos efeitos da pandemia. Segundo a colunista do g1 Ana Flor, a área política do governo prevê que o Auxílio Brasil será temporário até o fim de 2022, deixando o desgaste para o próximo governo, que terá de optar por encontrar novas fontes de recursos ou reduzir os valores. Planalto adia anúncio de Auxílio Brasil após reação negativa Fora do teto O governo deseja pagar o Auxílio Brasil no valor de R$ 400 por mês para cerca de 17 milhões de famílias, 3 milhões de famílias a mais do que o atual Bolsa Família, que paga em média R$ 189. Uma parte (R$ 300) seria paga com recursos do próprio Bolsa Família e ficaria dentro do teto de gastos. Outra (R$ 100), porém, ficaria fora do teto. O governo criaria um pagamento temporário. Por isso, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, não seria obrigado a criar uma nova fonte permanente de receita. Ao todo, o governo pretende destinar cerca de R$ 85 bilhões ao programa Auxílio Brasil. Mas, para garantir o reajuste do benefício, cerca de R$ 30 bilhões estariam fora do teto de gastos. A ideia é começar a pagar o novo benefício em novembro, já que a última parcela do auxílio emergencial vai ser paga até o fim deste mês.
Nesta quarta-feira (20), a moeda recuou 0,65%, vendida a R$ 5,5583. Na terça, subiu 1,36%, a R$ 5,5944 – maior valor desde 16 de abril. O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (20), com os investidores analisando o rumo das contas públicas após informações de que o novo Auxílio Brasil vai pagar R$ 400 aos beneficiários. A moeda norte-americana recuou 0,65%, vendida a R$ 5,5583 Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 1,36%, a R$ 5,5944, no maior valor de fechamento desde 16 de abril. Com o resultado desta quarta-feira, acumula alta de 2,07% no mês e de 7,15% no ano. Auxílio Brasil derruba a bolsa e faz dólar subir; entenda por que mercados reagem mal ao plano do governo Reação da equipe econômica e do mercado faz governo adiar anúncio do novo valor do Auxílio Brasil Entenda: venda à vista de dólares, swap cambial e leilão de linha Entenda as 3 formas mais comuns em que o dólar impacta a inflação Assista no vídeo abaixo: ex-ministro Bresser-Pereira fala sobre os riscos da desorganização das contas públicas Bresser-Pereira fala sobre a desorganização das contas públicas Por que o dólar sobe? Assista no vídeo abaixo: Entenda a alta do dólar Cenário As atenções por aqui seguiram voltadas às discussões sobre o Auxílio Brasil. Na tarde de terça-feira, o governo adiou o anúncio do valor da nova ajuda, que deverá substituir o Bolsa Família, após embates internos sobre o financiamento da proposta. Nesta quarta-feira, o ministro da Cidadania, João Roma, anunciou que o Auxílio Brasil terá um reajuste permanente de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família. Ainda de acordo com o ministro, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, será criado um "benefício transitório" para que as famílias recebam, até o fim de 2022, pelo menos R$ 400 mensais. João Roma não detalhou de onde virá o dinheiro no pronunciamento à imprensa, e não respondeu a perguntas dos jornalistas. Investidores temem que as discussões sobre a 'versão turbinada do Bolsa Família' resultem no rompimento do teto de gastos, tido como âncora fiscal do Brasil, o que golpearia um já fragilizado cenário para as contas públicas no país. Na segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou a discussão de um programa social fora do teto de gastos públicos. Lira defendeu que, diante dos impactos sociais provocados no Brasil pela pandemia de Covid-19, não se pode priorizar a responsabilidade fiscal e o respeito ao teto de gastos em detrimento das necessidades da população mais vulnerável. "O prêmio de risco tem que aumentar mesmo. O mercado está entendendo essas medidas como populismo fiscal, de cunho eleitoreiro", disse Sérgio Goldenstein, chefe da área de estratégia da Renascença. "Além disso, você está desmoralizando o teto de gastos. Por que o governo a ser eleito em 2022 precisará respeitar o teto de gastos se o de agora não respeita?", questionou, avaliando ser muito difícil reduzir posteriormente valores do auxílio – atualmente, o debate está em torno de um aumento temporário do novo Bolsa Família. Duailibi: parte do Auxílio Brasil será pago fora do teto de gastos
Cada investidor individual poderá usar até 50% do valor de sua conta no FGTS, e o investimento de entrada será de R$ 200. Governo apresentou o modelo da privatização, que ainda será analisado pelo TCU. Trabalhadores vão poder usar dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar ações da Eletrobras no processo de privatização da empresa. A regra está prevista na modelagem da privatização, apresentada pelo governo em evento no Palácio do Planalto na terça-feira (19). A modelagem, que ainda será analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), também permite que qualquer pessoa física residente no Brasil compre as ações da empresa a serem ofertadas na desestatização. Hoje o governo detém 60% dos papéis da Eletrobras. A intenção é ficar com 45%. Com isso, deixaria de ter a maioria das ações, mas continuaria sendo o principal acionista. O governo pretende arrecadar cerca de R$ 100 bilhões com a desestatização e, além disso, argumenta que a medida vai recuperar a capacidade de investimentos da empresa em geração e transmissão de energia. Presidente Bolsonaro sanciona MP que possibilita privatização da Eletrobras No caso do compra de ações com dinheiro do FGTS, a modelagem prevê a participação do trabalhador por meio de cotas de fundos mútuos de privatização, podendo ser usados até 50% do valor da conta vinculada ao FGTS. O valor de entrada para cada investidor será de R$ 200. Para esse tipo de operação, o governo autorizou o uso de até R$ 6 bilhões de todo o FGTS. Outra medida é que empregados e aposentados da Eletrobras e de suas subsidiárias terão prioridade para adquirir até 10% do total das ações ofertadas. Na modelagem, o governo confirmou que a hidrelétrica de Itaipu e a Eletronuclear não serão incluídas na privatização. VÍDEOS: veja mais notícias de política

O caminho para a recuperação econômica após o impacto da pandemia encontrou alguns obstáculos nos EUA. Quais são eles e como podemos seguir em frente? Caminho para recuperação econômica após impacto da pandemia encontrou alguns obstáculos nos EUA Getty Images A economia dos Estados Unidos está se recuperando após o cataclismo causado pela pandemia de Covid-19. Se a previsão do Federal Reserve, o banco central americano, se concretizar, de um crescimento econômico de 5,9% para este ano, isso seria o maior desde 1984. No entanto, embora a decolagem econômica esteja avançando, o caminho não está claro. A inflação atingiu seu ponto mais alto em 13 anos, há escassez de alguns produtos devido a problemas nas cadeias de abastecimento globais e menos pessoas estão dispostas a entrar no mercado de trabalho. Esse cenário ocorre enquanto a variante delta do coronavírus continua a se espalhar fortemente, apesar do extenso programa de vacinação existente no país. Mais de 700 mil pessoas perderam a vida durante a pandemia nos EUA. A maioria dos que morreram nos últimos meses não havia sido vacinada. "O primeiro grande desafio econômico é controlar a pandemia. E, para isso, temos que vacinar o maior número possível de pessoas", diz David Wilcox, pesquisador do Peterson Institute for International Economics em Washington DC. "Se deixarmos para trás os temores causados pelo vírus, muitos dos outros problemas econômicos serão resolvidos", acrescenta ele, em entrevista à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. Esses são alguns dos maiores desafios que a economia dos EUA enfrenta neste momento para estimular a recuperação. 1. Inflação Um dos grandes debates econômicos que existem hoje nos Estados Unidos é o da inflação. Os últimos dados disponíveis indicam que em setembro os preços subiram a uma taxa anual de 5,4%, a maior em mais de uma década. Inflação tornou-se um dos grandes debates do governo Joe Biden Getty Images Até agora, o Federal Reserve repetia que a inflação alta é um fenômeno transitório, mas outros economistas acreditam que pode ser um problema de longo prazo. O Fed indicou que poderia começar a diminuir seu estímulo monetário no fim deste ano, provavelmente desacelerando as compras de títulos primeiro e depois aumentando as taxas de juros, que atualmente estão praticamente próximas a zero. Nos bastidores, os opositores da agenda econômica do governo Joe Biden usaram o aumento da inflação como um dos argumentos para descrever seus planos de expandir os gastos fiscais como "excessivos". As pessoas estão sentindo no bolso o aumento dos gastos com alimentação, moradia e gasolina, entre outros. E as preocupações com o aumento do aluguel e dos preços das casas tornaram-se uma bússola para ajudar a prever se a inflação se manterá mesmo após o fim da pandemia. 2. Escassez de produtos Igualmente complicados são os problemas nas cadeias de abastecimento de produtos em todo o mundo. Há poucos dias o presidente Biden anunciou que o Porto de Los Angeles passará a "operar 24 horas por dia, sete dias por semana" como forma de facilitar o fluxo de mercadorias. O consenso entre os especialistas da área é que a chamada "crise dos contêineres" não será totalmente resolvida até o próximo ano. Os mais pessimistas acreditam que pode se estender até o início de 2023. Mas os mais otimistas acreditam que o atraso na chegada e distribuição dos produtos nos portos do país é um sinal de que a recuperação econômica está ganhando força. O problema é que muitas empresas não têm como importar seus produtos, seja porque não encontram espaço nos navios de carga, seja porque não podem pagar preços inesperadamente altos para transportá-los. "O colapso da pandemia provocou uma grande mudança na demanda, do consumo de serviços para o de produtos físicos", explica Wilcox. Pandemia sobrecarregou cadeia de suprimentos Getty Images Em pouco tempo, a cadeia de suprimentos ficou sobrecarregada porque as pessoas queriam mais comprar coisas do que gastar em viagens, restaurantes ou outros tipos de serviços. Essa demanda por produtos de consumo causou escassez de estoques e, de repente, embarques e portos, acrescenta o economista, não conseguiram dar conta daquele aumento de volume. O que preocupa é que o aumento da inflação, as dificuldades no mercado de trabalho e a escassez de alguns produtos "são problemas interligados", diz Wilcox. 3. Mercado de trabalho O mercado de trabalho é outro desafio da economia. Os americanos estão deixando seus empregos a uma taxa recorde que atingiu 4,3 milhões de pessoas em agosto, quase 3% da força de trabalho. É um fenômeno conhecido como "a grande renúncia", outra das consequências econômicas deixadas pela pandemia. Muitos americanos abandonaram seus empregos, especialmente os que pagam pouco Getty Images E embora o abandono de empregos ocorra em diferentes níveis, ele se tornou mais evidente nos empregos com salários mais baixos e nos quais as pessoas estão mais expostas ao contágio por covid. O exemplo mais simbólico é o das cadeias de fast food. Uma delas, a Pollo Tropical, da Flórida, ofereceu bônus extra de US$ 500 a novos funcionários, independente do salário. Grandes redes, como Walmart ou Target, também passaram a oferecer tais vantagens, além de aumento salarial e outros incentivos como o pagamento de estudos superiores em determinados centros de ensino. O número de pessoas deixando seus empregos indica que os salários vão subir a uma taxa anual entre 4% e 4,5%, escreveu Michael Pearce, economista da consultoria Capital Economics. Se o crescimento da força de trabalho permanecer lento, alertou, isso pode contribuir para o aumento da inflação ou mesmo se tornar "um obstáculo duradouro à atividade econômica". A verdade é que o mercado de trabalho se tornou um enigma. "Muitos trabalhadores não estão dispostos a retornar ao mercado de trabalho, especialmente se o local de trabalho exigir um contato próximo com clientes ou colegas", explica Wilcox. E isso acontece apesar do fato de que os salários estão crescendo. Do ponto de vista deles, ter a pandemia sob controle tornará os trabalhadores mais dispostos a retornar aos seus empregos. "Também fará com que os consumidores voltem a demandar mais serviços e, quando o fizerem, isso diminuirá a pressão na cadeia de abastecimento. E quando a pressão na cadeia de abastecimento for liberada, parte das pressões inflacionárias diminuirão", explica o economista. "Esses problemas estão todos relacionados."

