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Anac prevê investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões durante os 30 anos da concessão. Se os 3 blocos forem arrematados, governo garantirá uma arrecadação inicial de ao menos R$ 938 milhões. Movimentação no aeroporto de Congonha, na cidade de São Paulo, SP, em imagem de arquivo RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta quinta-feira, a partir das 14h, o leilão de concessão de 15 aeroportos – incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais ainda não administrados por operadores privados. A expectativa do governo federal é que os vencedores invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas – a "joia da coroa" do leilão. Os 15 aeroportos da 7ª rodada de concessões da Anac estão divididos em 3 blocos. Quem arrematar Congonhas, por exemplo, também terá de administrar outros 10 aeroportos localizados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. O lote deve ser o mais disputado, e terá lance mínimo de R$ 740 milhões. Se os 3 blocos forem arrematados, o governo garantirá uma arrecadação inicial de ao menos R$ 938,4 milhões. Com leilão desta quinta, tráfego nacional privatizado deve passar de 90% Veja lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada Esta será a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em 6 estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Veja no mapa abaixo: Regras do leilão Vencerá cada bloco a concessionária que oferecer o maior valor de contribuição inicial mínima. Um mesmo proponente poderá arrematar mais de um bloco. O requisito mínimo de habilitação técnica será a comprovação de experiência de processamento, em pelo menos um dos últimos 5 anos, de um 1 milhão de passageiros para o Bloco Norte II e 5 milhões de passageiros para os blocos SP-MS-PA-MG. No caso do Bloco Aviação Geral, o número exigido será de no mínimo 200 mil passageiros ou, alternativamente, 17 mil pousos e decolagens. Além da contribuição inicial a ser paga ao governo na assinatura dos contratos, as novas concessionárias terão que pagar uma outorga variável sobre a receita bruta – estabelecida em percentuais crescentes calculados do 5º ao 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão. Os valores projetados para os contratos contemplam uma receita estimada de R$ 15,2 bilhões para os 15 aeroportos, sendo R$ 11,6 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão para o Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão para o Bloco Norte II. As regras do edital estabelecem investimentos mínimos a serem realizados nos 5 primeiros anos de concessão. Composição dos 3 blocos Bloco SP-MS-PA-MG Lance inicial mínimo: R$ 740,1 milhões Investimentos previstos: R$ 5,8 bilhões Congonhas/São Paulo (SP) Campo Grande (MS) Corumbá (MS) Ponta Porã (MS) Santarém (PA) Marabá (PA) Carajás/Parauapebas (PA) Altamira (PA) Uberlândia (MG) Uberaba (MG) Montes Claros (MG) Bloco Aviação Geral Lance inicial mínimo: R$ 141,4 milhões Investimentos previstos: R$ 552 milhões Campo de Marte/São Paulo (SP) Jacarepaguá/Rio de Janeiro (RJ) Bloco Norte II Lance inicial mínimo: R$ 56,8 milhões Investimentos previstos: R$ 875 milhões Belém (PA) Macapá (AP) Os 15 aeroportos concentram cerca de 15% do tráfego de passageiros Segundo a Anac, os três blocos da 7ª rodada concentram o equivalente a 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano. Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Segundo a Anac, se os 3 lotes do leilão desta quinta-feira forem arrematados, o percentual de passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro atendidos por operadores privados chegará a 91,6%. A expectativa do mercado é de que a 7ª rodada atrairá interessados nos 3 lotes. O grupo CCR, no entanto, que já detém a concessão de diversos aeroportos no país, anunciou na terça-feira que decidiu ficar de fora do leilão e focar nas entregas de obras e operações dos aeroportos que administra. Para Maysa Abrahão Tavares Verzola, do escritório Gasparini, Nogueira de Lima e Barbosa Advogados, a inclusão de Congonhas em bloco de aeroportos menos expressivos ou rentáveis pode acabar resultando em pouca competitividade no leilão e ausência de outros grandes operadores. "É provável que as concessões sejam arrematadas pelo lance mínimo", avalia. 'Principal fator de mudança com a desestatização é agilidade em algumas transformações', diz especialista sobre leilão de aeroportos Próximos da fila Se o leilão tiver sucesso, entre os aeroportos sob gestão da Infraero vai restar só o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na fila da privatização. Os demais aeroportos são estaduais ou municipais. A previsão é que o aeroporto Santos Dumont seja leiloado no segundo semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, que será relicitado após a concessionária RIOGaleão pedir para devolver a administração do aeroporto. Outro aeroporto que será relicitado e aguarda um próximo leilão é o de Viracopos.
Medida foi selada pelos países do bloco no mês passado. A Camex também aprovou a redução do imposto de importação de proteínas do soro do leite e de airbags para motos . O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) formalizou nesta quarta-feira (17) a redução em 10% das alíquotas da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. A TEC é uma tarifa de importação usada nos países que compõem o Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A ideia de uma tarifa única é evitar disputas tarifárias dentro do grupo. A redução da alíquota em até 10% já tinha sido aprovada pelo bloco em julho. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro não compareceu à cúpula dos líderes do bloco. Ele enviou um vídeo no qual defendeu a redução da tarifa. Agora, a Camex incorporou a redução na norma brasileira. A resolução entra em vigor no dia 1º de setembro. Países do Mercosul se reúnem presencialmente pela 1ª vez após a pandemia, mas Bolsonaro escolhe participar virtualmente Segundo o Ministério da Economia, a decisão “busca estabelecer uma estrutura tarifária mais eficiente para ampliar a inserção dos países do Mercosul no comércio internacional, além de aumentar a competitividade e a integração das economias do bloco”. Ainda segundo a pasta, a redução atinge a “maior parte do universo tarifário, resguardadas as exceções já existentes no bloco”. Na prática, o Brasil já estava trabalhando com uma Tarifa Externa Comum reduzida. Isso porque o governo anunciou dois outros cortes no imposto de importação. Em novembro de 2021, aprovou um corte permanente de 10%. Em maio deste ano, outro de 10%, mas com duração até o final de 2023. A Camex também aprovou a redução do imposto de importação de sete produtos, dentre eles, airbags para proteção de motociclistas, proteínas do soro do leite, e complementos alimentares. Com a medida, esses produtos passam a integrar a Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec). As alíquotas serão reduzidas a partir de 1º de setembro. As tarifas de importação desses itens serão zeradas ou reduzidas a 4%. Até agora, variavam de 11,2% a 35%.

Governo reduziu taxação até dezembro, mas especialistas veem efeito negativo em 2023. Reajuste foi prometido para este ano e adiado; inclusão no orçamento não garante pagamento. Candidato à reeleição, Jair Bolsonaro discursa em evento com prefeitos em Brasília YouTube/Reprodução O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (17) em evento da campanha à reeleição, em Brasília, que estuda incluir duas medidas no projeto do Orçamento de 2023: a prorrogação do imposto federal zero sobre combustíveis e o reajuste salarial de servidores públicos. O governo chegou a zerar o imposto federal para gasolina, diesel, álcool e gás em 2022 – mas a medida tem validade até 31 de dezembro. Especialistas afirmam que a redução tem efeito temporário na inflação deste ano, mas pode levar a uma pressão ainda maior sobre os preços do setor em 2023. No caso do reajuste do funcionalismo federal, Bolsonaro chegou a prometer a medida para este ano, mas não cumpriu. O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou em um reajuste de 5% para todas as carreiras, mas o percentual desagradou categorias da base eleitoral de Bolsonaro, como as de segurança pública. No fim, nenhum salário foi reajustado pela União. "Hoje, tive mais uma conversa com parte da equipe econômica do Paulo Guedes sobre o PLOA [Projeto de Lei Orçamentária da União], o nosso orçamento para o ano que vem. Garantimos para o ano que vem continuar com zero imposto federal na gasolina, no diesel, no álcool e no gás de cozinha. Pedi para o pessoal ver agora se pode zerar também os impostos no querosene de aviação", disse Bolsonaro. "Dizer aos servidores públicos federais que terão reajuste ano que vem, tá? Não definimos o percentual ainda. Bem como teremos reestruturação de carreiras", afirmou em outro momento. O projeto do Orçamento 2023 deve ser aprovado pelo Congresso Nacional ainda em 2022 – mas só no fim do ano, quando o resultado das eleições já for conhecido. O texto também pode ser alterado em 2023, a depender das mudanças na composição do governo e do Legislativo. Isso significa que, mesmo sem dizer isso textualmente no evento, Bolsonaro fez promessas de campanha que só poderão ser cumpridas em uma eventual reeleição. O presidente e candidato prometeu ainda fixar o valor mínimo de R$ 600 para o Auxílio Brasil nos próximos anos – o que também depende da aprovação do Congresso Nacional. O programa em vigor atualmente paga R$ 600, mas só tem garantia de pagamento até dezembro. Fake news sobre Covid Após a Polícia Federal (PF) ter afirmado em relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao associar a vacina contra a Covid-19 ao risco de desenvolver Aids, o presidente voltou a defender a utilização de remédios sem eficácia contra a Covid-19 no combate à pandemia. "Acredito que fizemos muito, levando-se em conta o que aconteceu na pandemia no Brasil. Eu lamento e muito uma pressão enorme em cima dos médicos contra a sua liberdade. O médico sempre teve liberdade para clinicar, sugerindo medicamentos para o seu paciente em comum acordo com o mesmo ou com a família para que esse medicamento fosse administrado. Pode ter certeza de uma coisa: notícias já começam a aparecer e brevemente nós saberemos que muitas vidas poderiam ter sido evitadas no Brasil se os médicos tivessem realmente a plenitude, a sua garantia de clinicar", afirmou. Após o encontro com os prefeitos, o presidente foi questionado por jornalistas sobre o relatório entregue pela PF ao STF. Apesar de ter sido indagado por várias vezes, o presidente não comentou as conclusões da investigação policial. Varíola dos macacos Durante seu discurso, o presidente criticou a ação movida pelo PSB no STF que pede a montagem de um plano nacional para combater a varíola dos macacos. Na segunda-feira (15), o ministro do STF Alexandre de Moraes abriu prazo de cinco dias para que a União e governos estaduais informem as estratégias adotadas até o momento para enfrentar a varíola dos macacos. O ministro também estabeleceu que a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União também se manifestem em cinco dias. Sem indicar qual posição adotaria, Bolsonaro disse esperar que a decisão sobre como combater a doença seja do presidente da República. Ao longo da pandemia de Covid, Bolsonaro afirmou falsamente inúmeras vezes que o Supremo havia tirado a autonomia do governo federal para enfrentar o vírus. "Começa a se falar da varíola do macaco. Já se fala, tem um partido aí de esquerda, que entrou no Supremo, entre outros pedidos, para que eu compre vacina para essa questão da varíola dos macacos. Estou aguardando para ver qual é a decisão do nosso Supremo Tribunal Federal", disse o presidente.

Os ex-presidentes Michel Temer, Lula, José Sarney e Dilma Rousseff na posse de Moraes na presidência do TSE Antonio Augusto/Secom/TSE O ex-presidente Michel Temer ajudou a costurar a ida de outros dois ex-presidentes à posse de Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Próximo de Moraes, Temer foi o responsável pela indicação do ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017. Temer conversou com o ex-presidente Lula para garantir que ele iria à posse. A presença de Lula era considerada importante porque o presidente Jair Bolsonaro havia confirmado que estaria na cerimônia. Mas Temer também pediu ajuda a Lula para que Dilma estivesse no evento, mesmo sabendo da resistência dela em estar num mesmo evento que ele – a quem, há poucos dias, Dilma voltou a chamar de golpista pelo processo de impeachment que cassou o mandato da petista. Próximo de Moraes, Temer agiu para ajudar a dar peso institucional ao evento – representada pela presença de ex-presidentes – mesmo sabendo que a presença próxima de ambos poderia causar constrangimentos e fotos. Temer e Dilma sentaram na mesma fileira, separados por Lula e pelo também ex-presidente José Sarney, mas não se cumprimentaram. Dois ex-presidentes não compareceram: Fernando Collor, aliado de Bolsonaro, e Fernando Henrique Cardoso, que enviou uma mensagem e não viajou por motivos de saúde.
Regulação da geração de energia eólica em alto-mar é um dos focos do projeto, que segue agora para a Câmara. Texto também estabelece contribuição e divisão dos recursos arrecadados. A comissão de Serviços e Infraestrutura do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) projeto que libera a exploração de energia em alto-mar, lagoas e espelhos d’água. A proposta cria um marco regulatório para as chamadas eólicas "offshore", que são campos a serem instalados em alto-mar para geração de energia por meio do vento. O texto, porém, também trata da regulação de parques solares, entre outras fontes de energia. O projeto torna possível a realização de concessões de blocos exploratórios. A norma será válida para parques fora da costa brasileira, como o mar territorial. A proposta tramitava em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de ser apreciada pelo plenário do Senado. O projeto, de autoria do senador Jean Paul Prates (PT/RN), segue agora para o Câmara dos Deputados. Tributação e partilha De acordo com o projeto, empresas pagarão a partir de 1,5% de alíquota de participação, a partir da energia gerada. Dos recursos arrecadados: 50% serão destinado à União; 12,5% para os estados das áreas exploradas; 12,5% para os municípios dos locais explorados; 20% serão dividido entre os fundos de participação dos municípios e estados; 5% serão destinados para projetos de comunidades afetadas, como as comunidades pesqueiras e ribeirinhas. "Vamos angariar investimentos nacionais e estrangeiros, neste novo eldorado que será a geração de energia 'offshore'. Se houver disputa entre empresas, não há como fugir da licitação. Desta forma, vamos remunerar o Brasil, os estados e as cidades, permitindo o investimento em infraestrutura", afirmou o relator da matéria, senador Carlos Portinho (PL/RJ). VÍDEOS: notícias de economia
Uma das regras prevê que as companhias listadas tenham ao menos uma mulher e um integrante 'de comunidade minorizada' na diretoria ou conselho de administração. A operadora da bolsa brasileira B3 disse nesta quarta-feira (17) que colocou em audiência pública um conjunto de regras sobre representatividade em empresas listadas, incluindo a previsão de que as companhias tenham que explicar ao mercado a falta de diversidade nos cargos mais altos. Uma das regras prevê que as companhias listadas tenham ao menos uma mulher e um integrante "de comunidade minorizada" na diretoria ou conselho de administração, disse a B3 em comunicado à imprensa. Quem descumprir, porém, terá apenas que comunicar ao mercado os motivos. Museu do mercado de capitais 'estreia' na B3 com passeio pela história das bolsas e foco em educação financeira A B3 considera comunidade minorizada pessoas pretas ou pardas, integrantes da comunidade LGBTQIA+ ou pessoas com deficiência. Serão utilizados critérios de autodeclaração. Além disso, se uma mesma pessoa se enquadrar em ambos os critérios – uma mulher com deficiência, por exemplo –, a empresa também já estaria enquadrada na regra, segundo a B3. Das mais de 400 empresas listadas, 60% não têm nenhuma mulher na diretoria estatutária, e 37% não possuem participação feminina no conselho, de acordo com a operadora da bolsa. A B3 afirmou não ter dados amplos sobre raça e etnia, mas um levantamento com 73 companhias mostrou que 79% delas responderam ter entre zero e 11% de pessoas negras em cargos de diretoria. A audiência pública, onde podem ser sugeridas mudanças, vai até 16 de setembro e a previsão da B3 é que o texto comece a vigorar em 2023. Além das normas para representatividade em conselho e diretoria, o conjunto de regras proposto ainda engloba a inclusão de indicadores sociais, de governança e ambientais nas remunerações variáveis (condicionadas ao desempenho) dos conselheiros das companhias listadas. A série de regras vale para empresas listadas em todos os segmentos. Os prazos de implementação são distintos, com tempo de carência até 2026, por exemplo, para a norma de representatividade nas lideranças das companhias, sendo que em 2025 as empresas já precisariam comprovar a eleição de uma das posições. As companhias que listarem ações na B3 após a vigência das novas normas também terão um tempo de adaptação às regras.
Ministério já homologou 17 instituições financeiras para conceder o empréstimo. Consignado ainda não está disponível em razão da falta de normas complementares que ainda serão publicadas pelo governo. O ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, afirmou nesta quarta-feira (17) que o empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil deve começar em setembro. Ele, porém, não cravou um data. A lei que permite esse tipo de crédito -- com desconto direto na fonte -- foi sancionada no começo do mês. Um decreto regulamentando as concessões foi publicado na semana passada, mas ainda não é possível fazer o empréstimo. Governo regulamenta crédito consignado no Auxílio Brasil O Ministério da Cidadania ainda editará normas complementares para que as instituições financeiras possam dar início às operações de crédito. As normas, segundo o ministro, devem ser publicadas até o início de setembro, para que o empréstimo esteja liberado aos beneficiários do Auxílio Brasil no mesmo mês. "A lei foi aprovada, sancionada pelo presidente, logo em seguida o presidente assinou um decreto. A portaria, o sistema para concessão, habilitação, homologação dessas empresas, uma série de documentos também. Acredito que até início do mês que vem seja tudo regulamentado", afirmou o ministro, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Em setembro deve estar operacional", completou Bento. 17 instituições financeiras homologadas O ministro comentou o fato de que grandes bancos privados afirmaram que não vão ofertar a linha de crédito. Para ele, isso não significa desinteresse do mercado em oferecer crédito vinculado ao Auxílio Brasil. "Hoje já temos quase 17 instituições financeiras homologadas pelo ministério da Cidadania aptas à concessão do empréstimo consignado. É um número que mostra o interesse do mercado em estar disponibilizando o crédito consignado a essa população", disse Bento, sem citar nomes das empresas. O ministro defendeu ainda a concessão do crédito como uma forma de dar autonomia à população. "O objetivo nosso é democratizar o acesso ao crédito. Com o auxílio, bancarizamos grande parte dessa população para fim de melhoria da sua qualidade de vida. Quando você coloca à disposição o direito ao crédito consignado, você está dirigindo a elas mais uma ferramenta para busca dessa autonomia que elas merecem", argumentou. Críticas A oferta de crédito consignado por meio do Auxílio Brasil tem sido criticada por especialistas e entidades. Eles alegam que a medida é perigosa, porque os recursos do programa de transferência de renda costumam ser utilizados para gastos básicos de sobrevivência. Com o empréstimo, no entanto, o cidadão pode ter até 40% do benefício descontado antes do pagamento. Bento afirmou que, muitas vezes, os beneficiários do Auxílio Brasil recorriam a agiotas, sem proteção dos órgãos de defesa do consumidor. Agora, segundo ele, terão acesso à crédito formal com todos os direitos inclusos. "O propósito é isso, democratização do acesso ao crédito formal, com proteção. Quando essas pessoas recorrem ao mercado informal, na mão de agiota, não há sistema de proteção de defesa do consumidor." Empreendedorismo O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Erik Figueiredo, que também estava na entrevista, afirmou que, ao ter acesso ao microcrédito, uma das opções para os beneficiários é empreender. Especialmente, segundo Figueiredo, aqueles que já tinham uma atividade informal. "Pode ser efetivo para superação da pobreza, caso já tenha negócio pregresso", afirmou Figueiredo. O ministro lembrou que os beneficiários do Auxílio Brasil podem virar Microempreendedores Individuais (MEIs) sem perder o auxílio. Questionado sobre a manutenção do valor mínimo do Auxílio Brasil em R$ 600, Bento disse que essa é a prioridade do governo. Por lei, o valor mínimo é R$ 400, mas uma emenda à Constituição ampliou em R$ 200 o benefício até o fim de dezembro.