Etapa faz parte do processo de devolução da concessão e é o momento onde são feitos ajustes ao novo contrato. Expectativa do Ministério da Infraestrutura é realizar o leilão no primeiro semestre de 2022. Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas Reprodução/EPTV A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai analisar as sugestões para o edital de leilão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), protocoladas durante a consulta pública sobre a relicitação do terminal, encerrada no dia 11 de outubro. A etapa faz parte do processo de devolução da concessão e é o momento onde são feitos ajustes ao novo contrato. A Anac não informou quantas sugestões foram recebidas na consulta pública, já que a agência ainda vai contabilizar todos os itens e publicar as contribuições no site oficial no prazo de até dez dias úteis. Após a análise, o contrato de licitação da estrutura seguirá para apreciação do Terminal de Contas da União (TCU). Depois, caso não haja contestação, o edital do novo leilão será publicado. Entenda a nova licitação do Aeroporto de Viracopos O edital de licitação, o contrato da nova concessão e os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs) foram disponibilizados para consulta durante 45 dias. Além disso, no dia 13 de setembro, o governo federal e a Anac realizaram uma audiência pública sobre o tema. Não há um prazo específico para os documentos serem remetidos ao TCU e nem para publicação do edital, mas o Ministério da Infraestrutura informou, em nota, que o processo está "dentro do previsto". A previsão da pasta é realizar o leilão ainda no 1º semestre de 2022. Estudos de viabilidade Depois que o edital for encaminhado ao Tribunal de Contas, o órgão terá de 60 a 90 dias para aprovar e publicar. De acordo com os estudos de viabilidade, o novo contrato para administração de Viracopos terá duração de 30 anos, investimentos de R$ 4,2 bilhões, construção de segunda pista e o fim das necessidades de desapropriações de áreas para que o complexo aeroportuário seja expandido. Em setembro, o g1 explicou as principais mudanças em quatro pontos principais. Veja aqui. O leilão é a esperança a concessionária da Aeroportos Brasil, que administra a estrutura desde 2012, para solucionar a crise econômica que gerou uma dívida de R$ 2,88 bilhões. O terminal foi o primeiro do Brasil a solicitar a devolução da concessão e o segundo a caminhar para a relicitação - o Aeroporto Internacional de Natal, localizado em São Gonçalo do Amarante (RN), está na mesma fase do processo. Primeiro, o Ministério da Infraestrutura projetava que o leilão poderia ser realizado ainda em 2021, mas atrasos na entrega dos estudos de viabilidade e burocracias no processo forçaram a União a planejar a nova data no primeiro trimestre no ano que vem, o que também já foi revisto. A Aeroportos Brasil Viracopos, que administra a estrutura, informou que cumpriu todas as regras para a relicitação e se apega a uma arbitragem, ou seja, uma medida extrajudicial independente para definir regras sobre quem pagará as indenizações pelos investimentos realizados, além de descumprimentos de contrato pelo governo federal, segundo a concessionária. O vínculo de concessão, assinado em 2012, tinha duração de 30 anos. A relicitação O último plano de recuperação judicial do aeroporto foi protocolado à Justiça no dia 12 de dezembro de 2019. Desta data até o dia da aprovação, em fevereiro de 2020, Viracopos e os principais credores, entre eles a Anac e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), se reuniram para tentar chegar a um acordo e definiram que a proposta seria votada na assembleia desde que Viracopos aceitasse a relicitação. No entanto, segundo a Aeroportos Brasil, a relicitação só teria continuidade se houvesse uma definição sobre quem vai pagar as indenizações por conta dos valores investidos desde o início da privatização e que não foram amortizados. Depois de aceita em assembleia, a recuperação judicial de Viracopos foi encerrada pela Justiça no dia 10 de dezembro de 2020. A partir disso, começou o processo de relicitação. Por conta do impasse sobre as indenizações, Viracopos propôs no novo plano recorrer ao decreto de arbitragem. Agora, será possível definir qual é a obrigação de cada parte envolvida no processo de devolução da concessão. A concessionária já havia sinalizado a intenção de devolver a concessão em julho de 2017, mas emperrou na lei 13.448/2017, que regulamenta as relicitações de concessões aeroportuárias, ferroviárias e rodoviários do Brasil e só teve o decreto publicado em agosto de 2019. A crise de Viracopos e os pedidos de reequilíbrios A crise de Viracopos se agravou na metade de 2017, quando manifestou o interesse da relicitação, mas, por conta da não regulamentação da lei, apostou na recuperação judicial para solucionar a crise. A Aeroportos Brasil protocolou o pedido em 7 de maio de 2018 na 8ª Vara Cível de Campinas. Viracopos também foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação. Em janeiro de 2019, o governo federal publicou, no Diário Oficial da União, o edital de chamamento para que empresas manifestem interesse e façam estudos de viabilidade para a nova licitação do aeroporto. À época, de acordo com o Executivo, o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) era apenas um "plano B" caso o terminal não encontrasse uma solução para a dívida e precisasse relicitar a concessão, o que de fato aconteceu. O aeroporto briga ainda por reequilíbrios no contrato de concessão por parte da Anac. De acordo com a concessionária, a agência descumpriu itens que contribuíram para a perda de receita da estrutura. Entre os pedidos de Viracopos, estão o valor de reposição das cargas em perdimento - que entram no terminal e ficam paradas por algum motivo -, além da desapropriação de áreas para construção de empreendimentos imobiliários e um desacordo no preço da tarifa teca-teca, que é a valorização de cargas internacionais que chegam no aeroporto e vão para outros terminais. A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (48,12%), Triunfo Participações (48,12%) e Egis (3,76%), que formam a concessionária. Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 milhões. Vista aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas Ricardo Lima/Divulgação VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no G1 Campinas

Direito do trabalhador com carteira assinada, o Fundo de Garantia só pode ser sacado mediante condições específicas, como demissão, compra da casa própria ou na aposentadoria; veja como funciona. Aplicativo app FGTS da Caixa - saque-aniversário Fabiana Figueiredo/G1 O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito do trabalhador com carteira assinada e só pode ser sacado mediante condições específicas fixadas em lei, como demissão, aposentadoria, compra da casa própria e saque aniversário. Enquanto ele não é retirado, fica depositado na Caixa Econômica Federal, e é usado para financiar programas governamentais nas áreas de habitação, saneamento básico e mobilidade urbana, por exemplo. Criado há 55 anos para servir como uma reserva financeira de longo prazo para os trabalhadores, o FGTS funciona como uma espécie de poupança forçada que o empregador faz para os empregados. Segundo a Caixa Econômica Federal, atualmente mais de 88 milhões de trabalhadores possuem contas vinculadas ao FGTS com saldo. Veja abaixo como funciona o FGTS: Especialista tira dúvidas sobre FGTS e Saque-aniversário Quando o saque é permitido? Na demissão sem justa causa; No término do contrato por prazo determinado; Na rescisão do contrato por extinção total da empresa; supressão de parte de suas atividades; fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos, filiais ou agências; falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou decretação de nulidade do contrato de trabalho; Na rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior; Na rescisão por acordo entre o trabalhador e a empresa (nesse caso, ele tem direito de sacar 80% do saldo da conta do FGTS); Na aposentadoria; No caso de necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública for assim reconhecido, por meio de portaria do governo federal; Na suspensão do trabalho avulso por prazo igual ou superior a 90 dias; No falecimento do trabalhador; Quando o titular da conta tiver idade igual ou superior a 70 anos; Quando o trabalhador ou seu dependente for portador do vírus HIV; Quando o trabalhador ou seu dependente estiver com câncer; Quando o trabalhador ou seu dependente estiver em estágio terminal, em razão de doença grave; Quando o trabalhador permanecer por 3 anos ininterruptos fora do regime do FGTS (sem emprego com carteira assinada), podendo o saque, neste caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta; Para aquisição da casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional concedido no âmbito do SFH – nesse caso, é preciso ter 3 anos sob o regime do FGTS; não ser titular de outro financiamento no âmbito do SFH; não ser proprietário de outro imóvel; Na amortização, liquidação de saldo devedor e pagamento de parte das prestações adquiridas em sistemas imobiliários de consórcio. Mais detalhes sobre condições e documentos para saque do FGTS pode ser obtidos no site da Caixa. Saque-aniversário Quem adere ao saque-aniversário pode retirar anualmente uma parte do saldo até dois meses após o mês de aniversário, mas perde direito à retirada do saldo total de sua conta do FGTS em caso de demissão sem justa causa, o chamado saque-rescisão. Também é permitido ao optante pelo saque-aniversário solicitar empréstimo bancário utilizando o saldo do FGTS como garantia. Entenda como funciona o saque-aniversário do FGTS Como consultar o saldo? Os trabalhadores podem consultar seus depósitos e o saldo do FGTS das seguintes formas: por meio do APP FGTS, disponível nas principais lojas de aplicativo android e IOS; no site da CAIXA (fgts.caixa.gov.br); no Internet Banking CAIXA, para os clientes do banco; pelo telefone: 0800 726 0207 Para fazer a consulta pela internet fazer um cadastro e informar o CPF ou o NIS (PIS/Pasep), que pode ser consultado na carteira de trabalho, e usar uma senha cadastrada pelo próprio trabalhador. Como fazer o saque? A Caixa disponibiliza a opção de saque do FGTS 100% digital, sem precisar ir à uma agência, para todas as modalidades previstas em lei. A funcionalidade está disponível desde 2020. Basta acessar aplicativo FGTS para consultar os valores e solicitar o saque, indicando uma conta de sua titularidade, de qualquer banco. Após a solicitação, o valor estará disponível em conta depois de 5 dias úteis. O trabalhador poderá ainda fazer upload de documentos, além de acompanhar as etapas entre a solicitação e a liberação dos valores para o saque. Quando há rescisão de contrato, o empregador precisa primeiro comunicar o ocorrido à Caixa para que o trabalhador possa sacar o benefício. Quem tem direito ao FGTS? Têm direito ao FGTS trabalhadores regidos pela CLT, trabalhadores rurais, empregados domésticos, temporários, avulsos, safreiros (operários rurais que trabalham apenas no período de colheita) e atletas profissionais. O fundo foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho. Assim, o trabalhador pode ter mais de uma conta de FGTS, incluindo a do emprego atual e dos anteriores. Uma conta do FGTS fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido à extinção ou rescisão do contrato de trabalho. No entanto, o trabalhador poderá sacar esse dinheiro desde que esteja nas condições de retirada ou quando o governo autorizar o saque. Educação Financeira: saiba o que é o FGTS e como ele funciona Quem paga o FGTS? O FGTS não é descontado do salário, pois é uma obrigação do empregador. O valor é pago sobre salários, abonos, adicionais, gorjetas, aviso prévio, comissões e 13º salário. Pelas regras, até o dia 7 de cada mês, os empregadores devem depositar, em nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. Quando a data não cair em dia útil, o recolhimento deve ser antecipado para o dia útil imediatamente anterior. Se o empregador depositar após o vencimento, o valor deve receber juros e correção monetária. Para os contratos de trabalho de aprendizagem, o percentual é reduzido para 2%. No caso de trabalhador doméstico, o recolhimento é correspondente a 11,2%, sendo 8% a título de depósito mensal e 3,2% a título de antecipação do recolhimento rescisório. Qual é o rendimento do dinheiro no FGTS? Por lei, o FGTS tem rendimento de 3% ao ano. Todo dia 10, as contas do FGTS recebem atualização monetária mensal. Desde 2017, porém, os trabalhadores recebem também parte dos lucros do Fundo de Garantia, que resultam dos juros cobrados de empréstimos a projetos de infraestrutura, saneamento e crédito da casa própria. A distribuição melhora o rendimento dos recursos depositados no fundo. Em agosto, a Caixa distribuiu aos trabalhadores R$ 8,1 bilhões. O valor representou 96% do lucro registrado pelo fundo no ano passado. Com isso, o FGTS teve rendimento total de 4,92% em 2020, contra uma variação de 4,52% da inflação medida pelo IPCA no ano passado. Comparativo da rentabilidade do FGTS nos últimos anos Divulgação/Conselho Curador do FGTS O que fazer se a empresa não depositou Ao descobrir que o dinheiro não foi depositado, o trabalhador pode entrar em contato com a empresa e cobrar o depósito dos valores atrasados. Se não houver acordo, ele pode fazer a denúncias pelo site da STI: https://denuncia.sit.trabalho.gov.br/. O trabalhador pode buscar auxílio ainda no sindicato da sua categoria para formalizar a denúncia. Também pode fazer uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) ou ingressar com reclamação na Justiça do Trabalho. Nos casos em que a empresa não existe mais, o trabalhador também pode ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho e requerer o pagamento do FGTS devido. Multa dos 40% Quando o trabalhador é demitido sem justa causa, ele tem direito a receber o saldo do FGTS que foi depositado pelo empregador durante a vigência do contrato de trabalho mais a multa rescisória de 40% em cima desse valor total. Mesmo que uma parte do dinheiro do FGTS seja sacada, independente da razão, os 40% são calculados em cima do total que a empresa depositou ao longo do contrato de trabalho, e não sobre o valor que restou após o saque realizado. A multa é calculada sobre o "valor para para fins rescisórios" informado no extrato do FGTS. Quem é demitido por justa causa não tem direito ao saque do FGTS nem à multa dos 40%. Ele deve se enquadrar nas situações que permitem o saque. Da mesma forma, quem pede demissão também não tem direito ao saque do FGTS nem à multa – também deve obedecer às hipóteses que autorizam o saque.

Gerente de vendas, conferente de carga e descarga e serralheiro estão entre oportunidades ofertadas. Interessados devem agendar atendimento pela internet. Oportunidades desta quarta-feira (20) foram ofertadas em 22 municípios do estado Gilson Abreu/AEN O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) oferece 620 vagas de emprego em 22 municípios do estado, nesta quarta-feira (20). Os interessados devem se candidatar às oportunidades através das Agências do Trabalho. Jaboatão abre seleção para contratar 35 médicos Seleção em Sirinhaém reúne 353 vagas Recife faz seleção para contratar 500 professores Atendente de lanchonete, assistente de vendas, topógrafo, supervisor de andar, padeiro, pizzaiolo, mecânico de motor a diesel, lavador de automóveis, ciclista de carga, servente de limpeza e nutricionista estão entre os postos de trabalho ofertados nos municípios (confira lista completa mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (213) e em Araripina (32), Arcoverde (6), Belo Jardim (4), Bezerros (1), Cabo de Santo Agostinho (56), Camaragibe (4), Caruaru (71), Garanhuns (3), Goiana (11), Igarassu (5), Ipojuca (115), Nazaré da Mata (7), Palmares (4), Paudalho (2), Paulista (31), Pesqueira (9), Petrolina (9), Salgueiro (2), Santa Cruz do Capibaribe (23), Serra Talhada (8) e Vitória de Santo Antão (4). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq-PE. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias
Vivo, Ypê, Localiza, Nissan, QuintoAndar, DMCard, Litoral Plaza, Zappts, Ingredion, Grupo PetraGold, Turbi, Mitre, Elera, Saint-Gobain, Agência Ecco, Blaze Information Security, BlueBenx, Company Hero, Compugraf, Enext, Evnts, FindUP, Goomer, Incentive.me, Ironhack, NeoAssist e Ramper são as empresas com seleções abertas. As empresas Vivo, Ypê, Localiza, Nissan, QuintoAndar, DMCard, Litoral Plaza, Zappts, Ingredion, Grupo PetraGold, Turbi, Mitre, Elera, Saint-Gobain, Agência Ecco, Blaze Information Security, BlueBenx, Company Hero, Compugraf, Enext, Evnts, FindUP, Goomer, Incentive.me, Ironhack, NeoAssist e Ramper estão com vagas de emprego, estágio e trainee abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos. Vivo A Vivo está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2022 com 750 vagas em 17 cidades: Belém (PA), Belo Horizonte (BH), Brasília (DF), Campinas (SP), Caxias (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Londrina (PR), Osasco (SP), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP), Uberlândia (MG), Vitória (ES) - 50% das oportunidades são exclusivas para pessoas negras. Os interessados precisam estar cursando o penúltimo ou último ano de formação, com graduação entre dezembro de 2022 e dezembro de 2023. Não será exigido inglês, também não há limite de idade nem restrição de curso ou universidade. Os selecionados contarão com benefícios como vale refeição e transporte, plano de saúde e odontológico, seguro de vida, Gympass, day off de aniversário, smartphone com plano de voz e dados ilimitados, além de trabalhar remotamente duas vezes por semana. As inscrições vão até o dia 3 de janeiro de 2022 no link. Ypê A Ypê está com mais de 200 vagas abertas para diversas regiões do Brasil para posições como auxiliar de operações e supervisores, mecânicos e eletricistas, motoristas com CNH E, analistas de atração e seleção, de controladoria, de projetos, de manufatura, analista SAP Salesforce, analista SAP IBP, gerente executivo de manutenção, gerente de projetos e gerente de atendimento ao cliente (customer service). Há postos para atuar nas unidades fabris e nas áreas comerciais, espalhadas por todo Brasil. A Ypê oferece benefícios como assistência médica e odontológica, participação nos lucros ou resultados (PPR), previdência privada, seguro de vida, vale alimentação e cesta de produtos. Inscrições no site https://www.ype.ind.br/carreiras/. Localiza A Localiza abriu o Programa de Trainee 2022. Podem participar profissionais de qualquer graduação formados entre dezembro de 2019 e dezembro de 2021, para atuação na sede em Belo Horizonte. A empresa não exige fluência no idioma inglês. O programa oferece benefícios como vale alimentação, vale transporte, seguro de vida, convênio médico e odontológico, participação nos lucros e resultados, desconto no aluguel de carros e na compra de veículos seminovos e gympass. Inscrições até 15 de novembro no site https://traineelocaliza2022.99jobs.com/ . Nissan A Nissan abriu 120 vagas dentro do programa de estágio, para atuar no Rio de Janeiro, Resende, São Paulo e São José dos Pinhais. Os pré-requisitos são estar cursando um curso de graduação (independente de qual) a partir do terceiro período, e ter disponibilidade para uma carga horária de 30 horas semanais. Os estagiários serão selecionados para atuar em 13 diferentes áreas da Nissan: Engenharia (industrial, produto, desenvolvimento e processo); Manufatura (produção, qualidade e manutenção); Tecnologia da Informação; Marketing e Comunicação; Vendas e Pós-Vendas; Finanças; Recursos Humanos; Jurídico e Compliance; Compras; Projetos; Relações Governamentais; Planejamento de Produto; Supply Chain e Logística. Entre os benefícios estão plano de saúde, seguro de vida, vale refeição/refeitório, vale transporte/fretado, ajuda de custo para montar um home office "de respeito", day off de presente no mês do aniversário, gympass. Os interessados podem se inscrever através do site https://www.nissan.com.br/trabalhe-conosco/programa-estagio.html até o dia 24 de outubro. QuintoAndar O QuintoAndar tem 230 vagas abertas para profissionais de todo o Brasil. As oportunidades são para diversas áreas, com destaque para as 30 vagas de analista de negócio, disponíveis para as áreas de experiência do cliente, jurídico, planejamento, performance, entre outras. A maioria das vagas não exige graduação como pré-requisito, mas ter vivências nas áreas de interesse é um grande diferencial. Para consultar todas as oportunidades e se candidatar, acesse: https://carreiras.quintoandar.com.br/ DMCard A DMCard anuncia que a terceira edição do seu Programa de Estágio, com mais de 20 vagas abertas para estudantes universitários com bolsa-auxílio de R$ 2.300. As vagas são para as áreas de ciência de dados, workbench e segurança da informação/dados. Podem se inscrever estudantes de Engenharias, Análise e Desenvolvimento de Dados, Sistemas de Informação, Matemática, Estatística, Ciência da Computação, Filosofia, Biologia ou cursos afins. Os estudantes podem ser de qualquer lugar do Brasil, já que o trabalho será feito remotamente e a empresa enviará todo equipamento necessário. As inscrições seguem até o dia 25 de outubro pelo link: https://dmcard.gupy.io/jobs/1246479. Litoral Plaza O Litoral Plaza, em Praia Grande (SP), abrirá cerca de 750 vagas temporárias para suprir a demanda para as festas de final de ano e temporada de verão. As oportunidades são para estoquistas, vendedores, atendentes, auxiliares, caixas, gerentes de vendas, supervisores, repositores, balconista, cozinheiro, entre outras. A previsão é que as contratações comecem no mês de novembro. É preciso cadastrar o currículo no site www.litoralplazashopping.com.br, na área "Trabalhe Conosco", ou entregar o documento pessoalmente nas lojas. A administração do shopping não recebe currículos. O Litoral Plaza Shopping fica na Avenida Ayrton Senna da Silva, 1.511, em Praia Grande. Zappts A Zappts está com 12 vagas para trabalho remoto para Agile Master (Remoto), Analista de Qualidade de Software Pleno, Analista de Qualidade de Software Sênior, Estágio em Qualidade de Software, Head of Frontend Development Chapter, Pessoa Desenvolvedora Backend Pleno (.NET), Pessoa Desenvolvedora Backend Pleno (Python), Pessoa Desenvolvedora Frontend Web Pleno (Angular), Pessoa Desenvolvedora Fullstack Sênior (Remoto), Pessoa Desenvolvedora Mobile Pleno (iOS), Pessoa Desenvolvedora Mobile Pleno (React Native) e UX/UI Designer PL. Apesar de o nível universitário não ser uma exigência, é considerado um diferencial. Entre os benefícios estão bônus financeiros mensais para custos com home office e happy hour dos colaboradores, cartão de crédito para alimentação e refeição, plano de saúde, plano odontológico opcional, Gympass. Interessados podem encontrar mais informações no link https://zappts.gupy.io/. Ingredion A Ingredion está com inscrições abertas para o Programa de Estágios 2022, com 36 vagas. As oportunidades são para as plantas de Alcântara, RJ; São Paulo, SP; Balsa Nova, PR; Cabo de Santo Agostinho, PE; e Mogi-Guaçu, SP, nas áreas de Comércio Exterior, Comunicação, Controle de Qualidade, Engenharia, Logística, Manutenção, Marketing, Melhoria Contínua, Nutrição Animal, Produção, Recursos Humanos, Segurança e Meio Ambiente, Suporte ao Cliente, Suporte Técnico (P&D) e Vendas. Os candidatos devem ter graduação prevista para dezembro de 2023 ou 2024, nos cursos de Administração de Empresas; Comércio Exterior; Economia; Engenharia; Farmácia e Bioquímica; Logística; Marketing; Psicologia; Química Industrial; Relações Internacionais; Relações Públicas; e Zootecnia. Entre os benefícios estão vale-transporte ou ônibus fretado para as fábricas, vale-refeição ou restaurante no local, plano médico e odontológico, além de auxílio-medicamento, seguro de vida, Gympass, dia de folga no mês do aniversário e possibilidade de trabalhar remotamente até três vezes por semana. As inscrições devem ser feitas pelo link ingredion.across.jobs. Grupo PetraGold O Grupo PetraGold está com 46 vagas abertas - 16 para hunter de seguros interno, 15 para executivo de seguros externo e 15 para executivo de consórcios externo. Os candidatos devem ter ensino médio e conhecimento no pacote Office. Todas as oportunidades são para atuação presencial, no estado do Rio de Janeiro. Os interessados devem se inscrever no site: https://vagas.petragold.com.br/ Turbi A Turbi está com 50 vagas de emprego abertas. Os cargos são os seguintes: Analista de Atendimento - CX, Android Engineer, iOS Engineer, Mulheres Desenvolvedoras Mobile, Software Engineer - Golang, Software Engineer Node.js Pleno, Analista em Recursos Humanos People, Head of Sales, Analista de Prevenção a Fraudes, Head of, Data Fraud Scientist, Data Fraud Lead, Fullstack Java/ Golang e Recepcionista. Inscrições pelo link https://vaideturbicarreira.solides.jobs/ Mitre A Mitre abiu o Programa de Estágio 2022 com 20 vagas. O estudante tem que ter disponibilidade para estagiar em São Paulo e estar cursando Engenharias, Administração, Economia, Arquitetura e similares. Entre os benefícios estão plano de saúde, plano odontológico, Vitta Prime Care, vale refeição, seguro de vida em grupo e auxílio transporte. A bolsa auxílio é de R$ 2.000. As inscrições devem ser feitas até 14 de novembro pelo link https://www.ciadeestagios.com.br/vagas/mitre/ Elera A Elera abriu o Programa de Estágio 2022 com 10 vagas. Os requisitos são ter pacote office intermediário, inglês básico, estar cursando Engenharias (todas), Psicologia, Administração, Economia, Marketing, Publicidade e Propaganda, ou cursos técnicos de Eletromecânica, Mecatrônica, Eletrotécnica, Mecânica, Automação e Eletrônica, além de poder estagiar em São Paulo e Rio de Janeiro. Os estagiários terão direito aos benefícios como vale transporte, vale refeição, seguro de vida, convênio médico, 13ª bolsa auxílio e subsídio para medicamentos. Inscrição até 8 de novembro pelo link https://sgce.ciadeestagios.com.br/estudantes/ Saint-Gobain A Saint-Gobain abriu o Programa de Estágio 2022 com 14 vagas. É preciso estar cursando Economia, Administração de Empresas, Contabilidade, Engenharias, Comércio Exterior, Análise de Sistemas, Computação e