Fundo norueguês teve uma rentabilidade negativa de 14,4% de janeiro a junho. O maior fundo soberano do mundo, o da Noruega, perdeu quase 1,68 trilhão de coroas (cerca de R$ 833 bilhões) no primeiro semestre, arrastado principalmente pelas ações de tecnologia, informou o Banco Central da Noruega. O fundo soberano é uma categoria de investimento que é criado e administrado pelo governo federal de um país, ao qual pertencem os recursos. Alimentado pelas receitas petrolíferas do Estado norueguês, o fundo registrou uma rentabilidade negativa de 14,4% nos primeiros seis meses do ano. Seu valor caiu para 11,65 trilhões de coroas no final de junho. "O mercado foi atingido por juros crescentes, inflação alta e a guerra na Europa", disse o diretor do fundo, Nicolai Tangen, em comunicado. O parlamento de Oslo, em imagem de arquivo Tahiane Stochero/G1 Os principais responsáveis por esta tendência são os investimentos em ações, que causaram uma perda de 17%, uma queda ainda mais acentuada no setor de tecnologia (-28%). A única exceção foi o das ações energéticas, que subiram 13%. As ações representavam 68,5% da carteira no final de junho: o fundo norueguês está presente no capital de cerca de 9.300 empresas e controla cerca de 1,3% da capitalização de mercado global. Nesta quarta-feira, de acordo com o contador do site do Banco Central norueguês (que é atualizado ao vivo), o fundo valia mais de 12,3 trilhões de coroas (R$ 6,1 trilhões).
Patamar de salário médio mensal do trabalhador do setor ficou em 1,8 salário-mínimo em 2020, abaixo dos 1,9 salário-mínimo de 2019 e repetindo patamar observado em 2012. Os salários no comércio caíram 5,7% em 2020 ante 2019 em termos reais, ou seja, descontada a inflação, na leitura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quarta-feira (17) a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2020. A instituição informou ainda que, na comparação com 2014, o recuo em 2020 foi mais intenso, de 7,8%, nos salários em termos reais. Vendas do comércio crescem 0,1% em maio, mas alta é a menor do ano, mostra IBGE Ainda de acordo com o instituto, na evolução por salários-mínimos, o patamar de salário médio mensal do trabalhador do setor ficou em 1,8 salário-mínimo em 2020, abaixo dos 1,9 salário-mínimo de 2019; e repetindo patamar observado em 2012. Economia brasileira cresce 4,6% em 2021 e recupera perdas da pandemia No estudo, o IBGE chama atenção para a queda de salário em comércio, veículos, peças e motocicletas. Nesse setor, os salários tiveram queda de 8,9% em 2020 ante 2019. Na comparação com 2014, o recuo foi de 20%, acrescentaram ainda os pesquisadores do instituto. Na retração de salários, o destaque negativo ficou com comércio varejista, detalharam ainda os analistas do instituto. No varejo, as quedas de salário foram de 7,2% em 2020 ante 2019, com recuo de 7,6% ante 2014. Em contrapartida, no setor atacadista, o saldo negativo foi menos intenso, pontuou o IBGE. No atacado, os salários caíram 0,7% na passagem de 2019 para 2020. Na comparação com 2014, a retração de salários no setor atacadista foi de 3,3% no ano em que a pandemia começou. Empregos por empresa No estudo, o IBGE informou que, em 2020, cada empresa do comércio empregou, em média, sete pessoas. Entretanto, o número de empregados por empresa difere de acordo com a categoria da companhia comercial. Na prática, empresas de maior porte demandam número médio de empregados maior, pontuou o IBGE. Assim, em 2020, hipermercados e supermercados empregaram, em média, 134 pessoas por empresa; comércio por atacado de mercadorias em geral, tiveram média de 27 pessoas empregadas; e comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes, tiveram média de 22 trabalhadores, naquele ano. Essa análise por setores no número de empregados permitiu ao IBGE realizar algumas análises, em termos de concentração de empresas, no comércio. Os pesquisadores apontam que a atividade de hipermercados e supermercados registrou aumento médio em número de empregados, de 91 para 134 pessoas em 2020 ante 2019. Esse resultado, no entendimento dos pesquisadores, foi consequência de uma redução no número de empresas, de 5,1 mil, nessa área no período. Isso pode indicar maior prevalência da concentração das operações de hipermercados e supermercados em estabelecimentos maiores, afirmaram os técnicos do IBGE.
Nesta quarta-feira, o principal índice da B3 subiu 0,17%, a 113.708 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta quarta-feira (17), em mais uma sessão sem tendência definida, marcada pela ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos). O Ibovespa subiu 0,17%, a 113.708 pontos, renovando a máxima desde 20 de abril. Veja mais cotações. Na terça-feira, a bolsa subiu 0,43%, a 113.512 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 10,03% no mês. No ano, a alta é de 8,29%. O que está mexendo com os mercados? Os mercados avaliaram a ata da reunião do Federal Reserve, divulgada mais cedo. No documento, autoridades do Fed disseram que o ritmo de aumentos da taxa de juros dependerá de dados, com alguns afirmando que os juros precisarão permanecer em um "nível suficientemente restritivo" por "algum tempo" para controlar a inflação. Em Wall Street, o S&P 500 encerrou em baixa de 0,72%, também na sequência de alguma volatilidade depois que investidores avaliaram que a ata da reunião do Fed em julho sugeriu que os formuladores de política monetária podem ser menos agressivos do que se pensava anteriormente quando aumentarem a taxa de juros em setembro. Dados desde a última reunião do Fed mostraram que a inflação anual ao consumidor diminuiu em julho para 8,5%, de 9,1% no mês anterior, um fato que levou a maioria dos investidores a esperar um aumento de 0,5 ponto nos juros no próximo mês. Na Europa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início da campanha eleitoral e para as primeiras pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,69% neste mês, na primeira deflação desde o final do ano passado, refletindo a queda nos preços das commodities e a redução do ICMS sobre os setores de energia elétrica e combustíveis..
Fluxos de gás da Rússia, principal fornecedor da Europa, estão em níveis reduzidos este ano depois que uma rota foi fechada quando Moscou enviou tropas para a Ucrânia em fevereiro. * Este conteúdo foi produzido na Rússia, onde a lei restringe a cobertura de operações militares russas na Ucrânia. A Rússia prevê que seu preço médio de exportação de gás mais que dobrará este ano, para 730 dólares por 1.000 metros cúbicos, antes de cair gradualmente até o final de 2025, à medida que as exportações de gás via gasoduto diminuem, mostrou uma previsão do Ministério da Economia vista pela Reuters. As sanções da UE contra a Rússia estão funcionando? Os fluxos de gás da Rússia, principal fornecedor da Europa, estão em níveis reduzidos este ano depois que uma rota foi fechada quando Moscou enviou tropas para a Ucrânia em fevereiro. Além disso, alguns países europeus foram cortados do fornecimento por se recusarem a pagar pelo gás em rublos, e uma disputa eclodiu sobre reparos em uma turbina do gasoduto Nord Stream 1, que liga Rússia e Alemanha. Os preços do gás subiram como resultado. O Ministério da Economia da Rússia prevê que as exportações de gás da Gazprom cairá para 170,4 bilhões de metros cúbicos (bcm) este ano, ante previsão de 185 bcm divulgada em maio e contra 205,6 bcm exportados em 2021. A pasta antecipa que os volumes de gás continuarão a cair além deste ano, mas não deu nenhuma explicação. Como resultado de oferta já apertada, o preço médio do gás da Gazprom foi estimado em 730 dólares por 1.000 metros cúbicos (cm) em 2022, mais que o dobro dos 304,6 dólares cobrados no ano passado, e representando um aumento de 40% em relação à previsão anterior de 523,3 dólares. Saída de petróleo aumentando A Rússia começou a aumentar gradualmente sua produção de petróleo após restrições relacionadas às sanções e à medida que os compradores asiáticos aumentaram as compras, levando Moscou a aumentar suas previsões de produção e exportação até o final de 2025, mostrou o documento. A Gazprom também disse que os suprimentos de gás estão aumentando para a China, mas não forneceu detalhes. A Europa continua sendo de longe o maior mercado para o gás russo. Maiores volumes de exportação de petróleo, juntamente com o aumento dos preços do gás, ajudariam a Rússia a ganhar 337,5 bilhões de dólares com as exportações de energia neste ano e 255,8 bilhões de dólares no próximo. O Ministério da Economia não respondeu ao pedido de comentário.

Há cargos para manicure e vendedor. Cadastro pode ser realizado pela internet. Manicure Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com 40 vagas de emprego em aberto nesta quarta-feira (17). Há cargos para manicure e vendedor. Veja a lista abaixo: Recepcionista Secretária (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Recepcionista Atendente (vagas: 1) Técnico em Segurança do Trabalho(vagas: 1) Barista (vagas: 1) Estoquista (vagas: 1) Promotor de Vendas (vagas: 1) Auxiliar de Pizzaiolo (vagas: 1) Auxiliar de Serviços Gerais (vagas: 1) Zeladora (vagas: 1) Pedagoga (vagas: 1) Gerente de Loja (vagas: 1) Motorista Categoria D (vagas: 1) Montador de Móveis (vagas: 1) Marceneiro (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Vendedor (vagas: 1) Vendedor (vagas: 2) Cabeleireiro (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Oficial de Cozinha PCD (vagas: 1) Técnico em Refrigeração (vagas: 1) Esteticista (vagas: 1) Podóloga (vagas: 1) Manicure (vagas: 2) Operador de Trator (vagas: 1) Auxiliar de Logística PCD (vagas: 1) Vendedor Externo (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Pizzaiolo (vagas: 2) Cozinheiro (vagas: 1) Chapeiro de Lanches (vagas: 1) Garçom (vagas: 1) Mecânico Montador (vagas: 1) Soldador (vagas: 1) Caldeireiro (vagas: 1) Primeiro Emprego (vagas: 1) Como se candidatar? Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Clique aqui e faça o cadastro. Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo: Sine Centro: rua General Osório, nº 81, Centro. Sine Leste: rua Antônio Fraga Moreira, nº 8250, bairro Juscelino Kubitschek Para mais informações, os telefones para contato são: (69) 998473-3411 (WhatsApp) e (69) 3901-3181 e o e-mail: [email protected] Veja outras notícias de Rondônia
À DW, o chefe da diplomacia da UE avaliou que, mais cedo ou mais tarde, a economia da Rússia vai desmoronar. É uma opinião compartilhada por vários pesquisadores, mas outros não estão tão convencidos. Desde a invasão russa da Ucrânia no final de fevereiro, a União Europeia (UE) cortou quase completamente as relações econômicas com seu antigo parceiro comercial ao impor seis pacotes de sanções. Mas há exceções: gás, petróleo fornecido por meio de oleodutos, alimentos, cereais e certos tipos de fertilizantes não estão sujeitos às sanções. LEIA TAMBÉM: Economia russa encolhe 4% no segundo trimestre sob peso de sanções UE e Reino Unido estendem sanções contra a Rússia por mais seis meses Como sanções mudaram dia a dia na Rússia Economia sob bloqueio: brasileiros contam como têm 'driblado' os impactos das sanções à Rússia O Conselho da União Europeia, o órgão que representa os 27 países-membros, informa que foram impostas sanções contra 1.212 indivíduos e 108 empresas e outras entidades. Os indivíduos incluem o presidente russo, Vladimir Putin, seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e diversos oligarcas do círculo de influência do Kremlin. Sanções levam Rússia a 1º calote de dívida externa desde 1918; Kremlin nega Metade das reservas do Banco Central da Rússia foi congelada, os bancos russos foram cortados do sistema de pagamento internacional Swift. As exportações de itens de tecnologia ocidental, aeronáutica, eletrônica e artigos de luxo foram proibidas. Mais de mil empresas ocidentais retiraram-se da Rússia. Além da UE, os EUA, Canadá, Japão, Suíça e Reino Unido também impuseram sanções contra a Rússia. Em seu Monitor de Sanções, a rede de pesquisa Correctiv enumerou 6.825 medidas tomadas pela comunidade internacional desde o início da guerra de agressão russa. Nunca na história foram impostas tantas sanções contra um único país. Efeitos A questão agora é: como funcionam essas sanções, e elas podem levar a uma mudança no curso da guerra do Kremlin? O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, disse em entrevista à DW na última sexta-feira que as sanções estão atingindo "duramente" a economia russa. "A produção econômica russa está diminuindo em 10%. Eles sofrerão a pior recessão desde o final da Segunda Guerra Mundial". A UE ainda depende do abastecimento energético russo, admitiu Borrell, mas acrescentou que isso deve mudar dentro de alguns meses. "Continuamos a comprar gás, mas já reduzimos as importações pela metade. Não podemos fazer milagres". Mesmo com os lucros da venda de gás, os russos não podem mais comprar nada no Ocidente, como, por exemplo, tecnologia para seus tanques, aponta Borrell. "Eles têm dinheiro, mas não conseguem comprar nada." Vários estudos de universidades e institutos de pesquisa econômica abordam os possíveis efeitos das sanções e seu impacto na Rússia e nos países do Ocidente que as impuseram. Todos indicam declínio no desempenho econômico da Rússia neste ano. Em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que a contração do PIB russo poderia chegar a 8,5%. Mais recentemente, o fundo revisou sua previsão para 6%, indicando que o país tem conseguido contornar parte dos problemas gerados pelas sanções. A economista Maria Shagina, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), em Zurique, projeta um declínio de 6%. Setores afetados "A Rússia continua a vender petróleo e gás a preços recordes e assim enche seu cofre de guerra, algo que já vinha fazendo antes mesmo da guerra. É por isso que temos esta situação única que indica que a Rússia não está sendo particularmente afetada por sanções", diz Shagina, do IISS. "No nível microeconômico, entretanto, o quadro parece bastante diferente, especialmente na indústria automobilística e aeronáutica. Nelas são observados declínios de 80-90%", afirma. A Rússia tem agora que mudar seu modelo econômico pela falta de acesso ao capital e mercado financeiro ocidentais, diz a pesquisadora. "A Rússia terá uma reversão da industrialização. A grande questão é com qual rapidez a Rússia poderá lidar com isso e unir forças com a China ou a Índia", diz. Poucas alternativas As sanções contra a Rússia estão tendo efeito, afirma Julian Hinz, do Instituto Kiel para a Economia Mundial. A opinião de que o Ocidente sofre mais com suas próprias medidas do que a Rússia é incorreta, avalia. "Se você olhar para as estatísticas, verá que a economia russa está sofrendo maciçamente com as sanções. Muito mais do que a economia europeia. Não há comparação", diz. Ele também aponta que será difícil para a Rússia produzir alternativas nacionais às mercadorias importadas, porque a indústria local necessita de matérias-primas e conhecimento técnico do exterior. Finz ainda avalia que o Kremlin terá dificuldades para encontrar compradores para o petróleo e o gás que não estão sendo mais enviados para a UE e os EUA. "Não há oleodutos disponíveis [para outros mercados]. Há alguma capacidade de oleodutos indo para a China, mas eles não chegam a 10% da capacidade do que poderia ser enviado para a Europa ao mesmo tempo. Nada disso, em termos de capacidade, é capaz de substituir os oleodutos que vão para a Europa." Borrell: "Putin não se importa com seu povo". Borrell argumenta que a Rússia vai acabar isolada. "Uma economia moderna não pode funcionar se o vínculo com o resto [dos] poderes econômicos e poderes tecnológicos for cortado. Isso prejudicará muito a economia russa - não amanhã: a guerra continuará, infelizmente continuará. Mas a economia vai sofrer muito", disse o chefe da diplomacia europeia. "Putin terá que escolher se quer ter armas ou manteiga para seu povo. E sei que ele não se importa muito com seu povo." A questão crucial, então, é se as sanções econômicas acabarão ajudando a mudar a vontade política do regime autoritário em Moscou. Alexander Libman, professor de política russa e do Leste Europeu na Universidade Livre de Berlim, está cético. Recentemente, ele disse à emissora pública alemã Deutschlandfunk que Putin não está impressionado com os danos à economia russa. "As sanções não mudarão nada dentro de semanas ou meses", avaliou Libman. "É preciso ser honesto: as sanções são um instrumento – há muita pesquisa sobre isso – que geralmente não funciona. Na maioria dos casos, as sanções não influenciaram o comportamento dos Estados sancionados."
A moeda norte-americana fechou em alta de 0,53%, vendida a R$ 5,1674. O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (17), mas perdeu força durante a tarde após a divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), que trouxe pistas sobre os rumos da taxa de juros norte-americana. A moeda norte-americana subiu 0,53%, vendida a R$ 5,1674. Mais cedo, chegou a bater em R$ 5,2133. Veja mais cotações. Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,95%, a R$ 5,14. Com o resultado de hoje, passou a acumular recuo de 0,13% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,31% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? Os mercados avaliam a ata da reunião do Federal Reserve, divulgada mais cedo. O documento não indicou uma tendência clara entre os membros do Fed para um aumento menor, de 0,50 ponto percentual, ou uma terceira alta consecutiva de 0,75 ponto na próxima reunião, em 20 e 21 de setembro, mas uma reafirmação de que o comportamento da inflação e da economia em geral determinará a decisão. Dados desde a última reunião do Fed mostraram que a inflação anual ao consumidor diminuiu em julho para 8,5%, de 9,1% no mês anterior, um fato que levou a maioria dos investidores a esperar um aumento de 0,5 ponto nos juros no próximo mês. Na Europa, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no segundo trimestre foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início da campanha eleitoral e para as primeiras pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram nesta quarta-feira que o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,69% neste mês, na primeira deflação desde o final do ano passado, refletindo a queda nos preços das commodities e a redução do ICMS sobre os setores de energia elétrica e combustíveis. Prévia do PIB sobe 0,69% em julho; índice avança 2,18% em 12 meses