Tecnologia da Informação. Além disso, a empresa pede que os candidatos tenham inglês intermediário e disponibilidade para atuar em São Paulo (capital) e nos municípios de Mauá, Jandira, Guarulhos e Capivari, localizados no estado de São Paulo. Os estudantes irão contar com assistência médica, assistência odontológica, vale refeição ou refeitório no local, vale transporte, convênio Sesc, seguro de vida e vale alimentação. Prazo de inscrição até 8 de novembro pelo link https://www.ciadeestagios.com.br/vagas/saint-gobain/ Agência Ecco A Agência Ecco está buscando por um diretor(a) de arte, com prática em photoshop, ilustrator, Indesign, além de conhecimento básico de animações e WIX. O modelo de contratação é PJ e é oferecido férias de 30 dias e 13º. Os interessados devem cadastrar o currículo, pretensão salarial e portfólio no link. Blaze Information Security A Blaze Information Security está com vaga de Desenvolvedor Full-stack. A empresa oferece salário entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, além de benefícios como plano de saúde, plano odontológico e ticket refeição. Os interessados devem enviar o currículo para o e-mail [email protected] BlueBenx A BlueBenx está com seis vagas abertas para as áreas de tecnologia e mercado financeiro. Entre as oportunidades, estão Gerente de Projetos, Desenvolvedor Backend Sênior, Analista de Suporte TI, Analista de Investimento Trade, Estágio em Inteligência de Mercado (programação) e Estágio em Inteligência de Mercado (análise de mercado). Inscrições no link. Company Hero A Company Hero está com 13 vagas abertas para Desenvolvedor Python Jr., Desenvolvedora Python Júnior (vaga exclusiva para mulheres), Desenvolvedor Full-stack Pleno, Analista Administrativo Externo (São Bernardo/SP), Analista Administrativo Externo (Florianópolis/SC), Analista Administrativo Externo (Porto Alegre/RS), BDR - Business Development Representative, Analista de Testes / QA, UX/UI Designer, Tech Leader, Analista Jr. de atendimento em marketing digital, Analista Pleno - Conteúdo em Vídeo e Analista SEO Pleno. Mais informações no link. Compugraf A Compugraf está com três vagas- duas para Analista Programador (uma Jr. e outra Pleno/Sênior) e uma para Analista de Infraestrutura Pleno/Sênior. A empresa oferece benefícios como ticket refeição e alimentação, assistência médica e odontológica, reembolso de estudos, seguro de vida e PLR. Os interessados devem enviar o currículo para o e-mail [email protected], mencionando a nomenclatura da vaga no assunto. Enext A Enext Wunderman Thompson Company abriu 18 vagas para profissionais especializados em especializados em Front e Back-End Pleno/Sênior, Coordenador (a) de Front-End VTEX, Analista de CRM Tech Júnior/Pleno/Sênior, entre outros. Entre os benefícios estão VR ou VA, auxílio home office, seguro saúde, horário flexível. Os interessados devem se candidatar neste link. Evnts A Evnts está com duas vagas abertas para as posições de Analista de Customer Success Pleno e de Desenvolvedor Back-end Pleno/Sênior. A empresa oferece vale refeição e alimentação, plano de saúde e odontológico, entre outros benefícios. Inscrição no link. FindUP A FindUP está com duas vagas disponíveis para atuação em São Paulo. Na área de departamento pessoal, a empresa possui uma oportunidade para Analista de Cultura Júnior. Para o segmento de vendas, a marca está com vaga de Sales Development Representative. Inscrição no link. Goomer A Goomer está um uma vaga aberta para Desenvolvedor(a) Back-end II. A empresa oferece vale refeição, plano de saúde e odontológico, auxílio bem-estar, parceria com academias, seguro de vida, entre outros benefícios. Os interessados se inscrever no link. Incentive.me A Incentive.me está com uma vaga de Gerente de Produto para atuação em regime remoto. A inscrição pode ser realizada no link. Ironhack A Ironhack está com vagas abertas para Sales Development Representative e Lead Instructor - Web Development. Inscrições no link. NeoAssist A NeoAssist está com 10 vagas para Analista Contábil Pleno, Analista de Customer Success, Analista de Pricing, Analista de Suporte, Pessoa Analista de Testes, Pessoa Desenvolvedora Front End Pleno, Pessoa Desenvolvedor(a) Python Pleno, Especialista UX/UI Designer, Product Manager e Sales Operations. Todas as vagas são para a cidade de São Paulo. Inscrição no link. Ramper A Ramper está com sete vagas. Para a área de Customer Success, são duas oportunidades, uma para Analista Ongoing e outra para Analista Onboarding. Na área de Tecnologia & Produto, a empresa possui quatro vagas para Desenvolvedor(a) Back-end, Desenvolvedor(a) Front-end, Desenvolvedor(a) FullStack e Product Owner (PO). A startup tem ainda uma vaga para SDR (Sales Development Representative). As inscrições podem ser feitas no link.

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quarta-feira (20) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Carminha Maria Gatto Missio, de 65 anos, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB). Conheça. Carminha Gatto Missio está na lista das 100 mulheres mais poderosas do Agro pela Forbes Arquivo Pessoal A agricultora Carminha Maria Gatto Missio, de 65 anos, primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) está na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro da Forbes Brasil. Gaúcha de nascimento, mas baiana de coração, Carminha mora em Luís Eduardo Magalhães, cidade do oeste da Bahia. Formada em direito, ela já trabalhou como costureira e artista plástica, mas hoje, ela vive no universo da agricultura. "Não atuo como advogada, mas fiz uma especialização em direito do trabalho, depois fiz um MBA em Gestão do Agronegócio e sempre tentando ser assertiva no que diz respeito a sustentabilidade da produção rural e do alimento", conta. Casada, mãe de três filhos, Carminha Maria Gatto revelou, em entrevista ao g1, ter sido uma surpresa o reconhecimento na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro da Forbes Brasil, na última sexta-feira (15) e aconselha que as pessoas não tenham medo de buscar seus objetivos. "Toda atividade, seja ela inerente a homem ou a mulher, não tenha medo, é possível. A gente precisa se desafiar, se preparar através de conhecimento e qualificação", destaca. Carminha Missio também reforça que "nenhuma mulher é menos que um homem na mesma profissão, na mesma atividade". Conforme defende, intelectualmente homens e mulheres têm a mesma capacidade, discernimento e competência para os mesmos cargos. Sonho de produzir Carminha Missio foi escolhida como representante da Bahia na lista da Forbes Arquivo Pessoal Carminha também falou sobre o caminho que percorreu para ser a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da FAEB e se destacar na produção de sementes de soja, feijão, arroz, milho, entre outros alimentos. A relação intensa com o oeste da Bahia é desde a década de 80, mas ela só passou a morar em Luís Eduardo Magalhães em 2005, após se formar em direito, no Mato Grosso do Sul. A família, de origem italiana, morava no município de Espumoso, no Rio Grande do Sul. Em 1985, parte dos familiares foi até Luís Eduardo Magalhães, em busca de terras maiores para produzir grãos e assim melhorar a situação financeira. Na década de 80, conforme relata, a agricultura era pouco explorada no oeste da Bahia. A família decidiu pela mudança de estado, mesmo sem saber como funcionava o período de chuva e como trabalhar no solo arenoso, diferente do trabalhado no Rio Grande do Sul. “Nós que somos agricultores, precisamos estar em parceria com a natureza. Não é possível produzir alimentos sem isso e não é preciso ser grande”, diz. "Eu costumo dizer que todos nós precisamos um dos outros. O médico precisa do maiorzinho e cada um vai se estruturando. Agora é preciso se estruturar, se desafiar, ter vontade e determinação”, opina. Carminha Gatto Missio está na lista das 100 mulheres mais poderosas do Agro pela Forbes Arquivo Pessoal Na cidade de Espumoso, Carminha Missio foi criada pelos pais com mais nove irmãos. A agricultora sempre teve desejo de seguir com o trabalho da família, mas não tinha como se desenvolver na região. "Em Espumoso, naquela época, não tinha muitas opções de estudo. Eu estudei até a 4ª série e depois fiz um curso de gestão familiar, onde aprendi como gerir um pouco a produção", relatou. A advogada só terminou o ensino médio com 45 anos, depois que fez um supletivo de três meses. Antes disso, trabalhou como costureira e artista plástica. "Quando meus filhos ficaram adolescentes, eu resolvi que também iria alcançar o segundo grau e fazer uma faculdade”, disse a agricultora. Depois, ela se formou em direito, com o desafio de conciliar com outros compromissos como dirigir a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), no Mato Grosso do Sul. "Fiz a faculdade de direito, nunca precisei de recuperação [na faculdade], apesar de dirigir uma APAE, um grupo de escoteiros, mexendo com intercambio de jovens, tudo ao mesmo tempo e auxiliando meu marido”, recorda Carminha. Antes de ocupar o cargo de vice-presidente da FAEB, a agricultora foi presidente sindical por quatro anos, entre 2015 e 2018. "A gente produz o cimento certificado, que é registrado no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), tudo de acordo com as exigências da lei. Também produzimos soja, milho, feijão, um pouco de arroz e várias coisas que servem para alimentar os animais", conta. Impactos da pandemia e recuperação Carminha Gatto Missio está na lista das 100 mulheres mais poderosas do Agro pela Forbes Arquivo Pessoal Mesmo com a produção forte de grãos no oeste do estado, Carminha Missio conta que sofreu impactos da pandemia da Covid-19, que também trouxe dificuldades para os agricultores da região. Conforme relata, a crise econômica encareceu os preços da matéria-prima usada pelos produtores de grãos e sementes. “A pandemia judiou bastante, encareceu muito os fertilizantes, os produtos químicos, e isso não tem jeito. Isso vai se refletir na cesta básica”, avaliou. No entanto, mesmo com a perspectiva de aumento nos preços dos produtos nas prateleiras dos mercados, a produção tem começado a mostrar sinais de recuperação. "Tem períodos que contratam mais mão de obra e os períodos mais tranquilos, com um quadro de empregadores menor. Hoje a região oeste da Bahia está iniciando plantio, começando período da chuva, então está todo mundo contratando gente", revela. Sobre o impacto da produção de comida no Brasil, ela diz: "Eu posso garantir, que apesar da pandemia, o Brasil é um dos poucos países que, embora com preço não tão acessível, não vai faltar comida. Poderá faltar dinheiro, mas comida, o Brasil tem condição de continuar produzindo". Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu te explico' 🎙

Também nesta quarta, a Caixa paga a sétima parcela aos beneficiários do Bolsa com NIS final 3. A Caixa Econômica Federal (Caixa) começa a pagar nesta quarta-feira (20) a sétima e última parcela do Auxílio Emergencial para os trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família. Os primeiros a receber são os nascidos em janeiro. Também nesta quarta, a Caixa paga a sétima parcela aos beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 3. Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa que deve substituir o Bolsa Família Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 7ª parcela nesta quarta serão liberados em 1º de novembro. Já quem é do Bolsa recebe os recursos da mesma forma que o benefício original. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ RECEBEM A SÉTIMA PARCELA NESTA QUARTA-FEIRA: beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 3 trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em janeiro Calendários de pagamento BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1
Economia propôs valor de R$ 300 para o benefício, no entanto, a previsão é que o governo ultrapasse o teto de gastos e adote R$ 400. Técnicos querem estipular limite dentro da PEC dos Precatórios. Técnicos do Ministério da Economia trabalham para impedir que o Auxilio Brasil, programa que vai substituir o Bolsa Família, ultrapasse o valor de R$ 400 defendidos pela ala política do governo. Segundo fontes da pasta, a ideia é criar uma trava, dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que limite a R$ 30 bilhões a despesa fora do teto de gastos. A PEC dos precatórios é apontada pelo governo como uma possibilidade de abrir espaço no orçamento para que assim seja possível custear o Auxílio Brasil (veja mais abaixo). Entenda a PEC dos precatórios Na manhã desta terça-feira (19) o blog do Valdo Cruz informou que o novo valor do Auxílio Brasil deve ser de R$ 400 até o final de 2022, sendo que R$ 300 seriam pagos dentro do teto de gastos e R$ 100 fora. O anúncio representaria uma vitória da ala política, que defendia um valor maior do que foi proposto pela equipe econômica, de R$ 300. No entanto, diante da reação do mercado e da equipe econômica, o governo federal decidiu adiar o anúncio do novo valor do Auxílio Brasil. Ainda, segundo o blog, o governo federal ainda pretende aumentar o valor e o adiamento servirá apenas para decidir como alcançar esse objetivo sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A equipe econômica agora atua na contenção de danos e em mudanças na Constituição que permitam a manobra fiscal. Ainda, segundo fontes do Ministério da Economia, o limite para despesas fora do teto de gastos na Pec dos Precatórios daria um pouco mais de segurança de que o Auxílio Brasil não irá passar por novas ampliações diante das pressões políticas. Também está em discussão no governo a possibilidade de se prever na PEC a retirada da palavra "imprevisibilidade" dentre os pré-requisitos para a abertura de crédito extraordinário. Segundo a Constituição, esse tipo de crédito, que fica fora do teto de gastos, só pode ser aberto em situações emergenciais e imprevisíveis. Especialistas em contas públicas alertam que a imprevisibilidade não se encaixaria no contexto do Auxílio Brasil em 2022, já que a atividade econômica vem se recuperando e a vacinação contra a Covid-19 tem avançado. A PEC dos Precatórios, que propõe um teto para o pagamento de dívidas da União já reconhecidas pela Justiça, teve a votação adiada, na comissão especial da Câmara, desta terça (19) para quarta-feira (20). O relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), está trabalhando em um novo parecer. Auxílio Brasil de R$ 400 O governo deve fixar o valor do Auxílio Brasil em R$ 400 mensais e pagar o benefício até o fim de 2022. Desse total, R$ 300 seriam pagos dentro do teto de gastos e R$ 100 fora, via crédito extraordinário. A previsão do orçamento do programa em 2022 é: R$ 35 bilhões que já estão previstos para o Bolsa Família; R$ 24 bilhões dentro do teto de gastos; R$ 30 bilhões via crédito extraordinário, fora do teto; Total: R$ 89 bilhões. Anteriormente, a ideia era manter toda a despesa dentro do teto de gastos, com um valor de R$ 300 mensais, mas a equipe econômica acabou perdendo a queda de braço para a ala política do governo, que busca ampliar o valor do benefício em ano eleitoral. PEC dos Precatórios Precatórios são dívidas da União com pessoas físicas, jurídicas, estados e municípios reconhecidas em decisões judiciais definitivas, ou seja, que não são mais passíveis de recursos e que devem ser pagas pelo governo. A PEC dos Precatórios pretende reduzir os precatórios do próximo ano de R$ 89 bilhões para cerca de R$ 40 bilhões, e, na prática, abre espaço no teto de gastos de R$ 50 bilhões para outras despesas — entre elas, o Auxílio Brasil. No último dia 7, o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara dos Deputados leu seu parecer. Um pedido de vista coletiva adiou a votação da proposta pela comissão especial. Caso seja aprovada pelo grupo, a PEC vai ao plenário da Câmara, onde terá de obter apoio de pelo menos 308 deputados em dois turnos. VÍDEOS: notícias sobre economia

Investidores que colocarem dinheiro neste novo ETF vão aplicar em contratos no mercado futuro vinculados à criptomoeda. Bitcoin Nurphoto/Via BBC O primeiro fundo de investimentos indexado (ETF) ao bitcoin estreou nesta terça-feira (19) na bolsa de Nova York, e muitos participantes do mercado de criptoativos veem neste novo produto um mecanismo para popularizar as moedas digitais. ETFs vinculados ao bitcoin já existem na Ásia, no Canadá e no Brasil, mas esta é a primeira vez que um é aberto na principal praça financeira do planeta. Como funcionam o bitcoin e outras criptomoedas? G1 Explica Argentinos lançam criptomoeda dedicada a Diego Maradona O ProShares Bitcoin Strategy ETF (BITO), nome completo deste fundo indexado (exchange traded fund em inglês), ou seja, cuja evolução está atrelada a algum tipo de ativo, neste caso o bitcoin, fechou em alta de 4,95% a US$ 41,98 por título. Cerca de 23,9 milhões de títulos de mais de US$ 1 bilhão mudaram de mãos, segundo estimativas da Bloomberg News. Este novo fundo e seu lançamento na bolsa impulsionaram a cotação do bitcoin nos últimos dias. Nesta terça, o bitcoin manteve sua ascensão no mesmo ritmo do fundo ETF (+4,42%), chegando a US$ 64.056 , perto de seu recorde de abril (US$ 64.870). Para Art Hogan, da National Securities, a chegada deste novo produto financeiro no mercado "era certamente uma das mais esperadas e é o que impulsionou a alta da criptomoeda" nesta terça-feira (19). Evento simbólico Diferentemente de outros fundos de investimento, em um ETF é possível colocar e tirar dinheiro a qualquer momento. Em um sinal da importância do evento, os dirigentes da ProShares, a empresa que lançou o produto, estiveram presentes no pregão da New York Stock Exchange para tocar o sino de abertura do mercado. Os investidores que colocarem dinheiro neste novo ETF não vão comprar bitcoins diretamente. Seu dinheiro será aplicado em contratos no mercado futuro vinculados a esta criptomoeda. Este funcionamento indireto das aplicações foi fundamental para a autoridade reguladora dos mercados americanos, a SEC, que alertou para a volatilidade do bitcoin. Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas As autoridades da bolsa não se opuseram ao lançamento deste fundo, embora o tenham feito em casos anteriores desde 2013. No entanto, publicaram um tuíte com uma advertência na semana passada, o que reflete as dúvidas e críticas que estes novos ativos digitais suscitam. "Antes de investir em um fundo que tem contrato futuro com bitcoins, assegure-se de ter pesado os riscos e os benefícios", escreveu o organismo. Alguns especialistas do setor relativizaram o lançamento deste produto, ao considerar que os investimentos que desejarem se expor ao bitcoin já tinham a possibilidade de acessar esta criptomoeda com facilidade. "Não é a solução definitiva, mas é uma boa solução temporária", resumiu Nicholas Colas, cofundador da consultoria DataTrek. Para ele, a verdadeira revolução foi o lançamento em 2017 dos contratos a futuro com base no bitcoin, sobre os quais se apoia o novo fundo introduzido nesta terça na bolsa nova-iorquina. Entrevistado nesta terça-feira (19) pela CNBC, o presidente da SEC, Gary Gensler, destacou que estes contratos a futuro são regulados com sucesso há quatro anos. Mas, embora a exposição ao bitcoin seja indireta, "são um tipo de ativos altamente especulativos", insistiu. Cotação em alta A antecipação do lançamento deste novo fundo impulsionou a cotação do bitcoin nos últimos dias. Seu preço disparou 40% em um mês. "O BITO oferecerá aos investidores a possibilidade de se expor facilmente aos rendimentos do bitcoin, através de uma conta de corretagem (...), o que elimina a necessidade de uma conta em uma plataforma de intercâmbio de criptomoedas", acrescentou o grupo Proshares, um dos principais provedores de ETFs, em um comunicado divulgado na segunda-feira. "Lembramos de 1993 e do primeiro ETF de ações; 2002 e do primeiro ETF de obrigações, e de 2004 no primeiro ETF de ouro. O ano de 2021 ficará na memória pelo primeiro ETF ligado a uma criptomoeda", comemorou na segunda-feira o presidente da ProShares, Michael Sapir. Os ETFs se desenvolveram de forma exponencial há 20 anos e se valorizam em mais de US$ 5 trilhões de dólares nos Estados Unidos, o que representa 70% do mercado mundial destes fundos.
Governo estuda pagar R$ 400 mensais no novo Bolsa Família, mas R$ 100 ficariam fora do teto de gastos e teriam validade só até o fim de 2022. Anúncio foi adiado após críticas. O deputado Marcelo Aro (PP-MG) afirmou nesta terça-feira (19) que não aceitará incluir um auxílio temporário dentro da medida provisória que cria o Auxílio Brasil – programa social que vai substituir o Bolsa Família. Aro é o relator do texto na Câmara dos Deputados. Como antecipou no g1 o blog do Valdo Cruz, o governo quer pagar um auxílio mensal de R$ 400 para 17 milhões de famílias. Para respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal e o teto de gastos, no entanto, só cabem no Orçamento R$ 300 mensais. Os outros R$ 100 teriam que ser pagos fora do teto de gastos, na forma de um auxílio temporário com validade até dezembro de 2022. Nesse formato, o governo não seria obrigado a criar uma nova fonte permanente de receitas para custear o valor global. Bolsa cai e dólar sobe: entenda a reação do mercado Perguntas e respostas: o que se sabe sobre o novo programa "O que eu disse aqui pro ministro João Roma [Cidadania], pro ministro Ciro [Nogueira, Casa Civil], para os demais. Eu sou um defensor da renda básica universal. Enfim, eu tenho toda a minha pauta voltada pra isso, mas eu não posso aceitar dentro de uma medida provisória que nós estamos mudando o conceito, toda a estrutura de um programa social, a gente colocar no meio um auxílio temporário que no meu ponto de vista só tem um único objetivo, um cunho eleitoral, né?", afirmou Aro ao sair de reunião no Palácio do Planalto. "A gente tem que ter segurança que o beneficiário vai receber aquele benefício. Quando a gente faz um auxílio temporário, a gente está dando por um tempo, mas daqui a pouquinho nós vamos tirar", explicou Aro. O governo chegou a prever uma cerimônia nesta terça para anunciar o valor do Auxílio Brasil, mas desistiu diante da resistência da equipe econômica e das reações contrárias ao pagamento fora do teto de gastos. Veja abaixo: Reação do mercado faz planalto adiar lançamento do Auxílio Brasil Inclusão em outro texto Marcelo Aro afirmou que a ideia cogitada agora pelo governo é colocar o benefício temporário dentro da proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, também em tramitação na Câmara. "O ministro [João Roma] falou que a ideia é colocar esse auxílio temporário, que duraria só até o ano que vem, talvez na PEC dos precatórios. E eu vou confessar pra vocês que eu me sinto mais tranquilo assim. Eu ficaria muito desconfortável de ter na medida provisória que eu relato um auxílio que eu sei que não vai permanecer pro cidadão mais carente", concluiu Aro. A PEC autoriza o governo a parcelar o montante previsto para 2022 no pagamento de precatórios – dívidas do governo já reconhecidas em definitivo pela Justiça. A PEC é vista como fundamental para viabilizar o Auxílio Brasil, já que o Orçamento de 2022 não comporta o pagamento integral dos precatórios e o valor do novo Bolsa Família ao mesmo tempo.