Beneficiários relatam situações dramáticas que levam à decisão de tomar crédito com juros de até 79% ao ano. 'Evidência de uma falha da sociedade, da política de cuidado e da gestão econômica', diz educadora financeira. Beneficiários do auxílio relatam situações dramáticas que levam à decisão de tomar empréstimo com juros de até 79% ao ano. 'Evidência de uma falha da sociedade, da política de cuidado e da gestão econômica', diz educadora financeira. Getty Images via BBC Mayara quer reformar seu barraco que pegou fogo. Elton pretende arcar com as despesas do nascimento da quarta filha, fruto de uma gravidez de risco que deve deixá-lo fora do mercado de trabalho por algum tempo, enquanto ele cuida da esposa em recuperação. Beneficiários do Auxílio Brasil (programa que substituiu o Bolsa Família), ambos pretendem recorrer ao empréstimo consignado (quando as parcelas são descontadas diretamente da fonte – salário, aposentadoria ou benefício, por exemplo) aprovado pelo governo federal, como parte do pacote de medidas para estimular a economia, às vésperas das eleições de outubro, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta ser reeleito. Com juros de até 79% ao ano, segundo instituições financeiras consultadas pela BBC News Brasil, o valor a ser devolvido pelos beneficiários será quase o dobro do emprestado. Crédito consignado atrelado a programas como Auxílio Brasil: veja riscos e cuidados Quem tem direito ao Auxílio Brasil? Perguntas e respostas sobre o programa TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL Com renda familiar mensal de até R$ 210 por pessoa, pelos critérios do Auxílio Brasil, eles se dizem cientes dos riscos, mas apostam em uma melhora incerta das condições de vida à frente para pagar parcelas que devem consumir até 40% do benefício durante 24 meses. E isso num momento em que mais de 78% dos lares brasileiros estão endividados e 29% têm contas em atraso, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) referentes a julho desde ano. Ambos os indicadores estão em patamar recorde, no nível mais alto registrado em 12 anos. Quem já decidiu que não vai tomar o crédito consignado cita o medo de se endividar ainda mais e ficar em situação pior à frente como principais motivos por trás da decisão de passar longe da nova modalidade de empréstimo. "Eu até pensei em pegar, mas depois fui analisar e pensei assim: a gente vai contrair uma dívida de dois anos e o auxílio aumentou agora para R$ 600, mas isso só vai até dezembro", diz a diarista Tamires Santos, de 33 anos e moradora de Guaianases, na zona leste de São Paulo. "Vem o dinheiro agora, mas no mês seguinte você vai estar com mais uma dívida, porque esse dinheiro não vai dar para resolver todas as dívidas que você já tem. Então optei por não pegar, porque na realidade eu acho que é uma grande ilusão, você só vai se endividar mais ainda." O governo publicou na sexta-feira (12/8) decreto no Diário Oficial da União regulamentando o empréstimo consignado do Auxílio Brasil (Decreto nº 11.170/2022). A liberação do crédito pelas instituições financeiras ainda depende, no entanto, da regulamentação de normas complementares pelo Ministério da Cidadania, ainda sem data definida. Segundo o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, a expectativa é de que a operação seja iniciada até o início de setembro. Enquanto grandes bancos optam por não conceder o novo empréstimo temendo prejuízos financeiros e de reputação, especialista em finanças pessoais alerta que o consignado do auxílio pode endividar ainda mais os mais pobres, comprometendo com o pagamento de parcelas e de juros um benefício que é usado para sobrevivência. Na segunda-feira (15/8), entidades jurídicas, de defesa do consumidor e personalidades de diferentes setores lançaram uma campanha pedindo o adiamento do consignado do auxílio, até que estudos e análise técnica de especialistas sejam realizados. Entre os apoiadores da "Nota em Defesa da Integridade Econômica da População Vulnerável", estão o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Programa de Apoio ao Endividado da Faculdade de Direito da USP Ribeirão Preto. "A concessão de crédito consignado para beneficiários de programas de transferência de renda, no presente momento, tende a trazer ainda mais dificuldades para essa população. Se os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna, a possibilidade de comprometer até 40% desse valor com empréstimos condenará essas famílias ainda mais à miséria", diz a nota. 'Vai ficar apertado, mas seja o que Deus quiser' Mayara Cristina Passarinho, de 31 anos e moradora da favela Capadócia, na Brasilândia, região noroeste de São Paulo, quer usar o dinheiro do empréstimo do Auxílio Brasil para reformar seu barraco, que pegou fogo e atualmente tem paredes de madeirite (um tipo de compensado de madeira). 'Pegou fogo na parte de cima do meu barraco e hoje ele é de madeirite. Então eu quero construir o mais rápido possível', diz Mayara Passarinho, sobre por que está decidida a tomar o empréstimo Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Antes da pandemia, ela trabalhava como diarista, mas perdeu os clientes durante a crise sanitária e agora já está desempregada há quase três anos. Com três filhos, de três, seis e oito anos, a família se sustenta com o Auxílio Brasil e os bicos de ajudante de pedreiro feitos pelo companheiro de Mayara. Esse trabalho esporádico rende a ele cerca de R$ 600 por mês, o que dá à família uma renda mensal de R$ 120 por pessoa, sem o benefício do governo. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda mensal por pessoa abaixo de R$ 210 e R$ 105, respectivamente. A família de Mayara está, portanto, muito perto dessa segunda linha, a dos mais vulneráveis do país. "Quero terminar de construir meu barraco, para ver se eu consigo fazer pelo menos umas paredes de tijolo e pagar algumas dívidas", diz Mayara. Ela conta que tem dívidas de cartão de crédito e de fazer fiado nos mercadinhos do bairro, devido à situação difícil. Pelas regras definidas pelo governo federal, até 40% do valor do Auxílio Brasil poderá ser descontado para pagamento do empréstimo. Para concessão do crédito, as instituições financeiras consideram o valor recebido pela família antes do atual aumento temporário do benefício para R$ 600. Assim, uma família que recebia R$ 400 até julho, por exemplo, pagaria parcelas de R$ 160 por 24 meses. Com isso, se o valor do benefício voltar a R$ 400 em janeiro de 2022, essa família teria R$ 160 descontados na fonte, passando a receber apenas R$ 240, de um benefício utilizado principalmente para a compra de alimentos. E isso se a família continuar no programa durante todo o período, pois caso seja descredenciada do Auxílio Brasil por algum motivo, ainda assim terá que arcar com a dívida contratada. "Eu acho que vai ser um pouco complicado", diz Mayara, sobre o momento em que seu benefício for reduzido pelo pagamento da dívida. "Mas não tem o que fazer, porque há um tempo atrás pegou fogo na parte de cima aqui do meu barraco e hoje ele é de madeirite. Então eu quero construir o mais rápido possível. Tendo a oportunidade de fazer, eu vou ter que fazer", afirma. "Vai ficar [apertado], mas seja o que Deus quiser. Está na mão de Deus. Quem sabe Deus prepara algum emprego bom para mim ou para o meu esposo? Porque pior não pode ficar." Dinheiro extra para enfrentar uma gravidez de risco Elton de Barros, de 39 anos e morador de Conceição da Barra, no Espírito Santo, tem três filhos e sua esposa está esperando a caçula, numa gravidez considerada de risco. Desempregado, faz bicos do que aparecer e ele souber fazer. "Limpo quintal, pinto muro, ajudante de pedreiro, segurança, o que tiver", enumera. Seu último emprego com carteira assinada foi na caldeiraria de uma usina de álcool. 'Como minha esposa está para ganhar neném e eu estou fazendo bico, é um dinheiro que ajudaria na despesa', diz Elton de Barros Getty Images via BBC Natural de Linhares, também no Espírito Santo, a esposa de Elton, que é cabeleireira, ainda tem poucos clientes na cidade do marido, para onde eles se mudaram há cerca de oito meses. Com uma renda de pouco mais de R$ 1 mil para cinco pessoas (que logo serão seis), a família recebe o benefício do governo desde a pandemia, quando ainda era Auxílio Emergencial. "Esse empréstimo me ajudaria bastante. Como minha esposa está para ganhar neném e eu estou fazendo bico, é um dinheiro que ajudaria na despesa", diz Elton. O pai de família simulou o consignado pelo Banco Pan, que ofereceu a ele um crédito de R$ 2.025, a ser pago em 24 parcelas de R$ 160. Assim, ao quitar a dívida, ele terá pagado ao banco R$ 3.840, quase o dobro do valor emprestado inicialmente. Questionado sobre como vai ser quando seu auxílio for reduzido devido ao valor das parcelas descontado na fonte, Elton diz que está sendo cauteloso, e colocando tudo na ponta do lápis para decidir se o empréstimo vai de fato caber no seu orçamento. "É uma preocupação que nós temos, mas como eu tenho meu bico, acredito que não vai pesar muito. E estou fazendo porque é necessário", explica. "A gravidez da minha esposa é de risco, ela não vai ganhar neném aqui na minha cidade. Estou contando com esse dinheiro cair antes do parto, porque vamos ter que nos locomover de uma cidade para outra e ela vai ficar 60 dias de cama", relata. "Eu vou ter que ficar um período com ela também. Calculo que vou ficar parado no mínimo duas semanas cuidando da minha esposa, então não vou ter ganho nenhum. Por causa disso, estou fazendo o empréstimo. E criança pequena de início gasta muito, então seria bem-vindo esse dinheiro. Se eu estivesse trabalhando de carteira assinada, não faria esse empréstimo." 'Eu ia viver só pagando conta' Bruna Pereira, de 30 anos e moradora do Jardim Sapopemba, na zona leste de São Paulo, faz parte de outro grupo dos beneficiários do Auxílio Brasil: aqueles que não pretendem pegar o empréstimo consignado. Com uma filha de 3 anos que ela cria sozinha, Bruna mora com a tia e faz bicos de diarista quando aparece trabalho. Ela cobra R$ 50 por faxina. Por mês, calcula que ganhe cerca de R$ 150 com seu trabalho. Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda mensal por pessoa abaixo de R$ 210 e R$ 105, respectivamente Rovena Rosa/Agência Brasil via BBC Com uma renda tão restrita, o auxílio que recebe do governo é fundamental para Bruna comprar as coisas de que sua filha necessita, como leite, roupas e produtos de higiene. Mas a tia de Bruna aconselhou a jovem a ficar longe do empréstimo consignado. "Ela disse para eu não pegar, porque o valor que eu vou ter que devolver vai ser muito mais do que eu peguei. E eu não tenho condições [de pagar], porque não estou trabalhando fixo e todo o dinheiro que recebo do auxílio é para comprar as coisas da minha filha", afirma, explicando que, para a alimentação, tem contado com a ajuda de uma doação de cesta básica. "Eu ia viver só pagando conta, entendeu? Porque eu não tenho ajuda do pai da criança e com esse auxílio eu compro todas as coisas para ela. Não dá para eu pegar [o empréstimo], para depois ter que ficar pagando. É essa minha situação." 'Empréstimo é uma ilusão' Tamires Nascimento Santos, a moradora de Guaianases de 33 anos que também decidiu não pegar o empréstimo consignado, acredita que muitos dos que vão contrair essa dívida agora poderão se arrepender mais à frente. Casada e mãe de três filhos – de três, oito e 12 anos –, ela é diarista, assim como Bruna e Mayara. Com poucas diárias desde a pandemia, faz cerca de R$ 600 por mês com o trabalho de limpeza, complementados pelo marido, que faz bicos de pintor. Beneficiária do auxílio federal há cerca de um ano e endividada no cartão, ela não quer saber de uma nova dívida. "Eu ia usar [o empréstimo] para pagar minha dívida, mas aí eu iria contrair outra dívida de dois anos, que é muito pior", avalia. O fato de as parcelas serem descontadas diretamente do auxílio também a desestimulou. "Eu uso esse auxílio para ajudar na alimentação das crianças. Se você compromete, e aí depois, quando ele já vem descontado? Vai ficar elas por elas. Na realidade, é uma ilusão", afirma. Como todos os brasileiros, num momento em que a inflação acumula alta de 10% em 12 meses, mesmo após a deflação de 0,68% registrada em julho, Tamires tem sofrido com os altos preços dos alimentos. "Está tudo muito caro, tudo subiu um absurdo. O leite, tem lugar que está quase R$ 10 o litro", lamenta. "Então está bem apertado nosso orçamento, mas estamos sobrevivendo, economizando um pouquinho aqui, outro ali." Assim, o aumento temporário do Auxílio Brasil para R$ 600 até dezembro é considerado por ela muito bem-vindo. Com o valor adicional, a diarista espera incluir mais frutas, verduras e legumes na dieta da família, pois atualmente tem priorizado arroz, feijão e mistura. Mas Tamires diz que esse aumento do auxílio não vai afetar em nada seu voto em outubro. "Para mim não muda em nada. Eu nunca votei nesse governo, nem vou votar. Para mim não influi em nada, porque a gente tem que ver o que está acontecendo", afirma. "Muita coisa ficou a desejar. A gente que vive nas periferias sente nas questões de saúde, está faltando muito remédio. Além disso, subiu [o preço de] muita coisa. Teve também o auxílio que foi cortado ainda não tinha acabado a pandemia", cita. "Então muita gente está passando necessidade. Porque esses R$ 400 [valor do Auxílio Brasil antes do aumento temporário para R$ 600], para quem não tem outra ajuda, não dá para nada. Ficou muita gente vulnerável mesmo." Grandes bancos dizem não ao consignado do auxílio Alguns dos maiores bancos brasileiros — como Bradesco, Itaú, Santander, Nubank e BMG — indicaram que não devem oferecer o empréstimo consignado do Auxílio Brasil a seus clientes. "Estamos falando de pessoas vulneráveis. Em vez de ser uma boa operação para o banco e para o cliente, entendemos que a pessoa terá mais dificuldade quando o benefício cessar, e por isso preferimos não operar", disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, durante apresentação de resultados do segundo trimestre. O Itaú deu justificativa similar: "Entendemos que não é o produto certo para público vulnerável. Assim, o banco preferiu não operar", disse Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, em entrevista coletiva sobre resultados. Para Luis Santacreu, analista de setor bancário da Austin Rating, os bancos estão considerando na decisão de não aderir ao consignado riscos financeiros — relacionados à instabilidade do auxílio e às taxas de juros elevadas — e reputacionais, devido à perspectiva de inadimplência dos mais vulneráveis, que pode se tornar um problema para a imagem dos bancos perante a sociedade. "O benefício foi aumentado para R$ 600, mas só até o final do ano. Isso gera imprevisibilidade quanto ao valor que o beneficiário receberá a partir do ano que vem, o que é um fator de incerteza para a concessão de crédito", diz Santacreu. Ele destaca que o prazo de dois anos para a quitação da dívida, que representa a metade de um mandato presidencial, também é um fator de incerteza, já que as próprias regras do programa social podem sofrer mudanças nesse período. "O segundo ponto é que, como não há um limite para as taxas de juros, há aí uma questão de ESG [sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de gestão das empresas], de governança", diz o analista. Juros do consignado BBC "Estamos falando de uma população em situação de vulnerabilidade, que depende em muitos casos desse auxílio para comer. Ao criar um endividamento para essa pessoa, você pode estar asfixiando o tomador de crédito, criando um problema maior para pessoas que não têm uma educação financeira para avaliar se esses juros são compatíveis com seu orçamento familiar", observa. Assim, com a desistência dos grandes bancos, a concessão de crédito consignado para beneficiários do auxílio deverá ser feita por instituições financeiras de médio porte, como Pan, Safra e Facta Financeira. Além dos bancos públicos federais, como Caixa e Banco do Brasil, que, no entanto, ainda não confirmaram se e como participarão da nova modalidade de empréstimo. 'Consignado é um empréstimo perverso' A educadora financeira Evelin Bonfim reforça que o crédito consignado representa um risco para os beneficiários do auxílio e avalia a decisão do governo de conceder esse crédito às vésperas da eleição como uma política pública equivocada. "O consignado, de maneira geral, é um empréstimo perverso, porque ele não dá uma chance para o consumidor de, numa situação de emergência, não pagar a parcela e ficar em atraso", afirma. Isso porque, no empréstimo consignado, o valor da parcela é descontado na folha de pagamento, antes mesmo de a pessoa receber o dinheiro na conta. "Isso é excelente para o banco emprestador, mas significa que o consumidor não tem escolha", diz Evelin. Ela observa que há países onde é possível tirar uma "folga" das dívidas por um período determinado, possibilidade que não existe no consignado brasileiro. A educadora financeira destaca ainda que o Auxílio Brasil é um benefício destinado à parcela mais vulnerável da população, que usa esse dinheiro para subsistência. "A pessoa usa esse dinheiro para sobreviver: para comprar o arroz e feijão, pagar o aluguel e trocar o gás em casa. Então a pessoa vai comprometer [com o pagamento das parcelas] 40% de um benefício que é necessário para ela ter o mínimo", diz Evelin. "A pessoa vai pegar o dinheiro do empréstimo agora e, no próximo mês, as necessidades delas são as mesmas. Mas nesse próximo mês, o benefício dela será menor, porque ela só terá o valor que sobrar depois do pagamento da parcela", explica. E isso considerando que a pessoa continue recebendo o benefício. Evelin lembra que, diferente de uma aposentadoria, o Auxílio Brasil pode acabar, pode ter seu valor reduzido, ou a pessoa pode ser desenquadrada, caso deixe de cumprir os critérios do programa. "Ninguém deveria se endividar para comprar comida, e é isso que vai acabar acontecendo com muitos dos beneficiários", diz a especialista em finanças pessoais. "Isso é uma evidência de uma falha muito grande da sociedade, da política de cuidado com as famílias mais vulneráveis e da gestão econômica como um todo", acrescenta. - Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62527996