Cão Weiser, que viajava de Guarulhos (SP) para Aracaju (SE), morreu asfixiado durante o trajeto. Após o episódio, Latam suspendeu transporte de pets no porão de aviões por 30 dias no Brasil. O engenheiro Giuliano Conte, de 29 anos, dono do cão Weiser Arquivo pessoal Dono de cachorro que morreu durante um voo da Latam entre Guarulhos (SP) e Aracaju (SE), o engenheiro civil Giuliano Conte afirmou nesta terça-feira (19) que espera que “todas as companhias aéreas revejam a forma como transportam os animais” no Brasil. Segundo Conte, o cão Weiser, de quase 4 anos, embarcou no voo da Latam Cargo em 14 de outubro em perfeitas condições de saúde, mas chegou morto ao aeroporto da capital sergipana. Por causa do episódio, a Latam decidiu interromper por 30 dias o transporte de pets no porão de aviões da companhia desde a última sexta-feira (15). A suspensão, segundo Giuliano Conte, “não vai trazer o Weiser de volta”, mas é o primeiro passo, segundo ele, para que todas as companhias aéreas revejam suas políticas de transporte de animais. “Nada vai trazer o Weiser de volta. Nós estamos em choque e muito abalados, mas esperamos que esse seja o primeiro passo para que não só a Latam, mas todas as companhias aéreas, revejam suas políticas de transporte de animais no Brasil”, disse ele. “Nós fizemos tudo o que a companhia orientou. Trocamos a caixa de acrílico por madeira, chegamos quatro horas antes da saída do avião, o cão estava com a documentação em ordem. Mas mesmo assim aconteceu essa tragédia. Algo está sendo feito errado por eles”, completou o rapaz. O engenheiro Giuliano Conte e o cão Weiser, que viajava de Guarulhos (SP) para Aracaju (SE), mas morreu por asfixia no trajeto Arquivo pessoal Weiser era um cachorro da raça american bully, que possui porte físico forte e atlético. Os especialistas afirmam que o cão é uma das variações da família dos pitbulls, se destacando por ser muito leal ao dono. Giuliano Conte diz que ele era o melhor amigo dele e da esposa, que está grávida de três meses e muito abalada com o ocorrido. “É muito triste chegar em casa hoje e não ser recebido por ele no portão. Muito difícil perder um melhor amigo dessa forma, no dia do meu aniversário de 29 anos e com a esposa grávida de três meses. Ele era a nossa alegria. Não dá para descrever o impacto disso neste momento de tanta mudança pra gente”, disse o engenheiro. O que diz a Latam Procurada pela reportagem do g1, a Latam afirmou que “está consternada com o ocorrido ao cão Weiser, transportado na tarde de 14 de outubro de 2021” e afirmou que o laudo do veterinário contratado pela empresa mostrou que o cão da família Conte morreu por asfixia, após roer parte da caixa de madeira (kennel) em que era transportado no avião. A empresa diz que seguiu todos os procedimentos requeridos para o transporte de animais e que a caixa de transporte estava em concordância com os protocolos da empresa para o transporte de animais de grande porte. “Em laudo emitido pela clínica veterinária que atendeu o Weiser, foi observado que ele roeu o kennel de madeira em que estava e se asfixiou. O Kennel estava em concordância com o processo de transporte de animais e de grande porte. A LATAM está acompanhando o caso e segue à disposição para prestar toda a assistência aos tutores do cão”, disse a nota (veja a íntegra ao final da reportagem). O cão Weiser, da raça american bully, que tinha quase quatro anos de idade. Acervo pessoal Outras viagens Giuliano Conte, dono do Weiser, disse ao g1 que já havia viajado com o cachorro de avião em outras oportunidades, embarcando o animal no mesmo voo dele e da família. Mas ao chegar no aeroporto de Guarulhos no feriado de 7 de setembro para seguir para Aracaju, foi informado no galpão de check-in que os procedimentos da empresa haviam mudado. “Eu já estava com autorização da empresa para que ele fosse no mesmo voo que eu, como já tínhamos feito em outras oportunidades. Nunca tinha tido nenhum problema. Dessa vez, porém, negaram o embarque dele comigo e disseram que ele teria que seguir em outro voo da Latam cargo. Levamos ele para a casa dos meus sogros até que um novo processo fosse feito para ele embarcar outro dia. E deu nisso...”, declarou Conte. A Latam afirmou, por meio de nota, que “já vinha fazendo uma análise profunda de todos os procedimentos deste tipo de transporte, e neste lamentável evento cumpriu todos os processos de forma correta”. “Diante deste cenário, a empresa decidiu neste momento suspender a venda para o transporte de Pets no porão das aeronaves nos 30 próximos dias para o mercado brasileiro”, declarou a nota. Segundo a empresa, o cliente que já adquiriu o serviço poderá seguir com o transporte normalmente, postergar sem custo ou então optar pelo reembolso nos canais de atendimento. Pet na cabine da aeronave Para quem pode levar os animais de estimação na cabine da aeronave, junto com os passageiros, o serviço segue normalmente em voos da Latam. Para levar a bordo, o cachorro ou gato deve ter: bom estado de saúde; atestado médico emitido por um veterinário até 10 dias antes do voo e mais alguns certificados, dependendo do destino; comportamento dócil; pelo menos 8 semanas de vida, com exceção dos Estados Unidos, que aceitam animais apenas a partir de 4 meses de idade; o animal não pode estar sedado; deve estar em kennel que atenda as regras da empresa. A solicitação para o serviço, que é pago à parte, deve ser feita em contato com a Latam por reserva ou até 4 horas antes do voo (sujeito à disponibilidade). Para levar o pet, o check-in precisa ser feito no aeroporto. Outro caso Em setembro passado, a estudante Gabriela Duque Rasseli, de 24 anos, cobrou a Latam por possíveis maus-tratos contra seu cachorro de estimação, durante um voo entre São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo ela, o animal morreu depois de passar algumas horas aos cuidados da empresa. "A empresa esclarece ainda que seguiu todos os procedimentos de aceitação e transporte do pet, que atendem rigorosamente aos regulamentos de autoridades nacionais e internacionais", disse a companhia à época. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Íne

Nesta terça-feira (19), estatal confirmou que não poderá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, que vieram acima de sua capacidade de produção. Por ora, ANP negou risco de desabastecimento. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters Sem capacidade para atender todos os pedidos por fornecimento de combustível em novembro, a Petrobras informou na noite desta terça-feira (19) que a demanda adicional pelo produto poderá ser absorvida por empresas importadoras do setor. "Atualmente, há dezenas de empresas cadastradas na ANP aptas para importação de combustíveis. Portanto, essa demanda adicional pode ser absorvida pelos demais agentes do mercado brasileiro", informou a estatal em comunicado. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Mais cedo, a Petrobras confirmou que não poderá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis para novembro, que vieram acima de sua capacidade de produção, acendendo um alerta para distribuidoras, que apontaram para risco de desabastecimento no país. A estatal disse que "os pedidos extras solicitados para novembro vieram 20% acima da sua capacidade de suprimento no caso do diesel e 10% acima em relação à gasolina, configurando-se como uma demanda atípica tanto em termos de volume como no prazo para fornecimento." LEIA TAMBÉM Gasolina sobe 3,3% em uma semana e chega a custar R$ 7,49 o litro, segundo a ANP 'Tudo o que excede R$ 2 não é nossa responsabilidade', diz Petrobras sobre alta da gasolina Na semana passada a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) – que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis – afirmou que a petroleira teria avisado diversas associadas sobre "uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel" para novembro. Isso porque, segundo a Brasilcom, as empresas não estão conseguindo comprar combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional "estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil". Sem desabastecimento Também nesta terça-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou que "não há indicação de desabastecimento no mercado nacional de combustíveis, nesse momento". "A ANP segue realizando o monitoramento da cadeia de abastecimento e adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos", disse a ANP em nota. Vídeos: Últimas notícias de economia

Mudança do Bolsa Família com despesa fora do teto de gastos gera temor de descontrole da inflação, aumento de juros e consequente piora do PIB e do mercado de trabalho. Anúncio do substituto do Bolsa Família, previsto para esta terça, foi adiado indefinidamente Reuters O presidente Jair Bolsonaro iria anunciar nesta terça-feira (19/10) o novo Auxílio Brasil com valor de R$ 400, para substituir o Bolsa Família em 2022, ano de eleições. Pouco antes do horário previsto, porém, o Ministério da Cidadania informou que a cerimônia, que seria realizada no Palácio do Planalto, estava cancelada e sem previsão de nova data. Enquanto os beneficiários do Bolsa Família seguem no escuro sobre o que será da sua renda a partir de novembro, quando chega ao fim o auxílio emergencial pago durante a pandemia do coronavírus, a desistência de Bolsonaro é mais um capítulo de uma série de tentativas frustradas do governo de reformular o programa social gestado nos anos Lula. O cancelamento do anúncio foi uma resposta à reação extremamente negativa do agentes do mercado financeiro à proposta. Na tarde desta terça-feira, a bolsa de valores chegou a cair mais de 3% e o dólar superou os R$ 5,60. A perspectiva de que parte dos R$ 400 previstos para o novo auxílio venha de recursos fora do teto de gastos foi o motivo desse profundo mau humor dos mercados. Aprovado em 2016, o teto de gastos limita o crescimento da despesa do governo de cada ano à variação da inflação do ano anterior. A ideia da regra é limitar o crescimento descontrolado da dívida pública, mas as tentativas do governo de furar a lei têm sido frequentes. Segundo economistas, o possível descontrole das contas públicas que seria resultado desse gasto fora do teto piora as perspectivas para a inflação futura, o que pode fazer com que o Banco Central tenha que elevar ainda mais os juros para conter a alta de preços. Com mais inflação e mais juros, as empresas tendem a retrair investimentos, prejudicando o crescimento do PIB e, consequentemente, a geração de empregos. "É um enorme equívoco o governo e o Congresso insistirem em falsas soluções, usando como escudo os mais vulneráveis para extrair benefícios privados", diz Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da RPS Capital e ex-diretor da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado federal. Ele avalia, assim como os demais economistas, que o governo Bolsonaro está fazendo as mudanças de olho nas eleições de 2022. "Com a perda do poder de compra da população, gerada pelo aumento da inflação que vai resultar da disparada do dólar, o governo está dando com uma mão e tirando com a outra. As pessoas não vão ter o benefício que está sendo vendido", diz o analista. O que se sabe sobre o novo Auxílio Brasil O presidente Bolsonaro enviou, em 10 de agosto, uma Medida Provisória com a criação do Auxílio Brasil. Por ser uma Medida Provisória, o texto passa a valer imediatamente, mas ainda terá que passar por votação no Congresso em até 120 dias para que se torne definitivo. A expectativa do governo era começar a pagar o benefício já em novembro, posto que a última parcela do auxílio emergencial já está sendo paga. Mas ainda não há certeza se será possível viabilizar o novo benefício até lá e há possibilidade de o auxílio ser prorrogado novamente. Incialmente, o governo planejava pagar R$ 300 de Auxílio Brasil, para 17 milhões de pessoas. O Bolsa Família atende atualmente 14,6 milhões, com um valor médio de R$ 190. Para bancar a diferença em novembro e dezembro desse ano, o governo aumentou em setembro a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), um imposto que incide sobre operações como empréstimos, compra de moedas, contratações de seguros e investimentos, de pessoas físicas e jurídicas. Com esse o aumento de imposto, o governo previu arrecadar R$ 1,6 bilhão, que complementaria R$ 7,7 bilhões em recursos não utilizados do Bolsa Família, somando os R$ 9,4 bilhões estimados como necessários para pagar o Auxílio Brasil de R$ 300 reais por dois meses. Para 2022, o financiamento do benefício ainda estava em aberto, dependendo de medidas incertas como a aprovação da PEC dos Precatórios, que adiaria o pagamento pelo governo de dívidas com decisão judicial definitiva; e a reforma tributária, que prevê a taxação de lucros e dividendos, o que também geraria um aumento de receita. No entanto, candidato à reeleição em 2022, Bolsonaro determinou que o auxílio emergencial deveria ter valor de R$ 400, e não R$ 300 como previsto inicialmente. Assim, o novo benefício teria valor superior ao auxílio emergencial, que atualmente é de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Para acomodar o gasto extra em 2022, seria necessário uma despesa fora do teto de gastos de R$ 30 bilhões, conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo. Foi esse gasto fora do teto que azedou o humor dos mercados. Terremoto no mercado "O mercado reagiu mal porque é uma destruição do arcabouço fiscal atual que nós temos, que é o teto de gastos", diz Barros, da RPS Capital, referindo-se ao conjunto de regras criadas para tentar manter a estabilidade das contas públicas. "Ao invés de equilibrar a responsabilidade fiscal com a social, o que é perfeitamente possível, o governo está usando as pessoas mais vulneráveis para atender a interesses questionáveis, fragilizando as contas públicas", acrescenta o analista. Ao mirar a reeleição de Bolsonaro, em detrimento da saúde das contas públicas, o mercado passa a não ter segurança quanto à trajetória futura da dívida pública do país. Com isso, aumenta a percepção de risco em relação ao Brasil, o que se reflete em alta da curva de juros futuros e do dólar. "O câmbio mais desvalorizado contamina a inflação e isso retira poder de compra da população", diz Barros. O câmbio afeta, por exemplo, o preço dos combustíveis, já que o petróleo é cotado em dólar. Pesa também sobre os alimentos, com o aumento da exportação que reduz a oferta interna, e sobre os custos industriais, já que muitos insumos da nossa indústria são importados. "A curva de juros mais inclinada piora as condições de investimento produtivo na economia, porque a decisão de investir não é dada pela Selic de hoje, mas pela curva de juros futuros. Quando tem uma decisão política tão desastrada como essa, isso afeta portanto o investimento da economia real e a geração de emprego e renda", explica o analista. Ainda conforme Barros, a perspectiva de inflação maior pode fazer o Banco Central ter de aumentar mais a Selic, o que tende a funcionar também como um freio para os investimentos e o consumo. Em resumo, diz o economista, ao tentar dar um benefício maior aos mais pobres bagunçando as contas públicas, são justamente os mais pobres quem podem sair mais prejudicados. "O saldo líquido é negativo, estão usando os vulneráveis como escudo. É uma covardia isso."
Projeto prevê benefício de ao menos 50% do preço do botijão de 13 quilos, a cada dois meses. Custeio virá de dividendos da Petrobras e bônus de leilões de petróleo, entre outras fontes. O Senado aprovou nesta terça-feira (19), por 76 votos a 1, o projeto de lei que cria um programa social com o objetivo de ajudar famílias de baixa renda a comprar botijões de gás de cozinha. O texto será analisado novamente pela Câmara. Se virar lei, a iniciativa permitirá que as famílias beneficiárias recebam, a cada dois meses, o valor correspondente a pelo menos 50% do preço médio nacional de revenda do botijão de 13 kg. O programa, segundo o texto, terá duração de 5 anos. Veja como votaram os senadores O projeto já foi aprovado pela Câmara, mas será analisado novamente pelos deputados porque o relator, Marcelo Castro (MDB-PI), fez mudanças significativas no texto. A nova versão funde o texto aprovado pelos deputados com uma proposta similar apresentada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). Defensores do programa dizem que o subsídio é necessário diante dos sucessivos aumentos no preço do gás de cozinha no país. O botijão de 13 kg já está na casa de R$ 100, chegando a R$ 135 em alguns estados brasileiros. Veja no vídeo abaixo como esse preço afeta as famílias: Botijão de gás já consome 10% do salário mínimo em 16 estados Parlamentares favoráveis ao projeto também ressaltam que, em razão do alto preço, muitas famílias voltaram a cozinhar com lenha e carvão, o que aumenta a incidência de doenças pulmonares e de acidentes graves com queimaduras. Conforme o projeto, terão direito ao benefício: famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou famílias que tenham entre os integrantes residentes no mesmo endereço quem receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A proposta original previa que o valor a ser repassado a cada dois meses seria de 40% do preço médio do botijão. Relator do texto, o senador Marcelo Castro elevou o percentual para o mínimo de 50%. Ainda conforme a proposta: o pagamento do voucher para compra de gás será feito preferencialmente à mulher chefe de família; o governo poderá utilizar a estrutura do Bolsa Família, ou de programa que vier a substituí-lo, para operacionalizar os pagamentos dos benefícios. Inflação do Brasil em 2021 será maior que a de 83% dos países De onde vem o dinheiro? Conforme o projeto aprovado, os recursos para o custeio do programa sairão: dos dividendos (parte dos lucros) pagos pela Petrobras à União; dos bônus de assinatura das rodadas de licitação de blocos para a exploração e produção de petróleo e gás natural, ressalvadas as parcelas eventualmente destinadas à Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural (PPSA) e aos estados, Distrito Federal e municípios; de parcela da União referente ao valor dos royalties de petróleo e gás natural; de receita pela venda de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos destinada à União; de outros recursos previstos no Orçamento da União. De acordo com cálculos feitos pelo relator, a despesa anual com o programa será de cerca de R$ 4 bilhões. Inicialmente, a proposta de Eduardo Braga previa custear o programa com o aumento da alíquota da Cide incidente sobre combustíveis, mas houve resistência porque a medida poderia provocar um aumento do preço da gasolina, que já está em patamar elevado. "Considerando todos os aumentos do preço da gasolina ocorridos nos últimos meses, não seria justo com a população impor um aumento adicional da alíquota da Cide incidente sobre esse combustível", declarou Castro.

Gita foi a primeira mulher a ocupar o posto. Órgão informou que a busca por um nome para a posição 'começará em breve'. A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, deixará a instituição em janeiro para voltar ao seu cargo no Departamento de Economia da Universidade de Harvard, anunciou a instituição nesta terça-feira (19). De forma excepcional, a Universidade de Harvard tinha prorrogado por um ano a licença para o serviço público de Gopinath, o que lhe permitiu atuar como economista-chefe do FMI por três anos, segundo o comunicado. Gita Gopinath, economista-chefe do FMI REUTERS/Rodrigo Garrido Gopinath dirige o departamento de pesquisas do FMI, encarregado do relatório trimestral Perspectivas da Economia Mundial (WEO na sigla em inglês). LEIA TAMBÉM: FMI reforça riscos de inflação, mas diminui pouco a projeção de crescimento global A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que a "contribuição" de Gopinath foi "verdadeiramente notável". "Seu impacto no trabalho do FMI tem sido enorme", acrescentou. Gopinath, de 49 anos, nasceu e cresceu na Índia, antes de concluir seus estudos nos Estados Unidos, onde adquiriu a cidadania americana. Ela fez história como a primeira mulher a ocupar o cargo de economista-chefe do FMI. "Nós nos beneficiamos enormemente de sua inteligência aguçada e de seu profundo conhecimento das finanças internacionais e da macroeconomia enquanto atravessamos a pior crise econômica desde a Grande Depressão", destacou Georgieva. Gopinath é coautora do relatório "Pandemic Paper" sobre como pôr fim à pandemia de covid-19, estabelecendo metas de vacinação em escala mundial, lembrou o FMI. "Este trabalho levou à criação do Grupo de Trabalho Multilateral, integrado pelos dirigentes do FMI, do Banco Mundial, da OMC e da OMS para ajudar a pôr fim à pandemia", informou. Também levou à formação de um grupo de trabalho com fabricantes de vacinas "para identificar barreiras comerciais, gargalos no abastecimento e acelerar a entrega de vacinas a países de rendas baixa e média baixa". Gopinath também contribuiu para o estabelecimento de uma equipe sobre as mudanças climáticas dentro do FMI com o objetivo de analisar "políticas ótimas para a mitigação das mudanças climáticas". O FMI informou que a busca pelo sucessor de Gopinath "começará em breve". Vídeos: Últimas notícias de economia
Petrobras informou ao mercado que não atenderá completamente a demanda das distribuidoras de novembro, gerando temores de desabastecimento. A reguladora ANP afirmou nesta terça-feira (21) em nota que "não há indicação de desabastecimento no mercado nacional de combustíveis, nesse momento", após a Petrobras informar ao mercado que não atenderá completamente a demanda das distribuidoras de novembro. Em comunicado, a petroleira afirmou que recebeu uma "demanda atípica" de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los. "A ANP segue realizando o monitoramento da cadeia de abastecimento e adotará, caso necessário, as providências cabíveis para mitigar desvios e reduzir riscos", disse a ANP em nota. LEIA TAMBÉM: Gasolina sobe 3,3% em uma semana e chega a custar R$ 7,49 o litro, segundo a ANP 'Tudo o que excede R$ 2 não é nossa responsabilidade', diz Petrobras sobre alta da gasolina Gasolina a R$ 7 o litro: por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso Na semana passada a Associação das Distribuidoras de Combustíveis Brasilcom – que representa mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis – afirmou que a Petrobras teria avisado diversas associadas sobre "uma série de cortes unilaterais nos pedidos feitos para fornecimento de gasolina e óleo diesel" para novembro. Para a associação, "as reduções promovidas pela Petrobras, em alguns casos chegando a mais de 50% do volume solicitado para compra, colocam o país em situação de potencial desabastecimento". Isso porque, segundo a Brasilcom, as empresas não estão conseguindo comprar combustíveis no mercado externo, pois os preços do mercado internacional "estão em patamares bem superiores aos praticados no Brasil". Gasolina passa dos R$ 6 em 22 estados e no DF, diz ANP
Ciro Nogueira (Casa Civil) e João Roma (Cidadania) visitaram presidente da Câmara, Arthur Lira, para tratar do tema. Ala política defende R$ 400 mensais; proposta gerou críticas por driblar teto. Os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Cidadania, João Roma, afirmaram nesta terça-feira (19) que o governo ainda não definiu o valor mensal a ser pago no Auxílio Brasil – programa social que vai substituir o Bolsa Família. A afirmação foi dada após uma reunião de Roma e Nogueira com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para tratar do tema. João Roma chegou a dizer, horas antes, que haveria um anúncio sobre o programa no Palácio do Planalto – mas a cerimônia foi adiada pelo governo. Pela manhã, a informação de que o governo pagaria R$ 400 até o final de 2022, adiantada pelo blog do Valdo Cruz no g1, provocou reação do mercado e da equipe econômica. Se confirmada, representaria uma vitória da ala política do governo – que defendia um valor maior do que o proposto pela Economia, de R$ 300. Veja abaixo: Valdo Cruz: governo deve anunciar hoje auxílio de R$ 400 até o fim de 2022 No fim da tarde, Roma afirmou que o governo ainda está “chegando aos detalhes finais” de uma proposta que viabilize o pagamento do novo auxílio. “Para isso, viemos visitar o presidente da Câmara para tratar de detalhes, inclusive do texto da PEC dos Precatórios”, disse o ministro. Segundo o blog da Ana Flor no g1, o desenho definido pelo governo para o Auxílio Brasil prevê a criação de um programa temporário, até dezembro de 2022, para substituir o Bolsa Família. Bolsa cai e dólar sobe: entenda a reação do mercado Perguntas e respostas: o que se sabe sobre o novo programa Entenda no vídeo abaixo por que o modelo em estudo para o Auxílio Brasil gerou críticas de economistas e especialistas em contas públicas: Auxílio Brasil: Entenda como governo planeja driblar teto de gastos Chefe da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira disse que o governo espera terminar o dia com o tema "ajustado" – mas não soube informar qual será a data do anúncio. "Estamos ajustando ainda, esperamos estar com isso ajustado até o final do dia. Não sei se é possível anunciar hoje ainda, estamos ajustando." O evento no Palácio do Planalto não chegou a ser confirmado oficialmente pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, mas foi incluído nas agendas dos ministros. Convidados para a cerimônia chegaram a ir ao Planalto, mas foram embora no meio da tarde. Relator da MP discorda do modelo O relator da medida provisória do Auxílio Brasil, deputado Marcelo Aro (PP-MG), participou da reunião dos ministros com Lira e, em seguida, de um novo encontro no Palácio do Planalto. Na saída dos dois compromissos, Aro disse discordar do modelo anunciado pelo governo para encaixar os R$ 400 mensais no orçamento. "Na minha opinião, não é o caminho. Precisamos de uma politica estruturante, de uma política de estado e não acredito que benefícios temporários sejam a solução para essa camada mais vulnerável e necessitada do nosso país", afirmou, ao sair da reunião na Câmara. Após a segunda reunião, Marcelo Aro foi ainda mais enfático – e disse que não vai incluir no texto da MP um "programa temporário" para autorizar o governo a furar o teto de gastos em 2022. "A minha opção é que seja tudo dentro do teto, com responsabilidade fiscal e com previsibilidade para o beneficiário. Quando a gente faz auxílio temporário, a gente está dando, mas daqui a pouco vamos tirar", disse Aro. O governo enviou a MP ao Congresso antes mesmo de definir o novo valor do benefício e a fonte dos recursos adicionais. A intenção é incluir esse detalhamento durante a tramitação da medida. Para pagar R$ 400 mensais sem, teoricamente, desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo montou uma estratégia que divide o programa em duas estruturas: R$ 300 de cada parcela seriam custeados dentro do orçamento já previsto para o antigo Bolsa Família e incluído na legislação atual. Esse valor cabe no teto de gastos públicos; os R$ 100 restantes seriam pagos "fora do teto", mas como um programa temporário. Por não ser custo permanente, no papel, o governo ficaria livre de indicar uma nova fonte de receita. A equipe econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes, era contra qualquer pagamento fora do teto dos gastos públicos. Agora, as previsões são de que, dos R$ 84 bilhões que devem ser destinados aos novos programas sociais, mais de R$ 30 bilhões ficarão fora do teto dos gastos públicos. PEC dos Precatórios Mais cedo nesta terça, a reunião da comissão especial destinada à votação da PEC dos Precatórios foi adiada. A proposta, que estabelece um teto anual para gastos do governo com precatórios, é considerada fundamental pelo Planalto para bancar o programa. Isso, porque o Orçamento de 2021 e o teto de gastos não comportam, ao mesmo tempo, o Auxílio Brasil e o valor integral dos precatórios. Integrantes da comissão disseram que divergências em relação ao parecer do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) levaram ao adiamento. Segundo o deputado Enio Verri (PT-PR), o texto tem muitos problemas. "Eles estão querendo colocar também essa questão do Auxílio Brasil, que eles não resolveram se serão R$ 300, R$ 400, qual o período. Se começa e dezembro, se começa em janeiro. Tem muitos problemas. Sem contar que o texto final como está hoje já é muito ruim. Atende mais ao mercado do que a população mais vulnerável do país", afirmou.