7ª rodada do programa de concessões de aeroportos acontece na quinta-feira (18). Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Movimentação de passageiros em Congonhas, em SP; aeroporto será leiloado nesta quinta-feira (18) com outros 14 terminais Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai leiloar à iniciativa privada, na quinta-feira (18), mais 15 aeroportos – incluindo o de Congonhas, em São Paulo, um dos mais movimentados do país e um dos últimos grandes terminais que ainda não é administrado por operadores privados. A expectativa do governo federal é que os vencedores do leilão invistam pelo menos R$ 7,3 bilhões na modernização dos terminais ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 3,3 bilhões somente em Congonhas. Os 15 aeroportos da 7ª rodada de concessões da Anac estão divididos em 3 blocos. Quem arrematar Congonhas, por exemplo, também terá de administrar outros 10 aeroportos localizados em Minas, Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Atualmente, 44 terminais, ou 75,8% do total do tráfego de passageiros do país, são administrados por operadores privados. Segundo a Anac, se os 3 lotes do leilão desta quinta-feira forem arrematados, o percentual de passageiros pagos movimentados no mercado brasileiro atendidos por operadores privados chegará a 91,6%. Governo vai leiloar 15 aeroportos nesta quinta (18) Esta será a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos. Os 15 aeroportos encontram-se situados em seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Mato Grosso do Sul e Amapá. Veja no mapa abaixo: Composição dos 3 blocos Bloco SP-MS-PA-MG: liderado pelo Aeroporto de Congonhas (SP), é composto ainda pelos aeroportos Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG). O lance inicial mínimo é de R$ 740,1 milhões Bloco Aviação Geral: formado pelos aeroportos de Campo de Marte, em São Paulo (SP) e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), e tem lance mínimo inicial fixado em R$ 141,4 milhões Bloco Norte II: reúne os aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP), e tem contribuição inicial mínima R$ 56,9 milhões Os 15 aeroportos concentram cerca de 15% do tráfego de passageiros Segundo a Anac, os três blocos da 7ª rodada concentram o equivalente a 15,8% do total do tráfego de passageiros do país, o equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano. O percentual, porém, considera os números da movimentação pré-pandemia, de 2019. Já um cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), considerando os dados de 2021, mostra que os 15 aeroportos do leilão desta quinta representaram 11,7% da movimentação de passageiros no país e que os terminais já administrados pela iniciativa privada respondem por fatia de 78,7%. Ou seja, o tráfego nacional privatizado chegaria a 90,4%. De todo modo se o leilão tiver sucesso, entre os aeroportos sob gestão da Infraero, restaria só o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na fila da privatização. Os demais aeroportos são estaduais ou municipais. "A expectativa da CNI é de que a 7ª rodada de leilões seja bem-sucedida. Acreditamos que, a partir das concessões, os 15 aeroportos incluídos nessa rodada serão rapidamente modernizados e se tornarão mais eficientes", afirma o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso. 'Principal fator de mudança com a desestatização é agilidade em algumas transformações', diz especialista sobre leilão de aeroportos Próximos da fila Este novo lote de concessões aeroportuárias foi aprovado pela Anac em dezembro de 2021 – na época, ainda estava incluído no pacote o aeroporto Santos Dumont, no Rio. Em fevereiro, porém, o governo atendeu a um pedido do governo do Rio de Janeiro e retirou o Santos Dumont do pacote. A previsão é que o aeroporto Santos Dumont seja leiloado no segundo semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão, que será relicitado após a concessionária RIOGaleão pedir para devolver a administração do aeroporto. Outro aeroporto que será relicitado e aguarda um próximo leilão é o de Viracopos. Lista de aeroportos já administrados pela iniciativa privada Veja abaixo os 44 terminais leiloados nas últimas 6 rodadas de concessão da Anac, e os respectivos operadores atuais: São Gonçalo do Amarante (RN) - Inframérica Brasília (DF) - Inframérica Campinas (SP) - Aeroportos Brasil Viracopos S.A Guarulhos (SP) - GRU Airport Confins (MG) - BH Airport Galeão (RJ) - RioGaleão Florianópolis (SC) - Floripa Airport Fortaleza (CE) - Fraport Brasil S.A. Porto Alegre (RS) - Fraport Brasil S.A. Salvador (BA) - Concessionária do Aeroporto de Salvador S.A. Recife (PE) - Aena Desarrollo Internacional Maceió (AL) - Aena Desarrollo Internacional João Pessoa (PB) - Aena Desarrollo Internacional Aracajú (SE) - Aena Desarrollo Internacional Campina Grande (PB) - Aena Desarrollo Internacional Juazeiro do Norte (CE) - Aena Desarrollo Internacional Cuiabá (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Sinop (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Rondonópolis (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Alta Floresta (MT) - Consórcio Aeroeste Aeroportos S/A Vitória (ES) - Zurich Airport Macaé (RJ) - Zurich Airport Manaus (AM) - Vinci Airports Tabatinga (AM)- Vinci Airports Tefé (AM) - Vinci Airports Rio Branco (AC) - Vinci Airports Cruzeiro do Sul (AC) - Vinci Airports Porto Velho (RO) - Vinci Airports Boa Vista (RR) - Vinci Airports Goiânia (GO) - CCR Aeroportos Palmas (TO) - CCR Aeroportos Teresina (PI)- CCR Aeroportos Petrolina (PE) - CCR Aeroportos São Luís (MA) - CCR Aeroportos Imperatriz (MA) - CCR Aeroportos Curitiba (PR) - CCR Aeroportos Foz do Iguaçu (PR) - CCR Aeroportos Londrina (PR) - CCR Aeroportos Bacacheri (PR) - CCR Aeroportos Navegantes (SC) - CCR Aeroportos Joinville (SC) - CCR Aeroportos Pelotas (RS) - CCR Aeroportos Uruguaiana (RS) - CCR Aeroportos Bagé (RS) - CCR Aeroportos
Avanço foi revisado de 0,7% para 0,6% na comparação com os 3 primeiros meses do ano. O crescimento econômico da zona do euro foi ligeiramente menos robusto no segundo trimestre do que o estimado anteriormente, mas ainda assim forte, mostraram nesta quarta-feira (17) dados revisados da agência de estatísticas europeia. A Eurostat disse que o Produto Interno bruto dos 19 países que utilizam o euro subiu 0,6% entre abril e junho em relação ao trimestre anterior, registrando avanço de 3,9% na comparação com o ano anterior. A agência havia estimado anteriormente o crescimento trimestral em 0,7% e alta de 4,0% na base anual. O mundo está a caminho de uma recessão? Entenda os riscos A Eurostat também disse que o emprego na zona do euro aumentou 0,3% em relação ao trimestre anterior, com alta de 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Economistas acreditam que o resultado do segundo trimestre pode ter sido o último forte antes de a inflação cada vez maior e problemas na cadeia de suprimentos causarem uma recessão leve no decorrer dos próximos 12 meses. A guerra na Ucrânia paira sobre todas as economias da Europa. A incerteza sobre o curso do conflito abalou a confiança dos consumidores e das empresas, ao mesmo tempo em que se teme que um corte total no fornecimento de gás russo mergulhe o bloco em uma recessão muito mais profunda. Calor e seca castigam a Europa
86% das famílias ouvidas pela pesquisa Consumer Pulse pretendem mudar o que e quanto compram por causa da inflação. Enquanto 8 em cada 10 famílias brasileiras se preocuparam com sua capacidade de pagar contas e empréstimos integralmente, 41% de fato não conseguiram arcar com todas as dívidas e contas e deixaram pelo menos um compromisso financeiro para trás. A fatura do cartão de crédito foi o que mais preocupou os entrevistados. Os dados são referentes ao segundo trimestre do ano, entre abril e junho, e foram colhidos pela pesquisa Consumer Pulse, feita pela empresa de informações TransUnion. Endividamento e inadimplência são os maiores em 12 anos 18 meses, 36 ligações e 95% de desconto: como funciona uma negociação de superdívidas Entre os entrevistados, 79% se disseram preocupadas com o impacto da inflação em suas vidas financeiras. E um pouco mais, 86%, pretendiam mudar o que e quanto compram por causa disso. Além do aumento dos preços, muitas famílias sofreram perda de renda no último trimestre. Quase 4 em cada 10 lares passaram a ter menos dinheiro do que tinham, principalmente por perdas de emprego ou redução de salário. Os brasileiros ficaram preocupados com a subida quase ininterrupta dos preços e não sabiam o que esperar do futuro. Antes de julho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve queda de 0,68% em julho, o Brasil havia vivido 25 meses seguidos de alta de preços. Apesar da trégua no mês passado, já são 11 meses seguidos com a inflação anual rodando acima dos dois dígitos. "A preocupação do brasileiro com a inflação reflete imediatamente na vida financeira da população. Desde o início de 2022, essa foi a principal queixa em relação às finanças. É difícil se planejar quando não se sabe qual será a taxa de inflação dos próximos dias", avalia Claudio Pasqualin, vice-presidente de Soluções da TransUnion Brasil. Comportamento de compras Para tentar minimizar o impacto da inflação no orçamento, 57% dos entrevistados pretendiam reduzir suas despesas extras (como alimentação fora de casa, viagens e entretenimento). E 24% já haviam reduzido ou cancelado serviços digitais. Para o trimestre atual, 39% desejavam controlar as dívidas, gastos extras e grandes compras, como carros e eletrodomésticos, e 38% queriam reduzir as despesas de varejo, como roupas e eletrônicos. ‘Ganho R$ 2,2 mil e devo R$ 16 mil por mês' - como começar a organizar suas dívidas A pesquisa também perguntou como as pessoas fazem compras ou outras transações comerciais. 43% responderam que realizam mais da metade online. E 27% foram alvo ou vítimas de fraude digital recentemente. Apesar das pressões econômicas, 73% indicaram que estão otimistas para o futuro de suas finanças nos próximos 12 meses. O Consumer Pulse Study do segundo trimestre de 2022 foi baseado em um levantamento de 1.013 pessoas adultas brasileiras, realizado entre 26 de maio e 03 de junho de 2022.
Em junho, a inflação em ritmo anual foi de 9,4%. A taxa de inflação do Reino Unido alcançou 10,1% em ritmo anual em julho, a mais elevada em 40 anos, estimulada em particular pelo aumento dos preços dos alimentos, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). Em junho, a inflação em ritmo anual foi de 9,4%. Os aumentos de preços foram generalizados no mês passado, mas "os alimentos subiram em particular, especialmente produtos de padaria, laticínios, carne e legumes", explicou Grant Fitzner, economista-chefe do ONS, no Twitter. A alta de preços pode superar 13% em outubro, quando estão previstos aumentos drásticos dos preços da energia, segundo as previsões do Banco da Inglaterra. O Reino Unido enfrenta uma crise do custo de vida, com salários que não acompanham a inflação. O primeiro-ministro Boris Johnson deixará o cargo em setembro e o novo chefe de Governo, que será escolhido entre os conservadores Liz Truss e Rishi Sunak, herdará a crise econômica. No início do mês, o banco central britânico alertou que o Reino Unido enfrentará uma recessão e avaliou que a economia começará a encolher a partir do último trimestre de 2022, podendo se contrair até o fim de 2023. Reino Unido faz aumento recorde na taxa de juros para tentar deter a inflação