Investidores entendem que o governo de Jair Bolsonaro poderia financiar o programa social com corte de gastos em outras áreas do orçamento público, mas optou por 'driblar' o teto de gastos em benefício de políticas que favoreçam a campanha de reeleição do presidente. Reação do mercado faz planalto adiar lançamento do Auxílio Brasil A indicação de que o governo Jair Bolsonaro deve definir um valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil — programa social que vai substituir o Bolsa Família — causou uma nova leva de instabilidade no mercado financeiro, derrubando a bolsa de valores e fazendo o dólar subir com força nesta terça-feira (19). O 'pânico' do mercado cresce nessa situação porque a economia brasileira tem um problema estrutural nas suas contas públicas. E a grande preocupação é a de que Auxílio Brasil leve a um rompimento do teto de gastos, considerado a âncora fiscal do país. Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Valdo Cruz: governo deve anunciar hoje auxílio de R$ 400 até o fim de 2022 Com esse aumento da percepção de risco, há uma saída de dólares do país, o que provoca uma desvalorização do real em relação ao dólar. Na ponta, esse movimento se reflete em mais inflação, aumento de juros e menor crescimento econômico. O Auxílio Brasil é uma tentativa do governo Bolsonaro de dar um cara para a área social e estancar a perda de popularidade num ano pré-eleitoral. As pesquisas de opinião mostram que, se a disputa fosse hoje, Bolsonaro seria derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. LEIA MAIS Governo adia anúncio do novo valor do Auxílio Brasil diante de reação da equipe econômica e do mercado AUXÍLIO BRASIL: Quem vai receber? Qual o valor? Veja o que se sabe sobre o programa ANA FLOR: Desenho do Auxílio Brasil é temporário; desgaste fica para próximo governo JULIA DUAILIBI: Parte do Auxílio Brasil será pago fora do teto de gastos Governo fecha valor do Auxílio Brasil em R$ 400; veja a análise de Miriam Leitão Por que o mercado de surpreendeu? O mercado esperava que o novo benefício social do governo Bolsonaro tivesse um valor menor, de R$ 300. Isso porque os recursos destinados para o pagamento já estavam definidos, incluindo uma ampliação do programa para quem está hoje na fila de entrada do Bolsa Família. De acordo com o blog do Valdo Cruz, o maior valor destinado para o Auxílio Brasil foi considerado uma vitória da ala política, que tinha o objetivo de recuperar a imagem do presidente para a disputa da reeleição. Esperado para esta terça, no entanto, o anúncio foi adiado. "O prêmio de risco tem que aumentar mesmo. O mercado está entendendo essas medidas como populismo fiscal, de cunho eleitoreiro", disse Sérgio Goldenstein, chefe da área de estratégia da Renascença, em entrevista para agência Reuters. "Além disso, você está desmoralizando o teto de gastos. Por que o governo a ser eleito em 2022 precisará respeitar o teto de gastos se o de agora não respeita?", afirmou. Para Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos, o valor de R$ 30 bilhões que fica de fora do teto não é um aumento exorbitante, mas sinaliza mal para a responsabilidade fiscal. Segundo ele, fica claro que o governo tinha outras alternativas, mas decidiu pelo caminho mais fácil de "driblar" o teto. "Emendas parlamentares estão em nível recorde e poderiam ser cortadas. A equipe econômica fez o projeto para usar os ganhos da reforma do imposto de renda, então o governo poderia encaixar tudo dentro do teto", diz o analista. Dúvida sobre o financiamento Para bancar um programa social de R$ 400, o governo vai compor o valor da seguinte forma, segundo o blog do Valdo Cruz: O Bolsa Família, que tem valor médio de R$ 189 seria reajustado para cerca de R$ 240. Esse seria um programa permanente, com valor dentro do teto dos gastos públicos, com recursos já definidos. Seria criado, ainda, um benefício variável transitório, com data de validade até o fim do ano que vem, para complementar um valor de, no mínimo, R$ 400 para as 17 milhões de famílias. Esse benefício temporário pode ser criado sem fonte de receita definida e bancado fora do teto dos gastos públicos. Duailibi: parte do Auxílio Brasil será pago fora do teto de gastos Por que o governo tem dificuldade em financiar o Auxílio Brasil? O governo Bolsonaro planejava bancar o Auxílio Brasil com a reforma do Imposto de Renda ainda neste ano. O governo pretendia bancar o programa com a taxação de lucros e dividendos. Mas a proposta só foi aprovada na Câmara dos Deputados e ainda precisa do aval do Senado. A principal fonde de renda sairia das empresas, que arcariam com um tributo fixado em 15% dos rendimentos, na fonte. Segundo o blog da Ana Flor, o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu esse novo formato de financiamento fechado pelo Palácio do Planalto. Ele foi chamado pelo presidente e auxiliares para apresentar as bases do novo programa. O ministro foi avisado que há muitas resistências ao projeto de reforma do IR e que não se podia contar com aqueles recursos para o novo programa social. Como o adicional é temporário, o próximo governo terá a responsabilidade de criar recursos ou retornar ao Bolsa Família como é hoje. Ainda de acordo com o blog, as regras podem não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas passam ao mercado financeiro uma imagem de que o "vale-tudo" para a reeleição de Bolsonaro já começou. Por que a crise fiscal do Brasil assusta? O Brasil é considerado um país com elevado grau de endividamento para uma economia emergente. No passado, por exemplo, a piora da situação fiscal fez com que o Brasil perdesse o grau de investimento pelas principais agência de classificação de risco. A explosão da dívida pública e o risco de um descontrole da situação fiscal é apontado por analistas e investidores como um dos principais fatores de incerteza doméstica, podendo inclusive inviabilizar uma retomada sustentada da economia brasileira. O problema não é novo. Desde 2014, o Brasil tem gastado mais do que arrecada com impostos, o que gera o chamado déficit primário e amplia o endividamento. Mas com a pandemia as despesas do governo dispararam e a situação se agravou, reacendendo a discussão sobre a urgência de medidas de ajuste fiscal. Uma política fiscal frágil afasta investidores do país, levando a perda de valor de moeda brasileira, o que dificulta o controle da inflação. O risco fiscal pode ser traduzido pela combinação de uma situação crítica nas contas públicas e a falta de um plano crível e executável de estabilização da trajetória da dívida. Além da forte desvalorização do real frente ao dólar em 2020, a percepção de maior risco fiscal fica mais evidente na recente subida nas taxas de juros de títulos públicos de prazo mais longo. Ou seja: diante de um maior risco de não receber o dinheiro de volta, o mercado está cobrando mais caro para financiar a dívida do governo.

A forma como você lida com o seu dinheiro e os seus planos para o futuro podem ajudar a determinar os melhores tipos de aplicação para você investir com segurança. Inteligência Financeira Divulgação Muita gente acredita que o mundo dos investimentos é para quem tem muito dinheiro, é formado em economia ou trabalha na Bolsa de Valores. Que nada, investir é mais fácil do que parece e quem vai provar isso para a gente é a fundadora de uma das maiores plataformas de finanças da internet: Nathalia Arcuri, da Me Poupe. Nesta entrevista, ela abre o jogo sobre como fazer o dinheiro trabalhar para você, além de dar dicas de investimentos e mostrar alguns dos segredos que usa para ter cada vez mais sucesso no mundo das finanças. Dá para qualquer pessoa guardar dinheiro ou isso é privilégio de quem já tem grana? Na realidade, guardar dinheiro é um dos piores hábitos que alguém pode ter! Eu explico: quando você guarda dinheiro, ele apenas perde valor, principalmente com os aumentos contínuos que estamos observando na inflação. O dinheiro deve ou ser poupado para algum objetivo específico ou investido. Também dá para fazer os dois: investir para poupar e realizar uma meta ou poupar para investir depois. E isso é possível para todo mundo com a educação financeira adequada e ajustando os valores para cada realidade. Como se organizar para que o salário não termine primeiro que o mês? Organize o seu quartinho das finanças: detalhe tudo o que você ganha e seu custo de vida, separe o que for fixo (gasto que não muda mês a mês) do que é flexível (gasto com variação de preço). Isso vai te ajudar a entender para onde vai o seu salário e o quanto é possível economizar. Agora que você já sabe quanto entra e quanto sai, parta para as metas, defina tudo o que você quer para o seu dinheiro a curto, médio e longo prazos. Depois de saber onde está e para onde pretende ir, comece a poupar, nem que seja R$1 por mês. Lembre-se: existem alternativas que fazem seu dinheiro trabalhar para você e elas são acessíveis. Está certo dizer que poupar dinheiro é um hábito? Se é, conta para a gente como se faz!! O certo é pensar na visão de longo alcance: estabelecer o que se quer, criar uma meta e começar a poupar para aquilo, reservando mês a mês uma quantia. Sério, é muito mais fácil do que a gente imagina porque a partir do momento em que você estabelece que está precisando daquele dinheiro para aquele fim, você começa a poupar! Claro, esse processo pode ser mais difícil dependendo da realidade de cada um, por isso também é interessante pensar em maneiras de cortar custos e/ou fazer uma renda extra. Qual é o seu segredo na hora de cortar custos? Eu chamo de método das três canetas. Basicamente, o que você precisa é, além dos seus extratos, de três canetas, uma régua e outra pessoa que vai te “entrevistar”. Antes de começar, anote num papel tudo que é essencial para você, tudo que você não vive sem, mas sem ver o extrato. Depois, a outra pessoa vai ler os seus extratos e te falar os gastos, linha por linha. Daí você responde se esse gasto não poderia ser reduzido de jeito nenhum, se poderia ser reduzido ou se poderia ser eliminado. E, para cada resposta, use uma das cores. No fim, você vai ver o extrato todo colorido e o quanto de dinheiro você poderia ter economizado e já ter investido. Quanto da renda mensal você aconselha investir, levando em conta criar um pé de meia para o futuro? O ideal é separar 30% do salário para investimentos e, desses, 10% devem ir para a aposentadoria. Ou seja: viver hoje com 70% do que se ganha e reservar o resto para projetos de médio e longo prazo. No caso, estão incluídos a formação da reserva de emergência, planos de viagens, compras de imóveis e veículos, entre outras metas financeiras. Lembrando que nessa separação do seu salário, é importante deixar no fim: 55% para o essencial, 5% para educação e aprendizado contínuo, 10% para fazer o que quiser, 30% para os sonhos futuros. E você aconselha fazer também uma reserva de emergência? Olha, essa reserva é extremamente necessária porque nunca se sabe que tipo de imprevistos podem acontecer, como quebrar o carro, estourar um cano ou perder o emprego. E se você não está preparado, pode ficar endividado. Por isso, reserve um dinheiro que equivaleria aproximadamente a 6 meses do seu custo de vida. Mas atenção: o custo de vida não é salário, já que separamos todo mês 70% da renda para viver. E como esse é um dinheiro que você vai mexer só quando acontecer algum imprevisto, você precisa de liquidez imediata. Então, esse deve ser o primeiro critério para você investir sua reserva. É normal ficar frustrado se realmente for preciso usar a reserva para resolver algum problema? Em primeiro lugar, a reserva de emergência está aí exatamente para isso: para você não passar aperto. Portanto, se você precisou usá-la, a sensação deve ser mais de alívio do que de culpa. E se você precisou tirar uma parte para algum imprevisto, trate como uma prioridade “cobrir” esse valor de volta, o mais rápido possível. O que considerar na hora de escolher entre investimentos de curto, médio e longo prazo? Para objetivos de curto prazo, sugiro aplicações de renda fixa como CDBs, LCs, LCIs e LCAs. Se precisar do dinheiro em menos de um ano, o ideal é investir em CDB's de liquidez diária que paguem no mínimo 100% do CDI ou o Tesouro Selic. Para metas de médio prazo, procure CDBs, LCIs e LCAs com o mesmo prazo que deseja realizar essas metas. Também existem alternativas no Tesouro Direto, vale pesquisar. Agora, pensando em longo prazo, além dos investimentos como CDB, LCI e LCA com prazo mais longo, também existem opções interessantes no Tesouro Direto, especialmente o Tesouro IPCA+ 2045, muito recomendado para quem já está pensando na aposentadoria. Quem tem um perfil um pouco mais arrojado e já estudou sobre renda variável também pode buscar investimentos em ações, ETFs, FIIs e fundos de ações. Qual é a importância da diversificação dos investimentos? À medida que eu fui aumentando o meu patrimônio, fui diversificando mais os meus investimentos. Isso te ajuda a diminuir riscos. Assim, em momentos de muita variação no mercado, como em anos de eleição presidencial, sua carteira vai aproveitar a volatilidade sem muito risco. E aí, curtiu a entrevista? Então é hora de começar a poupar para investir, ou investir para poupar! Para saber mais sobre o mundo dos investimentos, acesse o portal Inteligência Financeira e se jogue nos conteúdos que preparamos para você!