Estudo revela que população mais jovem possui uma visão muito mais pessimista sobre a imagem o Brasil. Brasileiro se vê como um povo festeiro, alegre e acolhedor, mas malandro e oportunista e desonesto. Foliãs em bloco de carnaval do Rio de Janeiro, em imagem de arquivo. Pesquisa mostra as percepções dos brasileiros sobre o Brasil e as características que melhor descrevem o brasileiro Victor Moriyama/G1 Para quem é jovem, morar no Brasil é uma relação de amor e raiva, e a maioria da população entre 16 e 35 anos moraria em outro país se pudesse. É o que revela pesquisa da agência de branding Ana Couto, antecipada com exclusividade para o g1. A pesquisa "Branding Brasil" entrevistou brasileiros para avaliar a percepção atual da população sobre o país e a "marca Brasil", e constatou que a população mais jovem possui uma visão muito mais pessimista do que a população mais velha. Entre os jovens de 16 a 20 anos, 56% não acreditam que o Brasil é o lugar ideal para viver e 55% responderam que morariam em outro país se pudessem. Já entre a população com mais de 55 anos, 35% deixariam o Brasil caso fosse possível escolher. Veja no gráfico abaixo: LEIA TAMBÉM: 'Dinheiro não compra felicidade, mas...' brasileiros deixam país em crise em busca de trabalho e qualidade de vida Brasileiros são quase um terço dos estrangeiros em Portugal Imigração para o Canadá: crise, violência e facilidade de residência fazem fluxo de brasileiros explodir A agência ouviu 2.500 pessoas entre 10 e 30 de junho em todas as regiões do país e analisou também mais de 600 mil tuítes. A pesquisa completa será divulgada no dia 24, durante um evento em São Paulo. Problemas econômicos e menor conexão emocional Apenas 33% dos brasileiros avaliam como "excelente" o custo-benefício de morar no país. São os jovens, porém, os mais críticos. Na faixa etária entre 16 e 20 anos, 44% disseram não se identificar muito com o Brasil. "Os jovens têm menos esperança em relação ao Brasil e não enxergam um futuro tão promissor e tão brilhante para o Brasil. A percepção é que tem muito mais custos do que benefícios", afirma Rodrigo Scherer, gerente da pesquisa, destacando o elevado desemprego entre os mais jovens. Segundo os dados do IBGE, as taxas de desemprego mais altas são as dos grupos de 18 a 24 anos (19,3%) e de 14 a 17 anos (33,3%) – bem acima da taxa geral atual de 9,3%. A avaliação dos jovens é que tem países melhores para se viver, com o custo de vida melhor e com infraestrutura melhor. "Quando a gente pergunta assim 'Qual é o país que você deseja?', o que as pessoas pedem é só o básico: saúde, educação e não ter corrupção. De fato, a percepção de infraestrutura e do que o país está oferecendo para o jovem poder se desenvolver é muito crítica, muito baixa", afirma Igor Cardoso, diretor da agência Ana Couto. Embora a situação econômica do país tenha um peso significativo no elevado percentual de jovens com vontade de deixar o país, também chama a atenção o menor grau de identificação com o país e os símbolos da pátria. Enquanto 83% da população acima de 55 considera classifica a bandeira nacional como o símbolo máximo do país, por exemplo, entre os mais jovens esse índice cai para 62%. "Nas populações mais velhas há uma conexão emocional tão forte com o Brasil que, independentemente do cenário econômico, as pessoas dizem 'Para o que der e vier, estou com o Brasil'. No público mais jovem, como essa conexão não está tão construída, há um impacto direto do custo-benefício direto sem ter uma conexão emocional que faça com que ele decida ficar, lutar e mudar essa situação", afirma Cardoso. País isolado, desunido e sem rumo claro A pesquisa mostra que a maioria da população considera o Brasil um país isolado, desunido e que muda de rumo a todo momento. Do total de entrevistados, 54% veem o Brasil como um país ilhado, que não se conecta com outros, 52% acreditam que o país não se desenvolve porque sempre muda de rumo e 51% acham que os brasileiros passam muito tempo brigando entre si. A metade da população considera que o brasileiro não leva nada a sério. Apenas 48% acreditam que o Brasil gera impacto muito positivo no mundo e apenas 44% avaliam que o país contribui para melhorias na sociedade. A pesquisa aponta ainda que parte da população afirma não usar mais as cores do Brasil no dia a dia, e que 58% sentem saudade de usar algo com as cores da bandeira nacional. Há, no entanto, uma clara distinção entre a imagem do Brasil e do brasileiro: 61% acreditam que ser brasileiro é um privilégio; 73% concordam que a cultura brasileira é muito rica; 65% declaram que o brasileiro consegue se reerguer após qualquer dificuldade; e 71% avaliam que o brasileiro é capaz de qualquer coisa quando se une. Ou seja, na percepção da população, o brasileiro continua sendo o melhor do Brasil. "É bom ser brasileiro, mas nem sempre é bom estar no Brasil", resume o gerente da pesquisa. Destaques da pesquisa Branding Brasil, considerando o total da população Divulgação/Ana Couto Festeiro, alegre, acolhedor, malandro e oportunista Entre as qualidades positivas que melhor descrevem o brasileiro foram apontadas o fato de sermos um povo festeiro, alegre, acolhedor, criativo, trabalhador e forte. Quanto maior a escolaridade e a renda, porém, maior a percepção de alegria como a principal característica positiva: 65% classe A x 51% classes DE. Já as características negativas que melhor descrevem o Brasil e o brasileiro foram: malandro, oportunista, aproveitador e desonesto. As personalidades que mais nos representam, segundo a pesquisa, são Pelé, em primeiro lugar, Anitta em seguida e Neymar em terceiro. Já as marcas que mais representam o Brasil, de acordo com os entrevistados, foram Petrobras, Havaianas e Natura. A pesquisa também buscou identificar vantagens e potenciais para o Brasil assumir uma posição de maior protagonismo no mundo e para inspirar um pouco mais os brasileiros. Para 65% dos entrevistados, o Brasil tem tudo para ser a maior potência ecológica do mundo. O potencial de exportar riquezas e matérias-primas foi apontado por 61%, e 58% acreditam que o Brasil é uma potência artística em todos os setores. "Um dos dado mais fortes da pesquisa é a capacidade do brasileiro de se unir para poder fazer qualquer coisa", destaca Cardoso. "O que falta é essa visão de para onde o Brasil está indo, para onde estamos caminhando como país, independente de ciclo governamental. E há uma grande oportunidade e responsabilidade para as empresas, porque estamos vendo marcas sendo reconhecidas positivamente por onde o Brasil está deixando a desejar".

Depois de post no Twitter obter quase 500.000 curtidas em poucas horas, bilionário esclareceu que não pretende comprar nenhum clube de futebol. Elon Musk REUTERS/Mike Blake O magnata Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, explicou na terça-feira (16) que não pretende comprar nenhum clube de futebol, depois que uma mensagem no Twitter viralizou com a afirmação de que compraria o Manchester United. O empresário, acostumado a fazer declarações imprevisíveis e provocativas nas redes sociais, havia tuitado: "E vou comprar o Manchester United, de nada". A mensagem teve grande repercussão nas redes sociais sobre se o homem mais rico do mundo estava falando sério ou não. Depois de obter quase 500.000 curtidas em algumas horas e receber perguntas de inúmeros seguidores, Musk esclareceu que era uma piada. "Não, é uma velha piada no Twitter. Não estou comprando nenhum clube esportivo", respondeu ao ser questionado por um seguidor. "Mas, se existisse algum time, seria o Manchester United. Era o meu time favorito na infância", acrescentou. O Manchester United é um dos maiores clubes do mundo, mas está em crise há vários anos. A instituição está cotada na Bolsa de Nova York há 10 anos, com uma capitalização de US% 2,08 bilhões. Embora nenhum acionista tenha participação majoritária, o clube é controlado pelos seis filhos do empresário americano Malcolm Glazer, que morreu em 2014 após comprar o United em 2005. A gestão dos Glazer foi alvo de fortes protestos dos torcedores do clube em abril do ano passado, quando a diretoria do United tentou colocar em prática um plano separatista da Superliga Europeia, que acabou sendo descartado. Os Red Devils queriam, juntamente com outros cinco clubes ingleses, três espanhóis e três italianos, criar uma competição europeia para rivalizar com a Liga dos Campeões, iniciativa que provocou fortes protestos políticos e desportivos, mas também fortes reações dos torcedores do clube. O Mancester United sofreu outra derrota retumbante por 4 a 0 para o Brentford no sábado. Enquanto Manchester City e Arsenal têm 6 pontos na tabela, o United tem zero e aparece na lanterna da competição após duas rodadas. Musk, que recentemente vendeu quase US$ 7 bilhões em ações de seu grupo automotivo Tesla, está no meio de uma batalha legal por seu projeto fracassado de aquisição da rede social Twitter. Justiça marca julgamento de ação do Twitter contra Elon Musk para outubro

O retorno das consultas ao chamado 'dinheiro esquecido', que estava previsto para começar no dia 2 de maio, foi adiado por conta da greve de servidores do BC e ainda não foi remarcado. Até 24 de março, 2,85 milhões pessoas físicas e jurídicas solicitaram resgate de seus valores a receber, totalizando R$ 245,8 milhões. Marcello Casal Jr/Agência Brasil Marcada para começar no dia 2 de maio, a segunda fase de consultas do "dinheiro esquecido" nos bancos – o Sistema de Valores a Receber – ainda segue sem previsão para início. A retomada do sistema foi adiada por conta da greve de servidores do BC, que atrasou a implementação da ferramenta. "As consultas ao Sistema de Valores a Receber (SVR) estão temporariamente suspensas para aprimoramento", informou à época o BC, em comunicado. A paralisação dos servidores, no entanto, terminou há 40 dias - e o BC ainda não anunciou a retomada das consultas. O BC estima que há cerca de R$ 8 bilhões em valores esquecidos, mas na primeira fase do serviço ficaram disponíveis cerca de R$ 4 bilhões para devolução. Valores a receber: veja as maiores 'boladas' esquecidas pelos brasileiros nos bancos Como ver o valor e pedir o resgate do dinheiro 'esquecido' nos bancos TIRA DÚVIDAS: como consultar, quem tem direito, datas, como receber; tire suas dúvidas Os valores a receber podem ser de recursos remanescentes de: contas-correntes ou de poupança encerradas, com saldo disponível; tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o BC; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados. Banco Central cria sistema para clientes consultarem valores a receber de bancos Primeira fase No dia 16 de abril, o BC encerrou a última "repescagem" para os saques da primeira fase dos recursos esquecidos por brasileiros nos bancos. A repescagem é dos valores da primeira fase do programa. Mais valores serão liberados na segunda fase. Até 24 de março, 2,85 milhões pessoas físicas e jurídicas solicitaram resgate de seus valores a receber, totalizando R$ 245,8 milhões. Entre as pessoas físicas que pediram a devolução, 2.516.990 solicitaram transferência via Pix, totalizando R$ 205.099.139,18, enquanto 328.947 preferiram receber os dados de contato das instituições financeiras, somando R$ 34.370.940,12. Entre as pessoas jurídicas, 5.113 solicitaram a devolução dos valores via Pix (R$ 5.012.975,84) e 1.059 receberam dados de contato (R$ 1.326.419,82). Se você perdeu a sua data de agendamento, o Banco Central informa que não há motivo para se preocupar. Não há risco de perder seus valores a receber, pois eles continuarão guardados pelas instituições financeiras, esperando que você solicite a devolução, quando as consultas ao SVR forem retomadas. Segunda fase Desde o dia 17 de abril, o sistema Valores a Receber passa por uma reformulação. Confira, abaixo, algumas das mudanças para o segundo ciclo: Não haverá mais necessidade de agendamento. Será possível pedir o resgate dos recursos no momento da primeira consulta; O sistema contará com informações novas repassadas pelas instituições financeiras. Ou seja, mesmo quem já resgatou seus recursos e quem não tinha valores a receber na primeira etapa deve consultar novamente o sistema, pois os dados serão atualizados e pode haver recurso novo.

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de trabalho José Fernando Ogura/AEN Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta quarta-feira (17) em Araripina e Salgueiro no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no g1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho, em Salgueiro, ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo Segurados do Auxílio Brasil recebem nesta quarta-feira (17) a parcela de R$ 600 referente a agosto. O pagamento será feito para os portadores do Número de Identificação Social (NIS) com final 7. O mesmo grupo também recebe o vale-gás com valor integral do botijão. Os beneficiários dos grupos com NIS final 1 a 6 já receberam o pagamento. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados (veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121.

Ferramente gratuita permite que candidatos busquem vagas por cidades rondonienses e cadastrem currículos. Veja as vagas disponíveis. Veja as vagas abertas em Rondônia Jorge Júnior/Rede Amazônica/Arquivo g1 A plataforma Geração Emprego está com mais de 420 vagas abertas nesta semana em empresas de cidades de Rondônia. Veja aqui todas as vagas abertas em Rondônia Na ferramenta virtual e gratuita é possível cadastrar o currículo gratuitamente e ver as vagas que estão abertas, conforme o perfil do profissional e os locais mais próximos da casa da pessoa interessada em emprego. O objetivo do programa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) é que os empregadores divulguem vagas de trabalho disponíveis nos 52 municípios rondonienses. Na plataforma a pessoa pode ver qual empresa está divulgando a oportunidade e, em alguns casos, até o salário ofertado. Abaixo, veja as últimas vagas cadastradas no sistema e em quais cidades: Operador de produção (Pimenta Bueno) Serviços Diversos (Ministro Andreazza) Auxiliar de serviços (Rolim de Moura) Auxiliar de almoxarifado (Cacoal) Estoquista (Cacoal) Empregada (Rolim de Moura) Operador de caixa (Pimenta Bueno) Cozinheiro geral (Porto Velho) Atendente (Ji-Paraná) Auxiliar em vendas (Rolim de Moura) Auxiliar de expedição (Espigão D'Oeste) Como baixar o Geração Emprego? O aplicativo "Geração Emprego" pode ser acessado gratuitamente na versão web ou baixado na Google Play e na App Store. A plataforma que divulga vagas de emprego é uma iniciativa do Governo de Rondônia. O objetivo é que empregador cadastre sua empresa para divulgar as vagas e assim buscar currículos para agendar entrevistas com os candidatos. O "Geração Emprego" também tem uma área de cursos, voltada à qualificação dos trabalhadores.

Aeroporto de Campinas recebeu ou despachou 30.875 toneladas pelo Terminal de Cargas no 7º mês de 2022, retração de 0,89% diante das 31.155 movimentadas no mesmo mês de 2021. Terminal de Cargas de Viracopos, o aeroporto de Campinas Aeroportos Brasil Viracopos O Aeroporto Internacional de Viracopos, de Campinas (SP), teve queda no volume movimentado pelo Terminal de Cargas em julho. A retração de 0,89% em relação ao mesmo mês de 2021, no entanto, não foi suficiente para interromper o aumento no acumulado do ano. O aeroporto vive um processo de relicitação e o governo federal sustenta que fará a nova concorrência ainda neste ano. No entanto, o edital está há cinco meses no Tribunal de Contas da União (TCU). Relicitação de Viracopos: entenda o que ainda falta para o aeroporto ter um novo leilão Nos primeiros sete meses de 2022, o terminal recebeu ou despachou 210.163 toneladas - volume acumulado 5% maior que no ano passado. Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, este foi o melhor resultado para movimentação de cargas desde o início da concessão, 2013. "Neste período, se destacaram, novamente, os setores farmacêutico, metalmecânico, químico, de tecnologia, automotivo e de vestuário. Hoje, Viracopos é o maior aeroporto em importação de carga do país, movimentando 40% de toda a carga aérea que chega ao Brasil", afirma a concessionária. Já nos 31 dias de julho, o aeroporto movimentou 30.875 toneladas, contra 31.155 toneladas no mesmo mês de 2021. Ainda que tenha ocorrido retração, o resultado de julho deste ano foi o quarto melhor de 2022. Passageiros Passageiros no Aeroporto de Viracopos, em Campinas Aeroportos Brasil Viracopos Já em relação ao número de passageiros, o mês de julho foi o mais movimentado desde o início da concessão. Embarcaram ou desembarcaram no terminal 1.058.194 pessoas. O recorde anterior havia sido registrado em maio também deste ano, com 1.018.456. Na comparação entre julho de 2021 e julho de 2022, a alta foi de 16,7%. No ano passado, foram 906.434 passageiros ante os 1.058.194 deste ano. Em meio ao recorde de passageiros, a Delegacia da Polícia Civil no Aeroporto Internacional de Viracopos registrou, no primeiro semestre de 2022, aumento de furtos de 65% de janeiro a junho, no comparativo com o mesmo período de 2021. Leia mais aqui. A relicitação O aeroporto encerrou 2021 com lucro líquido de R$ 276 milhões e registrou, pela primeira vez desde a concessão para a iniciativa privada, superávit financeiro em um exercício. A concessionária sempre reivindicou reequilíbrios no contrato de concessão por parte da Anac. De acordo com a empresa, a agência descumpriu itens que contribuíram para a perda de receita da estrutura. Em 2017, a concessionária manifestou pela primeira vez o interesse da devolver o aeroporto, mas emperrou na lei 13.448/2017, que regulamenta as relicitações de concessões aeroportuárias, ferroviárias e rodoviários do Brasil e só teve o decreto publicado em agosto de 2019. Por isso, apostou na recuperação judicial para solucionar a crise. A Aeroportos Brasil protocolou o pedido em 7 de maio de 2018 na 8ª Vara Cível de Campinas. Viracopos também foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação. Entre os pedidos de Viracopos, estavam o valor de reposição das cargas em perdimento - que entram no terminal e ficam paradas por algum motivo -, além da desapropriação de áreas para construção de empreendimentos imobiliários, um dos principais motivos apontados pela concessionária para a crise financeira, e um desacordo no preço da tarifa teca-teca, que é a valorização de cargas internacionais que chegam no aeroporto e vão para outros terminais. A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (48,12%), Triunfo Participações (48,12%) e Egis (3,76%), que formam a concessionária. Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 milhões. VÍDEOS: destaques da região de Campinas Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra os valores médios nas Ceasas em dez capitais do país. Preço da melancia sobe 53% no atacado em julho. Divulgação O preço médio das principais frutas teve alta no atacado em julho em relação a junho, enquanto os valores da maioria dos legumes e verduras caíram no mesmo período, mostra um relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O documento coletou informações de produtos comercializados nas Centrais de Abastecimentos do país (Ceasas) em dez capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife, Fortaleza e Rio Branco. Veja a seguir detalhes dos principais alimentos: Frutas Melancia (+53,5): houve queda na comercialização, aumento das cotações e da rentabilidade dos produtores. A colheita começou a aumentar no fim do mês no Tocantins. O plantio já começou no sul baiano. As exportações estão no seu intervalo, mas com números positivos no ano; Banana (+15,6%): ocorreu aumento de preços junto à diminuição da produção da variedade nanica e prata, com tendência não uniforme de comercialização no atacado a depender da situação da demanda local e da proximidade com os centros produtores. As exportações caíram; Maçã (+9,84%): foi registrada ligeira queda na comercialização. Houve queda dos estoques nas câmaras frias, o que provocou maior controle da oferta e preços mais elevados, principalmente para as maçãs graúdas. A rentabilidade continua positiva. As importações devem permanecer elevadas por causa da baixa oferta nacional; Mamão (+5%): Houve demanda estável e regular, elevação das cotações e queda da quantidade comercializada, com o arrefecimento dessa tendência por causa do aumento das temperaturas. As exportações continuaram em níveis mais baixos em relação a 2021 por causa da menor produção em 2022; Laranja (+0,9%): estabilidade das cotações, principalmente na parte final do mês, junto com pequenas variações na comercialização, devido ao tempo mais quente e à maior absorção da laranja pela indústria, diminuindo a oferta para o varejo. As exportações devem ter melhor desempenho para a próxima temporada. Precisamos lavar verduras, legumes e frutas antes de comer? Plantio sem uso do solo: conheça o sistema hidropônico De onde vem o que eu como: banana Legumes e verduras Legumes e verduras com propriedades similares e que são da estação, podem ser ótima opção para dieta equilibrada, segundo nutricionista do Sistema Hapvida/RN Sáude, Igor Oliveira Freepik Tomate (-25%): continuação da queda de preços foi observada nos mercados em julho, movimento iniciado após o ápice de preços registrados em abril deste ano. A oferta se manteve em elevação. Os danos e perdas causados pelas chuvas do final de 2021 e início de 2022 foram superados, com as áreas produtoras ofertando de forma suficiente para atender a demanda. Batata (-16,3%): continuação da queda de preços iniciada em maio, depois de um período de alta no início do ano. A safra da seca ainda no mercado e a entrada da safra de inverno fizeram com que a oferta permanecesse em níveis elevados, bem como o perfil dela modificasse, tornando o Centro-Oeste e o Sudeste como os principais abastecedores. Alface (-15,4%): o movimento em julho foi de queda de preços. Oferta também diminuiu principalmente nos mercados da região Centro-Oeste. A demanda ficou reduzida pelo período de férias escolares. Tendência de alta de preços em agosto nas Ceasas do Nordeste devido as chuvas intensas na região produtora. Cenoura (-12,7%): nova queda de preços em julho foi observada para a cenoura, mantendo os níveis deles em patamares baixos. O preço médio ponderado na comparação com junho teve queda de 12,75%. A oferta vem se mantendo em patamares elevados, pois os estados produtores aumentaram seus envios aos mercados, não mais pressionando a oferta mineira. Cebola (+3%): apesar de pequena intensidade, os preços tiveram viés de alta, diferentemente do ocorrido em 2021. Os preços em relação a julho de 2021 estão bastante elevados. A boa qualidade produto e a menor oferta advinda do Nordeste pode estar segurando os preços em nível mais altos. De onde vem o que eu como: salada toma 'banho' com sabão e pode até se 'afogar'

Segundo diretor da Aneel, cancelamento reflete previsão das distribuidoras de crescimento do mercado livre, em que consumidores podem comprar energia de qualquer fornecedor. O governo decidiu cancelar o leilão de energia chamado de A-6, que seria realizado em setembro deste ano para que as distribuidoras pudessem contratar energia elétrica de novos empreendimentos de geração. O início do fornecimento seria a partir de 2028. O leilão de energia A-6 era um dos três previstos para setembro. Os demais ainda permanecem marcados (leia mais abaixo). A decisão foi comunicada pelo governo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na noite de segunda-feira (15), véspera da reunião em que a diretoria da agência iria deliberar sobre o edital do leilão. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o cancelamento foi necessário devido à ausência de demanda por parte das distribuidoras. "A medida representa economia administrativa e dos recursos dos agentes privados, na medida em que o certame meramente revelaria que, embora haja oferta de projetos, não há demanda para contratação no ambiente regulado", diz o ministério, em nota. Mercado cativo Na reunião da diretoria da Aneel nesta terça, o diretor Ricardo Tili comentou que o cancelamento do leilão por falta de demanda demonstra que as distribuidoras não vislumbram crescimento do mercado cativo de energia. Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Divulgação É chamado de mercado cativo os clientes atendidos pelas distribuidoras de energia. Nesse mercado, os preços são regulados pela Aneel e as distribuidoras atendem os clientes conforme a sua área de concessão. Já no mercado livre, os consumidores podem comprar energia de qualquer fornecedor e negociam os preços livremente. O mercado livre está hoje disponível somente para indústrias, porém deve ser expandido ao longo do tempo para todo tipo de consumidor de energia, conforme tratativas já em curso no Congresso e no Ministério de Minas e Energia. "Os distribuidores estão enxergando a abertura de mercado [livre de energia], por isso não estão declarando demanda daqui a seis anos. Esse é um sinal importante. É um sinal claro das distribuidoras de que não enxergam uma expansão do mercado cativo", afirmou Tili. Ele também disse que é um sinal de que a expansão do sistema elétrico acontecerá pela demanda que vier do mercado livre, e não mais pelo mercado regulado, como vinha sendo até anos atrás. Em nota, o Ministério de Minas e Energia também avalia que o cancelamento do leilão A-6 decorre de diversas medidas, como a proposta de abertura de mercado livre de energia, a expansão da geração distribuída (quem gera a própria energia que consome, como no uso de painéis solares) e a descotização das usinas Eletrobras, que passarão a vender energia a preço de mercado. Leilão A-5 Com o cancelamento do leilão de energia A-6, a diretoria da Aneel aprovou nesta terça-feira somente o edital do leilão A-5, também destinado a contratar energia de novos empreendimentos de geração, mas com início de fornecimento a partir de 2027. O edital será publicado no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (17) e o pregão será realizado em 16 de setembro. Pelas regras aprovadas, poderá ser contratada a energia a ser geradas por novas: usinas hidrelétricas, incluindo as de pequeno porte; eólicas; solares fotovoltaicas; e termelétricas a biomassa, a resíduos sólidos urbanos, a carvão mineral nacional, a biogás e a gás natural. Serão negociados contratos de compra de energia em duas modalidades: quantidade, sendo prazo de fornecimento de 20 anos para hidrelétricas e de 15 anos para usinas eólicas e solares; e disponibilidade, sendo destinado à contratação de térmicas, com prazo de suprimento de 20 anos. Em todos os casos, o início do fornecimento é em 1º de janeiro de 2027. O edital também prevê a reserva de 50% da demanda para contratação de hidrelétricas de até 50 MW, conforme determina a lei que autorizou a privatização da Eletrobras. Além do leilão A-5, o governo deve realizar em 30 de setembro um leilão para contratação de novas usinas termelétricas movidas a gás natural. Foi uma imposição da lei que autorizou a privatização da Eletrobras, com o objetivo de levar térmicas para regiões do país em que ainda não há infraestrutura. O edital ainda está em avaliação pela Aneel e deve ser apreciado nas próximas semanas pela diretoria. VÍDEOS: notícias de economia
O Jornal Nacional e o Fantástico concorrem juntos na categoria Notícia pela cobertura do caso Prevent Senior. Jornalismo da Globo acumula agora 27 indicações nos últimos 21 anos. Globo é indicada ao Emmy Internacional de Jornalismo pela cobertura do caso Prevent Senior A Globo foi indicada nesta terça-feira (16) ao prêmio Emmy Internacional de Jornalismo 2022, considerado o Oscar da TV. Pelo 16º ano seguido, o oitavo consecutivo na categoria “Notícia”, o jornalismo da Globo está na lista de finalistas. O Jornal Nacional e o Fantástico concorrem juntos na categoria Notícia pela cobertura do caso Prevent Senior , em setembro do ano passado. As equipes denunciaram que a Prevent Senior usou medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 no tratamento de pacientes, e que a operadora ocultou a causa das mortes de doentes de Covid. Depois da reportagem, a CPI da Covid no Congresso encontrou irregularidades na operadora, e 11 pessoas foram indiciadas. O inquérito policial foi arquivado, porém o Ministério Público paulista segue investigando a conduta adotada no tratamento de 200 pacientes. E o Ministério Público do Trabalho propôs à Prevent Senior um termo de ajustamento de conduta, pelas denúncias trabalhistas. O caso também virou tema de documentário do Globoplay, “O Caso Prevent Senior”, dirigido pelo jornalista Álvaro Pereira Jr. Em nota, a Prevent Senior diz que refuta todas as acusações e que nenhuma delas foi comprovada. A empresa diz ainda que colabora com todas as investigações de diversos órgãos de fiscalização. O JN e o Fantástico vão disputar o Emmy com produções do Catar, da França e do Reino Unido. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia em Nova York, nos EUA, no dia 28 de setembro. Globo nos Emmys Com a indicação desta terça, o jornalismo da Globo acumula agora 27 indicações nos últimos 21 anos. Em 2011, o Jornal Nacional ganhou a estatueta, pela cobertura da retomada do conjunto de favelas do Alemão pelas forças de segurança do Rio de Janeiro. Ao todo, a Globo já recebeu outros 18 prêmios Emmy Internacional. O mais recente foi em 2020, para novela "Órfãos da Terra". O primeiro foi o de “Personalidade Mundial da Televisão”, recebido por Roberto Marinho, em 1976, prêmio que receberia novamente em 1983. Seu filho, Roberto Irineu Marinho, recebeu a estatueta em 2014, na mesma categoria. Em 1981, ganhou com o musical 'A Arca de Noé' e em, 1982, com 'Morte e Vida Severina'. A Globo foi premiada oito vezes por “Melhor Novela”, com ‘Caminho das Índias’ (2009), ‘Laços de Sangue’, coprodução com a SIC, exibida em Portugal (2011), 'O Astro' (2012), 'Lado a Lado' (2013), 'Joia Rara' (2014), 'Império' (2015), 'Verdades Secretas' (2016) e Órfãos da Terra (2020). 'A Mulher Invisível' (2012) e 'Doce de Mãe' (2015) venceram na categoria 'Melhor Comédia'. Fernanda Montenegro recebeu o prêmio em 2013 como 'Melhor Atriz' por seu papel em 'Doce de Mãe’. A Globo também recebeu o prêmio de melhor série no Emmy Internacional Kids 2018, com ‘Malhação: Viva a Diferença’.
Monitor do PIB antecipa dados sobre o desempenho da economia; números oficiais serão divulgados em setembro pelo IBGE. O Monitor do PIB, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), aponta crescimento de 1,1% na atividade econômica no segundo trimestre em comparação ao primeiro e 0,1% em junho comparado a maio, considerando-se dados com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 3,0% no segundo trimestre e 2,7% em junho, segundo o levantamento, que antecipa dados sobre o desempenho da economia brasileira. O dado é superior à previsão do Banco Central, que estimou uma expansão de 0,57% na economia brasileira de abril a junho na comparação com os três meses anteriores. Os dados oficiais sobre o PIB serão divulgados no dia 1º de setembro pelo IBGE. Banco Central: 'Prévia' do PIB indica alta de 0,57% no 2º trimestre e mostra desaceleração da economia “O crescimento de 1,1% do PIB no 2º trimestre é reflexo do desempenho positivo das três grandes atividades econômicas, embora seja esperada uma redução do ritmo da atividade econômica no segundo semestre devido aos juros que estão em patamares elevados, e a despeito da expectativa de redução do ritmo inflacionário", diz Juliana Trece, coordenadora da pesquisa. Pela ótica da demanda, a alta foi puxada pelo consumo das famílias e pelos investimentos (formação bruta de capital fixo). A coordenadora da pesquisa aponta que houve efeitos positivos dos estímulos econômicos, como a liberação dos saques de até R$ 1 mil do FGTS e a redução dos preços de alguns produtos considerados essenciais. Indicador do BC eleva otimismo para 3º trimestre O consumo das famílias cresceu 1,8% no segundo trimestre, comparado ao primeiro e 0,3% em junho frente a maio. Na comparação interanual cresceu 4,3% no segundo trimestre. Nesta comparação, todos os componentes do consumo cresceram, a exceção do consumo de bens duráveis, o que seria esperado tendo em vista o nível elevado dos juros. Entre os que cresceram, o maior destaque continua sendo o consumo de serviços. A formação bruta de capital fixo (FBCF) apresentou crescimento de 4,0% no segundo trimestre, em comparação ao primeiro e de 1,3% em junho, frente a maio. Na comparação interanual cresceu 0,3% no segundo trimestre. O componente de máquinas e equipamentos foi o único a apresentar queda nesta comparação (-3,7%), porém a uma taxa menor do que as quedas observadas nos meses anteriores. A exportação de bens e serviços apresentou retração de 2,4% no segundo trimestre, em comparação ao primeiro e crescimento de 7,8% em junho, frente a maio. Na análise interanual, a exportação retraiu 4,6% no segundo trimestre. Pelo segundo mês consecutivo, as quedas na exportação de produtos agropecuários e da extrativa mineral tiveram papel importante no desempenho negativo da exportação. A importação de bens e serviços cresceu 7,2% no segundo trimestre, em comparação ao primeiro e retraiu 1,2% em junho frente a maio. Na análise interanual retraiu 1,6% no segundo trimestre. Desde o trimestre encerrado em janeiro, a queda na importação de bens intermediários foi a principal responsável por esse resultado negativo da importação. Em termos monetários, estima-se que o acumulado do PIB no primeiro semestre de 2022, em valores correntes, foi de R$ 4.596.527 milhões, ou R$ 4,6 trilhões.

Valor caiu 1,52% em relação à semana anterior. Cotação refere-se ao preço médio pago ao produtor rural. O preço médio da arroba do boi gordo apresentou queda em Rondônia, apontou a nova cotação da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-RO). Na segunda semana de agosto, o preço médio da arroba foi de R$ 258,88. Arroba do boi TV TEM No levantamento mais recente, o preço médio foi 1,52% menor do que o comercializado na semana anterior, quando o produto era vendido por R$ 262,89. Além disso, o preço médio também é 11,64% menor do que o comercializado no mesmo período de 2021. A cotação da Emater refere-se ao preço médio pago ao produtor rural. Abaixo, veja os valores pagos em algumas cidades. Cotação do boi gordo à vista em RO O maior preço foi encontrado em Pimenta Bueno, onde o produtor recebe, por arroba, R$ 270. Já o menor valor, foi encontrado em Jaru, onde o produtor recebe R$ 245 por arroba. Veja outras notícias do campo
O principal índice da B3 subiu 0,43%, a 113.512 pontos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em alta nesta terça-feira (16), após pregão instável diante de preocupações com a desaceleração da economia global. O índice subiu 0,43%, a 113.512 pontos. Veja mais cotações. Com o fechamento, o índice atingiu nova máxima desde 20 de abril (114.344 pontos). Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 0,24%, a 113.032 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumula avanço de 10,03% no mês. No ano, a alta é de 8,29%. O que está mexendo com os mercados? No exterior, o foco dos investidores segue na trajetória da taxa de juros nos Estados Unidos e nos temores de uma recessão global. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20.

Nesta terça-feira, a moeda norte-americana subiu 0,95%, vendida a R$ 5,14. Nota de US$ 5 dólares REUTERS/Thomas White O dólar fechou em alta nesta terça-feira (16), com o real entre as moedas mais golpeadas em uma sessão negativa para divisas correlacionadas às matérias-primas, cujos preços voltaram a cair por temores de recessão global. A moeda norte-americana subiu 0,95%, vendida a R$ 5,14. Veja mais cotações. Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,38%, a R$ 5,0916. Com o resultado desta terça, passou a acumular recuo de 0,66% no mês. No ano, tem desvalorização de 7,80% frente ao real. o LEIA TAMBÉM: Comercial x turismo: qual a diferença e por que o turismo é mais caro? Qual o melhor momento para comprar a moeda? Dinheiro ou cartão? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? Entenda: O que faz o dólar subir ou cair em relação ao real? O que está mexendo com os mercados? De acordo com a Reuters, a instabilidade nos mercados externos estimulou a demanda pela proteção da moeda norte-americana. O índice do dólar frente a uma cesta de rivais evitava uma correção mesmo depois do salto da véspera, e as bolsas de valores em Nova York oscilaram entre perdas e ganhos por toda a sessão. Um índice de commodities emendou a terceira baixa consecutiva e acumula um tombo de 12,7% desde os picos em vários anos alcançadas em junho, pressionando adicionalmente os termos de troca do Brasil, uma das variáveis na conta da taxa de câmbio de equilíbrio. O minério de ferro, um dos principais componentes da pauta de exportação do Brasil, voltou a cair na Ásia.. Por aqui, as atenções estão voltadas para o início oficial da campanha eleitoral e para as pesquisas de intenção de voto. Na agenda econômica, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulga o Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao mês de junho. Na véspera, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central indicou que a economia brasileira registrou expansão de 0,57% no 2º trimestre. Projeções do mercado Os analistas do mercado financeiro reduziram de 7,11% para 7,02% a estimativa de inflação para este ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira. Já a previsão para 2023 passou de 5,36% para 5,38%. O mercado financeiro também passou a prever uma alta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, contra 1,98% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta avançou de 0,40% para 0,41%. Para a taxa básica de juros da economia, a Selic, a expectativa foi mantida em 13,75% ao ano no fim de 2022 e em 11% ao término de 2023. Já a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu estável em R$ 5,20. Para 2023, continuou inalterada também em R$ 5,20. Boletim Focus: estimativa da inflação para este ano cai pela sétima semana seguida
Cancelamento do A-6 decorre de medidas como a proposta de abertura do mercado livre de energia e a expansão da geração distribuída. O Ministério de Minas e Energia informou na noite de segunda-feira (15) que cancelou a realização do leilão de energia nova A-6 deste ano devido à ausência de demanda por parte das distribuidoras de energia. O leilão contrataria projetos novos de geração eólica, hidrelétrica e termelétrica (biomassa, gás natural e RSU) para fornecimento a partir de 1º de janeiro de 2028. O comunicado foi feito na véspera à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), juntamente com o envio de proposta de preços-teto para o certame do tipo A-5, que está mantido. Segundo o governo, o cancelamento do A-6 decorre de diversas medidas em curso, como a proposta de abertura do mercado livre de energia, a expansão da geração distribuída e a descotização das usinas hidrelétricas da Eletrobras após a privatização. Esses fatores vêm reduzindo o mercado cativo, atendido pelo portfólio de contratos das distribuidoras, e ampliando o consumo de energia no mercado livre, no qual consumidores negociam a energia diretamente com geradores e comercializadores. Com isso, não houve, por parte das distribuidoras, declaração de necessidade de compra de energia elétrica para o A-6 deste ano. "A medida representa economia administrativa e dos recursos dos agentes privados, na medida em que o certame meramente revelaria que, embora haja oferta de projetos, não há demanda para contratação no ambiente regulado", disse a pasta, em nota. Já o leilão A-5 será realizado em 16 de setembro. Poderão participar empreendimentos eólicos, solares, hidrelétricos e térmicos movidos a biomassa, a carvão e biogás, e de aproveitamento de resíduos sólidos urbanos.

Quem fizer o registro até o dia 29 de agosto receberá as duas primeiras parcelas de R$ 1 mil no dia 6 de setembro. O auxílio tem por objetivo ajudar os transportadores autônomos de carga a enfrentar o estado de emergência que decorre da alta do preço de combustíveis e derivados. Thomaz Silva/Agência Brasil O auxílio caminhoneiro começou ser pago neste mês e trabalhadores autônomos de carga que ainda estão de fora já podem fazer a autodeclaração para ter acesso ao benefício. O período de autodeclaração para recebimento da primeira e da segunda parcelas vai até o dia 29 de agosto. Quem fizer a autodeclaração até o final do mês e se encaixar nas regras do programa receberá as duas primeiras parcelas de R$ 1 mil no dia 6 de setembro. Devem fazer a autodeclaração os profissionais com cadastro em situação “ativo” no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas que não tiveram registro de operação de transporte rodoviário de carga neste ano. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, todos os profissionais nessa situação estão com uma notificação nos sistemas do governo. O preenchimento da autodeclaração pode ser feito no Portal Emprega Brasil, utilizando o login do Gov.br, ou no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, a fim de garantir que estão aptos a realizar operações de transportes. No primeiro lote, em 9 de agosto, mais de 190 mil foram habilitados a receber as duas primeiras parcelas de pagamento do Benefício Caminhoneiro-TAC,, referentes aos meses de julho e agosto. O governo estima que cerca de 900 mil caminhoneiros autônomos terão direito ao benefício. O chamado Benefício Emergencial aos Transportadores Autônomos de Carga (BEm Caminhoneiro) faz parte do pacotão eleitoral criado pela chamada PEC Kamikaze e será pago a transportadores autônomos de carga para compensar os efeitos do aumento no preço dos combustíveis. Mas, para ter direito ao benefício, os caminhoneiros precisam ficar atentos aos critérios exigidos pelo governo. Veja abaixo quem tem direito e como funciona o Benefício Caminhoneiro-TAC: Entenda como funciona o pagamento do Auxílio Caminhoneiro Quem tem direito e quais as regras? Têm direito ao benefício os transportadores autônomos de cargas devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022 e em situação "ativo" em 27 de julho de 2022. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos. O pagamento mensal do benefício no valor de R$ 1 mil será feito independentemente do número de veículos que eles possuírem. Os profissionais não precisarão apresentar comprovantes de compra de óleo diesel para ter direito ao valor. Quem estiver com situação cadastral "pendente" ou "suspenso" poderá regularizar o registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres e se habilitar para ter direito ao auxílio. Quem precisa fazer a autodeclaração? Os caminhoneiros com cadastro em situação “ativo” no registro da ANTT mas sem operações registradas neste ano precisam preencher uma autodeclaração específica para fins de recebimento do benefício. Na autodeclaração, o caminhoneiro-TAC deverá afirmar que atende aos requisitos legais exigidos para recebimento do benefício e que está apto a realizar, de forma regular, transporte rodoviário de carga. Também será necessário informar o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) dos veículos cadastrados junto à ANTT. O período para fazer a autodeclaração vai de 15 a 29 de agosto, com pagamento da primeira e da segunda parcela previstos para 6 de setembro. Encerrado o período, a Dataprev fará um novo processamento dos dados para verificar os caminhoneiros a aptos a receber o benefício, se cumpridos os demais requisitos. "Os caminhoneiros-TAC que efetuarem a autodeclaração após 29 de agosto somente terão direito a receber o benefício a partir do mês da realização da autodeclaração, desde que atendidos os demais requisitos legais, sem possibilidade de pagamento retroativo", informa o ministério. Veja o calendário de pagamentos: Como saber se estou apto a receber? Para consultar a situação atual no RNTRC, basta fazer a consulta no site da ANTT, neste link. A busca pode ser feita a partir de informações do transportador, da localidade ou do veículo. As informações sobre os resultados do processamento e os pagamentos realizados poderão ser consultados na página eletrônica https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/assuntos/beneficiocaminhoneiro. As informações sobre a elegibilidade do caminhoneiro ou as pendências/notificações para ter direito ao benefício estão disponíveis no Portal Emprega Brasil e no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Caso o motivo do indeferimento seja por irregularidade no CPF, o caminhoneiro deverá procurar a Receita Federal para regularizar sua situação. Nos casos de indeferimento por motivo de cadastro em situação “pendente” ou “suspenso” na ANTT, os profissionais deverão procurar a agência a fim de regularizar o registro. Em que situações o benefício não será pago aos motoristas? O BEm Caminhoneiro não será pago nas seguintes situações: se o caminhoneiro estiver com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pendente de regularização junto à Receita Federal do Brasil, em situação suspensa, cancelada, nula, ou de titular falecido; caso o caminhoneiro tenha seu CPF vinculado à concessão de pensão por morte de qualquer natureza ou do auxílio-reclusão; ou caso o caminhoneiro seja titular de benefício por incapacidade permanente para o trabalho; beneficiário com indicativo de óbito no Sistema de Controle de Óbitos, ou no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil; o benefício não será pago cumulativamente ao caminhoneiro que estiver recebendo benefício assistencial (como BPC/LOAS para a pessoa com deficiência), benefício por incapacidade, por invalidez, auxílio-reclusão ou se for elegível ao benefício taxista. MEI Caminhoneiro está incluído? Sim. A categoria de MEI Caminhoneiro poderá, como transportador autônomo de cargas cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), receber o benefício. Esse registro deve ter sido feito até 31 de maio de 2022. A categoria de MEI Caminhoneiro foi criada em dezembro de 2021, colocando os caminhoneiros no rol de profissões que podem se formalizar como microempreendedores individuais (MEIs) e garantir os direitos previdenciários, sociais e tributários da categoria. Caminhoneiros podem aderir ao MEI; veja regras e como fazer

Política salarial tem como objetivo definir o que é pago ao trabalhador de acordo com as responsabilidades e exigências dos cargos em relação à realidade do mercado e tem ainda a função de atrair e reter os profissionais. Salários de acordo com plano de carreira Freepik O projeto de lei que determina a divulgação da faixa salarial em anúncios de emprego pode trazer grandes mudanças para as empresas – entre elas, o foco em relação aos funcionários já contratados e a necessidade de uma política transparente de cargos e salários. O projeto de lei 1.149/22, que tramita na Câmara dos Deputados, determina a obrigatoriedade de informar a faixa salarial na divulgação das vagas e vale para empresas públicas e privadas. Em caso de descumprimento, a multa é de cinco salários mínimos. “As empresas terão que se readequar para não ficar em desvantagem no mercado de trabalho, com políticas mais claras de cargos e salários. Ou seja, uma grande mudança com impacto relevante para todas as partes. Vencerá este jogo quem tiver a marca empregadora mais forte”, avalia Ketlhenn Layla Xavier Monteiro, analista de Recursos Humanos da Confirp Contabilidade. Para a especialista, se a lei for aprovada, o foco será em relação a quem já está contratado. “Imagine que para suprir uma vaga complexa a empresa tenha que elevar os valores que paga normalmente para funcionários que atuam na mesma função, mas que recebem menos. Por isso, será de extrema importância realizar o mapeamento das competências juntamente com os cargos e salários para enxergar de forma ampla e criar um plano de ação dentro da organização”, alerta. Segundo ela, as empresas podem ter os melhores benefícios, mas as que pagam mais sempre estarão à frente na visibilidade das vagas no mercado, aumentando a competividade pela mão de obra qualificada. Assim, haverá a necessidade de estabelecer boas políticas de remuneração, com um processo apurado de cargos e salários. LEIA TAMBÉM: 90% são a favor que as empresas informem salário nos anúncios de emprego, aponta enquete Os 10 fatores que definem o ‘salário emocional’ País bate recorde de pedidos de demissão em 12 meses, mostra levantamento A importância da política de cargos e salários Ketlhenn explica que a política de cargos e salários exerce papel determinante no desempenho e no resultado das empresas – ela define a importância e a preocupação que a organização dá ao seu potencial humano e como ela retribuiu o trabalho executado. “Com isso, a construção do plano de cargos e salários torna-se de fundamental importância, pois é somente a partir dele que podemos pensar em outras estratégias como a implantação de um plano de carreira, planos de treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho e outras práticas de remuneração, como programas de remuneração variável, participação nos lucros e resultados, remuneração por habilidades e competências, entre outras”, diz. O que é plano de cargos e salários De acordo com a especialista em RH, a política de cargos e salários é uma estratégia que equilibra os salários, ou seja, paga o trabalhador de acordo com as responsabilidades e exigências dos cargos em relação à realidade do mercado, e tem a função de atrair e reter os profissionais. “É fundamental para que a empresa possa desenvolver uma gestão transparente, por meio do mérito pelos resultados obtidos e pela evolução técnica, a partir de critérios lógicos e bem definidos”, diz. Como implementar Para implementação desse plano de cargos e salários é necessário o alinhamento entre a diretoria e os gestores e o envolvimento de profissionais de RH que conheçam as metodologias de avaliação de cargos e trabalhem no detalhamento de todas as informações de forma clara e objetiva. Definição dos salários A definição dos salários envolve pesquisa de mercado para desenvolver estatisticamente os comparativos e equilibrá-los com a oferta externa e a realidade econômica da empresa, aplicando-os de acordo com a estrutura da companhia. Para chegar a uma remuneração adequada, é feita uma pesquisa de mercado dentro dos cargos semelhantes. São ainda levados em consideração a complexidade das atribuições, o perfil requisitado e o nível hierárquico, além da localidade, do porte e da atividade da empresa. As empresas precisam fazer essa pesquisa de forma rotineira para se adequarem ao momento do mercado. Avaliação dos cargos Dentro do plano de cargos e salários estão descritas as atribuições de cada função, as exigências de formação e de experiência e as faixas salariais. As avaliações dos cargos devem ser feitas de acordo com seu peso de importância na atividade da empresa, sendo que as atribuições de cada um devem ser detalhadas com a participação de gestores, equipe do RH e ocupantes dos próprios cargos por meio de questionários e entrevistas complementares. Como são definidas as faixas salariais Os cargos geralmente são divididos em níveis júnior, pleno e sênior, pois nesse caso é levado em conta o tempo de experiência do profissional. Por isso, as faixas salariais são diferentes para cada nível. O mesmo cargo pode ter grandes variações de salário dependendo do nível de experiência do profissional. Nessa conta entram ainda o quanto a experiência é relevante para o cargo, o que pode aumentar ainda mais a diferença entre o nível júnior e sênior, por exemplo. Além disso, o salário também varia de acordo com o tamanho da empresa. A exigência de formação também determina as faixas salariais. Cargos que estão com grande demanda de mão de obra e escassez de profissionais por justamente pedirem formações, experiências e conhecimentos específicos tendem a ter salários mais valorizados. Nesses casos, eles geralmente são precificados pelo mercado e não pela política salarial da empresa.

Agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão, em quatro estados; ordens são da Justiça Federal no DF. Segundo corporação, ataques foram cometidos por 'uma organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza'. ConecteSUS Reprodução/GloboNews A Polícia Federal começou a cumprir, nesta terça-feira (16), oito mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso suspeito de invadir sistemas do Ministério da Saúde e de outros órgãos do governo federal. Segundo a corporação, eles foram responsáveis pelo ataque que, em dezembro do ano passado, comprometeu o site Conecte SUS, responsável pelo Certificado Nacional de Vacinação (veja detalhes abaixo). Os mandados estão sendo cumpridos nos estados da Paraíba, de Minas Gerais, do Paraná e de Santa Catarina. Segundo a PF, os envolvidos integram uma "organização criminosa transnacional dedicada à prática de crimes dessa natureza, visando entidades públicas e privados no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Colômbia". De acordo com as investigações, um ambiente em nuvem do Ministério da Sáude foi atacada e arquivos, dados e instâncias da pasta foram deletados. A ação acabou, então, comprometendo o ConecteSUS. A Polícia Federal afirma que o grupo também acessou indevidamente o ambiente virtual dos seguintes órgãos: Controladoria-Geral da União (CGU); Ministério da Economia; Instituto Federal do Paraná (IFPR); Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Escola Nacional de Administração Pública (Enap); Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT); Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL); Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal; Polícia Rodoviária Federal (PRF). A PF apura os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, interrupção ou perturbação de serviços telegráficos, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, corrução de menores, e lavagem de capitais. Fora do ar Aplicativo do ConecteSUS é invadido e deixa de apresentar dados sobre vacinação Em dezembro do ano passado, usuários do ConecteSUS relataram que os comprovantes de vacinação não estavam aparecendo no aplicativo. Outros disseram que não conseguiam sequer entrar na plataforma. O ConecteSUS é o aplicativo responsável pela emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19. A queda no sistema causou transtornos em várias cidades onde o comprovante de vacinação era exigido para acessar locais públicos. O problema também afetou o sistema de notificação de casos da Covid-19 e a página que compila dados de vacinação para outras doenças no país (SI-PNI), segundo o Ministério da Saúde. À época, o Ministério da Saúde informou que a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional foram acionados para investigar o caso. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garantiu que os dados não seriam perdidos e chamou o incidente de "atitude criminosa". Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Segundo a medida, podem ser adotados home office, antecipação de férias, redução da jornada de trabalho e suspensão de contrato. Carteira de trabalho digital Marcelo Camargo/Agência Brasil A Medida Provisória (MP) que flexibiliza regras trabalhistas em caso de calamidade pública municipal, estadual ou nacional foi promulgada nesta terça-feira (16) e agora é a Lei Nº 14.437. A promulgação foi publicada no "Diário Oficial da União (DOU)". O Senado aprovou a MP dia 3 de agosto, um dia após a Câmara aceitar a proposta. O texto foi editado pelo governo no dia 28 de março e precisava ser aprovado pelo Congresso até o próximo dia 7 de agosto para não perder a validade e virar lei permanente. O texto-base da medida provisória foi aprovado por 51 votos a 17. Na sequência, um destaque, proposto pelo PT, foi rejeitado por 39 votos a 19. Pressionados pelo prazo, deputados e senadores evitaram promover alterações no conteúdo da medida provisória a fim de encurtar a tramitação e facilitar a aprovação. Aprovada sem mudanças em relação ao que foi enviado pelo Executivo, a MP foi à promulgação pelo Congresso. O texto autoriza o Poder Executivo federal a adotar, em situações de calamidade pública, medidas trabalhistas alternativas e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, que prevê a redução proporcional da jornada de trabalho e do salário, ou suspensão temporária do contrato de trabalho, mediante acordo entre empregador e empregado, com pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). As regras do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda já haviam sido adotadas em 2020 e 2021, em meio à pandemia da Covid-19. A lei permite, em caso de calamidade pública: adoção do regime de teletrabalho (home office ou trabalho remoto); antecipação de férias individuais; concessão de férias coletivas; aproveitamento e antecipação de feriados; regime diferenciado de banco de horas; suspensão da exigência dos recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O prazo permitido para adoção das regras é de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública. Ao enviar a MP para o Congresso, em março deste ano, o governo argumentou que, com as mudanças, "pretende-se preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais, empresariais e das organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, e reduzir o impacto social oriundo da ocorrência de estado de calamidade pública nos entes federados". Já o senador Paulo Paim (PT-RS) criticou a medida. Segundo o parlamentar, o texto possibilita a realização de uma 'reforma trabalhista' nos casos de calamidade pública. "É uma reforma trabalhista antecipada. Cada estado de calamidade é uma realidade. Ora, município X ou Y decide lá que é estado de calamidade. Se ele tiver o aval da União, ele pode fazer uma reforma trabalhista, negando os direitos dos trabalhadores. Uma medida provisória como esta, pelo menos naquele caso da pandemia, foi amplamente discutida por todos nós, com votos contrários e a favor. E como que agora nós vamos deixar a boa vontade lá do município de decretar o estado de calamidade e automaticamente nós teremos aí uma série de direitos que desaparecerão", disse o petista. Veja as medidas: Facilitação do regime de teletrabalho O empregador poderá alterar o regime de trabalho presencial para home office (teletrabalho ou trabalho remoto), além de determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho. Essa alteração será notificada ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. Antecipação de férias individuais O empregador informará ao empregado sobre a antecipação de suas férias com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico. As férias antecipadas não poderão ser gozadas em períodos inferiores a 5 dias corridos e poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo a que se referem não tenha transcorrido. O empregado e o empregador poderão, adicionalmente, negociar a antecipação de períodos futuros de férias, por meio de acordo individual escrito. O adicional de um terço relativo às férias concedidas poderá ser pago após a sua concessão, a critério do empregador, até a data em que é devido o pagamento do 13º salário. No caso de pedido de demissão, as férias antecipadas gozadas serão descontadas das verbas rescisórias devidas ao empregado. Concessão de férias coletivas O empregador poderá conceder férias coletivas a todos os empregados ou a setores da empresa, mas deverá notificá-los, por escrito ou por meio eletrônico, com antecedência mínima de 48 horas. Não se aplicam o limite máximo de períodos anuais e o limite mínimo de dias corridos previstos na CLT, ou seja, é permitida a concessão por prazo superior a 30 dias. Aproveitamento e antecipação de feriados Os empregadores poderão antecipar o aproveitamento de feriados federais, estaduais, distritais e municipais, incluídos os religiosos, e deverão notificar, por escrito ou por meio eletrônico, o conjunto de empregados beneficiados, com antecedência de, no mínimo, 48 horas, com a indicação expressa dos feriados aproveitados. Os feriados poderão ser utilizados para compensação do saldo em banco de horas. Regime diferenciado de banco de horas Ficam autorizados a interrupção das atividades pelo empregador e o regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do empregador ou do empregado, estabelecido por meio de acordo individual ou coletivo escrito, para a compensação no prazo de até 18 meses. A compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser feita por meio da prorrogação de jornada em até duas horas, a qual não poderá exceder 10 horas diárias, e poderá ser realizada aos finais de semana. Essa compensação do saldo de horas poderá ser determinada pelo empregador independentemente de convenção coletiva ou de acordo individual ou coletivo. Suspensão da exigência dos recolhimentos do Fundo de Garantia O Ministério do Trabalho e Previdência poderá suspender a exigibilidade dos recolhimentos do FGTS de até quatro competências, relativos aos estabelecimentos dos empregadores situados em municípios em estado de calamidade pública reconhecido pelo Poder Executivo federal. Os depósitos das competências suspensas poderão ser realizados de forma parcelada, em até seis vezes, sem a incidência da atualização, da multa e dos encargos previstos. Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda A medida provisória prevê que o governo federal poderá instituir o programa de redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho para o enfrentamento das consequências sociais e econômicas do estado de calamidade pública em âmbito nacional ou em âmbito estadual, distrital ou municipal reconhecido pelo Poder Executivo federal. O prazo para adoção do programa será de até 90 dias, prorrogável enquanto durar o estado de calamidade pública. Pelo programa, os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso receberão da União o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), proporcional ao valor do seguro-desemprego. Há uma "garantia provisória" do emprego pelos meses em que a jornada e os salários forem reduzidos ou o contrato suspenso e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo: se houve uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. VÍDEOS: notícias sobre política

Paulo Jr participou do podcast do g1 que conta como surgiu a caipirinha e traz curiosidades sobre a chegada da cana-de-açúcar ao Brasil. Paulo Jr, baixista do Sepultura: "Uma cachaça de boa qualidade é sempre bem-vinda", conta. Marina Melchers Pinga, mé, saideira, marvada... a lista é longa para se referir à cachaça, bebida brasileira feita a partir da cana-de-açúcar e que é ingrediente principal da caipirinha, outro ícone nacional. A banda Sepultura investe em uma marca de cachaça desde 2017. Até agora a banda já teve parceria com duas destilarias. Em entrevista ao podcast “De onde vem o que eu como”, o baixista Paulo Jr lembrou que sempre que volta para Belo Horizonte aproveita para tomar uma cachacinha. E explicou que a origem mineira fez com que a banda apostasse no negócio. Ouça abaixo. “Gosto, sim , de tomar uma boa cachaça, saborear com moderação e comer um torresminho, né? Faz parte da nossa cultura de boteco!”, contou. Banda Sepultura investe em marca de cachaça desde 2017. Marcos Hermes É Minas, uai Minas Gerais é o maior produtor de cachaça do país: quase 70% dos estabelecimentos que fabricam a bebida estão no estado, segundo o Anuário da Cachaça de 2021. A cachaça do Sepultura, que leva o nome da banda, é produzida em Sacramento, na região do Triângulo Mineiro. Mas a Capital Nacional da Cachaça é o município de Salinas, no norte do estado. O produtor Aldeir Xavier conta que, por lá, a bebida é herança de família. “Aqui em Salinas é comum encontrar produtores de cachaça que vêm de famílias com tradição na bebida há muito tempo”, reforça Xavier. 'Cock-tail' em tradução literal do inglês: rabo de galo, drinque brasileiro com cachaça. Albert Coelho/Arquivo Pessoal Gracyanne Barbosa consome 40 ovos por dia; ela dá receita de pudim de clara no novo podcast do g1 De onde vem o que eu como: g1 vai à 'capital do morango' e explica por que ele não é fruta Sabia que as hortaliças tomam 'banho' com sabão? De onde vem? A cana-de-açúcar chegou ao Brasil no século 16. Mas a origem dessa planta é a Ásia, como explica o pesquisador Mauro Xavier, do Instituto Agronômico: “O centro de origem da cana são as ilhas de Java, da Indonésia e da Nova Guiné. Depois ela foi para a Índia, de lá para o Egito e depois para a Europa. Com as navegações, a cana chegou ao Brasil”. Cana é matéria-prima que gera energia elétrica para 12 milhões de residências do país Resíduos da cana-de-açúcar geram o biogás, que vira energia elétrica e combustível substituto do diesel O segundo episódio do podcast “De onde vem o que eu como” traz muitas outras curiosidades sobre a cachaça, a cana-de-açúcar e a caipirinha. Você sabe por que a caipirinha foi inventada? Conhece todos os apelidos da cachaça? Sabe diferenciar cachaça e aguardente? Então, bora ouvir o podcast! 2º episódio do podcast "De onde vem o que eu como" vai trazer curiosidades sobre a caipirinha e a cachaça Foto: Comunicação/Globo

Veja onde obter mais informações sobre os benefícios, como calendário, saldo e pagamento de parcelas. Benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados. MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Será pago nesta terça-feira (16) a parcela de agosto do Auxílio Brasil e do vale-gás para o grupo de beneficiários portadores Número de Identificação Social (NIS) com final 6. O mesmo grupo também recebe o vale-gás com valor integral do botijão. Na semana passada, receberam os benefícios dos grupos com NIS final 1, 2, 3 e 4. O benefício será pago até o dia 22 para os demais segurados (veja calendário abaixo). LEIA TAMBÉM: Auxílio 2022 pode reduzir pobreza, mas conta para os mais pobres virá depois, alerta economista da FGV Governo e Congresso driblam regras eleitorais e orçamentárias às vésperas da disputa nas urnas Um total de 20,2 milhões de beneficiários em condição de vulnerabilidade social vai receber o mínimo de R$ 600 neste mês referente ao Auxílio Brasil. O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 400 para R$ 600, será válido entre agosto e dezembro deste ano. Esse acréscimo no valor do Auxílio Brasil está dentro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em medidas de auxílio à população pobre e a algumas categorias profissionais. Auxílio Brasil bate recorde de buscas em julho Empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil: veja perguntas e respostas Auxílio Brasil X Bolsa Família: veja comparação Perguntas e respostas sobre o programa Novo cartão começa a ser entregue; veja perguntas e respostas TUDO SOBRE O AUXÍLIO BRASIL O investimento total para o pagamento do Auxílio Brasil em agosto de 2022 é superior a R$ R$ 12,1 bilhões. O valor médio é de R$ 607,88. Além do benefício principal, há benefícios complementares pagos de acordo com os perfis das famílias, como o Auxílio Esporte Escolar, a Bolsa de Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Inclusão Produtiva Rural. O Auxílio Brasil é destinado a famílias em situação de extrema pobreza. Famílias em situação de pobreza também podem receber, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos. As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar mensal per capita de até R$ 105, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210. Há três possibilidades para recebimento do Auxílio Brasil: Se já tinha o Bolsa Família: Auxílio Brasil será pago automaticamente Se está no CadÚnico, mas não recebia o Bolsa Família: vai para a lista de reserva Se não está no CadÚnico: é preciso buscar um Cras para registro, sem garantia de receber Clique aqui e veja como se inscrever no CadÚnico Informações por telefone O beneficiário pode ligar no telefone 121, do Ministério da Cidadania, para saber se tem direito ao Auxílio Brasil e o valor que será pago. Também é possível obter informações sobre o benefício na Central de atendimento da Caixa, pelo telefone 111. Informações por aplicativos No aplicativo Auxílio Brasil (disponível para download gratuitamente para Android e iOS), é possível fazer o login utilizando a senha do Caixa Tem. Caso não tenha, basta efetuar um cadastro. No aplicativo Caixa Tem poderão ser consultadas informações sobre o benefício, como saldo e pagamento de parcelas. Auxílio Brasil tem calendário atualizado e valor mínimo sobe para R$ 600 em agosto Auxílio Gás O Auxílio Gás manteve as datas de depósitos do Auxílio Brasil, que funcionam de acordo com o fim do Número de Inscrição Social (NIS). No valor de R$ 110 a parcela se refere ao mês de agosto e irá beneficiar 5,6 milhões de famílias. 5,6 milhões de famílias irão receber o auxílio gás no valor de R$ 110 em agosto. Reprodução/RBS TV O valor médio integral da unidade do botijão será pago nos meses de agosto, outubro e dezembro. Em janeiro de 2023, as famílias voltarão a receber o valor médio de 50% do botijão de gás de 13 kg. Veja no calendário abaixo: Os cartões e senhas utilizados para o saque do Auxílio Brasil podem ser utilizados para o recebimento do vale gás. O saque pode ser feito nas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. O benefício pode ainda ser pago em poupança social digital do Caixa Tem. Pelo aplicativo Caixa Tem, é possível realizar compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode realizar o pagamento de contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo ou nos canais lotéricos. A validade da parcela do benefício é de 120 dias, contados da data em que for disponibilizado o benefício na opção de pagamento. Consulta É possível consultar a situação do benefício pelo aplicativo Auxílio Brasil, aplicativo Caixa Tem e Atendimento Caixa, pelo telefone 111. Em caso de dúvidas, o beneficiário pode entrar em contato com o Ministério da Cidadania pelo telefone 121.